terça-feira, 29 de janeiro de 2013

STEFANA DE MACEDO, 110 anos.



Há 110 anos nascia Stefana de Macedo, pioneira entre as cantoras-pesquisadoras de nosso folclore. Essa talentosa pernambucana resgatou e divulgou inúmeras músicas de nosso cancioneiro popular. Foi uma das primeiras moças  a ter aulas e a ensinar violão, isso na década de 1920.



Foto: Arquivo Nirez





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

PROPAGANDAS DE 1943

Hoje, trago alguns anúncios publicitários do ano de 1943, retirados da revista Carioca.

Sabonete Palmolive

A cantora Sylvinha Mello em trajes militares
(era a época da II Guerra Mundial), 1943.






SWIFT do Brasil




Creme de beleza MARSILEA

A moça sentada parece ser a cantora Eladir Porto 
e a outra creio ser Léa Silva.



Sabonete SALUS




Leite de Colônia




Royal Briar, ATKINSONS




Pó de Arroz Coty, EMERAUDE 





Casas Roulien (sapatos)




Creme dental GESSY




 Vick VapoRub










Agradecimentos ao Arquivo Nirez







terça-feira, 22 de janeiro de 2013

LÍDIA MATTOS, Adeus à nossa Estrela.



Faleceu na madrugada de hoje, dia 22 de janeiro de 2013, no Rio de Janeiro, a atriz LÍDIA MATTOS.


A atriz, de 88 anos, que estava internada no Hospital Espanhol, do Rio, foi vitima de uma embolia pulmonar.  Anteriormente, em 24 de dezembro, ela havia sido internada no Hospital São Lucas, onde ficou por dezesseis dias. Seis dias após receber alta, Lídia Mattos precisou ser internada novamente, dessa vez no Hospital Espanhol.


Ela iniciou sua carreira ainda muito jovem no rádio, atuando no programa infantil Quartos de Horas Infantis, apresentado por Beatriz Roquette Pinto, ou Tia Beatriz (filha de Roquette Pinto), na Rádio Sociedade.   Cantando e atuando como rádio atriz, trabalhou nas rádios Cruzeiro do Sul e Nacional. Na Rádio Mayrink Veiga conheceu o ator, apresentador e compositor, Urbano Lóes, com quem se casou.

Iniciou sua carreira no cinema em 1939 no filme AVES SEM NINHO, de Raul Roulien.


Aves Sem Ninho, 1939.


Na década de 1940 estudou canto com o maestro Heitor Villa-Lobos.

Em 1953, na TV Tupi, apresentou a gincana Teletestes Lutz Ferrando.

Em 1970, atuou na novela de Dias Gomes, Assim na Terra como no Céu, da TV Globo.

Lídia Mattos teve uma brilhante carreira como apresentadora, rádio-atriz e atriz, atuando com destaque em novelas como: Selva de Pedra (1972), O Bem Amado (1973), Plumas e Paetês (1980/1981), Brilhante (1981), A Próxima Vítima (1995) e na minissérie O Primo Basílio (1988).





Ainda atuou nos filmes, Argila (1940), Mãos Sangrentas (1955), O Coronel e o Lobisomem (1979), A Menina do Lado (1987), Dedé Mamata (1988) e Eu não conhecia Tururu (2000), neste último Lídia foi premiada no Festival de Gramado como melhor atriz coadjuvante.

Lídia Mattos em Argila, 1940.


Lídia Mattos em Argila, de 1940:
Obs: Assista até o final dos créditos!



Lídia Mattos deixou quatro filhos, entre eles a atriz e cineasta Dilma Lóes; sete netos, entre eles a atriz Vanessa Lóes (esposa do também ator Thiago Lacerda), e mais três bisnetos.





Um interessante vídeo com Lídia Mattos:





Lídia Mattos gravou um disco em 1954. Com música de seu esposo, Urbano Lóes, ela gravou o samba Carmen Miranda, em homenagem à Pequena Notável que estava de visita ao Brasil, em 1955. Lado A.
Carmen Miranda faleceria em 1955, ano em que o disco foi lançado.



De José Utrini e Benedito Santos, ela gravou o samba Meu Moreno. Lado B.



Ambas as músicas foram gravadas pelo selo Repertório, disco de nº9.006, acompanhamento do Conjunto Repertório.


Lídia Mattos e Urbano Lóes compuseram Teoria da Simpatia, um samba em estilo bossa nova gravado por Carlos José na Continental. Disco nº17.892-B, matriz C-4410. Acompanhamento de orquestra.
Disco lançado em abril de 1961




Sempre costumo dizer que Lídia Mattos é dessas atrizes que faz gosto vermos na TV, de acompanharmos seu trabalho, sendo brindados por seu talento. Digo que ela É, pois, sua obra permanece e espero que possamos rever sempre sua bela atuação. Quando criança, achava muito bonita sua fotografia em vídeo, era uma imagem que marcava. Quando cresci, fui percebendo que aquela senhora bonita e elegante também era uma excelente atriz.

Saudades de um fã, agora, não mais anônimo.

Marcelo Bonavides de Castro





Mais fotos de Lídia Mattos


Em uma cena de Argila, 1940.



Selva de Pedra, 1972.

Plumas e Paetês, 1980.

Brilhante, 1981.
Eu não conhecia Tururu, 2000.


Francisco di Franco  e Lídia Mattos



Francisco di Franco, Sady Cabral e Lídia Mattos










Agradecimento ao Arquivo Nirez pela revista Radiolândia e as gravações em mp3.


Fontes:
www.g1.com.br
http://www.gazetadopovo.com.br 
http://obucaneiroprateado.blogspot.com.br 
www.dignow.org
http://www.bcc.org.br 
http://www.memorialdafama.com 
http://memoriadatv.blogspot.com.br 






segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ALUÍSIO DE AZEVEDO, 100 anos de Saudade



Há 100 anos, no dia 21 de janeiro de 1913, falecia o escritor, Aluísio de Azevedo.
Aluísio era romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista, jornalista, desenhista, pintor, além de também ser compositor e figurinista teatral.
Entre suas obras de destaque estão: O Mulato, O Cortiço e Casa de Pensão.



ADEUS, ADALGISA COLOMBO



Ao acordar desta segunda-feira, 21 de janeiro, tomei conhecimento do falecimento de Adalgisa Colombo, ocorrido sexta-feira última, dia 18 de janeiro de 2013.
Ela havia completado 73 anos nos último dia 11 de janeiro.
Adalgisa foi Miss Brasil 1958, tendo ficado em segundo lugar nesse ano no Miss Universo.
Era um símbolo de elegância e glamour, de um tempo dourado que vai ficando cada vez mais distante,

Matéria em http://zip.net/bvtksT



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Canções de MÁRIO PINHEIRO




Como venho escrevendo, Mário Pinheiro gravou dezenas de músicas nas primeiras décadas do século XX.
Aqui estão cinco canções que ele gravou entre 1904 e 1910.


TER AMOR NÃO É DEFEITO
Talvez a primeira gravação de Mário Pinheiro e a quarta feita pela Odeon Record em 1904.
Modinha
Disco Odeon Record 40.003, matriz RX-279
Lançado em 1904




LÁGRIMAS DO PASSADO
Canção
Disco Odeon Record 40.058, matriz RX-46
Lançado em 1904




A CASA BRANCA DA SERRA
Modinha de Guimarães Passos e Miguel Emídio Pestana
Disco Odeon Record 40.139, matriz RX-2
Acompanhamento de violão
Lançado em 1904




CASINHA PEQUENINA
No selo do disco vem como cançoneta, mas, trata-se da famosa canção conhecida até hoje.
Disco Odeon Record 40.472
Acompanhamento de violão
Lançado em 1905




O GONDOLEIRO DO AMOR (Parte1)
Versos da autoria de Castro Alves, com música de Salvador Fábregas
Por ser o poema muito extenso, Mário Pinheiro gravou em duas chapas (discos)
Poesia feita em homenagem à atriz Eugênia Câmara, o grande amor de Castro Alves.
Barcarola
Disco Odeon Record 108.193
Acompanhamento de piano e violão
Gravado em 1908 ou 1909




O GONDOLEIRO DO AMOR (Parte2)
A segunda parte do poema.
Barcarola
Disco Odeon Record 108.194
Acompanhamento de piano e violão
Gravado em 1908 ou 1909








Agradecimento ao Arquivo Nirez







segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

MÁRIO PINHEIRO, O TROVADOR (Parte2)

Mário Pinheiro


Continuando a postagem sobre a vida do cantor Mário Pinheiro, vou contar um pouco sobre sua carreira.


Mário Pinheiro tem ligação com Fortaleza (CE) através de sua mãe, que trabalhou na Santa Casa de Misericórdia, localizada nessa capital. Porém, Mário nasceu na cidade de Campos, Rio de Janeiro, em 03 de outubro de 1883 (segundo um jornal da época. Há fontes que dão, aproximadamente, o ano de 1880).

Começou a trabalhar como palhaço em um circo localizado no bairro carioca de Piedade, já fazendo sucesso. Depois, passou a cantar cançonetas e modinhas no palco do teatrinho que havia no Passeio Público, no Rio de Janeiro, acompanhando-se ao violão. 
Era boêmio e saia com amigos pelas ruas, fazendo serenatas, quando mais uma vez soltava a sua bela voz de barítono entoando as belas modinhas brasileiras de então.

Sua popularidade fez com que fosse contratado por Fred Figner para gravar discos na Casa Edison. A partir de 1904, os discos de Mário Pinheiro eram gravados e lançados ao mercado, aumentando seu prestígio. Logo, estava ao lado dos grandes intérpretes da primeira década do século XX, como Bahiano, Cadete, Lino, Campos, Eduardo das Neves, Geraldo Magalhães, Nozinho, Neco, entre outros.

Seu repertório é bem variado e ele se destacava em todos os estilos. Seja nas serenatas, modinhas ou canções, como nas cançonetas, lundus e maxixes.
Gravou vários clássicos de nossa música. Alguns, hoje, já esquecidos como, Por um beijo, Rosa do sertão, Lágrimas do passado, Namorados da lua, Mulata vaidosa; ou, outros conhecidos até hoje, como, O gondoleiro do amor, Casinha pequenina, O talento e a formosura, A casa branca da serra, A mulata.

Mário Pinheiro fez dupla com os grandes nomes da época. Gravou desafios com Eduardo das Neves, João Barros, Nozinho, Benjamim de Oliveira e Nina Teixeira. Mas, sua mais conhecida parceria nos discos foi feita com a atriz e cantora Pepa Delgado. Juntos, Mário e Pepa gravaram clássicos como Vem cá, Mulata!, ou repertório do teatro de revista, como, Agulhas e Alfinetes. Também gravaram juntos o curioso Um Samba na Penha, em 1910. (esse merece uma posterior postagem).

Seus discos e modinhas faziam tanto sucesso que seu repertório era ouvidos e conhecido no Brasil inteiro. Em uma época onde a divulgação das músicas ainda era muito precária, suas modinhas faziam sucesso até no interior do Ceará, como Yara (Rasga o Coração).
Os trovadores do Norte e Nordeste conheciam e respeitavam o nome e repertório de Mário Pinheiro.

Em 14 de julho de 1909, Mário estava no elenco da ópera Moema, de Delgado de Carvalho, que inaugurou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


O Paiz, 14 de julho de 1909.


O prestígio alcançado por Mário Pinheiro fez com que ele recebesse o convite para gravar na Victor dos Estados Unidos. Segundo registros, lá, conseguiu mais sucesso e o que ganhou fez com que ele partisse para Milão, para aprimorar seu canto. Na Itália, com o canto aperfeiçoado, largou a vida boêmia ao casar-se com a sobrinha de um empresário.
Em Lyon, fez sua estréia na cena lírica européia.

Retornou ao Brasil com a Companhia Galli-Curci-Lazzaro, e depois, com Rotoli-Biloro.
Em 1917, no Theatro Apollo, cantou na ópera Aída, interpretando Ramphis; em Gioconda, interpretou Alvise; e foi protagonista em Mephistopheles, o de sua predileção.

Separado de sua esposa, teve dois filhos.

No Brasil, contratado pelo empresário Walter Mocchi, voltou a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, também, em São Paulo, Itália e Argentina (Theatro Colon, de Buenos Aires).

Em 1920, ao lado da soprano gaucha Zola Amaro, participou da ópera O Condor, de Carlos Gomes, interpretando Almansor, e Zola fazendo o papel de Odaléa.

Quando adoeceu estava em cartaz no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, porém, sua última aparição pública foi em uma vesperal no Theatro Trianom, organizada por Leopoldo Fróes, onde cantou dois números, um dos quais de origem argentina, que foi obrigado a bisar.

Na época de sua morte, em 10 de janeiro de 1923, ocorrida no Rio de Janeiro, os jornais diziam que seus filhos estavam em companhia de sua irmã.
Os jornais dão como sendo 38 anos a idade com que Mário Pinheiro faleceu. Sendo isso verdade, sua data de nascimento seria 1884.



Obs: Esse artigo continua.




Fonte: Arquivo Nirez e Biblioteca Nacional

sábado, 12 de janeiro de 2013

Agonia de uma rua


Agonia de uma rua

Uma rua pode se parecer com uma pessoa, ou quase. Há ruas que envelhecem e morrem; outras que apenas envelhecem, e há as que sempre estão se modificando, sem nunca morrer.

Conheci uma que, mesmo já velhinha, era uma de uma beleza cativante: árvores frondosas no meio da larga rua, casas tão antigas quanto a rua enfeitando a paisagem, e, mesmo com o numeroso fluxo de pessoa, carros, e o ensurdecedor barulho dos ônibus, acompanhados da baforada de fumaça que eles deixavam, aquela rua era bonita.

Aos poucos, para nosso desgosto, foram surgindo buracos na paisagem feita pelas casas centenárias. Esses buracos, onde havia sido uma casa, iam fazendo da rua uma espécie de boca, banguela, sem os lindos dentes que se abriam em vários quarteirões de sorrisos.

Com o tempo, os buracos foram aumentando. Ou surgiram moradias feias, que já nasceram mal tratadas ou batizadas pelo mau gosto.

A rua não morreu, mas, parece estar em coma.
Onde havia a casa que eu tanto amava, hoje, há um hediondo buraco.

Evito passar ali e, quando passo, não olho para os lados. Não reconheço mais nada, e nem quero reconhecer. Em minha mente, tudo está em seu perfeito lugar.

- “Essa rua já teve os seus encantos.”, disse uma tia minha. Sua frase, carregada de um suspiro emocionado e de saudosas lembranças ainda ecoa em meus ouvidos e sua expressão, olhando a rua e ao mesmo tempo o passado, está gravada em minha memória.

Nessa época, não lembro bem, creio que minha avó tinha acabado de falecer e no ano seguinte minha tia partiria. Pouco tempo depois, seria eu mesmo quem repetiria a mesma frase, com a mesma expressão, sentimento e olhar perdido em minhas lembranças.

E, ainda hoje, eu repito:
- “Essa rua já teve os seus encantos.”.


Marcelo Bonavides, Fortaleza, 12 de janeiro de 2012.

LUISE RAINER e os seus 103 anos!



Hoje, completa 103 anos a atriz alemã Luise Rainer.
Ela mora atualmente na Inglaterra, no mesmo apartamento que pertencia à atriz Vivien Leigh.

Algumas curiosidades sobre Luise Rainer e o Oscar:

  • É a atriz que mais viveu após ganhar um Oscar.
  • A primeira atriz alemã a receber um Oscar.
  • A única atriz a receber o Oscar durante a década de 1930 que ainda vive. 

E mais!
Ganhou duas vezes o Oscar na categoria de melhor atriz em anos consecutivos, sendo a primeira atriz na história do cinema a conseguir esse feito: em 1937, por The Great Ziegfeld (Ziegfeld, o criador de estrelas - 1936), onde interpretou Anna Held; e em 1938, por The Good Earth (Terra dos Deuses - 1937), onde interpretou O-Lan, ao lado de Paul Muni.






The Great Ziegfeld, 1936.


The Good Earth, 1937.

Nasceu em Dusseldorf, Alemanha, em 12 de janeiro de 1910.
Mudou-se para Berlin, onde começou a trabalhar na Companhia Max Reinhardt.
Trabalhando em alguns filmes, foi descoberta em 1935 pelo chefão da Metro, Louis B. Mayer, que viajava pela Europa e a contratou. 
Estreou em Hollywood ao lado de William Powell no filme Escapade (Flerte), em 1935.
No segundo filme, também ao lado de Powell, The Great Ziegfeld (1936), ela arrebatou o Oscar de Melhor Atriz.
Como se não bastasse, em seu terceiro filme em Hollywood, The Good Earth (1937), levou outro Oscar também de Melhor Atriz.
Após todo esse sucesso, sua carreira começou a decair. Há quem diga que o culpado era o estúdio pela péssima escolha de seus papéis; outros, atribuem aos maus conslehor recebidos de seu marido na época, o dramaturgo Clifford Oddets, com quem a atriz esteve casada de 1937 a 1940.
Após suas premiações fez poucos filmes, atuando em Hostages (Reféns), de 1943; e só então retornando em 1997, aos 87 anos, para filmar The Gambler.


The Great Ziegefeld, 1936.


Luise Rainer e William Powell,
The Great Ziegfeld, 1936.


Luise Rainer e Paul Muni em The Good Earth, 1937.


Na ótima caracterização de The Good Earth, 1937.


Outras fotos de Luise Rainer

















Em 05 de setembro de 2011, aos 101 anos,
homenageada com uma estrela em Berlim,
no Boulevard des Stars
O vídeo da ocasião:


Aos 100 anos, em 2010, com o repórter Philip Hedemann.


Luise Rainer em 2011, aos 101 anos.





Luise Rainer em 2010, aos 100 anos.
O mesmo olhar doce.







Fontes:
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