segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

EU VIVO ASSIM, 1928

Bela valsa de Eduardo Souto (melodia) e Eugênio Fonseca Filho (versos).
Gravada por Francisco Alves em 26 de setembro de 1928 e
lançada em dezembro desse mesmo ano.
Acompanhamento da Orchestra Rio Artists
Disco 10.291-A, Matriz 1987-I 


Eduardo Souto dedicou "ao distinto amigo Dr. Salvador Peregrino Cândido de Oliveira".



Francisco Alves







Eu vivo assim




Foi nesta cruz dos braços teus
que o amor, qual um Jesus
crucifiquei e os versos meus
em lágrimas cantei
Se fui Rabi por teu amor
e a lágrima verti
cheio de dor darei perdão
à tua ingratidão

Jesus perdoou também
como eu te perdoarei
Porém, lá muito além
chorando querida
talvez te bendirei
talvez (quem nos dirá)
Ressuscitando a vida
o nosso amor reviverá

Não sei dizer qual a razão
Nem posso compreender
esta paixão, tamanha é a dor
que já nem sei se é amor
Eu vivo assim, dentro da luz
tateando a escuridão
Sem nada ver, sonhando assim
Quero poder morrer




Agradecimento ao Arquivo Nirez.

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