segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dalva e Eu.


Em 1988 ganhei de meus pais o LP Revivendo Dalva de Oliveira e Roberto Inglez, com gravações de Dalva feitas em Londres. A partir de então minha vida nunca mais foi a mesma.

A voz da cantora, o estilo das músicas e aquele som característico mudaram completamente meu modo de entender e sentir música. Guardei os Lps de Cindy Lauper e Michael Jackson e mergulhei na MPB dos anos 50. Fui criando um mundo mágico, onde as vozes de ouro me embalavam. Minha curiosidade levou-me a tomar contato com os anos 40, 30 e, cada vez que eu voltava no tempo, mais me identificava com os intérpretes e as músicas. Dos anos 20 e 10 eu cheguei à Belle Époque e, depois, conheci a MPB da época do Império. Eu havia me encontrado.

Era um sentimento que eu sempre buscava ao ouvir a música POP dos anos 80 e não encontrava totalmente. Não que ela fosse ruim, ao contrário, era excelente. Até hoje admiro Cindy Lauper. Mas, minha alma é totalmente tomada pela música dos anos 40 até o Império. Dalva abriu esse portal de conhecimentos.

Hoje, sou pesquisador musical, ator e jornalista graças aquele LP de 22 anos atrás. Estou muito contente de um grande nome da MPB, que iniciou carreira nos anos 30, seja relembrado com uma bela divulgação na mídia.Quando comecei a pesquisar, aos 13 anos em 1988, eu era visto como um ser esquisito; pois, não se admitia um adolescente ser fã de cantores “antigos”.

Atualmente, tudo mudou e fico feliz de ver, cada vez mais, surgirem jovens pesquisadores desempenhando um trabalho sério. Tenho um blog onde enfoco as atrizes-cantoras do Teatro de Revista e da MPB do período de 1859 aos anos 1940.

À Dalva, meu carinho e admiração eterna.

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