segunda-feira, 15 de abril de 2013

ORLANDO SILVA, Um Artista da Nova Geração de Bons Cantores, 1936




A revista Carioca publicou, em 01 de agosto de 1936, uma interessante matéria sobre um jovem cantor que estava iniciando carreira e já era aclamado pela crítica e conquistando muitos fãs: Orando Silva.
Abaixo, fiz um comentário sobre a matéria, copiando as declarações feita pelo cantor.


 Um Artista da Nova Geração de Bons Cantores

Sendo apontado como uma das últimas revelações do broadcasting carioca, mesmo sendo revelado por Francisco Alves, o jovem havia vencido pelo seu próprio valor. E que valor, que voz!

Surgido entre vários outros cantores novatos, Orlando procurou seguir um gênero explorado por Sílvio Caldas, a canção, formando sua personalidade.
Na época da matéria, pertencia ao cast da Rádio Transmissora PRE-3, que renovava sempre seu contrato.

“Dedico às minhas ouvintes invisíveis, essas amáveis admiradoras, todo o sentimento das canções que interpreto”, afirmava o jovem cantor, “mesmo porque, sou talvez um dos homens verdadeiramente livres que existem sobre a terra... Não tenho noiva, nem esposa, nem namorada. Faltam-me as musas inspiradoras”.

Tendo aparecido cantando em 1934, estreou no antigo Programa Francisco Alves.

“Fiz a primeira prova de voz dentro do automóvel de Francisco Alves. Felizmente o grande cantor agradou-se das músicas interpretadas e eu passei a fazer parte de seu programa. Nele, atuei durante longo tempo. Depois, ingressei para a Rádio Mayrink Veiga; atuei em várias outras estações, até fixar-me na Rádio Transmissora”, contou Orlando Silva.
 Nessa última emissora, ele estava contratado com exclusividade, sendo motivo de atração na casa, recebendo dezenas de cartas e telefonema dos fãs, aumentando sempre sua popularidade.

Passou a gravar na RCA Victor, lançado várias músicas de Cândido das Neves, J. Cascata, José Maria de Abreu, entre outros. Uma de suas mais lindas canções é Última Estrofe, que, entre outras, firmaram seu prestígio artístico.

“Sou muito sujeito a emoções. Mas, reconheço que todas são diferentes, dificultando um resultado qualquer. Lembro-me que a primeira vez que cantei ao microfone fiquei profundamente nervoso, porém, ao filmar diante da câmera e dos apetrechos cinematográficos, senti emoção ainda maior. No entanto, recordo-me que fiquei verdadeiramente abalado ao ouvir pela primeira vez a minha voz gravada num disco”, declarou Orlando Silva.



Agradecimento ao Arquivo Nirez





Um comentário:

  1. Olá Marcelo, Achei incrível ler as declarações impressas de um Orlando tão Jovem...impressionou-me mais ainda a coerência do cantor com a sua própria história. Em várias outras ocasiões, até o fim da vida, em entrevistas, suas afirmações corresponderam ao que foi dito naquele distante 1936.

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