terça-feira, 12 de novembro de 2019

ANTÔNIO NÁSSARA - 110 ANOS


NÁSSARA
Carioca, 1939
http://memoria.bn.br



Há 110 anos nascia o compositor ANTÔNIO NÁSSARA.

Antônio Gabriel Nássara nasceu no Rio de Janeiro em 12 de novembro de 1909, no bairro de São Cristóvão. Seus pais eram os imigrantes libaneses Uahyba, no Brasil desde menina, e de Gabriel Jorge Nássara, que chegou ao Brasil em 1890.

Compôs sua primeira música em 1930, Saldo a meu favor.

Também era caricaturista e desenhista, sendo um de nossos grandes caricaturistas.


Nássara desenhando.
Carioca, 1936
http://memoria.bn.br/

Em 1931 teve sua primeira composição gravada, o samba Para o Samba entrar no Céu, realizada por Almirante (que, ao lado de J. Rui era o parceiro de Nássara) na Victor, sendo acompanhado pelo Bando de Tangarás.

Em 1932 ingressou no rádio trabalhando como speaker (locutor) do Programa Casé, da Rádio Phillips.

Em 1933 compôs a marcha As Lavadeiras, em parceria com Orestes Barbosa. Ambos gravaram a composição na Columbia. Foi a única experiência de Nássara como cantor.

Nássara foi um dos grandes compositores brasileiros dos anos 30 e 40, colecionando vários sucessos, sozinho ou em parcerias. Destacou-se também no Carnaval. Entre seus sucessos estão a marcha Formosa, gravada por Francisco Alves e Mário Reis em 1932; AMEI, marcha que Francisco Alves gravou em 1936 e cantou no filme Alô, Alô Carnaval, também de 1936, onde ele aparece numa sala de aula com várias crianças e sua sobrinha como destaque; Luiz Barbosa gravou em 1936 o samba Cadê o Toucinho?; entre outros êxitos.


Francisco Alves canta AMEI em Alô, Alô Carnaval, 1936




O Malho, 1934
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Carioca, 1936
http://memoria.bn.br/


Tinha um estilo de parodiar ou citar composições famosas em suas próprias músicas, segundo o Dicionário Ricardo Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Segundo o site, “muitos de seus sucessos, utilizavam esse recurso: em ‘Periquitinho verde’, em parceria com Sá Róris, citou ‘Mamãe eu quero’, em ‘Nós queremos uma valsa’, há uma citação da ‘Valsa dos Patinadores’, de Emil Waldteufel, e a marcha ‘Pombinha branca’ é uma paródia da valsa ‘La Paloma’”. 


Nássara e o compositor Oswaldo Vasques (Baiaco)
Carioca, 1936
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Nos anos 50 ainda continuava lançando sucessos, como Balzaqueana, ao lado de Wilson Batista, que Jorge Goulart lançou em 1950 pela Continental.

Nássara faleceu no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 1996, um mês após completar 87 anos.


Trago vinte e seis gravações onde Nássara atua como cantor e compositor. São registros feitos entre 1932 e 1941, realizados por nomes como Carmen Miranda, Marilu, Dircinha Batista, Francisco Alves, Mário Reis, Sílvio Caldas, entre outros.




Nássara Cantor

AS LAVADEIRAS
Marcha de Orestes Barbosa e Antônio Nássara
Gravada por Orestes Barbosa e Antônio Nássara
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.196-B, matriz 381452
Lançado em 1933



Nássara Compositor


FORMOSA
Marcha de Antônio Nássara e J. Rui
Gravada por Francisco Alves e Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 10.957-A, matriz 4560-3
Gravado em 22 de dezembro de 1932 e lançado em janeiro/fevereiro de 1933



DOIS AMORES
Marcha de Antônio Nássara e Alberto Ribeiro
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Odeon e Coro
Disco Odeon 11.087-A, matriz 4769
Gravado em 18 de dezembro de 1933 e lançado em janeiro/fevereiro de 1934



MARIA ROSA
Marcha de Antônio Nássara
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.087-B, matriz 4761
Gravado em 05 de dezembro de 1933 e lançado em janeiro/fevereiro de 1934



TIPO SETE (TIPO 7)
Marcha de Antônio Nássara e Alberto Ribeiro
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Odeon e Coro
Disco Odeon 11.090-A, matriz 4770
Gravado em 18 de dezembro de 1933 e lançado em janeiro/fevereiro de 1934



CARNEIRINHO
Marcha de Antônio Nássara
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento dos Diabos do Céu, sob a direção de Pixinguinha
Disco Victor 33.786-A, matriz 79637-1
Gravado em 07 de maio de 1934 e lançado em junho de 1934



TOME MAIS UM CHOPE
Marcha de Antônio Nássara
Gravada por Carmen Miranda
Acompanhamento dos Diabos do Céu, sob a direção de Pixinguinha
Disco Victor 33.858-B, matriz 79721-1
Gravado em 10 de outubro de 1934 e lançado em dezembro de 1934



GAROTA COLOSSAL (MEU HINO NACIONAL)
Marcha de Antônio Nássara e Ary Barroso
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 33.883-A, matriz 79736-1
Gravado em 16 de outubro de 1934 e lançado em janeiro de 1935



CORAÇÃO INGRATO
Marcha de Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão
Gravada por Sílvio Caldas
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.178-A, matriz 4946
Gravado em 14 de novembro de 1934 e lançado em dezembro de 1934



TENS DE COMPREENDER
Samba de Antônio Nássara
Gravado por Aracy de Almeida
Acompanhamento do Grupo do Canhoto
Disco Victor 33.997-A, matriz 79892-1
Gravado em 24 de abril de 1935 e lançado em dezembro de 1935



VOCÊ É QUEM BRILHA
Marcha de Antônio Nássara e Alberto Ribeiro
Gravada por Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.321-A, matriz 5233
Gravado em 02 de janeiro de 1936 e lançado em janeiro de 1936



A M E I
Marcha de Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.033-B, matriz 80078-1
Gravado em 07 de janeiro de 1936 e lançado em fevereiro de 1936



PAREI COM ELAS
Marcha de Antônio Nássara e Alberto Ribeiro
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.131-A, matriz 80260-1
Gravado em 18 de novembro de 1936 e lançado em janeiro de 1937



CHIRIBIRIBI QUA-QUÁ
Marcha de Antônio Nássara e Ary Barroso
Gravada pelo Bando da Lua
Disco Victor 34.115-B, matriz 80249-1
Gravado em 23 de novembro de 1936 e lançado em dezembro de 1936



CADÊ O TOUCINHO?
Samba de Antônio Nássara e Antônio Almeida
Gravado por Luiz Barbosa
Acompanhamento dos Reis do Ritmo
Disco Victor 34.137-A, matriz 80267-1
Gravado em 24 de novembro de 1936 e lançado em janeiro de 1937



A MENINA PRESIDÊNCIA
Marcha de Antônio Nássara e Cristóvão de Alencar
Gravada por Sílvio Caldas
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.450-A, matriz 5468
Gravado em 28 de novembro de 1936 e lançado em janeiro de 1937



VOCÊ ME PAGA O QUE FEZ
Samba de Antônio Nássara
Gravado por Aracy de Almeida
Acompanhamento dos Boêmios da Cidade
Disco Victor 34.214-A, matriz 80393-1
Gravado em 04 de maio de 1937 e lançado em outubro de 1937



PERIQUITINHO VERDE
Marcha de Antônio Nássara e Sá Róris
Gravada por Dircinha Batista
Acompanhamento do Conjunto Regional
Disco Odeon 11.553-A, matriz 5719
Gravado em 29 de novembro de 1937 e lançado em janeiro de 1938



BATENDO MEU TAMBORIM
Samba de Antônio Nássara e Afonso Guimarães (Afonsinho)
Gravado por Carlos Galhardo
Acompanhamento do Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 34.278-A, matriz 80633-1
Gravado em 15 de dezembro de 1937 e lançado em fevereiro de 1938



ARCA DE NOÉ
Marcha de Antônio Nássara e Sá Róris
Gravada por Almirante
Acompanhamento da Orquestra Odeon Sob Direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.561-B, matriz 5722
Gravado em 03 de dezembro de 1937 e lançado em fevereiro de 1938



FLORISBELA
Marcha de Marcha de Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão
Gravada por Sílvio Caldas
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 34.387-B, matriz 80929-2
Gravado em 07 de novembro de 1938 e lançado em dezembro



DIREITO DE PECAR
Samba de Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão
Gravado por Nilton Paz
Acompanhamento de Napoleão e Sua Orquestra
Disco Columbia 55.225-A, matriz 291-1
Gravado em 25 de maio de 1940 e lançado em julho



NÓS QUEREMOS UMA VALSA
Marcha de Antônio Nássara e Eratóstenes Frazão
Gravada por Carlos Galhardo
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 34.708-A, matriz 52089
Gravado em 21 de dezembro de 1940 e lançado em fevereiro de 1941



ANASTÁCIO
Marcha de Antônio Nássara e J. Cascata
Gravada por Marilu
Acompanhamento de La Falce e Sua Orquestra
Disco Victor 34.824-A, matriz S-052351
Gravado em 10 de setembro de 1941 e lançado em novembro de 1941



MÚSICA PRA SERPENTE DANÇAR
Marcha de Antônio Nássara e Haroldo Lobo
Gravada por Marilu
Acompanhamento de La Falce e Sua Orquestra
Disco Victor 34.852-A, matriz S-052401
Gravado em 27 de outubro de 1941 e lançado em janeiro de 1942



JÁ PASSAVA DAS ONZE
Samba de Antônio Nássara e Haroldo Lobo
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento de Fon Fon e Sua Orquestra
Disco Odeon 12.077-B, matriz 6822
Gravado em 28 de outubro de 1941 e lançado em dezembro de 1941











Agradecimento ao Arquivo Nirez









segunda-feira, 11 de novembro de 2019

EDUARDO DAS NEVES - 100 ANOS DE SAUDADE

EDUARDO DAS NEVES
O Malho, 1917
http://memoria.bn.br/



Há 100 anos falecia o cantor, compositor e palhaço EDUARDO DAS NEVES.


Eduardo Sebastião das Neves nasceu no Rio de Janeiro em 1874, no bairro de São Cristóvão. Também era palhaço, violonista e letrista.

Trabalhou como guarda-freios da Estrada de Ferro Central do Brasil. Demitido, passou a ser soldado do Corpo de Bombeiros, de onde também foi expulso por frequentar as rodas boêmias com a farda da corporação.

Em 1895, aos 21 anos de idade, iniciou sua carreira artística, se tornando palhaço, violonista e cantor nos circos da cidade, como o Circo pavilhão Internacional (no Parque Rio Branco) e Teatro-Circo François. 

Era conhecido por "Palhaço Negro", "Crioulo Dudu" ou "Dudu das Neves", entre outros apelidos. Simpático e carismático, Eduardo também se apresentava em cafés concertos, cantando modinhas, lundus e cançonetas, onde se acompanhava ao violão.

Em 1900, a Livraria Quaresma publicou sua primeira coletânea de versos, provavelmente de seu repertório, intitulada O cantor de Modinhas. Em 1902, essa mesma editora lançou o livro O trovador da malandragem, que fez sucesso por décadas.

Em 1902 compôs a marcha A Conquista do Ar - Santos Dumont, onde homenageava o piloto brasileiro que, um ano antes, havia ganho em Paris o Prêmio Deutsh, por contornar a Torre Eiffel em um dirigível, sendo reconhecido internacionalmente como o maior aeronauta do mundo e inventor do dirigível. Os versos de Eduardo das Neves tornaram-se célebres no Brasil inteiro:

"A Europa curvou-se ante o Brasil
E clamou parabéns em meio tom.
Brilhou, lá no céu, mais uma estrela
Apareceu Santos Dumont".

Ainda em 1903, a marcha foi lançada, pelo cantor Bahiano, em discos Zon-O-Phone.

Ainda receberia umas seis regravações durante a década de 1900.

Eduardo das Neves ainda organizou a serenata em homenagem a Santos Dumont, que foi realizada em 07 de setembro de 1903, um evento de grande importância nos primórdios da MPB. 

Para essa homenagem, ele reuniu alguns dos melhores chorões da época: Quincas Laranjeiras, Sátiro Bilhar, Mário Cavaquinho, Chico Borges, entre outros. 

Novamente, a Livraria Quaresma publicou, em 1905, mais um livro de Eduardo, intitulado Mistérios do Violão. No prefácio, ele escreveu algumas palavras revoltado com as suposições de que ele não era o autor de suas obras: "Porque duvidais, isto é, não acreditais quando aparece qualquer choro, qualquer composição minha que cai no gosto do público e é decorada, repetida por toda a gente e em toda parte, desde nobres salões até pelas esquinas nas horas mortas da noite?" 


O Malho, 1904
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O Malho, 1905
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O Rio Nú, 1905
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A Noite, 1919
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Em 1907, começou a gravar seus discos na Casa Edison, onde logo se tornou um dos mais célebres cantores brasileiros. Em várias de suas músicas havia o retrato do cotidiano da cidade, O aumento das passagens, O Bombardeio, A Guerra de Canudos, O Aquidaban, O Minas Gerais...

Aliás, essa última composição, O Minas Gerais, foi composta em homenagem ao encouraçado (navio de guerra) Minas Gerais, nau capitânia da Marinha de Guerra do Brasil. Ele se inspirou na melodia da canção napolitana Vieni sul mar. A música, gravada por ele em 1912, fez muito sucesso. Com o tempo, as pessoas esqueceram que era uma homenagem a um navio e associaram-na ao Estado de Minas Gerais. A nova "homenagem" pegou e até hoje é cantada (e adaptada) em referência ao querido Estado brasileiro.

Eduardo das Neves foi o segundo cantor (o primeiro foi Bahiano) a gravar composições de José Barbosa da Silva, o Sinhô, quando este iniciava sua carreira. Ele registrou os sambas Confessa meu bem, Deixe desses costumes e Só por amizade; este, sua última gravação, realizada em 10 de abril de 1919.

Na madrugada de 11 de novembro de 1919, uma terça-feira, na casa de seu filho Cândido das Neves (que era tipógrafo e trabalhava na Estrada de Ferro Central do Brasil), cercado deste e de sua esposa, na Rua do Senado nº14, Rio de Janeiro, ele falecia. Estava muito pobre.

Segundo o jornal Correio da Manhã, ele fora vítima de um "ataque de gripe", e provavelmente tenha ocorrido depois de uma apresentação, segundo a pesquisadora Martha Abreu. O jornal O Paiz, já indicava que ele fora vítima de uma enfermidade do coração (também segundo o jornal, "adquirida na vida irregular que era obrigado a fazer").
Nessa época, ele voltava a trabalhar no Pavilhão Fluminense, onde estava contratado.

Deixava quatro filhos, dos quais, consegui identificar somente Cândido, Iracema e Laurinda.

Seu filho, Cândido das Neves, seria um de nossos maiores compositores, se destacando nos anos 20 e 30, usando também o pseudônimo de Índio, ou Índio das Neves.



A Noite, Terça-Feira, 11 de Novembro de 1919, p. 02
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Correio da Manhã, 12 de Novembro de 1919, p. 03
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A Época, 12 de Novembro de 1919, p. 08
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Gazeta de Notícias, 12 de Novembro de 1919, p. 04
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O Paiz, 12 de Novembro de 1919, p. 05
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Gazeta de Notícias, 24 de Novembro de 1919, p. 05
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Jornal de Theatro e Sport, 1919
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Jornal de Theatro e Sport, 1919
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Jornal de Theatro e Sport, 1919
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Jornal de Theatro e Sport, 1920http://memoria.bn.br/




Jornal de Theatro e Sport, 1919
http://memoria.bn.br/


Eduardo das Neves foi nosso primeiro cronista musical do século XX, inclusive no disco. Através de seu talento, ele compunha músicas que falavam sobre a situação do país, os costumes, acontecimentos marcantes... Sua forma de cantar os fatos seria continuada por outros compositores, a exemplo de José Barbosa da Silva (Sinhô), Noel Rosa e Assis Valente, entre outros. Ele foi também um de nossos primeiros artistas negros a se profissionalizar em uma época de grande preconceito. Contemporâneo do também célebre Benjamin de Oliveira, Eduardo das Neves foi um de nossos talentosos Palhaços Negros, expondo seu talento em picadeiros e ficando conhecido, também, como um dos poetas da calçada.


Trago 45 gravações, realizadas entre 1903 e 1915, relativas a Eduardo das Neves, onde ele atua como compositor, sendo interpretado por alguns dos grandes intérpretes do começo do século XX, atuando como cantor e em parceria com outros artistas nas gravações.





Eduardo das Neves Compositor


SANTOS DUMONT
Dobrado de Eduardo das Neves
Gravado por Bahiano
Acompanhamento de piano
Disco Zon – O – Phone X-621
Lançado por volta de 1903



NAIR
Schottisch de Eduardo das Neves
Gravado por Mário Pinheiro
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 40.046, matriz RX-43(RX-34)
Lançado em 1904



SANTOS DUMONT
Dobrado de Eduardo das Neves
Gravado pela Banda da Casa Edison
Disco Odeon Record 40.069, matriz RX-54
Lançado em 1904


RESPOSTA À BARCAROLA
Modinha de Eduardo das Neves
Gravada pelo Barros
Disco Odeon Record 40.222, matriz RX-160
Lançado entre 1904 e 1905



NAIR
Schottisch de Eduardo das Neves
Gravado pela Banda do Corpo de Bombeiros
Disco Odeon Record 40.555
Lançado em 1905



COIÓ SEM SORTE
Modinha de Eduardo das Neves
Gravada por Mário Pinheiro
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 10.126
Lançado em 1907
Obs. Mário Pinheiro anuncia a música como lundu.



MESTRE DOMINGOS (E SUA PATROA)
Dueto de Eduardo das Neves
Gravado pelos Geraldos
Disco Odeon Record 108.337
Lançado em 1909



SANTOS DUMONT
Marcha de Eduardo das Neves
Gravada por João Barros
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor Record 98.871
Lançado em 1909




Eduardo das Neves Cantor

E EU NADA
Lundu de Eduardo das Neves
Gravado por Eduardo das Neves
Disco Odeon Record 108.071, matriz XR-604
Gravado em lançado em 1907



BOLIMBOLACHO
Lundu
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.072, matriz XR-605
Gravado e lançado em 1907



YAYAZINHA (EU TENHO UMA)
Lundu Alegre
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.074, matriz XR-607
Gravado e lançado em 1907



PAI JOÃO
Lundu Alegre de Eduardo das Neves
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.075, matriz XR-608
Gravado e lançado em 1907



ISTO É BOM
Lundu de Xisto Bahia
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 108.076, matriz XR-607
Lançado em 1907



O AQUIDABAN
Canção de Eduardo das Neves
Gravada por Eduardo das Neves
Disco Odeon Record 108.079, matriz XR-612
Lançado em 1907



A SOMBRA DA TARDE
Modinha
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.121
Lançado em 1910



CATURRITA
Lundu
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.122, matriz XR-655
Lançado por volta de 1910



O MINAS GERAIS
Canção de Cottrau e Eduardo das Neves
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.674
Gravado e lançado em 1912



ESTELA
Modinha de Abdon Lira e Adelmar Tavares
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.678
Gravado e lançado em 1912



O PESCADOR
Lundu
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.710, matriz XR-1353
Gravado e lançado em 1912



EULINA
Modinha
Gravada por Eduardo das Neves
Disco Odeon Record 108.712, matriz XR-1355
Gravado e lançado em 1912



CHORO DE ARRELIA
Lundu de Eduardo das Neves
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 10.334, matriz R-1662
Lançado em fevereiro de 1913



OS OLHOS DELA
Schottisch de Irineu Almeida e Catullo da Paixão Cearense
Gravado por Eduardo das Neves
Disco Odeon 120.342, matriz XR-1724
Lançado em março de 1913



O LUAR DO SERTÃO
Toada Sertaneja de João Pernambuco e Catullo da Paixão Cearense
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Coro
Disco Odeon Record 120.911
Lançado em fevereiro de 1914



JONGO DE PRETOS
Jongo de Freire Jr.
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Coro
Disco Odeon Record 120.985
Lançado em 1914



O SONHO DOURADO DO MALANDRO
Canção
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento do Grupo do Louro
Disco Odeon Record 121.027, matriz N-10
Lançado em 1915




A VITÓRIA DAS NORMALISTAS
Canção
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Cavaquinho e Violão
Disco Odeon Record 121.029, matriz N-8
Lançado em 1915



PASSARINHO CATIVO
Canção
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Cavaquinho e Violão
Disco Odeon Record 121.175
Lançado em 1915



SAMBA ROXO
Samba
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Cavaquinho e Violão
Disco Odeon Record 121.176
Lançado em 1915



POBRES FLAGELADOS
Canção de Eduardo das Neves
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Cavaquinho e Violão
Disco Odeon Record 121.177
Lançado em 1915



A MAIS BELA E PURA FLOR
Canção
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Cavaquinho e Violão
Disco Odeon Record 121.178
Lançado em 1916



GENY
Canção de J. Dorin
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Cavaquinho e Violão
Disco Odeon Record 121.179
Lançado em 1916



DESABAFO CARNAVALESCO
Samba de Freire Júnior e Lourival de Carvalho
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Conjunto e Coro
Disco Odeon Record 121.323
Gravado e lançado em 1917


  
FIM DA GUERRA
Canção
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 121.524
Lançado em 1919



O CARNAVÁ
Chula
Gravada por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 121.525
Lançado em 1919



O VIOLEIRO DO PIRAÍ
Cateretê
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 121.526
Lançado em 1919



A ROLINHA
Canção Sertaneja de Cândido Costa e Raul Marques
Gravada por Eduardo das Neves
Disco Odeon Record 121.527
Lançado em 1919



CONFESSA MEU BEM
Samba Carnavalesco de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Conjunto
Disco Odeon Record 121.528
Lançado em 1919



DEIXE DESTE COSTUME
Samba Carnavalesco de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Conjunto
Disco Odeon Record 121.529
Lançado em 1919



SÓ POR AMIZADE
Samba Carnavalesco de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 121.530

Lançado em 1919




Eduardo das Neves e outros Interpretes

DESAFIO DE DOIS BOIADEIROS
Cômico
Gravado por Mário Pinheiro e Eduardo das Neves
Disco Odeon Record 108.123, matriz XR-656
Lançado em 1908

  

A MULATA E O CRIOULO
Dueto de Lesonrn
Gravado por Isaura Lopes e Eduardo das Neves
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 108.171, matriz XR-704
Lançado em 1908



NUMA CASA DE PASTO
Cômico
Gravado por Nozinho, Mário Pinheiro e Eduardo das Neves
Disco Odeon Record 108.287, matriz XR-847
Lançado em 1910



ESPERA-ME À SAÍDA
Dueto
Gravado por Risoleta e Eduardo das Neves
Disco Odeon Record 108.833, matriz XR-1515
Lançado em 1912



A COCOTE E O MARCHANTE
Dueto de Eduardo das Neves
Gravado por Júlia Martins e Eduardo das Neves
Disco Odeon Record 120.309, matriz XR-1880
Lançado em 1913









Agradecimento ao Arquivo Nirez











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