segunda-feira, 29 de abril de 2013

LENY EVERSONG, 29 anos de Saudade

Revista Carioca, 01 de maio de 1937.

Há 29 anos falecia a cantora LENY EVERSONG.

Hilda Campos Soares da Silva nasceu em Santos (SP), em 01 de setembro de 1920.

Dona de uma voz poderosa, ela atingiu carreira internacional, cantando em cassinos de Las Vegas. Gravou nos EUA e na França, com a orquestra de Pierre Dorsey, se destacando por cantar em vários idiomas.

Começou sua carreira aos 12 anos, no programa Hora Infantil, da Rádio Clube de Santos (SP).
Seu forte era cantar foxes, o que lhe rendeu o título de Hildinha, a Princesa do Fox. Em 1935, transferiu-se para a Rádio Atlântica, também em Santos, quando adotou o nome artístico (sugerido pelo produtor Carlos Baccarat) de Leny Eversong, passando a cantar apenas em inglês.

Em 1936, no Rio de Janeiro, fez uma temporada de três meses na Rádio Tupi e também atuou em shows no Copacabana Palace Hotel e no Cassino da Urca.
Mesmo não falando inglês, decorava as letras das músicas com uma perfeita pronúncia.

Em 1942, Leny fez suas primeiras gravações em disco (com músicas do repertório de Carmen Miranda e Alice Faye no filme Week-end in Havana): Tropical Magic, The Nango, When I Love, I Love Week-End In Havana.
Ela é acompanhada pelo conjunto do maestro Totó (Anthony Sergi).

Apesar de se destacar cantando em inglês, Leny Eversong também gravou músicas em português.

No início dos anos 70, seu marido saiu, literalmente, para comprar cigarros e nunca mais voltou. Isso a abalou profundamente. Sua saúde, aos poucos, foi se debilitando. Em 29 de abril de 1964, Leny Eversong faleceu em São Paulo, vitima de diabetes.

Saiba mais sobre a rica carreira de Leny Eversong em: http://zip.net/bltjDy


Tropical Magic
Fox Trot de Harry Warren e Mack Gordon
Acompanhamento de Totó e sua Orquestra Columbia
Disco Columbia 55.375-A, matriz 10080
Lançado em outubro de 1942




Week-End In Havana
Rumba e Harry Warren e Mack Gordon
Acompanhamento de Totó e sua Orquestra Columbia
Disco Columbia 55.375-B, matriz 10079
Lançado em outubro de 1942




Tangerine
Fox trot de Johnny Mercer e V. Shertzinger
Acompanhamento de Totó e sua Orquestra Columbia
Disco Columbia 55.401-A, matriz 10087-1
Lançado em fevereiro de 1943




Besame Mucho
Fox canção de Consuelo Velazquez
Acompanhamento de Totó (Piano) e seu Trio
Disco Columbia 55.435-A, matriz 10140-1
Lançado em maio de 1943




Always In My Heart
Fox de Ernesto lecuona e Kim Gannon
Acompanhamento de Totó e sua Orquestra Columbia
Disco Columbia 55.460-A, matriz 10167-2
Gravado e lançado em outubro de 1943





Agradecimento ao Arquivo Nirez





domingo, 28 de abril de 2013

ODETE AMARAL, 96 anos


Odete Amaral, revista Vida Doméstica.
Agosto de 1935.


Há 96 anos nascia a cantora ODETE AMARAL, A Voz Tropical do Brasil.
Já contamos um pouco de sua história aqui: http://zip.net/bctkbp


Confiram sua voz, uma das mais belas de nossa música:


A Batucada Começou
Samba de Ary Barroso
Acompanhamento da Orquestra odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.999-A, matriz 6627
Gravado em 24 de abril de 1941 e lançado em junho desse ano




Só Você
Samba canção de Haníbal Cruz
Acompanhamento dos Boêmios da Cidade
Disco Victor 34.183-B, matriz 80418-1
Gravado em 25 de maio de 1937 e lançado em julho desse ano




Lágrimas Sentidas
Samba de Marcílio Vieira e José Alvarenga (Alvarenguinha)
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.241-A, matriz 80550-1
Gravado em 22 de julho de 1937 e lançado em dezembro




Não Pago o Bonde
Marcha de Leonel Azevedo e J. Cascata
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.256-A, matriz 80551-1
Gravado em 22 de julho de 1937 e lançado em dezembro




A Bela Adormecida
Samba de Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.324-B, matriz 80766-1
Gravado em 26 de abril de 1938 e lançado em junho







Agradecimento ao Arquivo Nirez










sábado, 27 de abril de 2013

RECEITAS SWIFT DO BRASIL, 1943



Vou reproduzir algumas receitas de Patês Swift que foram publicadas em agosto de 1943 na revista Vida Doméstica.

Grafia e pontuação copiadas na íntegra.








4 Receitas para Descansar da Cozinha!
 – com os 4 saborosos Pâtés Swift!




Não se submeta ao castigo de passar todos os dias horas e horas na cozinha – chame em seu auxílio os 4 gostosos Pâtés Swift! Deliciosos e finíssimos, oferecem, com pouco preparo, ótimos pratos que agradarão aos paladares mais exigentes.




Barquinhas de Pâté de Foie

Forrar as fôrminhas com massa de empadas e levá-las ao forno quente por 10 minutos. Tirar a massa da forminha, deixá-la esfriar e enchê-la com Paté de Foie misturado com maionese.




Canapés de Pâté de Carne

Desfazer o conteúdo de uma lata de Pâté de Carne Swift e adicionar-lhe uma colher de chá de manteiga. Estender a mistura sôbre rodelas de pão preto e branco e decorar os canapés com tiras de pimentões, azeitonas e pepinos.



Sanduiches de Pâté de Presunto

Untar fatias finas de pão com maionese. Colocar sôbre elas fôlhas de alface e uma camada de delicioso Pâté de Presunto Swift. Cortar os sanduiches em forma de triângulo.




Pasteis de Pâté de Galinha

1 lata de Pâté de Galinha Swift. Massa. Desmancha-se o Pâté de Galinha, colocando-se em seguida sôbre a massa cortada em rodelas. Dobram-se as rodelas, apertando-se as pontas e levando-se ao forno durante 15 minutos.








Produtos da 
Swift do Brasil

HÁ MAIS DE UM QUARTO DE SÉCULO DISTRIBUIDORES MUNDIAIS DE PRODUTOS BRASILEIROS






Agradecimento ao Arquivo Nirez





terça-feira, 23 de abril de 2013

PIXINGUINHA, 116 ANOS

Pixinguinha.
Foto de oglobo.globo.com


Há 116 anos, em 23 de abril de 1897, nascia Alfredo da Rocha Viana Junior, nosso querido PIXINGUINHA.



Selo do disco Odeon 10.122-A, com o samba Ai, eu queria, de A. Vianna (Pexinguinha) (sic).
Gravado por Francisco Alves em 1928, com o acompanhamento
da Orquestra Típica dos Oito Batutas.



Trouxe músicas para conhecermos um pouco de sua versatilidade e talento.
Além de compositor, ele também era arranjador e maestro, tendo dirigido vária grupos e orquestras e acompanhado quase todos (senão todos) os grandes nomes de nossa MPB dos anos 30.


Primeira gravação de Pixinguinha
O grupo Choro Carioca tinha Pixinguinha na flauta, além de seus irmãos Otávio (China) e Léo, nos violões. Também tinha um cavaquinista e era dirigido pelo compositor e músico Irineu de Almeida.

Nhonhô em sarilho
Polca de Guilherme Cantalice
Gravada pelo Choro Carioca
Disco Favorite Record 1-450.002, matriz 11129
Gravado em lançado em 1911





COMPOSIÇÕES E INTERPRETAÇÕES DE PIXINGUINHA E SEUS CONJUNTOS

Morro da Favela
Maxixe
Gravado pelo Grupo do Pixinguinha, acompanhado de flauta, violino e piano.
Disco Odeon Record 121.324
Gravado e lançado em 1917




Morro do Pinto
Maxixe
Gravado pelo Grupo do Pixinguinha, acompanhado de flauta, violino e piano.
Disco Odeon Record 121.325
Gravado e lançado em 1917




Sofres porque queres
Tango
Gravado pelo Choro Pixinguinha
Disco Odeon Record 121.364
Gravado e lançado em 1917




Rosa
Valsa
Gravada pelo Choro Pixinguinha
Disco Odeon Record 121.365
Gravado e lançado em 1917




Os Oito Batutas
Tango
Gravado pelo Grupo Pixinguinha
Disco Odeon Record 121.610
Lançado em 1919





INTERPRETAÇÃO DE PIXINGUINHA NA FLAUTA

Tapa buraco
Choro
Acompanham: Grupo dos Ases
Disco Odeon Record 123.067
Gravado e lançado em 1926




Segura ele
Choro
Acompanham: Rogério Guimarães, João Frazão e Nelson Alves
Disco Victor 33.243-B, matriz 50115-2
Gravado em 22 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930




O Urubu e Gavião
Choro
Acompanham: Rogério Guimarães, João Frazão e Nelson Alves
Disco Victor 33.262-B, matriz 50216-2
Gravado em 26 de março de 1930 e lançado em maio de 1930




A vida é um buraco
Choro
Acompanham: Rogério Guimarães e João Frazão, ao violão
Disco Victor 33.275-B, matriz 50187-2
Gravado em 26 de fevereiro de 1930 e lançado em junho desse mesmo ano




Lamentos
Choro
Acompanhamento de Conjunto
Disco Victor 34.742-A, matriz 52144
Gravado em 11 de março de 1941 e lançado em maio desse ano




Carinhoso
Choro estilizado
Acompanhamento de Conjunto
Disco Victor 34.742-B, matriz 52145
Gravado em 11 de março de 1941 e lançado em maio desse ano




Cinco companheiros
Choro
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 12.151-A, matriz 6409
Gravado em 21 de junho de 1940 e lançado em maio de 1942



  
Um a zero (1x0)
Choro em parceria com Benedito Lacerda
Acompanhamento de Garoto, ao bandolim, e Conjunto
Disco Odeon 12.966-A, matriz 8565
Gravado em 03 de outubro de 1949 e lançado em dezembro desse mesmo ano





ORQUESTRA VICTOR BRASILEIRA
ARRANJO E DIREÇÃO DE ALFREDO VIANA “PIXINGUINHA”

Eu arranjo tudo
Maxixe de Maurício Braga
Disco Victor 33.201-B, matriz 50017-1
Gravado em 05 de julho de 1929 e lançado em novembro desse ano




Não puxa, Maroca
Frevo canção de Nelson Ferreira
Disco Victor 33.203-B, matriz 50016-1
Gravado em 04 de julho de 1929 e lançado em novembro desse ano




Urubatan
Choro Orquestral de Alfredo Viana “Pixinguinha”
Disco Victor 33.204-B, matriz 50020-2
Gravado em 06 de julho de 1929 e lançado em novembro




Suspiros
Choro Orquestral de Desmond Gerald
Disco Victor 33.209-A, matriz 50015-3
Gravado em 04 de julho de 1929 e lançado em novembro desse ano




Carinhos
Choro Orquestral de Alfredo Viana “Pixinguinha”
Disco Victor 33.209-B, matriz 50035-3
Gravado em 11 de setembro de 1929 e lançado em novembro desse ano





Discos cantados

Voz Solitária
Valsa de João Martins
Gravada por Sílvio Salema
Disco Victor 33.221-A, matriz 50036-2
Gravado em 11 de setembro de 1929 e lançado em dezembro desse ano




Cismando
Valsa de Rogério Guimarães
Gravada por Jesy Barbosa
Disco Victor 33.221-B, matriz 50050-4
Gravado em 18 de setembro de 1929 e lançado em dezembro desse ano




Ingratidão de mulher
Samba de André Filho
Gravado por Arthur Costa
Disco Victor 33.251-B, matriz 50121-2
Gravado em 25 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930



Loiras e morenas
Foxtrot de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano
Gravado por Jaime Vogeler
Disco Victor 33.250-A, matriz 50130-3
Gravado em 29 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930




Meu gavião
Samba de Benar
Gravado por Breno Ferreira
Disco Victor 33.250-B, matriz 50140-2
Gravado em 09 de dezembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930




Pra você gostar de mim
Marcha canção de Joubert de Carvalho
Gravada por Carmen Miranda
Disco Victor 33.263-B, matriz 50169-3
Gravado em 27 de janeiro de 1930 e lançado em fevereiro de 1930




Doce enlevo
Tango canção de Euzébio P. Lico e Lalico
Gravado por Albênzio Perrone
Disco Victor 33.268-B, matriz 50185-2
Gravado em 22 de fevereiro de 1930 e lançado em março desse mesmo ano





ORQUESTRA DIABOS DO CÉU
ARRANJO E DIREÇÃO DE PIXINGUINHA

Meus Orixás
Macumba de Gastão Viana
Gravado por Francisco Sena e Yolanda Osório
Disco Victor 33.953-A, matriz 65750-1
Gravado em 25 de maio de 1933, lançado em julho de 1935




Quem tá de ronda?
Macumba de Príncipe Pretinho
Gravada por Francisco Sena e Yolanda Osório 
Disco Victor 33.953-B, matriz 65751-1
Gravado em 25 de maio de 1933, lançado em julho de 1935




Chegou a hora da fogueira
Marcha de Lamartine Babo
Gravada por Carmen Miranda e Mário Reis
Disco Victor 33.671-A, matriz 65766-1
Gravado em 05 de junho de 1933 e lançado em julho desse ano




Perdão
Samba de Ary Barroso
Gravado por Sílvio Caldas
Disco Victor 33.767-B, matriz 65949-1
Gravado em 06 de março de 1934 e lançado em abril desse ano




Vivo deste amor
Samba de Alcebíades Barcelos e Armando Marçal
Gravado por Francisco Alves
Disco Victor 33.777-A, matriz 65968-1
Gravado em 27 de março de 1934 e lançado em maio de 1935





COMPOSIÇÕES DE PIXINGUINHA INTERPRETADAS POR ELE E VÁRIOS INTÉRPRETES


Ai eu queria
Samba em parceria com Vidraça
Gravado por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Típica dos Oito Batutas
Disco Odeon 10.122-A, matriz 1494
Lançado em fevereiro de 1928




Teus ciúmes
Samba de amor
Gravado por Benício Barbosa e Henrique Chaves
Acompanhamento da Orquestra dos Oito Batutas
Disco Odeon 10.248-A, matriz 1868
Gravado em 10 de agosto de 1928 e lançado em setembro desse mesmo ano




Pé de Mulata
Samba
Gravado por Patrício Teixeira
Acompanhamento da Orquestra dos Oito Batutas
Disco Odeon 10.293-B, matriz 2060
Lançado em dezembro de 1928




Samba na areia
Samba
Gravado por Mário Pessoa e a Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.247-A, matriz 50123-2
Gravado em 27 de novembro de 1929 e lançado em janeiro de 1930




Os home implica comigo
Samba em parceria com Carmen Miranda
Gravação de Carmen Miranda
Acompanhamento de clarineta e violões
Disco Victor 33.331-A, matriz 50344-2
Gravado em 21 de junho de 1930 e lançado em setembro desse ano




Já andei
Batucada em parceria com Donga e João da Baiana
Gravada por Zaíra de Oliveira e Francisco Sena
Acompanhamento do Grupo da Guarda Velha
Disco Victor 33.509-A, matriz 653000-2
Gravado em 24 de novembro de 1931 e lançado em janeiro de 1932




Carnavá tá aí
Marcha carnavalesca em parceria com Josué de Barros
Gravado por Carmen Miranda
Acompanhamento de Orquestra e Coro
Disco Victor 33.399-A, marcha 65054-3
Gravado em 11 de dezembro de 1930 e lançado em janeiro de 1931




Você é bamba
Samba em parceria com Cícero de Almeida (Bahiano)
Gravado por Carmen Barbosa
Acompanhamento do Conjunto Regional da PRD-2
Disco Columbia 8.154-B, matriz 1104
Gravado e lançado em 1935




Yaô
Lundu africano em parceria com gastão Viana
Gravado por Pixinguinha (canto) e Coro
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Regional, com Pixinguinha no Sax
Disco RCA Victor 80-0692-A, matriz S-092797
Gravado em 07 de julho de 1950 e lançado em setembro desse ano








Agradecimento ao Arquivo Nirez




segunda-feira, 22 de abril de 2013

ELSIE HOUSTON, 111 anos



Há 111 anos nascia a soprano e pesquisadora de folclore ELSIE HOUSTON.
Elsie nasceu no Rio de Janeiro em 22 de abril de 1902 e faleceu em 20 de fevereiro de 1943.



Foi numa noite calmosa
Modinha carioca harmonizada por Luciano Gallet
Gravada por Elsie Houston em 17 de janeiro de 1941, nos EUA
Acompanhamento de Pablo Miguel ao piano




Bahia/Óia o Sapo
Bahia - Canção de Hekel Tavares e Álvaro Moreyra
Óia o Sapo - Embolada de motivo popular com arranjo de Elsie Houston
Gravada por Elsie Houston em 24 de janeiro de 1941, nos EUA
Acompanhamento de Pablo Miguel ao piano




Biá tá tá/Benedito Pretinho
Biá tá tá - Coco de Kekel Tavares
Benedito Pretinho - Coco de Hekel Tavares e Olegário Mariano
Gravada por Elsie Houston em 24 de janeiro de 1941, nos EUA
Acompanhamento de Pablo Miguel ao piano









sábado, 20 de abril de 2013

AURORA MIRANDA, 98 anos




Hoje, a cantora AURORA MIRANDA completaria 98 anos.
Aurora nasceu no Rio de Janeiro em 20 de abril de 1915, vindo a falecer nessa mesma cidade em 22 de dezembro de 2005.


Vamos conferir alguns de seus sucessos.


Caboco dos Zóio Grande
Canção de João Evangelista
Acompanhamento da Orquestra Odeon de Salão
Disco Odeon 11.036-A, matriz 4689
Gravado em 16 de junho de 1933 e lançado em julho desse ano


Mamãe Isabé
Macumba de Alfredo Viana (Pixinguinha) e João da Baiana
Acompanhamento da Orquestra Gongoun
Disco Odeon 11.036-B, matriz 4690
Gravado em 16 de junho de 1933 e lançado em julho desse ano


Coração Camarada
Marcha de J. Cortez, J. Milton e Custódio Mesquita
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.199-A, matriz 4985
Gravado em 29 de dezembro de 1934 e lançado em fevereiro de 1935


Não Tem Rival
Samba de Amaro Silva
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.199-B, matriz 4984
Gravado em 29 de dezembro de 1934 e lançado em fevereiro de 1935


Vem pro barracão
Samba de Nelson Petersen e Oliveira Freitas
Acompanhamento de Conjunto Regional
Disco Odeon 11.588-B, matriz 5776
Gravado em 09 de março de 1938 e lançado em abril desse ano


Não olhes pra trás
Samba de Alberto Ribeiro
Acompanhamento do Grupo da Odeon
Disco Odeon 11.641-B, matriz 5824
Gravado em 04 de maio de 1938 e lançado em setembro desse ano






Agradecimento ao Arquivo Nirez



sexta-feira, 19 de abril de 2013

FORTALEZA em 1937, por Lima Figueiredo

Na edição de 10 de abril de 1937, a revista CARIOCA publicava uma matéria especial na seção Coisas e Aspectos do Brasil, assinada por Lima Figueiredo, enfocando o Estado do Ceará, com o título CEARÁ - TERRA DA LUZ.

Figueiredo começava afirmando que todos os brasileiros admiravam com carinho especial os cearenses e que o Ceará era amado e querido em todos os recantos do país.
Ele descrevia o Estado como: “Um foco de luz colocado na quina nordeste do nosso território esparge raios belíssimos que engolfam de simpatia os habitantes do país inteiro”.
Como sabemos, e como ele mesmo afirmava, o foco era (e é) o sol “imenso que abrasa, ilumina e esturrica tudo”.

O sertanejo era louvado por sua bravura “super-maravilhosa”, enfrentando as agruras da seca. Os jangadeiros eram tidos como possuidores de uma coragem miraculosa para enfrentar nossos “verdes mares bravios”.
Essa bravura e coragem existem até hoje.

O nosso amor “arraigado” pela terra, que nos faz voltar ao chão castigado pelo sol tão logo sabemos notícias de chuvas copiosas, já era notado pelo jornalista.
José Francisco Nascimento (Dragão do Mar) era lembrado em suas ações e seu grito: “Neste porto não embarcam mais escravos”.  Figueiredo ainda nos diz que Nascimento foi ao mercado e soltou todos os animais e pássaros, afirmando com firmeza que “no Ceará não há mais escravos”.

Nossas costas desprovidas de baías e enseadas eram vistas, pelo autor, como uma “ourela branca e arenosa” cujo mar revolto ia, a cada dia, “dela fugindo como amante zangado”.
Esse “amante zangado” também esbordoava as alvas praias, onde antes haviam “cajueiros copados e esbeltos coqueiros”, que emprestaram e emprestam tanta poesia às nossas plagas nordestinas. Por conta disso, Figueiredo apontava um antigo problema: a falta de um porto que seria fundamental ao progresso.

Sobre a capital, Fortaleza, ela a via como uma cidade moderna, “onde há o mais exigente conforto e a mais severa higiene”. Na Praça do Ferreira já podiam ser vistos imponentes e “ulta-moderníssimos” arranha-céus.
O cearense, para ele, era tão blaguer quanto ou carioca; ou seja, muito piadista.
Aliás, “a piada repentina que desconcerta e, pelo imprevisto, provoca o riso é o forte daquela gente inteligente, vivaz e sadia”.

Eis um exemplo do humor cearense em 1937.
Lima Figueiredo passou pela Inspetoria Federal de Obras (IFOCS) e quis saber o significado das iniciais. Enquanto perguntava a uns transeuntes, aproximou-se um rapaz e o diálogo foi o seguinte:
Rapaz – Querem saber o que significam aquelas letras?
Lima Figueiredo – Sim.
Rapaz (sorridente) – I – Isto; F – Faz; O – o; C – Ceará; S – Secar: Isto Faz o Ceará Secar.

Todos riram até não poder mais, da tradução e da cara gozada que fez o rapaz.

O primeiro nome da cidade, Nossa Senhora da Assumpção, foi lembrado na matéria, assim como, também lembrado foi o forte erguido para protegê-la. Diante de tão grandiosa construção, os moradores passaram a chamar o forte de Fortaleza, mesmo os holandeses tendo batizado a construção (construída em 1649) de Schoonenborch.

Quanto ao nome do Estado, o Dr. Joaquim Catunda lhe disse: “Donde lhe veio o nome se duvida, entendendo uns que de suia-caça (Suposição errônea. A palavra Caça-çôo é da língua tupi), outros que do canto de um pequeno papagaio grasnador, abundante nas praias no tempo da descoberta. Com melhor fundamento pretende Candido Mendes que o nome é contração de Ciriá-poá, Ciri-á, Ciriá – e depois, Ciará, como primeiro se escreveu, nome que evoluiu das formas tupicas para as lusitanas e que lhe foi dado pelos primeiros colonos, os potiguares, transmigrados do Ceará-merim. Anteriormente, era o seu território denominado – sertão do Jaguaribe – na parte meridional, e do Camucy – na setentrional”.

Vou transcrever uma parte da reportagem de Lima Figueiredo onde ele fala sobre a geografia local:

O Ceará emergiu das profundas do oceano que separava as montanhas do sistema Guiano das do sistema Central do Brasil. Há formações cretáceas (era secundária) na serra do Araripe, onde se encontram camadas calcarias horizontalizadas com peixes fossilizados em abundância e excelentes mármores. O Atlântico cinzelou a orla litorânea do Nordeste em tudo semelhante à do continente africano na parte que lhe fica defronte. Praias desenvolvendo-se em curvas extensíssimas, sem a mínima quebra do seu caprichoso traçado. Dunas ondulantes que às vezes atingem a altura de quarenta metros, movendo-se daqui para ali ao sabor do mesmo vento que enfuna as velas dos bravos jangadeiros. Enfim, tudo serve para acentuar a similitude entre os dois litorais que se defrontam.

Três zonas distintas compartilham o território cearense: o litoral, o sertão e as serras. A primeira e a última são zonas de fixação, onde se acolhe a gente do sertão nas épocas das grandes secas. Na vertente das serras, a população se concentra fugindo do horror, do quadro macabro debuxado pela falta d´água, quando não procura o litoral em busca de outros Estados.

Os próprios dos rios são aproveitados para a agricultura, quando de todo se some a água. Com o estrume de cabras fazem leiras, onde viceja algo que ameniza a fome em dias aflitivos em que o “sertão se transforma em vasta fornalha que tudo devora; morna solidão invade os povoados, de que se retiram o movimento e a vida. Começa então um grande êxodo de cearenses e a Niobe americana, envolta em crepe de pó ardente, chora os filhos condenados à expatriação e à morte. Figuras esquálidas, macilentas, de todas as idades e sexos, de olhos encovados, vista empapada, voz sumida, pele sobre os ossos, imagens da fome se cruzam em todas a direções, e se atropelam em todas as estradas. Romeiros do infortúnio, ei-los vão sem saber onde...”.

Era o contraste da cidade moderna e higienizada com as misérias que a seca causava às populações do interior.

Sobre a resistência do cearense, Barão Homem de Mello contava o seguinte fato: “Certa ocasião, um engenheiro (seu amigo) acompanhava o trabalho de dois lenhadores, um cearense e outro espanhol, e dado o aspecto hercúleo do segundo, prognosticava para ele melhor rendimento. O ibérico empunhou o machado com firmeza e em poucas cutiladas produziu profundo sulco no tronco, dando a impressão que derrubaria dez árvores enquanto o pobre caboclo se via às voltas com uma somente. O cearense dava machadadas sem vigor, como se desejasse que o lenho permanecesse de pé. No fim de certo tempo, o espanhol procura descansar ... a fadiga do esforço inicial chumbava-lhe os músculos. O caboclo continuava obstinadamente, para daí a poucos momentos jogar por terra o colosso da floresta. Quando a árvore do estrangeiro caiu, o cearense estava com a segunda quase derrubada”.

E Lima Figueiredo encerrava a matéria exaltando a força do nordestino:
Com gente dessa marca é que se constroem as grandes pátrias...



Excelsior Hotel, Praça do Ferreira.


Praça do Ferreira.


Praça da Liberdade, perto da Igreja do Sagrado Coração de Jesus


Bairro Benfica




Agradecimento ao Arquivo Nirez







quinta-feira, 18 de abril de 2013

FORTALEZA em 1935 - Reflexos do Progresso

Em maio de 1935, a revista VIDA DOMÉSTICA chegava às bancas contendo uma matéria sobre a cidade de Fortaleza. A reportagem mostra o desenvolvimento e progresso de Fortaleza, então sob o governo de Moreira Lima. Podemos observar o surgimento de bairros como Aldeota (então, Aldeiota), algumas das características marcantes do cearense, como a hospitalidade e o humor, e conhecermos a quantidades de colégios, bondes, linhas de ônibus..., enfim, um pequeno detalhamento da cidade em meados da década de 30.

Copiei a reportagem na íntegra, mantendo a pontuação, acentuação e grafia originais, como: á (crase ao contrário), organisações, assucar, egual, despeza, motor-cycletas, bycicletas ...


Vamos à reportagem!


Os Governantes








A Cidade



A EDUCAÇÃO E A SAÚDE PÚBLICA, DUAS PREOCUPAÇÕES FUNDAMENTAES DO GOVERNO MOREIRA LIMA.

O desenvolvimento commercial e industrual de Fortaleza vem concorrendo para a vida intensa dos seus habitantes, que augmentam, com a média de 1,07, correspondente á construcção de 385 prédios annuaes: a área de habitabilidade do municipio, em virtude do que a esta foi incorporado o territorio das velhas organisações municipaes de Mecejana e Porangaba, tendo actualmente, o municipio de Fortaleza a superficie de 423 km².

População – De accordo com os trabalhos do recenseamento realizados pela Directoria de Estatistica, em 1933, o movimento demographico de Fortaleza foi o seguinte: População 122.135.
















Producção do municipio – A população trabalhista do municipio de Fortaleza emprega a sua actividade em industrias diversas e trabalhos agro-pastoris, avultando pelo volume com que concorre para as rendas municipaes: 11 fabricas de tecidos, 5 de calçados, 6 de bebidas, 5 de torrefacção de café, e 12 de panificação, e muitas outras em menores proporções. A producção agricola conciste em cereaes, farinha de mandioca e, em pequena quantidade, canna se assucar.

Rendas municipaes – Em 1934, as rendas do municipio foram orçadas em 3.484:800$000, sendo em igual importancia as despezas realizadas. Para o anno de 1935, o orçamento apresenta uma receita de réis 3.901:350$000, para egual despeza, verificando um augmento de 417:350$100, a mais do anno anterior, o que comprova o progresso accelerado da vida municipal.


Vista aérea da parte leste de Fortaleza, vendo-se no 1º plano a Praça Visconde de Pelotas.


Transporte – O municipio de Fortaleza tem, para transporte dos seus habitantes, linhas de bondes, emprezas de omnibus, automoveis de praça e caminhões para transporte para o interior; motor-cicletas, etc.

Linhas de bondes – São em numero de 9 as que a Companhia Ingleza Ceará Tramway, Light & C. Ltd., faz funccionar na cidade: Alagadiço, com 5.450 metros; Bemfica, com 2.665 metros; Prado, com 2.680 metros; José Bonifacio, com 1.090 metros; Joaquim Tavora, com 2.490 metros; Aldeiota, com 2.290 metros; Praia de Iracema, com 2.325 metros; Prainha, com 1.625 metros; Via-Ferrea, com 1.260 metros.

Companhias de Omnibus – O municipio de Fortaleza tem o serviço de omnibus feito pelas emprezas Franklin, Cirino e Pedreira, sendo a actividade desta a ultima circumscrita á capital; as duas outras fazem o transporte para os demais municipios e Estados vizinhos, estendendo-se as estradas de penetração até Cajaseiras, na Parahyba, e Paranahyba, no Piahuy. Existem em trafego, no municipio, os seguintes vehicuos: Omnibus, 54; automoveis particulares, 17; automoveis de praça, 80; caminhões partiulares, 30; caminhões de praça, 128; motor-cycletas, 13; bicycletas, 115; carroças particulares, 55; carroças de praça, 55.










Feição característica da cidade – Ao visitante, que pela primeira vez desembarca em Fortaleza, o aspecto geral da cidade desperta attenção. A disposição das ruas rectas e transversaes, dá a impressão de um mappa esquadriado, tornando quase monotona a visão do conjuncto, mas o contacto com o meio e a visita aos bairros apagam a primeira idéa feita apressadamente. Uma sociedade accessível, população laboriosa, revelando em tudo a alegria de viver, a piada humoristica e despreoccupada dos garotos da rua, as suas avenidas enchendo de graça e elegancia a urbs, são os traços mais vivos, que ficam gravados na imaginação do turista. Um dos aspectos que prendem a attenção em Fortaleza, é a proverbial hospitalidade dos seus habitantes, que estão sempre dispostos a prestarem um obsequio aos primeiro que o peça, máxime tratando-se de pessoas estranhas ao meio. A vida incerta dos dias de crises climatericas, ensinou ao homem a solidariedade leal e desinteressada. É o que explica ahospitalidade cearense.

Littoral – Da ponta do Mucuripe, a leste, prolongando-se 7 kilometros a ONO, Fortaleza tem a forma de uma enseada. O deslocamento das dunas occasiona a invasão do mar pelas areias. O solo submarino é constituido, em Mucuripe e Meirelles, por camadas rochosas; no ancoradouro de Fortaleza é revestido por camadas arenosas. As primeiras tentativas de construcção de um porto datam do seculo passado, existindo ainda, reagindo contra as velhas revoltas, o velho muro de pedra de construcção ingleza, destinado a ser um quebra-mar, inutilizado pelas areias. No inicio deste seculo foi construida a Ponte Metalica, para facilitar o embarque dos passageiros e generos de exportação. Em 1922 tomou vulto o projecto de construcção de um porto em Mucuripe, tendo sido construido um ramal de 6 kilometros mais ou menos pela R. V. C. afim de transportar o material neccessario, e uma ponte de cimento armado foi levantada proximo á antiga, para auxiliar os grandes trabalhos de construcção. O ultimo projecto do porto deslocou o local, deste de Mucuripe para o Meirelles, havendo a assignatura do contracto, pelo então Interventor Federal, major Carneiro de Mendonça, ficando, porém, reduzida a papeis, a aspiração maxima dos cearenses.
A falta de um porto em Fortaleza traz-lhe grandes prejuizos de ordem economica e social, pois, encarece o embarque dos seus productos e priva de desembarque turistas que visitam as terras do norte brasileiro, em virtude das difficuldades e perigos que o mar apresenta aos que lhe não estão afeitos.


Vista aérea de Fortaleza.
Ao centro, as ruas 24 de Maio e Tristão Gonçalves.


Edifício Granito, Praça do Ferreira.










Costumes typicos - A vida social do municipio de Fortaleza apresenta alguns costumes que caracterisam o viver da nossa gente. As festas porpulares de Natal, representadas pelos autos do Congo e dos Fandangos (Nau CatharinetaO são as ultimas reminiscencias dos tempos coloniaes, que chegaram até os dias presentes, deturpadas, pelas adaptações, feitas no decorrer dos annos. A vida operaria das uzinas e fabricas trouxe para o homem a generalização dos costumes, fazendo desapparecer os traços regionaes nos grandes centros populosos. Os ultimos reflexos dos velhos tempos dos festejos Joanninos, com fogueiras e busca-pés, aluás e bôlo de carimãs e pés de muleque, hoje se encontram nos mais distanciados suburbios, onde se processa a transição entre o campo e a cidade. Um dos costmes nitidamente cearenses é a frequencia nos logradouros publicos, nos dias de retretas, constatando-se uma natural divisão de classes, nos passeios, sem forçar o amor proprio.


Trecho da Avenida Alberto Nepomuceno


AS FORÇAS ECONOMICAS DESENVOLVEM-SE, A PAR DE NOVAS OBRAS PUBLICAS QUE SURGEM, PROVENDO Á ECLOSÃO DA MESMA

Arterias principaes - Convergem para a Praça do ferreira, as ruas principaes da cidade: Floriano Peixoto, Major Facundo e Guilherme Rocha, centros do commercio de modas, armazens de tecidos e drogarias.
Para o lado norte estende-se a cidade com as ruas barão do Rio branco, Senador Pompeu, General Sampaio e 24 de Maio. Outras não menos importantes prolongam-se com os bairros elegantes de Jacarecanga, Alagadiço e Bemfica; para o sul os bairros Santos Dumont e Aldeiota constituem, presentemente, o trecho para onde se estende o crescimento da cidade, em virtude de seu clima e maior elevação do terreno.



Edifício da Secretaria da Fazenda (Tesouro e Recebedoria do Estado).







Instrucção - A Instrucção Publica, no municipio de Fortaleza, conta com 8 Grupos Escolares, 6 Escolas Reunidas, 50 Escolas Isoladas e 18 Escolas Subvencionadas, ditas ruraes, com uma matricula, em Fevereiro findo, de 8.434 creanças, sendo 3.055 do sexo feminino e 5.379 do sexo masculino. O ensino primario é ainda ministrado nos seguintes collegios: Dorothéas, Immaculada Conceição, Santa cecilia, D. Bosco, D. Vital, Farias Brito. O ensino normal tem como padrão a Escola Normal Pedro II e os tres primeiros Collegios. Os estudos de humanidades são feitos no Lyceu Cearense, Collegios São João, Cearense, São Luiz, Castello e Educandario. O primeiro destes estabelecimentos é mantido pelo Estado e equiparado ao Collegio Pedro II, do Rio de Janeiro, os demais são fiscalisados pelo Departamento de Ensino Secundario, que têm junto aos mesmos fiscaes nomeados pelo Ministerio da Educação e Saude Publica. Equiparado à Escola de Guerra existe o Collegio Militar para onde converge a juventude nortista que se sente attrahida para a carreira das armas.
O indice de aproveitamento dos estudantes cearenses, é attestado pelo grande numero de alumnos de outros Estados que fazem os seus estudos nos nossos estabelecimentos de ensino superior, representados pela Faculdade de Direito, Escola de Agronomia e Faculdade de Pharmacia e Odontologia, sem citar os que terminam o curso de Engenharia e Medicina de Recife, Bahia, Rio, S. Paulo e Bello Horizonte.



Vista aérea de Fortaleza.
Vendo-se ao centro o edifício da Escola Normal Pedro II.


Hygiene Publica - Está entregue ao Departamento de Saude Publica o serviço de hygienização da cidade, existindo uma perfeita organisação technica, entregue a especialistas que se encarregam da clinica pré-natal, pediatrica, olhos, garganta e ouvidos, syphilitica e geral. Constitue uma das secções mais importantes, a assistencia dentaria escolar, existindo, nos Grupos Escolares da Capital 6 gabinetes dentarios, installados de accordo com as exigencias da odontopedria moderna.












Policia - A segurança Publica da capital do Estado está entregue ao Corpo da Guarda Civica, que faz o posicionamento da cidade. Apezar de intenso desenvolvimento da vida que dá a Fortaleza o aspecto dos grandes centros populosos, de civilisação avançada, não se registram crimes, que por sua natureza, chamem attenção.
Os elementos adventicios, organizadores de sociedades criminosas não encontram em Fortaleza ambiete propicio para a sua actividade. A vida nocturna termina antes das 23 horas e quem percorrer as ruas, ao fechar os ultimos botequins, encontrará apenas um ou outro noctivago, que se recolhe aos seus penates. Nos suburbios, a segurança publica offerece menos garantia. É nas areias onde se refugiam os ultimos representantes do capoeirismo, agredindo a cacete e a faca os retardados.





Praça do Ferreira - É o centro para onde converge a população de Fortaleza, nas suas alegrias e nos seus dias de revolta. É o coração propulsor da vida commercial, onde se encontram homens de negocios, politicos, jornalistas, litteratos, estudantes e, nas horas do footing, aos sabbados, depois das 15 horas, á praça fortalexiense sae revendo as vitrines das casas de moda, estaciona nas casas de refrescos localisadas nos quarteirões centraes da Praça. É o momento do flirt, que a mocidade escolhe para esquecer as asperezas da vida. Todas as linhas de bonde partem da Praça do Ferreira. Para o visitante a sua vida revela a da cidade, se está calma, alegre, despreoccupada, os acontecimentos sociaes não merecem importancia, fazem o seu curso normal. Se o povo se agita, freme, grita, protesta, a tempestade politica se avizinha. É registrador da emoção popular.
As multidões encontram espaços para os comicios, para as festas populares, para o trottoir domingueiro.












Bairros novos - O crescimento da cidade vem se processando, com a criação de bairros novos exigidos pelo movimento demographico, que impões a construcção continuada de predios para residencia de familias vindas do interior e de outros Estado. É assim que a média de construcção annunal é 1,07, correspondente a 385 predios no decurso de 365. Gentilandia, Gurgelandia, Jacarecanga, Aldeiota, Damas, são bairros que se desenvolveram consideravelmente nos ultimos cinco annos. A cidade tende a crescer para o lado norte, occupando os terrenos de maior altitue e maior salubridade.





Agradecimento ao Arquivo Nirez






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