quarta-feira, 7 de agosto de 2013

JAYME VOGELER, 47 anos de Saudade



Há 47 anos falecia o cantor e compositor JAYME VOGELER.

Nascido no Rio de Janeiro em 11 de maio de 1906, Jayme da Rocha Vogeller seguiu o caminho de sua família e tornou-se artista. Em 1928, ainda como amador, aparecia em recitais e apresentações artísticas:

O PAIZ, sábado, 14 de julho de 1928
Reunião da Phalange Feminina do Flamengo
“Realiza-se hoje, às 21 horas,  no rink do Flamengo, a reunião da Phalange Feminina, em homenagem à secção dos escoteiros”.
No programa, várias atrações. Jayme Vogeler era o 14º na lista, apresentando Morrer de Amor, sendo acompanhado por Ary Kerner.


Em 10 de julho de 1929, uma quarta-feira, às 20 horas e 30 minutos, em ponto,  teve início no Grêmio Dramático João Caetano o festival do, então, amador Jayme Vogeler, onde foi apresentada a opereta em três atos de Celso Cruz, A Patativa do Sertão, e terminando com um ato de variedades, onde foi apresentada uma cena de Rubem Azevedo (também duretor do espetáculo), onde o autor e Dulce Vogeler foram intérpretes. O ato também teve danças variadas e Arlindo Santos serviu de cabaratier. O espetáculo foi acompanhado por uma orquestra formada por doze professores sob a regência do pianista Régis de Carvalho.

Jayme Vogeler organizou e ensaiou o evento, onde também cantou a valsa Castelo de Luar e a fantasia dramática Idílio Gaúcho, sendo acompanhado por Rubem de Azevedo, Hilda Duarte e Dulce Vogeler.



Começou a gravar em 1929, a valsa O Pagão (Canção do Amor), tema do filme norte americano The Pagan, estrelado em 1929 por Ramon Novarro.

Gravou na Parlophon, Victor, Odeon e Columbia.

Seguiu uma carreira de sucesso, interpretando sambas, marchas e também se destacando no repertório romântico.

Em 1931, ao passar a gravar na Odeon, já chegou abafando a banca. Ele gravou dois discos com as músicas: no primeiro, Bonde Errado (marcha de Lamartine Babo) e Olha a Crioula (samba de Almirante e João de Barro), e no segundo disco, Não Dou (marcha de Djalma Guimarães) e Encurta a Saia (samba de Júlio Casado, Almirante e João de Barro).
Todas as quatro músicas foram premiadas respectivamente do primeiro ao quarto lugar no Concurso de Músicas Carnavalescas promovido pelo Jornal do Brasil, em cooperação com a Casa Edison, ocorrido em 15 de janeiro de 1931, no Theatro Lyrico do Rio de Janeiro.


Jayme Vogeler fazia parte de uma família de artistas bem sucedidos. Seu pai, Jorge Vogeler, era um conhecido desenhista; seu sobrinho, Dalton Vogeler, produtor e autor. Isso sem falar em seu tio-avô, o  famoso maestro e compositor Henrique Vogeler, autor do primeiro primeiro samba canção, Linda Flor (Ai Yoyô).

Jayme Vogeler faleceu no Rio de Janeiro em 07 de agosto de 1966.




Confiram a bela voz de Jayme Vogeler.



O primeiro disco, na Parlophon










O Pagão (Canção do Amor)
Valsa tema do filme The Pagan, de 1929.
Da autoria de Nacio H. Brown
Acompanhamento e Simão Nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.034-A, matriz 2926
Gravado em 1929 e lançado em outubro desse mesmo ano.
Também gravado em 1929 por Francisco Alves (disco Odeon lançado em setembro) e Jayme Redondo (disco Columbia lançado em outubro).



Minha Tônia
Fox canção de N. H. Brown, De Silva e Henderson
Acompanhamento de Simão Nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.034-B, matriz 2927
Gravado em 1929 e lançado em outubro desse mesmo ano






Discos Columbia












Deixa Essa Gente Falá
Marcha de Saint Clair Sena e Ronaldo Lupo
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 8.112-B, matriz 1061-1
Lançado em janeiro de 1935





Meu Amor Nunca Foi da Cidade
Samba de Saint Clair Sena e Ronaldo Lupo
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 8.112-B, matriz 1064-1
Lançado em janeiro de 1935






Disco Victor











Loiras e Morenas
Foxtrot de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.250-A, matriz 50130-3
Gravado em 29 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930





Discos Odeon















Essas quatro músicas da Odeon ganharam respectivamente do primeiro ao quarto lugar no Concurso de Músicas Carnavalescas promovido pelo Jornal do Brasil, em cooperação com a Casa Edison.
Todas as músicas são bem inspiradas e animadas. Bonde Errado é muito interessante, entre outros fatores, por citar de forma brincalhona os bairros do Rio e as pessoas que costumavam tomavam os bondes.
A imprensa deixava clara seu favoritismo por Não Dou.
Poucos meses após a Revolução de 1930, o jornal cita o clima de "dictaduras".
Depois, confiram um pouco do que saiu na imprensa da época (fonte - http://memoria.bn.br).

Obs. O pesquisador Nirez (Miguel Ângelo de Azevedo) nos informa que Lamartine Babo é o único autor de Bonde Errado. Porém, ele usou dois pseudônimos femininos no concurso: Célia Borchert e Aurea Borges de Sousa. No jornal os nomes saem no masculino.


Bonde Errado
Marcha carnavalesca de Lamartine Babo
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.759-A, matriz 4115
Lançado em janeiro de 1931





Olha a Crioula
Samba carnavalesco de Almirante e João de Barro
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.759-B, matriz 4112-1
Lançado em janeiro de 1931





Não Dou
Marcha carnavalesca de Djalma Guimarães
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.760-A, matriz 4113
Lançado em janeiro de 1931





Encurta a Saia
Samba carnavalesco de Júlio Casado, Almirante e João de Barro
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.760-B, matriz 4114
Lançado em janeiro de 1931














 







Agradecimento ao Arquivo Nirez









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