sábado, 1 de outubro de 2016

ZAÍRA CAVALCANTI - 103 ANOS

ZAÍRA CAVALCANTI
Revista A Noite Illustrada, 1931
Arquivo Nirez


Há 103 anos nascia a atriz e cantora ZAÍRA CAVALCANTI.

Dona de uma beleza e talento ímpar, Zaíra Cavalcanti se destacou no teatro de revista ainda adolescente, sendo elevada à estrela aos 16 anos, quando lançou a marchinha de Ary Barroso, Dá Nela, em janeiro de 1930.


Gravou quatorze discos e apareceu em alguns filmes, entre eles, o argentino Luna de Miel en Río, de 1940, onde contracena com Niní Marshall. Nesse filme, ela canta de sua autoria o samba Eu Tenho Tudo.


Ela nasceu em Santa Maria (RS), em 01 de outubro de 1913, e faleceu no Retiro dos Artistas do Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1981, semanas antes de completar 68 anos.

Agradeço ao amigo e pesquisador Dijalma Cândido pelas gravações e as fotos dos selos dos discos.


Hoje, trago o restante das gravações de Zaíra Cavalcanti, cobrindo toda a sua discografia.


Zaíra Cavalcanti cantando Eu Tenho Tudo, no filme Lune de Miel en Río, 1940.





TEM MUAMBA


Samba de Eduardo Souto e João de Barro
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.218-A, matriz 3898
Gravado em 1930 e lançado em outubro





VOU PEDIR À PADROEIRA


Samba da Penha
De Américo de Carvalho
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.218-B, matriz 3899
Gravado em 1930 e lançado em outubro






CARANGUEJO TAMBÉM SOBE NO ARVOREDO


Samba de Mário Barros
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.255-A, matriz T-17
Lançado em janeiro de 1931





SEM QUERER...


Samba canção de Ary Barroso, Marques Porto e Luís Peixoto
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.255-B, matriz T-16
Lançado em janeiro de 1931





QUANDO ESCUTO VOCÊ CANTAR


Fox de Milton Amaral e Jerônimo Cabral
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.951-A, matriz 4529
Gravado em 20 de outubro de 1932 e lançado em janeiro e fevereiro de 1933




QUANDO TU FORES BEM VELHINHO


Samba de Paulo orlando e Jerônimo Cabral
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.951-B, matriz 4530
Gravado em 20 de outubro de 1932 e lançado em janeiro e fevereiro de 1933





NOSSAS CORES


Samba de Oscar Cardona

Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.984-A, matriz 4524
Gravado em outubro de 1932 e lançado em março de 1933






NÃO TERÁS PERDÃO


Choro de Oscar Cardona
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.984-B, matriz 4525
Gravado em outubro de 1932 e lançado em março de 1933








Agradecimento a Dijalma Cândido






sexta-feira, 30 de setembro de 2016

LEOPOLDO FRÓES E A CANÇÃO MIMOSA

LEOPOLDO FRÓES
www.historiasdecinema.com


Há 134 anos nascia o ator e compositor, letrista e cantor LEOPOLDO FRÓES.
Atuando em Portugal e no Brasil, no começo do século XX, se destacou como um dos maiores atores de sua geração.
Escreveu peças, entre elas A Mimosa, do qual gravaria alguns versos de sua autoria em uma canção homônima. Foi, nessa canção, uma das primeiras vezes em que apareceu a palavra melindrosa.



MIMOSA

Selo do disco Mimosa
Acervo Gilberto Inácio Gonçalves
Canção
Gravada por Leopoldo Fróes
Disco Odeon Record 122.028
Gravado em 1921 e lançado em 1922



MIMOSA
Fox trot
Gravado pela Orquestra Odeon
Disco Odeon Record 122.030
Lançado em 1922



MIMOSA
Canção
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 122.045
Lançado em 1922



MIMOSA
Fox
Gravado pelo Grupo Campista
Disco Odeon Record 122.056
Lançado em 1922




PARÓDIA DE MIMOSA

CACHAÇA
Paródia adaptada por Bahiano
Gravada por Bahiano
Disco Odeon Record 122.044
Lançado em 1922










Agradecimento ao Arquivo Nirez










quinta-feira, 29 de setembro de 2016

LINDA BATISTA INTERPRETA CHIQUINHO SALES

CHIQUINHO SALES e LINDA BATISTA
http://memoria.bn.br/



Há 107 anos nascia o compositor CHIQUINHO SALES.

Trago as músicas que Linda Batista gravou de sua autoria.
Linda pedia a Chiquinho composições para apresentar no Cassino da Urca

Saiba mais sobre a vida do compositor em http://zip.net/bgttpb




EU FUI À EUROPA
Samba choro
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.785-A, matriz S-052241
Gravado em 10 de junho de 1941 e lançado em agosto



A VIDA É ISTO
Choro
Acompanhamento de Regional
Disco 39.939-A, matriz S-052513
Gravado em 11 de maio de 1942 e lançado em julho



SALVE A BATUCADA
Samba em parceria com Buci Moreira e Carlos de Souza
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 34.939-B, matriz S-052514
Gravado em 11 de maio de 1942 e lançado em julho



DA CENTRAL  A BELÉM
Samba
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Regional
Disco Victor 80-0092-B, matriz S-052745-1
Gravado em 02 de abril de 1943 e lançado em julho



MAU COSTUME
Samba em parceria com Buci Moreira e Carlos de Souza
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 34.954-A, matriz S-052554
Gravado em 15 de junho de 1942 e lançado em agosto










Agradecimento ao Arquivo Nirez





terça-feira, 27 de setembro de 2016

FRANCISCO ALVES - 64 ANOS DE SAUDADE

FRANCISCO ALVES
Arquivo Nirez




Há 64 anos falecia o cantor e compositor FRANCISCO ALVES, O REI DA VOZ.


Nascido em 19 de agosto de 1898, no Rio de Janeiro, Francisco de Moraes Alves iniciou sua carreira no final da década de 1910, no teatro de revista, onde sua irmã Nair Alves já era atriz conhecida. Em 1919 fez suas primeiras gravações em disco, na gravadora Popular, de propriedade de João Gonzaga, esposo de Chiquinha Gonzaga. Francisco Alves registrou em cera três músicas de Sinhô (José Barbosa da Silva): Pé de Anjo (marcha), Papagaio Louro - Fala, meu louro (samba) e Alivia esses olhos (samba).

Durante a primeira metade da década de 1920 ele faria poucas gravações, voltando sua atenção para o teatro. Por volta de 1926/1927 gravou várias músicas ainda no processo mecânico.

Ainda em 1927, ele seria o primeiro cantor a gravar no processo elétrico. A partir de então, não parou mais de gravar, lançando dezenas de discos em curtos intervalos de tempo. Sua potente voz fez com que o público passasse a admirá-lo cada vez mais. Seu sucesso era tanto que, ainda nos anos 20, ele gravava em dois locais diferentes. Em um deles assinava Chico Viola e no outro, Francisco Alves.
Pois ele chegava a concorrer consigo mesmo...

Ao longo das décadas de 30 e 40, passou a reinar absoluto na MPB, ajudando amigos e descobrindo novos talentos, como Orlando Silva. Chico participou ativamente do rádio, em programas que faziam o deleite dos ouvintes. Também atuava em cassinos, aparecia em filmes, excursionava pelo Brasil e pelos países vizinhos. 

Sua grande companheira foi a atriz Célia Zenatti, com quem ele conviveu por 28 anos. Célia o acompanhava nas excursões e era uma esposa dedicada.

Coube a Francisco Alves lançar vários clássicos de nosso cancioneiro, bem como ser o cantor que mais gravou discos no período da cera. Ele gravou praticamente todos os ritmos de seu tempo, se saindo bem em todos os estilos. Também era compositor.

Em 27 de setembro de 1952, ao voltar de São Paulo, onde no dia anterior havia feito uma apresentação no Largo da Concórdia, Francisco Alves faleceu vitima de um acidente automobilístico, na Via Dutra, na altura da cidade de Pindamonhangaba. Seu velório e enterro foi um dos mais concorridos do Brasil, se igualando somente aos de Getúlio Vargas e Carmen Miranda.




Trecho do último show de Francisco Alves





Gravações feitas entre 1950, 1951 e 1952



LARGO DO ESTÁCIO
Samba de David Nasser, Haroldo Lobo e P. Fonseca Almeida
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.078-B, matriz 8824
Gravado em 16 de outubro de 1950 e lançado em janeiro de 1951



SAUDADE DO PASSADO
Samba de David Nasser e Francisco Alves
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.100-A, matriz 8900
Gravado em 29 de janeiro de 1951 e lançado em março


  
NÃO SEI
Canção de Francisco Alves e Orestes barbosa
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.100-B, matriz 8901
Gravado em 29 de janeiro de 1951 e lançado em março



SÃO PAULO CORAÇÃO DO BRASIL
Samba de David Nasser e Francisco Alves
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.121-A, matriz 8942
Gravado em 05 de abril de 1951 e lançado em maio



SEM PROTOCOLO
Samba de David Nasser e Francisco Alves
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.121-B, matriz 8940
Gravado em 05 de abril de 1951 e lançado em maio



ESTRANHA MELODIA
Bolero de Francisco Alves e David Nasser
Acompanhamento de Sílvio Mazzuca e Sua Orquestra
Disco Odeon 13.153-A, matriz 9012
Gravado em 16 de junho de 1951 e lançado em agosto

  

BAÍA DE GUANABARA
Samba de Joubert de Carvalho
Acompanhamento de Sílvio Mazzuca e Sua Orquestra
Disco Odeon 13.153-B, matriz 9013
Gravado em 16 de junho de 1951 e lançado em agosto



LONGA CAMINHADA
Samba de Fernando Lobo e Paulo Soledade
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.174-A, matriz 9035
Gravado em 25 de junho de 1951 e lançado em outubro



CONFETE
Marcha de David Nasser e Jota Jr.
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.211-A, matriz 9187
Gravado em 9=09 de novembro de 1951 e lançado em janeiro de 1952



PRA QUE SOFRER
Samba de Francisco Alves e José Roy
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon 13.224-B, matriz 9161
Gravado em 19 de outubro de 1951 e lançado em janeiro de 1952



ELA
Samba de Herivelto Martins
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.232-A, matriz 9182
Gravado em 01 de novembro de 1951 e lançado em março de 1952



QUE SAUDADE
Toada baião de Francisco Alves e David Nasser
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.232-B, matriz 9180
Gravado em 01 de novembro de 1951 e lançado em março de 1952



MILAGRE IMPOSSÍVEL
Samba canção de Francisco Alves e René Bittencourt
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.259-A, matriz 9260
Gravado em 01 de março de 1952 e lançado em maio



FELICIDADE
Samba de René Bittencourt e Noel Rosa
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.259-B, matriz 9261
Gravado em 01 de março de 1952 e lançado em maio



FALANDO A VERDADE
Samba canção de David Nasser e Francisco Alves
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.304-B, matriz 9183
Gravado em 01 de novembro de 1951 e lançado em agosto de 1952









Agradecimento ao Arquivo Nirez







sábado, 24 de setembro de 2016

FRANCISCO ALVES - AS ÚLTIMAS GRAVAÇÕES

Francisco Alves em São Paulo, 1952



Há 64 anos, Francisco Alves realizava suas últimas gravações.

Sendo contratado da Odeon, a RCA Victor obteve permissão para que ele regravasse quatro músicas do seu antigo repertório na Victor.

As gravações aconteceram no dia 24 de setembro de 1952 e os discos foram lançados em outubro desse mesmo ano. 

Segundo Abel Cardoso Junior, "a RCA-Victor teve da Odeon a permissão para que Francisco Alves regravasse quatro músicas de seu antigo repertório na etiqueta do cachorrinho. Foi Ela foi seu último registro".

Francisco Alves não chegou a ver os discos nas lojas, pois, esse seria seu último registro.


Três dias depois, ele faleceria em um acidente de automóvel na Via Dutra (SP), após retornar de uma bem sucedida apresentação em São Paulo, no Largo da Concórdia.





O emblema da RCA-Victor em 1952



É Bom Parar
Samba de Rubens Soares, com conjunto e coro
Disco RCA-Victor 80-1046-A, matriz SB-093492



Foi Ela
Samba de Ary Barroso, com orquestra e coro
Disco RCA-Victor 80-1046-B, matriz SB-093493




A Mulher que ficou na Taça
Valsa de Francisco Alves e Orestes Barbosa
Com orquestra
Disco RCA-Victor 80-1050-A, matriz  SB-093490




Serra da Boa Esperança
Samba de Lamartine Babo
Com Orquestra
Disco RCA-Victor 80-1050-B, matriz SB-093491
Nessa versão, ele só cantou as duas primeiras estrofes do poema.










Fontes:
Arquivo Nirez
Arquivo Marcelo Bonavides
Francisco Alves - As Mil Canções do Rei da Voz, de Abel Cardoso Junior, 1998.






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