domingo, 31 de março de 2013

ARACY CÔRTES, 109 Anos


















































Há 109 anos, em 31 de março de 1904, nascia no Rio de Janeiro a cantora ARACY CÔRTES (Zilda de Carvalho Espíndola).
Para relembrá-la vamos conferir este belo samba, onde ela emprega sua bela voz, interpretação e seu gostoso dengo!


Moreno Faceiro
(também conhecido como Morena Faceira)
Samba de Custódio Mesquita
Gravado por Aracy Côrtes
Acompanhamento da Orquestra Columbia
Disco Columbia 22.153-B, matriz 381325
Gravado em 1932 e lançado em dezembro desse ano.
Clique na imagem para visualizar a letra












Agradecimento ao Arquivo Nirez






sábado, 30 de março de 2013

DOLORES CECÍLIA DE VASCONCELLOS, 1930




Dolores Cecília de Vasconcellos

Jovem pianista patrícia, uma das figuras mais aplaudidas do nosso mundo artístico, regressou recentemente da Europa, em cujas principais cidades de cultura musical, da Alemanha e França, se fez ouvir com grande êxito. - Deu um recital no nosso Theatro Municipal, este mês, que constituiu uma nota finíssima de arte. (Revista Phono-Arte, 30 de agosto de 1930).




Agradecimento ao Arquivo Nirez






quinta-feira, 28 de março de 2013

BUCY MOREIRA, 31 anos de Saudade

Há 31 anos falecia no Rio de Janeiro o compositor e instrumentista Bucy Moreira, em 28 de março de 1982.
Nascido na Cidade Maravilhosa em 01 de agosto de 1909, Bucy (ou Buci, ortografia atualizada) era filho de musico e neto da famosa Tia Ciata, com quem viveu até 1924, ano em que ela faleceu.
Em 1930, foi descoberto na Praça Onze pelo cantor Francisco Alves, que logo gravou um samba de sua autoria.


Algumas músicas de sua autoria:

Foi em sonho
Samba
Gravado por Francisco Alves e Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.905-B, matriz 4424
Gravado em 01 de março de 1932, lançado em 1932




Pode chorar
Samba
Gravado por Jonjoca e Castro Barbosa
Acompanhamento do Grupo da Guarda Velha
Disco Victor 33.548-A, matriz 65450-1
Gravado em 12 de abril de 1932, lançado em maio de 1932




Romance da morena
Samba em parceria com Kid Pepe
Gravado por Odaléa Sodré
Acompanhado do Conjunto Regional Cruzeiro do Sul
Disco Columbia 8.165-B, matriz 1112-2
Lançado em 1936




Pai Miguel
Samba de Carlos de Souza
Gravado por patrício Teixeira
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 80.0094-A, matriz S-0520760-1
Gravado em 30 de abril de 1943, lançado em julho de 1943




Casa de cômodos
Samba em parceria com Carlos de Souza
Gravado por Linda Batista
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 80-0196-A, matriz S-052964-1
Gravado em 18 de maio de 1944, lançado em agosto de 1944







Agradecimento ao Arquivo Nirez



BISCOITOS AYMORÉ CHAMPAGNE, 1931



Muitas vezes uma ligeira satisfação domina um profundo aborrecimento.
Quando quiser alegrar o seu espírito pelo paladar - quem negará que o paladar é um dos melhores veículos do bom humor? - exija do seu fornecedor os deliciosos biscoitos Aymoré "Champagne".
São biscoitos finíssimos, levemente adocicados e tão apetitosos que basta a sua simples aparência para fazer vir água à boca. (Revista O Cruzeiro, 20 de junho de 1931).




Agradecimento ao Arquivo Nirez



terça-feira, 26 de março de 2013

DALVA DE OLIVEIRA: Uma entrevista de 1956.


Reproduzo a entrevista que Dalva de Oliveira concedeu à Revista do Rádio, na coluna Entrevista Teco Teco, em 11 de fevereiro de 1956.
A entrevista não se aprofunda na carreira da cantora e, sim, em assuntos leves e triviais.





Entrevista Teco Teco com Dalva de Oliveira

- Gosta da fama?
- A FAMA PARA OS QUE SABEM ENTENDER É MUITO BOA: MAS, ÀS VEZES FAZ MAL.

- Que Espera do futuro?
- O QUE TENHO RECEBIDO ATÉ AGORA: SAÚDE, DINHEIRO, AMOR.

- É supersticiosa?
- MUITO. NÃO ATRAVESSO UMA ENCRUZILHADA SEXTA-FEIRA À MEIA NOITE NEM QUE ME PAGUEM.

- Chora com felicidade? (talvez fosse facilidade)
- SOU MUITO SENTIMENTAL.

-Quem é o seu amor?
- MEU MARIDO.

- Se fosse médica que especialidade teria?
- PEDIATRIA. ADORO CRIANÇAS.

- Qual a cor e o estilo de seus móveis?
- TENHO DUAS CASAS: NUMA, É ESTILO COLONIAL PRETO. NO APARTAMENTO OS MÓVEIS SÃO DE PAU-MARFIM.

- Gosta de sua casa?
- MEU LAR É MEU PARAÍSO.

- Acha que é rica?
- DE SAÚDE E DE AMOR, GRAÇAS A DEUS!

- Diga o nome de uma amiga?
- TENHO MUITAS. ENTRE ELAS POSSO CITAR UMA: ODETE AMARAL.

- O amor é maior que o ódio?
- EVIDENTEMENTE.

- Já foi roubada?
- INFELIZMENTE JÁ.

- Quanto possui em joias?
- SÓ EM OUTO TENHO 1 QUILO E MEIO E MUITOS BRILHANTES.
- Dorme em colchão de molas?
- MAS CLARO. PARA QUEM TRABALHA MUITO É REPOUSANTE.

- Joga cinza no tapete?
- NÃO FUMO.

- Toma banho frio?
- DE JEITO NENHUM.

- Vai a liquidações de modas?
- PARA FALAR A VERDADE, NÃO TENHO TEMPO, MAS BEM QUE GOSTARIA.

- Entra em fila?
- SÓ EM ÚLTIMO CASO, POQUE PODENDO EVITAR, NÃO HÁ DÚVIDA.

- Já ficou presa em elevador?
 PUXA... GRAÇAS A DEUS NÃO TIVE ESSE SUSTO.

- É violenta?
- NÃO ME QUEIRA VER VIOLENTA...

- Usa anágua?
- NEM SEMPRE, SÓ QUANDO ME DÁ NA VENETA.

- Tem dor de dente?
- FELIZMENTE NÃO. TIVE UMA VEZ E ESTRAI O DENTE.

- Fica nervosa quando vai estrear um programa.
- FICO SIM. O NERVOSISMO É PRODUZIDO PELA NOÇÃO DE RESPONSABILIDADE.

- Gosta de ser elogiada em público.
- SINTO-ME CONSTRANGIDA.

-Tem secretário particular?
- SECRETÁRIA: VIRGÍNIA MAGALHÃES.

- Já foi vítima de contrato?
- FELIZMENTE ATÉ A DATA DE HOJE, NÃO.

- Que mais a encantou durante a última turnê?
- O PÚBLICO ME RECEBENDO BEM COM MUITO CARINHO E SIMPATIA.

- Enjoa quando viaja por mar?
- NUNCA. ATÉ PAREÇO PEIXE.
- Se não fosse cantora o que gostaria de ser?
- CANTORA.

- Quem é seu tipo inesquecível?
- MEUS FILHOS.

- Tem algum remorso?
- GRAÇAS A DEUS NÃO.

- Tem algum segredo?
- O MEU SEGREDO É DO POVO.

- Como prefere ouvir rádio?
- OUÇO VITROLA DEITADA NO CHÃO.

- Gosta de bebidas?
- BEBO AOS BOCADINHOS.

- Tem alguma mania?
- QUANDO VOU DORMIR COLOCO PAPELOTES NO CABELO.

- Prefere o inverno ou verão?
- O CALOR É BEM MAIS GOSTOSO.

- Canta no banheiro?
- SE CANTO...

- Gosta de andar descalça?
- ADORO.

- Coleciona objetos usados?
- SÓ VESTIDOS.

- Reza muito?
- ANTES DE DORMIR E AO ENTRAR EM CENA.

- Tem bom apetite?
- NO INVERNO EU O PERCO.

- Em casa usa sapato, chinelo ou anda descalça?
- CHINELOS, DETESTO-OS.

- Gosta de galinhas?
- SIM. E TAMBÉM TENHO UMA COLEÇÃO DE PAPAGAIOS.

- Como prefere os sapatos?
- BEM VELHINHOS.




Fonte: Arquivo Nirez



MÁQUINA DE COSTURA NEW HOME, 1913



Casa Conrado Cabral
Machina de Costura
"New-Home"

Rua Major Facundo, 59
Ceará


Almanak-Hénault
Annuario Brasileiro Commercial
Guia do Commercio Brasileiro
Anno 1912-1913
Estado do Ceará

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Os desenhos eram feitos em Paris
O Almanaque foi impresso em Paris, em agosto de 1912.




Fonte: Arquivo Nirez



Geléia de Morango, A Sul América, 1940










































Revista Carioca, 1940.




Agradecimento ao Arquivo Nirez



Creme de Barbear MITSUBA, 1940



Revista Carioca, 1940.




Agradecimento ao Arquivo Nirez



domingo, 24 de março de 2013

JANUÁRIO DE OLIVEIRA Interpreta SINHÔ

Januário de Oliveira.


Há 111 anos, nascia no Rio de Janeiro, em 24 de março de 1902, o cantor, humorista e compositor Januário de Oliveira Januário de Oliveira Chirico).


Januário de Oliveira consolidou sua carreira em São Paulo.
Estreou na Rádio Sociedade, indo depois para a Rádio Clube do Brasil. O compositor Sinhô (José Barbosa da Silva), o levou para São Paulo em 1929, para tomar parte em um espetáculo, no Theatro Municipal dessa cidade, que apoiava a candidatura de Júlio prestes à Presidência da República, promovido pelo Clube da Antropofagia.

Curiosidade: Nesse evento houve o lançamento do samba de Sinhô, Eu Ouço Falar, abordando Júlio Prestes. 

Em São Paulo, Januário de Oliveira passou a se apresentar, por intermédio de Sinhô, na Rádio Educadora Paulista (hoje Gazeta). Também foi um dos principais artistas contratado pela gravadora Columbia, tendo gravado quase todos os seus discos nessa empresa.

Em 1938, Januário de Oliveira veio ao Ceará em uma bem sucedida excursão. Ele ficou hospedado no célebre Excelsior Hotel, na Praça do Ferreira.

Foi um dos pioneiros da gravadora Columbia no Brasil, onde gravou cerca de 59 discos e 103 músicas, no período de 1929 a 1938.
Nos anos 40, ele voltou ao Rio de Janeiro. Fazia humorismo nos Cassinos e na Rádio Nacional e imitava com perfeição todas as vozes de uma opereta: barítono, tenor, soprano, contralto.

Estava em São Paulo, novamente, onde pegou o advento da televisão, mas, logo seria apenas empresário artístico, até falecer, em 22 de fevereiro de 1963.

Januário de Oliveira foi um dos grandes intérpretes de nossa música. Hoje, esquecido pela maioria das pessoas e lembrado por poucos que se interessam em descobrir nosso passado musical. Sua discografia é de primeiríssima qualidade, revelando o que de melhor havia em sambas, canções, valsas, no final dos anos 20 e durante os anos 30.

Felizmente, ele seria relembrado pelo selo Revivendo de Curitiba, fundado pelo saudoso pesquisador Leon Barg. Foi através dessa empresa que conheci o trabalho de Januário de Oliveira. Entre as músicas que mais me marcaram estavam Cauhã e Engenho Novo.


Vamos ouvir Januário de Oliveira interpretando Sinhô (José Barbosa da Silva), nas treze músicas gravadas por ele.


Sinhô (José Barbosa da Silva).




"Chequerê" 
Choro, gravado na Colúmbia, em São Paulo
Sinhô estava presente, pois havia viajado em maio de 1929 para São Paulo para o lançamento da candidatura de Júlio Prestes. Aproveitou e realizou cinco gravações na Colúmbia, inclusive fazendo o acompanhamento de piano e violão. O outro violão era de Pedroso, famoso instrumentista de São Paulo.

Acompanhamento de Sinhô e Pedroso
Disco Colúmbia 5.084-B, matriz 380269
Lançado em setembro de 1929




Como Se Gosta
Valsa
Acompanhamento de Sinhô ao piano e Pedroso ao violão.
Disco Colúmbia 5.104-B, matriz 380270-1
Lançado em setembro de 1929



Minha Branca
Samba gravado na temporada paulistana de Sinhô.
Acompanhamento de Sinhô ao piano e Pedroso ao violão.
Disco Colúmbia 5.085-B, matriz 380271
Lançado em setembro de 1929




“Nossa Senhora do Brasil”
As aspas no título desta canção se justificam pelo fato da santa não ser a de Aparecida do Norte, e sim, a pintora Tarsila do Amaral, que recebeu Sinhô com muito carinho em São Paulo, em 1929, e, de certa forma, foi sua protetora.
Nos versos Sinhô cita: “Nossa Senhora Tarsila, é a santa brasileira. Que a gente não vacila, em chamar bem brasileira”.

No estúdio de gravação, só “feras”.
Sinhô ao piano, Pedroso ao violão, Januário de Oliveira no canto e, na segunda voz o ator Henrique Chaves.

Disco Columbia 5.084-B, matriz 380272
Lançado em setembro de 1929.




Missanga
Marcha chula editada com o nome de Ó Rosa (Muito Brasileira), para o carnaval de 1926, em homenagem a N. S. da Penha, sendo gravada por Pedro Celestino. Foi regravada com o nome de Miçanga pelo Jazz Band Columbia em 1930, na voz de Januário de Oliveira, cujo nome não aparece no selo do disco. Sinhô assina como J. Curangi, um de seus pseudônimos.

Marcha com estribilho
Disco Colúmbia 5.167-B, 380544
Lançado em fevereiro de 1930




Sem amor
No selo do disco vem como marcha, mas, trata-se de um samba.
Foi gravada originalmente por Carlos Serra em 1927.

A gravação de Januário de Oliveira tem o acompanhamento de Gaó, Jonas, Petit, Zezinho, Sutte e Grany (alguns dos melhores músicos de São Paulo).
Disco Colúmbia 5.185-B, matriz 380610
Lançado em março de 1930.
Viva a Penha
Editado em 1926 (e dedicado aos Irmãos Vitale), era tido como maxixe, e assim foi gravado nesse mesmo ano pelo American Jazz-Band Sílvio de Sousa.
Gravado com letra somente em 1930 por Januário de Oliveira, foi designado como samba.
Acompanhamento do Jazz-Band Columbia.
Disco Colúmbia 5.212-B, matriz 380679
Lançado em junho de 1930




Cauhã
Cauã (também conhecido como acauã) é um pássaro brasileiro. Sinhô amava os pássaros e compôs várias músicas com seus nomes: Bem-te-vi, Sabiá, Maitaca...
Cauã é uma valsa choro e, por sinal, uma das mais bonitas valsas brasileiras. Foi tocada na novela Kananga do Japão, de 1989, somente instrumental, enquanto os personagens Sílvia (Júlia Lemmertz) e Henrique (Paulo Castelli) dançavam.

Acompanhamento de Orquestra
Disco Colúmbia 5.215-B, matriz 380671
Lançado em junho de 1930



Sou da Fandanga
 Marcha carnavalesca.
Aqui, eis uma dúvida: como já dissemos, Januário de Oliveira imitava diversas vozes, inclusive soprano. Mas, nesta gravação, penso que a voz feminina seja da cantora Elsie Houston. Januário e Elsie gravaram três músicas juntos. Pela numeração dos discos, Sou da Fandanga está muito próximo a uma gravação que os dois fizeram (provavelmente feitas no mesmo dia). Como no selo do disco não vem o nome de Januário de Oliveira, somente Jazz Band Columbia, é provável que Elsie Houston tenha participado da gravação.

Disco Colúmbia 5.226-B, matriz 380709
Acompanhamento do Jazz Band Columbia
Lançado em julho de 1930



Salve-se quem puder
Samba com estribilho. No selo do disco não vem o nome de Januário de Oliveira, somente da Jazz Band Columbia.
Disco Colúmbia 5.226-B, matriz 380732
Lançado em julho de 1930



Bemzinho
Choro canção
No selo do disco não consta o nome de Januário de Oliveira, apenas traz o da Jazz Band Columbia.
Disco Columbia 5.229-B, matriz 380687
Lançado em julho de 1930

Antes, ainda teve gravações feitas por Gustavo Silva e Arthur Castro, ambas em 1926.



Fala macacada
Samba toada
Januário de Oliveira gravou com o Jazz Band Columbia, dirigido pelo maestro Gaó.
Disco Columbia 7.017-B
Lançado em setembro de 1930, um mês após o falecimento de Sinhô



Professor de Violão
Samba
Foi gravado em disco Arte Fone, uma pequena gravadora de São Paulo instalada, no fim de 1931, no alto da Moóca, na Rua Hípia.
Uma gravação de Januário de Oliveira muito rara.
Segundo Abel Cardoso Junior, Sinhô havia sido professor de violão e, neste samba, celebrava a aceitação do instrumento, da música popular e do preto (ele) na casa da “fina elite”. Deve ter sido composto em São Paulo, sob a impressão da recepção calorosa que teve. Foi gravado mais de um ano depois do falecimento de Sinhô.

Acompanhamento de Regional
Disco Arte Fone 4.020-A, matriz 4020-A
Lançado em 1932.








Agradecimento ao Arquivo Nirez
Fonte dos dados: Abel Cardoso Junior e Marcelo Bonavides
http://www.dicionariompb.com.br








sexta-feira, 22 de março de 2013

Belezas do Ceará, 1930



Revista Vida Doméstica, julho de 1930.








Agradecimento ao Arquivo Nirez





O POETA GUIMARÃES PASSOS




Há 146 anos, em 22 de março de 1867, nascia o poeta e jornalista GUIMARÃES PASSOS.

Nascido em Maceió (AL), Sebastião Cícero dos Guimarães Passos foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, criando a cadeira de nº26, tendo como patrono Laurindo Rabelo.

Fez seus estudos primários e preparatórios em Alagoas. Aos 19 anos seguiu para o Rio de Janeiro, fazendo amizade com os jovens boêmios e intelectuais. Entrou para a redação dos jornais e passou a fazer parte do grupo de Paula Ney, Olavo Bilac, Coelho Neto, José do Patrocínio, Luis Murat e Arthur Azevedo.

Colaborou com a Gazeta da Tarde, a Gazeta de Notícias, A Semana. Publicava crônicas e versos e, por onde trabalhou, também escreveu sob o pseudônimo de Filadelfo, Gill, Floreal, Puff, Tim e Fortúnio.

Ele também era arquivista da Secretaria da Mordomia da Casa Imperial. Porém, com a proclamação da República, essa repartição foi extinta e ele passou a viver somente de seus trabalhos jornalísticos.

Exilou-se em Buenos Aires, devido ter participado de revolta contra Floriano Peixoto. Na Argentina colaborou com os jornais La Nación e La Prensa, também fazendo conferências sobre temas literários relacionados ao Brasil.

Voltou do exílio em 1896, sendo um dos primeiros poetas chamados para formar a Academia Brasileira de Letras.
Viu que o Rio de Janeiro de sua geração estava completamente transformado, com vários antigos companheiros em cargos bem remunerados, sendo ele o último boêmio.

Contraindo tuberculose e não tendo melhoras no Brasil, seguiu para a Ilha da Madeira e, daí, para Paris, onde veio falecer, em 09 de setembro de 1909, aos 42 anos.

Somente em 1921, a Academia Brasileira de Letras conseguiu trazer seus restos mortais para o Brasil.

Guimarães Passos era um poeta parnasiano, lírico e, às vezes, um pouco pessimista. Foi também humorista quando colaborou para O Filhote, tendo seus escritos reunidos, depois, no livro Pimentões, publicado em parceria com Olavo Bilac.  

O poeta José Veríssimo, seu contemporâneo, assim o via quando se referia aos Versos de um simples: “poeta delicado, de emoção ligeira e superficial, risonho, de inspiração comum, mas de estro fácil, como o seu verso, natural e espontâneo, poeta despretensioso, poeta no sentido popular da palavra".



Jornal do Brazil, 12 de julho de 1891.
(grafia original)

Um de seus poemas mais famosos, A Casa Branca da Serra, foi musicado por Miguel Emídio Pestana, se tornando em uma das canções/modinhas mais conhecidas de todos os tempos. Sendo gravada por vários intérpretes.



O Pharol, 19 de abril de 1908.



Casa Branca da Serra
Modinha com versos de Guimarães Passos
Música de Miguel Emídio Pestana

Gravações

Mário Pinheiro
Acompanhado ao violão

Disco Odeon Record 40.139, matriz RX-2
Lançado em 1904




Disco Victor Records 98.910
Lançado em 1910

 



João Barros
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor Record 98.899
Lançado em 1909




Cadete (K. D. T.)
Disco Odeon Record 108.491
Lançado em 1911




Arthur Castro
Disco Phoenix Record 281, matriz 1492
Lançado em 1913







Algumas poesias
(Clique para ver em tamanho maior)


A Mai de Família,
31 de maio de 1887.
(Grafia original)


O Mequetrefe, 20 de janeiro de 1887.



Cidade do Rio, 04 de junho de 1888.


O Mequetrefe, fevereiro de 1892.








Fontes:
Arquivo Nirez
http://www.jornaldepoesia.jor.br
http://www.casadobruxo.com.br
http://memoria.bn.br









quinta-feira, 21 de março de 2013

Cegonha atrevida...

1890

Segundo a lenda, os bebês são trazidos pela cegonha com todo cuidado e carinho.
Mas, quando eles crescem um pouquinho, olha o que ela faz...








Via http://www.retronaut.com/






quarta-feira, 20 de março de 2013

ERNESTO NAZARETH, 150 ANOS



Há 150 anos nascia o pianista e compositor ERNESTO NAZARETH.

Assim como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth foi de uma importância fundamental para a formação de nossa música. Foi considerado um dos grandes nomes do Tango Brasileiro, gênero hoje visto como uma vertente do choro. Sua obra, quase toda voltada ao piano, muitas vezes retrataram o ambiente das serestas e choros. Mozart de Araújo escreveria sobre ele:  "As características da música nacional foram de tal forma fixadas por ele e de tal modo ele se identificou com o jeito brasileiro de sentir a música, que a sua obra, perdendo embora a sua funcionalidade coreográfica imediata, se revalorizou, transformando-se hoje no mais rico repositório de fórmulas e constâncias rítmico-melódicas, jamais devidas, em qualquer tempo, a qualquer compositor de sua categoria".

Trago em sua homenagem 42 músicas em gravações originais. Algumas interpretadas por ele, porém, a maior parte por músicos ou orquestras contemporâneas dele.
Sua vida e obra são riquíssimas e vocês podem conferir em um excelente site dedicado em sua homenagem: http://www.ernestonazareth150anos.com.br


Antes das músicas, uma curiosidade muito interessante.
Em janeiro de 1929, Ernesto Nazareth participava de um evento beneficente realizado pelo deputado baiano Anníbal Duarte no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro. Entre os artistas que cantaram várias músicas regionais estava um grupo de amadoras (mocinhas que eram alunas de canto do compositor Josué de Barros). Entre elas, as futuras cantoras Carmen e Aurora Miranda. Na ocasião, Carmen estava prestes a completar 20 anos e ainda era completamente desconhecida. Esta era a sua primeira aparição perante a um público que não era sua família ou amigos. Ela ensaiava os primeiros passos como cantora. Aurora, então com 13 anos, nem sonhava em cantar, apenas acompanhava sua irmã. Na foto, publicada em fevereiro desse ano na revista O Violão, e embora com várias pessoas conhecidas, só aparece o nome do homenageado Ernesto Nazareth. O de Carmen e Aurora, por serem desconhecidas, nem sequer foram mencionados.



A legenda da foto traz (na grafia e pontuação da época): "Grupo tirado no Instituto Nacional de Musica por occasiçao do recital de musicas regionaes ali realisado por um grupo de rapazes e senhoritas de nossa melhor sociedade. Entre elles, no centro, vê-se a figura sympathica do rei do tango, o grande pianista Ernesto Nazareth que num gesto de requintada gentileza tomou parte no recital".




As MÚSICAS  



Vamos ouvir 42 músicas da autoria de Ernesto Nazareth. Algumas interpretadas por ele e outras por orquestras ou cantadas. Catullo da Paixão Cearense deu letra em várias melodias de sua autoria.
Como curiosidade, trago duas interpretações feitas por Ernesto Nazareth da obra de outros compositores.


Interpretadas por Ernesto Nazareth

Favorito
Tango de Ernesto Nazareth
Interpretado por Pedro de Alcântara no flautim
e Ernesto Nazareth ao piano
Disco Odeon Record 108.790, matriz XR-1463
Lançado em 1912



ODEON
Tango de Ernesto Nazareth
Interpretado por Pedro de Alcântara na flauta
e Ernesto Nazareth ao piano
Disco Odeon Record 108.791, matriz XR-1464
Lançado em 1913



Apanhei-te Cavaquinho
Choro de Ernesto Nazareth
Interpretado pelo autor, ao piano
Disco Odeon 10.718-A, matriz 3941
Gravado em 10 de setembro de 1930
e lançado em dezembro desse ano



Escovado
Tango brasileiro de Ernesto Nazareth
Interpretado pelo autor, ao piano
Disco Odeon 10.718-B, matriz 3939
Gravado em 10 de setembro de 1930
e lançado em dezembro desse ano



Turuna
Tango de Ernesto Nazareth
Interpretado pelo autor, ao piano
Disco Odeon, matriz 3942
Gravado em 10 de setembro de 1930
e lançado em dezembro desse ano



Nenê
Tango de Ernesto Nazareth
Interpretado pelo autor, ao piano
Disco Odeon, matriz 3940
Gravado em 10 de setembro de 1930
e lançado em dezembro desse ano




Músicas de outros compositores interpretadas por Ernesto Nazareth


Choro e Poesia
Polca de Pedro de Alcântara
Interpretada pelo autor, ao flautim,
e Ernesto Nazareth ao piano
Disco Odeon Record 108.788, matriz XR-1461
Lançado em 1912



Linguagem do Coração
Polca de Joaquim Antônio da Silva Callado
Interpretada por Pedro de Alcântara, ao flautim,
e Ernesto Nazareth, ao piano
Disco Odeon Record108.789, matriz XR-1462
Lançado em 1913





Músicas de Ernesto Nazareth por vários intérpretes


Escovado
Tango interpretado pela Banda da Casa Edison
Disco Odeon Record 40.436
Lançado em 1905



Brejeiro
Tango interpretado pela Banda da Casa Edison
Disco Odeon Record 40.572
Lançado em 1905




Favorito
Tango interpretado pelo maestro Arthur Camilo ao piano
Disco Odeon Record 40.728
Lançado em 1906



Escovado
Tango interpretado pelo maestro Arthur Camilo ao piano
Disco Odeon Record 40.730
Lançado em 1906




Dengoso
Tango interpretado pela Banda da Casa Faulhaber & Cia.
Disco Favorite Record 1-452.175, matriz 11480-O
Gravado em 21 de maio de 1911 e lançado nesse mesmo ano




Dengoso
Tango interpretado pela Banda Columbia
Disco Columbia Record B-165, matriz 12041
Lançado em 1912

 



Bambino
Tango interpretado pelo Grupo dos Sustenidos
Disco Odeon Record 120.144, matriz XR-1687
Lançado em 1912




Zizinha
Tango interpretado pelo maestro Arthur Camilo ao piano
Disco Odeon Record 120.319, matriz XR-1890
Lançado em março de 1913
 



Ameno Rezedá
Polca interpretada pelo Grupo do Louro
Disco Odeon Record 120.828
Gravado em 1913 e lançado em 1914



Apanhei-te Cavaquinho
Polca interpretada pelo Grupo O Passos no Choro
Disco Odeon Record 121.136
Lançado em 1916




Apanhei-te Cavaquinho
Polca interpretada pela Orquestra Odeon
Disco Odeon Record 121.153
Lançado em 1916




Escorregando
Maxixe interpretado pelo Jazz Band Sul-Americano Romeu Silva
Disco Odeon Record 122.843
Lançado em 1925




Paulicéia, como és Formosa
Tango brasileiro interpretado pela Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.033-A, matriz 1277
Lançado em setembro de 1927



Magnífico
Tango brasileiro interpretado pela Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.048-A, matriz 1365
Lançado em novembro de 1927




Proeminente
Maxixe interpretado pela Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.087-A, matriz 1370-I
Lançado em dezembro de 1927




Plangente
Tango brasileiro interpretado pela Orquestra Rio Artists
Disco Odeon 10.137-A, matriz 1520
Lançado em março de 1928




Feitiço Não Mata
Cançoneta interpretada pela Orquestra Rio Artists
Disco Odeon 10.137-B, matriz 1521
Lançado em março de 1928




Saudades e Saudades
Marcha interpretada pela Jazz Band Sinfônica Pan American
Disco Odeon 10.161-B, matriz 1611
Gravado em 16 de março de 1928 e lançado em abril desse ano




Sutil
Tango brasileiro interpretado pela Jazz Band Sinfônica Pan American
Disco Odeon 10.178-A, matriz 1613
Gravado em 16 de março de 1928 e lançado em maio desse ano

 



Turbilhão de Beijos
Tango brasileiro interpretado pela Jazz Band Sinfônica Pan American
Disco Odeon 10.178-B, matriz 1613
Gravado em 16 de março de 1928 e lançado em maio desse ano

 



Ipanema
Marcha interpretada pela Orquestra Pan American

Disco Odeon 10.162-B, matriz 1717
Lançado em junho de 1928



Primorosa
Valsa brasileira interpretada pela Orquestra Rio Artists
Disco Odeon 10.230-B, matriz 1768
Lançado em agosto de 1928

 



Floraux
Maxixe interpretado pela Orquestra Rio Artists
Disco Odeon 10.231-B, matriz 1849
Lançado em 1929

 



Rayon D´Or
Polca gravada pela Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.250-B, matriz 1878
Gravado em 10 de agosto de 1928 e lançado em setembro desse ano





Músicas de Ernesto Nazareth cantadas



Sacco do Alferes 
(sobre a melodia de Favorito)
Dueto por Senhorita Consuelo e Bahiano
Disco Zon-O-Phone X-689
Gravado em 1903




Cidade Nova e Sacco do Alferes 
(sobre a melodia de Favorito)
Em parceria com Bahiano (Manuel Pedro dos Santos)
Dueto por Júlia Martins e Bahiano
Disco Odeon Record 120.438
Lançado em 1913




O Sertanejo Enamorado
(sobre a melodia de Brejeiro)
Canção em parceria com Catullo da Paixão Cearense
Gravado por Mário Pinheiro acompanhado de piano
Disco Odeon Record 40.227, matriz RX-219
Lançado em 1905

 


Você Não Me Dá
(melodia de Bambino)
Tango em parceria com Catullo da Paixão Cearense
Gravado por Mário Pinheiro
Disco Columbia Record 11.550
Lançado em 1904




Favorito
Tango em parceria com Catullo da Paixão Cearense
Gravado por Mário Pinheiro, acompanhado de piano
Disco Odeon Record 108.336
Gravado em 1910




A Voz do Amor
(sobre a melodia de Cuiubinha)
Tango brasileiro em parceria com Marina Stella e S. dos Santos
Gravado por Francisco Alves e a Orquestra Rio Artists
Disco Odeon 10.192-A, matriz 1669
Lançado em 1928



Êxtase (parte 1)
Romanza gravada por Vicente Celestino
Disco Odeon 10.195-A, matriz 1584
Gravado e lançado em 1928




Êxtase (parte 2)
Romanza gravada por Vicente Celestino
Disco Odeon 10.195-B, matriz 1585
Gravado e lançado em 1928




Favorito
Tango brasileiro gravado por Francisco Alves
Disco Odeon 10.518-A, matriz 3068
Lançado em dezembro de 1929




Apanhei-te Cavaquinho
Choro em parceria com Darci de Oliveira e Benedito Lacerda
Gravado por Ademilde Fonseca, Benedito Lacerda e Seu Conjunto
Disco Columbia 55.432-A, matriz 630-2-M
Gravado em 20 de abril de 1943 e lançado em maio desse ano









Agradecimento ao Arquivo Nirez
e a Alexandre Dias

Foto de Ernesto Nazareth e Carmen Miranda: Arquivo Nirez
Demais fotos de Ernesto Nazareth: site João do Rio (Acervo de Luiz Antônio de Almeida)








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