quarta-feira, 13 de março de 2013

CUSTÓDIO MESQUITA, 68 anos de Saudade



Há 68 anos, em 13 de março de 1945, falecia o compositor Custódio Mesquita.
Além de compositor, Custódio era também pianista, regente e ator, sendo um dos galãs do cinema brasileiro nos anos 30 e início dos anos 40.

Porém seu grande destaque e contribuição para nossa cultura foi como compositor, tendo deixado dezenas de clássicos belíssimos como: Mulher, Velho Realejo, Nada Além, Se a Lua Contasse, Enquanto Houver Saudade, Valsa do Meu Subúrbio, entre muitas outras. E esse talento o colocou entre nossos melhores compositores de todos os tempos.

Custódio de Mesquita Pinheiro nasceu no Rio de Janeiro em 24 de abril de 1910, no bairro das Laranjeiras, em uma família de classe média alta. Sua mãe lhe ensinou as primeiras noções de música e seu pai, Raul Cândido de Pinheiro (que tocava piano) os primeiros acordes.

Estudou piano com Luciano Gallet, por pouco tempo, pois só queria tocar de ouvido. Depois, foi aluno do professor Otaviano Gonçalves.

Por ser um menino indisciplinado, sua mãe o colocou no Fluminense Futebol Clube para ser escoteiro. Lá, ele se tornou tocador de tambor. Mesmo passando pouco tempo, descobriu a paixão pela bateria, a qual passaria a dominar tanto quanto o piano.

Estudou apenas até a terceira série do antigo curso ginasial, no Liceu Francês, do Flamengo.
Por volta dos dezoito anos, Custódio começou a tocar bateria em conjuntos musicais. Em 1931, estava atuando na Rádio Mayrink Veiga e, em seguida, na Rádio Phillips, no célebre e pioneiro Programa Casé. Nesse período começou a atuar também como pianista.

Em 1932, suas primeiras composições começaram a ser gravadas. O primeiro disco trazia, Dormindo na Rua e Tenho um Segredo, o ritmo das duas era o Fox canção e ambas foram gravadas por Sylvio Caldas na Victor.
Atuou em três filmes: Alô, Alô, Brasil (1935), Bombonzinho (1937) e Moleque Tião (1943).

Custódio era um homem extremamente elegante, bonito, fazendo muito sucesso entre as mulheres e com os amigos, que acompanha pelas noites boêmias. 

Casou-se duas vezes, primeiro com a atriz Alda Garrido e, depois, com Helene Moukhine, também artista que, após casada, se dedicou ao lar.

Entre 1935 e 1937, foi subsecretário da SBAT, entidade a qual era afiliado desde 1933; em 1945, passou a ser conselheiro.

Custódio Mesquita faleceu precocemente em 13 de março de 1945, pouco antes de completar 35 anos.






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