quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FRANCISCO ALVES, As últimas gravações

Francisco Alves em São Paulo, 1952

Em 24 de setembro de 1952, o Rei da Voz, fazia suas últimas gravações.


Segundo Abel Cardoso Junior, "a RCA-Victor teve da Odeon a permissão para que Francisco Alves regravasse quatro músicas de seu antigo repertório na etiqueta do cachorrinho. Foi Ela foi seu último registro".


Três dias depois, ele faleceria em um acidente de automóvel na Via Dutra (SP), após retornar de uma bem sucedida apresentação em São Paulo, no Largo da Concórdia.




O emblema da RCA-Victor em 1952



É Bom Parar
Samba de Rubens Soares, com conjunto e coro
Disco RCA-Victor 80-1046-A, matriz SB-093492





Foi Ela
Samba de Ary Barroso, com orquestra e coro
Disco RCA-Victor 80-1046-B, matriz SB-093493




A Mulher que ficou na Taça
Valsa de Francisco Alves e Orestes Barbosa
Com orquestra
Disco RCA-Victor 80-1050-A, matriz  SB-093490




Serra da Boa Esperança
Samba de Lamartine Babo
Com Orquestra
Disco RCA-Victor 80-1050-B, matriz SB-093491
Nessa versão, ele só cantou as duas primeiras estrofes do poema.







Fontes:
Arquivo Nirez
Arquivo Marcelo Bonavides
Francisco Alves - As Mil Canções do Rei da Voz, de Abel Cardoso Junior, 1998.






terça-feira, 27 de setembro de 2011

59 anos sem Chico Alves...

Há 59 anos perdíamos Francisco Alves, o Rei da Voz.
Amanhã faremos uma homenagem ao criador de A Voz do Violão.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Meus AYMORÉS

Já postei em outra ocasião sobre os Biscoitos Aymoré.
Hoje, volto novamente a postar, com uma diferença: trago imagens de uma das latas que tenho em minha coleção. Essa caixa de metal traziam belos desenhos, com a imagem dos biscoitos sortidos contidos em cada lata. Minha avó paterna, Carmélia (confiram a postagem sobre ela), os comprava e foram suas embalagens que chegaram até mim, entre outros objetos interessantes.







Ao que parece, a marca Aymoré surgiu na década de 1920. Tenho encontrado várias propagandas datando dos anos 30. Ao pesquisar a marca atualmente, descobri que, desde 1958, houve a junção de várias empresas, que adquiriram o acervo e a patente da marca do índio. Desde 2000, a marca Aymoré foi adquirida pelos Grupos Arcor e Danone, que fundiram suas atividades no ramo de biscoitos com a Argentina, Brasil e Chile, criando a maior empresa de biscoitos da America do Sul (2004)".


Publicidade de 1935:










Fonte:
Arquivo Marcelo Bonavides

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ZEQUINHA DE ABREU, 131 anos





O compositor Zequinha de Abreu completaria hoje 131 anos.
Nascido em Santa Rita do Passa Quatro, SP, em 19 de setembro de 1880, José Gomes de Abreu desde cedo mostrou talento para a música. Aos 10 anos, já tocava vários instrumentos, como flauta e claineta na banda que ele organizou na escola, e já fazia suas primeiras composições.
Sua música mais conhecida foi o choro Tico Tico no Fubá.
Porém, ele deixou dezenas de composições lindas e melodiosas.








Hoje, iremos conferir três delas.

Tardes em Lindóia
Valsa lenta de Zequinha de Abreu e Pinto Martins
Gravada por Celestino Paraventi, acompanhado da Orquestra Paulistana
Disco Parlophon 13.223-A, matriz 3779
Gravada em 15 de agosto de 1930





Longe dos Olhos
Valsa Sentimental de Zequinha de Abreu e Salvador Moraes
Gravada por Celestino Paraventi, acompanhado da Orquestra Paulistana
Disco Parlophon 13.223-B, matriz 3795
Gravada em 15 de agosto de 1930




Nossa Padroeira
Valsa de Zequinha de Abreu
Gravação da Orquestra Colbaz
Disco Columbia 22.095-B, matriz 381127
Lançado em 1932






Agradecimento ao Arquivo Nirez


Fontez
Arquivo Nirez
http://educacao.uol.com.br/biografias/zequinha-de-abreu.jhtm






sábado, 17 de setembro de 2011

GARBO em A Dama das Camélias

Dia 18 de setembro, Greta Garbo completaria 106 anos. 
Para homenageá-la, trouxemos um pouco de A Dama das Camélias.




Uma das histórias de amor mais fascinantes de todos os tempos é, sem dúvida, a de Margueritte Gautier e  Armand Duval.
Ela era uma bela e experiente cortesã (as prostitutas de luxo que encantaram por séculos, com sua beleza, cultura e extravagâncias). Ele, um jovem advogado, ingênuo e perdido nos redemoinhos de sensações e prazeres da Paris da segunda metade do século XIX.

 Em setembro de 1936, a MGM começou a filmagem de mais uma versão cinematográfica do romance de Alexandre Dumas Filho, A Dama das Camélias (La Dame Aux Camélias), escrito em 1848.
No auge de sua beleza e talento, Greta Garbo interpretaria Marguerite Gautier. Robert Taylor ficou com o papel de Armand Duval

Os coadjuvantes eram atores e atrizes de primeira qualidade: Laura Hope Crews, como a velha cortesã Prudence (a eterna Tia Pittypat Hamilton, de ...E o vento levou), Lenore Ulric, ótima como a invejosa e vulgar Olympe, Jessie Ralph, Nanine a fiel e dedicada criada de Marguerite, Elizabeth Allan, Nichete, a primeira e única amiga de Marguerite, em Paris, que está noiva; Rex O´Malley no papel de Gaston, Lionel Barrymore como o pai de Armand, o ótimo Henry Daniell como Barão de Varville.

Barry Paris, em seu livro Garbo, fala um pouco sobre os bastidores de Camille, o título que a obra levou no cinema. Ele afirma que mesmo entre os veteranos da MGM havia um clima de "época" no trabalho. Uma sintonia imediata se deu entre Garbo e o diretor George Cukor. O roteiro era brilhante e ainda possuíam fotografia, figurinos e cenários de ótima qualidade.
Irving Talberg visitou os sets na primeira semana de trabalho e ficou embasbacado, achando a atriz completamente indefesa. Em 14 de setembro, ele falecia, e a tristeza que se abateu no estúdio foi muito apropriada para a atmosfera do filme. A qualidade de indefesa que o havia impressionado "se evidencia em cada nuance naturalística de Garbo, a começar com as cenas de abertura, no teatro, que são também inesperadamente engraçadas". 

A sequência do teatro nos mostra as cortesãs em ação, dando o máximo de ostentação e sedução (cada qual a seu modo) para conquistar um rico amante, no caso o Barão de Varville.
O figurinista Adrian está esplêndido atrás das câmeras. Seus  figurinos passam do branco, do início, para cinza, "quando a tragédia se instala", e para negro até o triste final. 
"Foi idéia de Adrian que o penteado dela evoluísse dos cachos elaborados para arranjos mais simples, mais liso, à medida que a morte se aproxima". Ele também decretou que as jóias usadas pela personagem fossem brilhantes e rubis verdadeiros, para que ela os "sentisse" ao atuar.  Garbo discutiu, alegando que na Suécia daquela  época, nenhuma dama ou cortesã usava jóias tão espalhafatosas. Garbo cedeu à insistência dele, mas ela tinha razão. A moda na época de Camille era bem menos extravagante que as criações de Adrian. "Os vestidos ficaram tão pesados que foi preciso colocar gelo nos ventiladores do set para evitar que ela desmaiasse".

A cena da morte foi ambicionada por todas as atrizes. Não sem razão. Ela apresenta uma aura de "sublime tranquilidade", em uma memorável cena. Ela ficou doente boa parte das filmagens e se identificou muito com a personagem tuberculosa. Ela, que nunca assistia às provas, por ficar perturbada achando que poderia ter feito muito melhor, assistiu um trecho do filme, gostando muito e ficando impressionada com o que tinha feito.Não sabia explicar, mas, achava que tinha chegado ao auge".
Cukor ficou "chocado com a leveza do toque dela - a frieza, a perversidade com que interpretava". Mesmo com o Código, Garbo e o filme funcionavam em dois níveis sexuais: "no óbvio, que retrata o mundo cortesão (admissível em virtude do status literário da história), e no tom agudo do vibrato emocional de Garbo, que transparece em sua sofisticação, dando uma dimensão erótica à cena do piano com Daniel". 
"Esse foi o primeiro, último e único clássico 'puro' de Garbo - Inigualável na gama de emoções que lhe permite expressar".


Ela recebeu o prêmio de melhor atriz da Crítica de Cinema de Nova York e sua terceira indicação para o Oscar, porém, Louise Rainer (ainda viva e com 101 anos de idade, morando em Londres) levou a estatueta. Detalhe: no ano anterior, Louise também foi a ganhadora do Oscar de melhor atriz.
A Dama das Camélias é um filme que você vê, revê e não se cansa. Seja pela interpretação do elenco, os cenários bem recriados, as toilletes idem, a atuação de Garbo ou sua simples presença...
Uma vez li que ele era o filme que ela mais gostava. Também, é um dos meus favoritos. 
A história de Dumas foi imortalizada pela célebre Sarah Bernhardt em 1880. Mesmo a história já sendo um sucesso literário, a Divina Sarah a tomou para si, e com o aval de seu autor. Afinal, a peça era de Sarah e ela, melhor do que ninguém, poderia interpretar a heroína de Dumas.



Marguerite Gautier realmente existiu. Mas não era esse o seu nome. Chamava-se Marie Duplessis (seu nome no demi-monde) e fora amante do próprio Dumas e de Litsz. 
Mas, essa história eu deixo para uma próxima postagem.



Trailer do filme:

video


Galeria Camille
Clique nas fotos e veja em tamanho original.






Garbo e o diretor George Cukor










Fontes:
Arquivo Marcelo Bonavides
Flickr.com
Stars de L´Ecran
Garbo - Barry Paris

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ZAÍRA CAVALCANTI, 30 anos de saudade


Há 30 anos perdíamos uma grande artista.
Zaíra Cavalcanti partia, 
deixando uma grande lacuna em nossa música e teatro.
Em algumas postagens iremos conhecer essa atriz-cantora gaúcha 
que fascinou, com seu talento e beleza, 
públicos de diversos países, levando nossa música em marcantes interpretações.












Agradecimento ao Arquivo Nirez

terça-feira, 6 de setembro de 2011

RODOLFO VALENTINO, valsa lenta de 1926

Uma bela e triste valsa em homenagem a Valentino.
Há outras músicas feitas no Brasil em sua homenagem, inclusive outra gravação.  
Uma dessas músicas chamava-se As Valentinas
talvez uma citação das inúmeras "viúvas" do ator pelo mundo.
Trago a gravação de Oscar Pereira Gomes, de 1926.

Rodolfo Valentino
Valsa lenta de Durval Mascarenhas
Cantada pelo tenor Oscar Pereira Gomes
Disco Odeon Record 123.168
Gravado e lançado em 1926







Flor da saudade
és o meu diadema
Um poema de luz
minha lira só por ti
traduz os versos
que são o reflexo da dor
Que me inspiram
e, são da alma,
um sonho encantador
Flor da saudade
oh, meu sonho de amor
Ah, paixão, não crucie a minha mocidade!
Tu és
oh, minha linda flor
o emblema da minha eterna dor

Chora, pois
minha lira de sonho
O teu som dorido
faz viver na minh´alma que sonha
esta saudade do artista querido
Chora, pois
minha lira plangente
O teu som dolente
é do mundo, sentido
esta saudade
do grande artista
o belo Valentino








Agradecimento ao Arquivo Nirez e Donna Hill (http://www.rudolph-valentino.com)

O Brasil homenageia Valentino

A música também homenageou Rodolfo Valentino. O pesquisador e colecionador Djalma Candido enviou, especialmente para nós, duas partituras em homenagem ao ator.
O autor do famoso choro Tico-Tico no Fubá, Zequinha de Abreu, compôs em 1926, Astro Apagado. A música foi gravada por Arthur Castro na gravadora Imperador.





ASTRO APAGADO

(Zequinha Abreu - Ruy Borba)
Já não existe o magistra galan da téla,
Esse "astro" de fulgencia ardente,
O primoroso e lindo artista.
Já sua graça, dominadora fina e bella
Não mais veremos, sorridente,
Vencendo o amôr, sonhando na conquista.

O sublime Valentino,
De sorriso meigo e fino,
Ai! nunca mais, sereno,
Seu gesto ameno
Fará sentir!

Foi viver para as regiões
Dos inertes corações,
Onde a alma, noutra vida,
Á terra olvida,
Noutro sorrir.

O Rodolpho Valentino
É já um "astro" apagado,
Um fulgor adamantino
Ao nosso céo roubado
Mas, nos corações bondosos
E almas apaixonadas
Fulgem, gestos primorosos,
As suas graças jamais igualadas.



As revistas A Scena Muda e Cinearte homenagearam Valentino.


A Scena Muda





Uma das últimas fotos de Rodolfo Valentino



Cinearte



























Agradecimento ao Acervo Djalma Candido

Fonte:
A Scena Muda

Cinearte
Biblioteca digital Jenny Klabin Lasar Segall: http://www.bjksdigital.museusegall.org.br/



domingo, 4 de setembro de 2011

A HISTÓRIA DE RODOLFO VALENTINO, parte 4

Valentino em Falcon´s Lair
(Clique na foto para ver em tamanho original)


Não perdendo as esperanças de reconquistar Natasha, Valentino quis que a Unaited Artists filmasse The Hooded Falcon. A companhia, porém, tinha outros planos para o astro.

Ele estrelou O Filho do Sheik (The Sono f the Sheik, 1926). Com direção de George Fitzmaurice, trazia Vilma Banky como estrela. Foi o maior sucesso de sua carreira. “O roteiro de Frances Marion combina exemplarmente melodrama e sexo e, juntamente com A Águia, talvez seja o melhor filme do ator”, segundo A. Gomes de Mattos.






Clique para ver o tamanho original








Aproveitado o êxito do filme, o estúdio mandou seu astro em uma viagem promocional até Nova Iorque. Quando seu trem chegou em Chicago, o jornal Tribune publicou um editorial insinuando que Valentino era homossexual. Ao ler o texto, ele ficou com tanta raiva que chegou a vomitar sangue. Ele conseguiu que o jornal rival, Herald Examiner, anunciasse um desafio ao autor do artigo para uma luta de boxe. O jornalista responsável, porém, não apareceu.

Em 15 de agosto de 1926, um sábado, em Nova Iorque, Valentino foi encontrado em seu quarto, com muitas dores e cuspindo sangue. Foi levado para o Polyclinic Hospital, onde raios-X confirmaram uma grande úlcera perfurada na cavidade abdominal e cercada por várias outras áreas ulceradas. Uma cirurgia de emergência foi feita. Mais tarde, o ator acordou vomitando sangue, febril e gemendo de dor. Entre os dias 16 e 20, Valentino ainda sentia fortes dores, estava febril e incapaz de se alimentar. Sua alimentação é feita através de injeções de vitaminas. Na manhã do dia 20 ele despertou com dores fortíssimas, incapaz de respirar. Ele adormece com a ajuda do éter. Mais tarde, ao despertar, Valentino está sem dor e sorridente. Por sua experiência, o médico constata que isso não é um bom sinal.

Sua saúde muda drasticamente em algumas horas, agravando seu estado: febril,  arfando e gemendo a cada vez que respirava. Sua cavidade abdominal estava inchada, machucada e manchada. Novos raios-X confirmam a pleurisia instalada, levando embora toda a esperança de recuperação. As enfermeiras cuidam do paciente carinhosamente, sem esconder as lágrimas. Analgésicos são dados a ele para que adormeça. Em silêncio, ele sofria sua agonia, fraco e com uma dor contínua. Fora do hospital, já estava formada uma multidão em busca de notícias e novos relatórios médicos.

Na noite do dia 22 sua temperatura mantinha-se estável, porém, febril. Com a respiração difícil ele gemia de dor e estava ciente da gravidade de sua situação. Valentino concorda em ver um padre, faz sua confissão, sendo absolvido, porém, estava muito fraco para receber a comunhão.

Na manhã do dia 23, foi preciso dar-lhe morfina para aliviar seu sofrimento; mas, já não fazia muito efeito, ele agarrava-se aos ferros da cama, castigado pela dor, muito fraco, com os dentes cerrados. Gemidos escapavam de seus lábios quando já não conseguia suportar a dor e , com os olhos fechados, ele sussurrou “Maman...”.  Foi-lhe dada mais morfina, dando-lhe uma trégua em sua terrível agonia.

Com o sol nascendo, a multidão aumentava em torno do hospital. Da janela do quarto onde ele se encontrava, no 8º andar, podia-se ouvir o som das pessoas. O médico, Dr. Meeker, tenta fechar a cortina, mas, é impedido pelo pedido de Valentino, já em seus últimos momentos de lucidez.

As horas finais do grande astro foram em estado de coma, seu corpo se contorcendo pela dor da infecção. Os médicos nada podiam fazer por ele.

Seu agente George Ullman chorava no corredor e, mais uma vez, foram chamados os Sacerdotes para administrar a extrema unção ao enfermo.

O semblante de Valentino seria irreconhecível pela multidão de fãs, pois, a batalha por sua vida o emagrecera bastante. Pouco antes do meio-dia, o Dr. Meeker passa uma esponja em seu rosto e pescoço, limpando-lhe o suor. Enquanto os sacerdotes rezavam ajoelhados aos pés de sua cama, Valentino gemeu profunda e dolorosamente pela última vez, ele tem espasmos e seu corpo endurece destroçado pela dor. Seus olhos se agitam por um breve momento e sua cabeça cai para trás, no travesseiro, em repouso.  Era meio-dia e dez, de uma segunda-feira, 23 de agosto de 1926.





O que se sucedeu à morte de Valentino foi uma grande histeria entre suas fãs. Notícias dão conta que várias pessoas cometeram suicídio ao saber que o grande astro não estava mais vivo. Logo na calçada do hospital, duas fãs tentaram se matar. Em Londres, outra tomou veneno em frente a uma fotografia de Valentino. Em Nova Iorque, um rapaz morreu em uma cama coberta com fotos do astro.

Os funerais foram um verdadeiro drama digno de Hollywood e estrelado por milhares de anônimos e algumas figuras de destaque no meio cinematográfico. Mais de dez mil pessoas foram às ruas de Nova Iorque prestar suas últimas homenagens ao ator. O mundo inteiro chorava. Se hoje, a morte de alguma jovem celebridade causa grande comoção, imaginem em 1926, nas primeiras décadas do cinema, quando esse meio de comunicação estava se solidificando entre nós e o fato alguém ser célebre era bem diferente de hoje... Uma celebridade tinha muito a oferecer a seus fãs.













 O velório de Valentino foi um grande espetáculo. As fãs quebravam as janelas. Pola Negri, seu último romance, estava inconsolável, caindo histérica sobre o caixão, coberta de negro e com logo véu, precisou ser carregada. Ela se proclamava a “noiva oficial”. Mas ela não era a única viúva. Muitas outras mulheres reclamavam o direito de serem “viúvas” de Valentino. O corpo do ator ficou exposto em uma capela mortuária, onde milhares de pessoas passaram para vê-lo. Devido ao calor e a emoção, muitas mulheres desmaiaram. A missa fúnebre foi realizada, em Nova Iorque, na igreja católica de Malanchy de Saint, também conhecida como “capela do ator”, se situando perto da Broadway.




Pola Negri amparada



Pola Negri inconsolável

 Seu corpo foi levado de trem para a costa oeste, onde houve um segundo funeral na igreja católica do Bom Pastor, em Beverly Hills (mesmo local e mesmo padre que, 29 anos depois, faria a Missa de Corpo Presente de Carmen Miranda).

Porém, ao chegar em Los Angeles, a capital do cinema, o corpo do grande astro ficou em um depósito por alguns dias, sem que ninguém fosse reclamá-lo... Ao saber disso, June Mathis, sua grande amiga ofereceu sua cripta para que Valentino pudesse ser sepultado. Seria uma medida provisória, até que se arranjasse um mausoléu para o ator. Mas June faleceu no ano seguinte e Valentino foi transferido para o jazigo ao lado, também de propriedade dela. Anos depois, o marido da roteirista vendeu o jazigo para a família do ator. Até hoje, em Hollywood Forever Cemetery, os amigos Rodolfo Valentino e June Mathis descansam lado a lado.


Para aumentar o fascínio pelo mito Valentino, durante anos sua sepultura foi visitada por uma dama de negro. Sempre no aniversário de morte do ator, pouco antes do por do sol, ela era vista em seu jazigo, onde depositava rosas vermelhas. Ela era vista coberta de negro, com longos véus, e nunca se soube sua identidade. Durante décadas ela repetiu o gesto, até que suas aparições cessaram. 


A Pathe News produziu um cine-jornal sobre o falecimento de Rodolfo Valentino:

video



No 5º e último artigo mostraremos as homenagens a Valentino feitas no Brasil, composições em suas homenagem em mais curiosidades. Confiram!


Agradecimento à Donna Hill, criadora da homepage Falcon Lair - The Rudolph Valentino Homepage (http://www.rudolph-valentino.com). 




Fontes:
Revista Cinemin nº 26, 5ª Série, Agosto de 1986, artigo "A História de Rodolfo Valentino", de A. C. Gomes de Mattos. Pertencenteao Arquivo Marcelo Bonavides.



http://theboulevardblog.blogspot.com/2008/12/ghosts-of-hollywood.html


http://people.famouswhy.com/pola_negri_and_rudolph_valentino/rudolph_valentino_and_pola_negri_pic-p30621.html


http://people.famouswhy.com/pola_negri_and_rudolph_valentino/rudolph_valentino_and_pola_negri_img-p30618.html


http://classicglamourchic.blogspot.com/2010/12/rudolph-valentino-and-pola-negris.html

http://www.folhadonorte.com.br/site/ver.php?manchete=2009


http://www.livevideo.com/video/114B8D12A94F452191FC80AC0B2A811C/death-of-rudolph-valentino.aspx


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