quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ADORÁVEIS CANTORAS DESCONHECIDAS - ANOS 30 (Parte II)

Continuando a postagem anterior sobre cantoras da década de 1930 que estão esquecidas, trago mais alguns nomes que brilharam nos anos 20 e 30 e, hoje, desapareceram. Mas não aqui, em nosso Blog.

Confiram a primeira parte: http://encurtador.com.br/uCHQ5




NELLA REGINI

NELLA REGINI
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NELLA REGINI
Jornal A Batalha, 20 de setembro de 1931
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Jornal A Manhã, 11 de agosto de 1928.
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Teatro da Empresa Paschoal Segreto
Jornal A Manhã, 30 de outubro de 1928
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Jornal A Manhã, 06 de novembro de 1928.
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Jornal A Crítica, 24 de janeiro de 1929
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Jornal A Crítica, 14 de março de 1929.
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Jornal Correio da Manhã, 05 de abril de 1931
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Jornal A Esquerda, 16 de abril de 1931.
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Jornal O Estado,
Florianópolis, 17 de julho de 1933.
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Era atriz de teatro musicado e de comédias, tendo feito parte das companhias de Lia Binatti e Teixeira Pinto.

Fez parte da comédia A Verdade ao Meio Dia, onde a atriz e cantora Dulce de Almeida lançou o samba-canção Linda Flor, de Henrique Vogeler, com letra de Cândido Costa.

Gravou, pela Odeon, duas composições de Freire Jr. A canção O Tico-tico e a Jurity e o samba Que bichinho mau.

Em julho de 1931, na reportagem "Como o samba nasce, vive, morre e se perpetua", do Jornal Diário Carioca, Nella Regini foi citada ao lado de Carmen Miranda.

Jornal Diário Carioca, 25 de julho de 1931.
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Procurando no Google encontrei uma Nella Regini, estrela italiana dos anos 10 e 20, mas não posso afirmar ser a mesma que procurei nos arquivos da Biblioteca Nacional e que gravou um disco no Brasil. Na dúvida, fico com as informações dessa última instituição.

Eis suas gravações.



O TICO TICO E A JURITY
Canção de Freire Jr.
Disco Odeon 10.783-A, matriz 4160
Gravado em 28 de fevereiro de 1931 e lançado em abril




QUE BICHINHO MAU
Samba de Freire Jr.
Disco Odeon 10.783-B, matriz 4161
Gravado em 28 de fevereiro de 1931 e lançado em abril






ODETE PIRES

Jornal A Gazeta (SP), 24 de fevereiro de 1931
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Jornal Correio da Manhã, 26 de abril de 1931.
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Revista O Violão, abril de 1931.
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Revista O Violão, abril de 1931.
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Jornal A Gazeta (SP), 01 de dezembro de 1931.
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Era atriz, cantora, compositora e pianista, atuando no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Em São Paulo, apresentava-se em recitais no Teatro São Pedro.

Atuou nas rádios: Rádio Record (SP), Rádio Clube do Brasil, Rádio Educadora Paulista.

Participou do Concurso de Música Brasileira promovido pelo jornal A Gazeta, de São Paulo, obtendo, em 07 de março de 1931, 447 votos.

Gravou nove músicas nas gravadoras Victor, Ouvidor e Arte-Fone, entre 1931 e 1932.


Foi a primeira cantora, segundo a discografia brasileira, a gravar o ritmo pernambucano frevo, com duas composições de Nelson Ferreira, os frevos canções Evoé e Pra Você, Meu Bem.


EVOÉ
Frevo Canção de Nelson Ferreira
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.428-A, matriz 65124-2
Gravado em 10 de março de 1931




PRA VOCÊ, MEU BEM
Frevo Canção de Nelson Ferreira
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.428-B, matriz 65123-1
Gravado em 10 de março de 1931




LA PALOMA
Canção Habanera de S. Yraider
Acompanhamento do Jazz-Band Musical Giuseppe Verdi
Disco Ouvidor 3.034, matriz 3034
Gravado e lançado em 1931





EUNICE FERREIRA


Jornal Diário Carioca, 04 de outubro de 1931.
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Jornal Correio da Manhã, 13 de setembro de 1931.
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Eunice Ferreira surgiu como cantora no começo da década de 1930.

Gravou cinco músicas na Odeon e, ao que parece, foi uma das últimas cantoras, ao lado de Carmen Miranda, a gravar o gênero cançoneta. 

Todos os seus discos foram gravados em 1931.



SAMBA DA BOA TERRA
Samba de João Evangelista
Acompanhamento de Gente Boa
Disco Odeon 10.802-A, matriz 4187
Gravado em março de 1931 e lançado nesse mesmo ano




MINEIRA
Samba de Eduardo Souto e Orestes Barbosa
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.828-A
Lançado em 1931




VAI TRABALHAR
Samba de Glauco Vianna
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.828-B
Lançado em 1931






HELENA BARRETO

Nota sobre o casamento de Palmyra Freitas e José Tavares Cardoso,
onde tomaram parte apresentando-se Zaíra de Oliveira e Helena Barreto.
Jornal Beira Mar, 09 de janeiro de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 26 de julho de 1932.
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De acordo com os jornais pesquisados, ao menos que existissem duas pessoas com o mesmo nome, Helena Barreto, além de cantora, também era violinista, acompanhando a soprano Zaíra de Oliveira, sua amiga, em recitais e apresentações. No casamento de Zaíra de Oliveira e Ernesto dos Santos (Donga), Helena Barreto tocou violino, depois, foi madrinha de batismo da filha do casal, Lygia.

Também encontramos o registro de uma atriz chamada Helena Barreto que iniciou carreira no grupo Filhos de Talma, Aracy Côrtes iniciou sua carreira, no final da década de 1910.

Apresentava-se, ao lado de João Barreto, na Rádio Clube.

Ao lado de João Barreto gravou duas músicas na Parlophon, os sambas Não há castigo, de Noel Rosa e Ernesto dos Santos (Donga), e Se você quiser, de Cícero de Almeida e Ernesto dos Santos (Donga), ambos em 1932.


NÃO HÁ CASTIGO
Samba de Noel Rosa e Ernesto dos Santos (Donga)
Gravado em parceria com João Barreto
Acompanhamento de Gente do Peito
Disco Parlophon 13.437-A, matriz 131451
Gravado em outubro de 1932 e lançado nesse mesmo ano




SE VOCÊ QUISER
Samba de Cícero de Almeida e Ernesto dos Santos (Donga)
Gravado em parceria com João Barreto
Acompanhamento de Gente do Peito
Disco Parlophon 13.437-B, matriz 131452
Gravado em outubro de 1932 e lançado nesse mesmo ano





GERUSA BASTO

GERUSA BASTO
Jornal Diário de Notícias, 27 de setembro de 1931.
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Jornal Diário de Notícias, 27 de setembro de 1931.
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Gerusa Bastos estreou no disco ao lado do cômico Pinto Filho, sendo muito elogiada. Tinha uma bela voz e desenvoltura nas gravações.

Ao todo, gravou quatro músicas, duas com Pinto Filho e duas sozinha, na Victor, entre 1931 e 1932. A música Isabel, marcha de de André Filho, sendo acompanhada pelo Trio T. B. T. e American Jazz, em 1932, seria um disco de prova.


CAMPANHA DA BOA VONTADE
Humorismo de Pinto Filho
Gravado em parceria com Pinto Filho
Acompanhamento de Choro
Disco Victor 33.467-A, matriz 65217-1
Gravado em 14 de agosto de 1931 e lançado em outubro




CHEVALIER DE CASCADURA
Humorismo de Pinto Filho
Gravado em parceria com Pinto Filho
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.467-B, matriz 65218-1
Gravado em 21 de agosto de 1931 e lançado em outubro




VOCÊ ME VIU
Marcha de Vantuil de Carvalho e Elgio de Azevedo
Acompanhamento do Trio T.B.T. e American Jazz
Disco Victor 33.523-A, matriz 65363-2
Gravado em 14 de janeiro de 1932 e lançado em fevereiro




JULINHA DIAS

JULINHA DIAS
Jornal Correio da Manhã, 11 de dezembro de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 11 de dezembro de 1932.
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Julinha Dias era uma conhecida soprano, realizando festivais artísticos, onde era muito aplaudida.

Gravou quatro discos na Parlophon, em 1930.


SINHÁ RITA
Canção de Assis Pacheco
Acompanhamento de Grupo Regional
Disco Parlophon 13.224-A, matriz 3918
Gravado em 1930 e lançado em outubro




PAISAGEM SERTANEJA
Cena Brasileira de João de Barro com arranjo de Eduardo Souto
Acompanhamento de Conjunto Regional
Disco Parlophon 13.224-B, matriz 3917
Gravado em 1930 e lançado em outubro





LILA DIAS


Jornal Correio da Manhã, 30 de março de 1930.
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Jornal Correio da Manhã, 27 de abril de 1930.
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Jornal O Paiz, 08 de junho de 1930.
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EU QUERO JÁ
Samba Canção de Jaime Redondo
Acompanhamento de Gaó, Petit e Zezinho
Disco Columbia 5.179-B, matriz 380548
Lançado em março de 1930




RUMORES DO SERTÃO
Samba Canção de Jaime Redondo
Acompanhamento de Gaó, Petit e Zezinho
Disco Columbia 5.179-B, matriz 380568
Lançado em março de 1930


MARIA BRANCA

MARIA BRANCA ORTEGA
Jornal A Gazeta (SP), 05 de maio de 1932.
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Jornal A Gazeta (SP), 05 de maio de 1932.
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Jornal A Gazeta, 24 de junho de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 23 de dezembro de 1934.
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Maria Branca Ortega integrava, juntamente com suas irmãs, o Trio Ortega.
Com elas, gravou oito músicas na Victor, em 1930.

Participou, em 1930, da Noite Brasileira, no Teatro Santa Helena, em São Paulo.

Atuou na Rádio Educadora Paulista, Rádio Sociedade Record e no Departamento de Propaganda.

Sozinha, gravou três músicas, entre 1930 e 1934, também na Victor, sendo uma delas acompanhada pelo Trio Ortega.

Em 1935, participava das apresentações musicais da Hora do Brasil.

Compôs o poema Só Você, que fazia parte do repertório da, então menina, Lourdinha Bittencourt, em 1938.



A MINHA CANÇÃO DE AMOR
Canção de Lamartine Silva
Gravada em parceria com o Trio Ortega
Acompanhamento da Orquestra Victor Paulista
Disco Victor 33.313-A, matriz 50251-4
Gravado em 15 de maio de 1930 e lançado em julho




NADA TÃO BELO COMO TEU AMOR
Valsa de N. Brodsky e Silvino Neto
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.863-A, matriz 79702-1
Gravado em 27 de setembro de 1934 e lançado em dezembro




POR UMA BOA HORA
Valsa Canção de Maria Branca
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.863-B, matriz 79703-1

Gravado em 27 de setembro de 1934 e lançado em dezembro








Agradecimento ao Arquivo Nirez








quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ZEZÉ FONSECA - 55 ANOS DE SAUDADE

ZEZÉ FONSECA
Arquivo Nirez


Há 55 anos falecia a cantora, atriz, radioatriz, locutora e jornalista ZEZÉ FONSECA.

Maria José González nasceu no Rio de Janeiro em 05 de agosto de 1915, falecendo nessa mesma cidade, em 16 de agosto de 1962.

Iniciou sua carreia artística no início dos anos 30, como cantora e atriz. Fez parte do início do Programa Casé, o primeiro programa de rádio com auditório, ao lado de Sônia Barreto, Noel Rosa e Pixinguinha.

No teatro atuou ao lado de Dulcina de Morais, Laura Suarez, Roberto Vilmar e Elza Gomes.

Gravou discos na Columbia e na Victor entre 1933 e 1936, inclusive gravando ao lado de Breno Ferreira.

Também escrevia poemas, tendo publicados alguns na revista O Cruzeiro, em 1936.

Foi a melhor voz do radioteatro da Rádio Nacional, se destacando como Anita de Montemar na radionovela Em Busca da Felicidade, de 1941.

Nos anos 40, teve um intenso romance com o cantor Orlando Silva. Nessa época, Zezé fez o possível para ajudar o cantor nos problemas de saúde em que ele passava.


Já falamos sobre sua morte no aniversário de 50 anos de seu desaparecimento: http://encurtador.com.br/xGH05



ZEZÉ FONSECA
Arquivo Nirez









Agradecimento ao Arquivo Nirez












sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ADORÁVEIS CANTORAS DESCONHECIDAS - ANOS 30 (Parte I)

Com o aumento da popularidade do disco e do rádio na década de 1930, surgiram muitos intérpretes se dedicando à essas atividades.

Carmen Miranda foi a primeira cantora a fazer sucesso a partir do disco, se destacando no rádio e sendo considerada a intérprete mais bem sucedida do meio musical dos anos 30. Seguindo os passos de Carmen, imitando-a ou não, surgiram várias outras cantoras, com o sonho de se tornar estrelas de nossa música popular. Algumas, vindo de classes mais altas da sociedade, gravaram por gostarem da música popular, seguindo uma modesta carreira artística. Parte dessas artistas também se dedicava ao teatro musicado ou de comédias.

Todas elas tiveram seu momento e encantaram seus públicos. Algumas se casaram e abandonaram a carreira, outras (mesmo casadas) continuavam a se apresentar em rádios e recitais. Várias gravaram discos, deixando poucas músicas em relação à outras cantoras que gravavam constantemente.

Trago algumas delas que, de uma forma ou de outra, encantaram gerações de outrora. Hoje, estão esquecidas, em parte pela falta de memória de nosso país, em parte por terem tido uma rápida participação em nosso cenário musical. 

Todas, porém, tem algo em comum: eram adoráveis!



Confiram a segunda parte dessa matéria: http://encurtador.com.br/uCPTW





DORA BRASIL

DORA BRASIL
Arquivo Nirez


Jornal A Batalha, 05 de janeiro de 1930.
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Atriz e cantora de teatro musicado.

Em 05 de janeiro de 1930, o jornal A Batalha publicava sua fotografia, informando que ela era uma das mais interessantes figuras da Companhia Margarida Max.

A nota ainda dizia: "Graciosa, alegre, cheia de vivacidade, com a intuição do 'morenismo' meio canalha e meio sentimental da canção nacional e da música típica destes Brasis, Dora, que numa adivinhação maravilhosa, também é 'Brasil' - 'o tipo do Brasil', como lembrou o nosso querido Terra de Senna, faz de todos os seus números um sucesso, da vibração própria às coisas que diz ou que dança ou que canta, acertando sempre, sempre original, pelo vício que tem de ver as plateias encantadas, deliciadas, batendo palmas numa gostosura inteirinha.
Nós aqui desejamos, à atrizinha, que tanto destaque conquistou diante da plateia carioca, o amor da gente inteligentíssima de São Paulo por essa brasileirita que, com esse jeito quer-não-quer, pelo visto ainda vai longe".

Dora Brasil gravou seis músicas, em três discos. 
Um na Parlophon, com os sambas de J. Aymebrê, Nega Prosa e Gosto Muito de Ti, gravados em 1929 e lançados em janeiro de 1930.

Ao lado do ator cômico Pinto Filho, Dora gravou quatro cenas humorísticas, acompanhadas por músicas. Entre elas, composições de Henrique Vogeler e Luís Peixoto.
São as gravações que apresentamos aqui.



HARMONIA PORTUGUÊS!
Cena Cômica de Henrique Vogeler e Pinto Filho
Gravada em parceria com Pinto Filho
Acompanhamento de Conjunto
Disco Parlophon 13.085-A, matriz 3149-2
Gravado em 1929 e lançado em janeiro de 1930



MOLEQUE ALINHADO
Cena Cômica de Henrique Vogeler e Pinto Filho
Gravada em parceria com Pinto Filho
Acompanhamento de Conjunto
Disco Parlophon 13.085-B, matriz 3150-1
Gravado em 1929 e lançado em janeiro de 1930



ALVORADA DO SERTÃO
Cena Cômica de Pinto Filho e Marques Porto
Gravada em parceria com Pinto Filho
Disco Parlophon 13.175-A, matriz 3556
Gravado em 1930 e lançado em julho



OS MARIMBONDO
Cateretê de Antônio Coimbra e Luís Peixoto
Gravada em parceria com Pinto Filho
Disco Parlophon 13.175-B, matriz 3557

Gravado em 1930 e lançado em julho




ELZA CABRAL

ELZA CABRAL
Arquivo Nirez


Jornal Correio da Manhã, 09 de março de 1930.
Elza Cabral interpretou o personagem Violeta.
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Jornal Correio da Manhã, 10 de abril de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 05 de novembro de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 17 de janeiro de 1933.
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Jornal Correio da Manhã, 27 de janeiro de 1933.
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Jornal Correio da Manhã, 12 de fevereiro de 1933.
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Jornal Correio da Manhã, 24 de agosto de 1934.
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Crítica do jornal A Batalha, de 12 de junho de 1932,
acusando Elza Cabral de imitar o estilo de Carmen Miranda.
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Elza Cabral gravou onze músicas na Columbia, entre 1932 e 1933. 

Foi acusada pelo jornal A Batalha, em 1932, de imitar o estilo de Carmen Miranda. Porém, não acho que ela tenha, em suas gravações, o estilo de Carmen .

Porém, em 1933, era elogiada pelo jornal Correio da Manhã, pelo sucesso do samba Falso Amor, da autoria João da Gente.

Gravou também músicas de Assis valente e Josué de Barros.

Também era atriz, participando (em 1930) da companhia de Raul Roulien, e de outras de teatro musicado.

A edição de 26 de outubro de 1940 apresenta uma matéria sobre cantoras que haviam desaparecido do rádio, entre elas, estava Elza Cabral.

Trago cinco de suas gravações.



ZOMBOU DE MIM
Marcha de Josué de Barros e Napoleão Tavares
Acompanhamento dos Sete Diabos
Disco Columbia 22.090-B, matriz 381171
Lançado em fevereiro de 1932



EU VOU AGORA
Samba de Milton Amaral
Acompanhamento dos Sete Diabos
Disco Columbia 22.090-B, matriz 381172
Lançado em fevereiro de 1932



FALSO AMOR
Samba de João da Gente
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.171-B, matriz 381.345
Lançado em dezembro de 1932



NÃO SEI PEDIR SEU CORAÇÃO
Marcha de Assis Valente
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.171-B, matriz 381.346
Lançado em dezembro de 1932



GOSTOSA
Samba de Cristóvão Alencar
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.190-B, matriz 381.371

Lançado em março de 1933





RAQUEL DE FREITAS

RAQUEL DE FREITAS
Jornal das Moças, 18 de fevereiro de 1932
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RAQUEL DE FREITAS
Revista Cinearte, 1929
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Jornal das Moças, 25 de fevereiro de 1932
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Revista Paratodos, 16 de janeiro de 1932
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Jornal Diário da Noite, 28 de abril de 1932.
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Vinda da alta sociedade paulistana, Raquel de Freitas também era figura de destaque do meio cultural daquela cidade.

Gravou entre 1931 e 1935 nas gravadoras Columbia e Arte-Fone, ao todo, onze músicas.

Trouxemos cinco dessas gravações.

Compôs e gravou a marcha Agora é Tarde, 

Uma de suas mais interessantes músicas é o samba Vagabundo, da autoria do cantor e compositor Paraguassú. 



NUM CANTINHO
Samba de Fernando Magalhães
Acompanhamento de Regional
Disco Columbia 22.039-B, matriz 381033
Lançado em 1931



AGORA É TARDE
Samba de Raquel de Freitas
Acompanhamento de Regional
Disco Columbia 22.039-B, matriz 381038
Lançado em 1931



UM DOIS TRÊS
Marcha de Martinez Grau e César Ladeira
Disco Arte-Fone 4.085, matriz 294
Lançado em 1932



SÓ PRA MACHUCAR
Samba de Nabor Pires Camargo
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 8.128-B, matriz 3121
Lançado em 1935



VAGABUNDO
Samba de Paraguassú
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 8.128-B, matriz 3120

Lançado em 1935



SÔNIA BURLAMAQUI


SÔNIA BURLAMAQUI
Revista Carioca, 22 de fevereiro de 1936
Arquivo Nirez


Revista Paratodos, 13 de fevereiro de 1931
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Seleção de discos de Sônia Burlamaqui.
Jornal Correio da Manhã, 03 de janeiro de 1932.
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Programação da Rádio Sociedade.
Correio da Manhã, 19 de janeiro de 1932.
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Jornal Gazeta de Notícias, 20 de agosto de 1935.
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Jornal Gazeta de Notícias, 25 de maio de 1935.
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Revista Fon-Fon, 1936.
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Sônia Burlamaqui era cantora de rádio e gravou seis músicas, em três discos, na Columbia. Ela regravaria em 1932 o samba Você, de Josué de Barros, gravado originalmente por Anna de Albuquerque Melo em 1930.


Um de seus sucessos, também de Josué de Barros, é o samba Amanheça o Dia, lançado em 1932.

Atuou nas rádios Philips (1931), Educadora (1931), Sociedade (1932) e Mayrink Veiga.

Em 1935 fez parte do elenco de cantoras que inaugurou a Rádio Ipanema.


AMANHEÇA O DIA
Samba de Josué de Barros
Acompanhamento de Simão e sua Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.078-B, matriz 381148
Lançado em janeiro de 1932



VOCÊ
Samba de Josué de Barros
Acompanhamento de Simão e sua Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.079-B, matriz 381152
Lançado em janeiro de 1932



VAMOS DAR VALOR
Samba de Josué de Barros
Disco Columbia 22.085-B, matriz 381162
Lançado em fevereiro de 1932



SE ASSIM FOR
Música popular da Bahia, arranjo de Josué de Barros
Disco Columbia 22.085-B, matriz 381163
Lançado em fevereiro de 1932





LUCILA NORONHA

LUCILA NORONHA
Jornal Correio da Manhã, 08 de julho de 1932.
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Carmen Miranda e Lucila Noronha são destaque
no festival de Mário Reis, Lamartine Babo e Francisco Alves.
Jornal Correio da Manhã, 25 de janeiro de 1933
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Jornal Diário da Noite, 27 de fevereiro de 1934.
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Jornal Diário da Noite, 11 de setembro de 1934.
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O Jornal, 17 de dezembro de 1935.
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Lucila Noronha Santos era da alta sociedade carioca e ingressou na música popular no começo da década de 1930. 

Participava de vários festivais de arte. 

Gravou apenas duas música, em um disco, na gravadora Parlophon. O repertório era da autoria de alguns dos melhores compositores de nossa música. 

Ela gravou os sambas Agora, de Noel Rosa e Que mal eu fiz a você, de André Filho, lançados em 1931. Em ambas gravações é acompanhada pelo famoso Bando de Tangarás. No coro da composição de André Filho, podemos distinguir a voz de Noel Rosa, que fazia parte do conjunto.

Em 1933, se destacou ao lado de Carmen Miranda no festival de Mário Reis, Lamartine Babo e Francisco Alves.


Casou-se em 19 de setembro de 1934 com o engenheiro Miguel Barroso do Amaral, filho de Zózimo Barroso do Amaral. Lucila era filha de João Noronha Santos. 

Mesmo casada continuou cantando no rádio, apresentando-se em 1935 na Rádio Tupi.


AGORA
Samba de Noel Rosa
Acompanhamento do Bando de Tangarás
Disco Parlophon 13.312-A, matriz 131112
Lançado em 1931



QUE MAL EU FIZ A VOCÊ?
Samba de André Filho
Acompanhamento do Bando de Tangarás
Disco Parlophon 13.312-B, matriz 131113
Lançado em 1931







Agradecimento ao Arquivo Nirez



















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