sábado, 10 de novembro de 2012

ARACY CÔRTES canta ARY BARROSO (Parte 2)

Continuando a postagem anterior (http://zip.net/bctjYk), Aracy Côrte canta mais quatro composições de Ary Barroso.




No Morro (Eh! Eh!)
Batuque de Ary Barroso e Luís Iglezias
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Aracy Côrtes canta com Augusto Vasseur
Disco Odeon 10.680-A, matriz 3863
Lançado em setembro de 1930.
Lançado em 1930, na revista Diz isso cantando




Obs. Em breve voltaremos a falar exclusivamente dessa música.
Em 1938, Carmen Miranda e Almirante fizeram uma regravação intitulada Boneca de Piche.



Sapateado
Foxtrot de Ary Barroso e Luís Iglezias
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.680-B, matriz 3864
Lançado em setembro de 1930.
Lançado por Aracy e Theda Diamant na revista Compra um bonde, em 1930.
Também tinha o título de Fox-Trot.




Fui à Nova York
só pra ver
o que foi o Júlio lá fazer
Houve tanta encrenca, confusão
acabei foi na mão
Vem um gajo e me diz:
"Alô, boy!"
Chamou-me de boi
e eu nem sei
o que fiz
Fui muito infeliz
Meu Deus, juntou gente.
Lá na tal Broduei
me espalhei
Que sururu!
Veio civil, militá
Mostrei que o Brasil
não sabe apanhá.
Só dei por mim
quando ouvi
falar o embaixador Marciano
Que me mandou de lá pra cá.


Quem me compreende
Canção de Ary Barroso e Bernadino Vivas
Acompanhamento de Orquestra
Disco Columbia 22.035-B, matriz 381012-2
Lançado em julho de 1931




Vem ouvir-me as queixas, coração
Quero te acordar com esta canção
Ai, meu Deus do Céu
não posso mais
conter meu ais.
E sem ter no mundo mais ninguém
não suportarei o teus desdém
És a minha vida
A própria luz dos meus olhos
Oh, querida.

Felicidade, tenho saudade
dos tempos que não voltam mais
Não voltam mais
Tu me deixaste só
e nem tiveste dó
Mas, mesmo assim
eu sei que tu gostas de mim
Felicidade, tenho saudade
dos tempos que não voltam mais
Não voltam mais
Quem compreende bem
meu coração
como ninguém
é este violão.


Neném
Marcha de Ary Barroso e Luís Peixoto
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.185-A, matriz 4954
Gravado em 26 de novembro de 1934 e lançado em janeiro de 1935.




Obs. Perua foi uma famosa atriz da Belle Époque que terminou seus dias mendigando na rua, se tornando um tipo popular e recebendo essa alcunha. Vou pesquisar mais sobre ela e trago aqui.

Neném, Meném, Neném
És meu, de mais ninguém
Se queres que eu te mate, Neném
Te mato, meu bem
E morro também
Amor fatal
os nossos retratinhos sairão
na quarta edição do jornal.

A vida toda desorganizada
com a bossa virada
à beira de um precipício.
Vou acabar tendo a sorte da Perua
sem poder andar na rua
internada no hospício.

A malandragem não valeu de nada
Eu estou abafada
estou num beco sem saída
Ou tu acabas uma vez
com a vadiagem
Ou me encho de coragem
e escangalho a tua vida.






Agradecimento ao Arquivo Nirez






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