sexta-feira, 31 de maio de 2013

GERALDO MAGALHÃES, 135 anos



Já enfocamos Geraldo Magalhães em seu último aniversário (http://zip.net/bxtk84) e, sempre, será um prazer falar de seu talento e ouvir sua voz.

Ele nascia há 135 anos, em São Gabriel (RS), em 31 de maio de 1878.
Foi um dos mais populares cantor nas primeiras décadas do século XX, e um dos pioneiros na gravação de discos no Brasil. Fez parte da festejada dupla Os Geraldos, que contou com a participação de três mulheres em épocas diferentes. A mais famosa foi a atriz e cantora, também gaúcha, Nina Teixeira. Com ela, Geraldo levou a música brasileira e o maxixe à Europa, com sucesso. Eles também gravaram vários discos, muitos contendo verdadeiros clássicos de nosso cancioneiro, hoje já esquecidos, como: Vem, cá mulata!, Sacy Pererê, No bico da chaleira, O Vatapá, Roda Yoyô, Corta Jaca...

Vamos ouvi-lo sozinho e acompanhado de Nina Teixeira.


Faça Como Eu
Cançoneta
Disco Odeon Record 40.455
Lançado em 1905




A Laranjeira
Cançoneta
Disco Odeon Record 40.528
Lançado em 1905




Conselhos
Romanza de Carlos Gomes
Disco Odeon Record 40.492
Lançado em 1905




Fado Liró
Dueto (Fado) de Nicolino Milano
Gravado pelos Geraldos
Disco Odeon Record 108.246
Lançado em 1909




O Mangerico
Canção
Gravada pelos Geraldos
Disco Odeon Record 108.320
Lançado em 1910








Agradecimento ao Arquivo Nirez





quarta-feira, 29 de maio de 2013

PAURILLO BARROSO, aniversário e exposição em Fortaleza (CE)

Há 119 anos nascia em Fortaleza (CE) o compositor PAURILLO BARROSO.

Confiram sua bela canção Para Ninar, na voz de Bidu Sayão.





Exposição

Em Fortaleza, um evento importante:
Abertura da exposição do Acervo de Paurillo Barroso.
Dia 30 de maio (quinta), no Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS), Avenida Barão de Studart, 410.
Será às 10 hora da manhã.


terça-feira, 28 de maio de 2013

CYRO MONTEIRO, 100 anos do Grande Sambista!

Cyro Monteiro em 1935.


Há 100 anos nascia um dos maiores sambistas que o Brasil já conheceu: CYRO MONTEIRO.

Nascido no Rio de Janeiro em 28 de maio de 1913, Cyro era sobrinho do talentoso pianista Nonô (Romualdo Peixoto) e primo de Cauby Peixoto.

Começou no rádio em 1933, substituindo a pedido de Sylvio Caldas (em uma emergência) o cantor Luis Barbosa. 
Em pouco tempo começou a imprimir seu talento e estilo, passando a se apresentar ao lado dos outros grandes nomes do rádio, e a gravar discos.

No fim dos anos 30 casou-se com a cantora Odette Amaral, união que durou até 1949, com um filho.

Leiam mais sobre Cyro Monteiro, e sua rica carreira artística, aqui: http://zip.net/bwtjKF


Odette Amaral e Cyro Monteiro na praia. Ele, com a boina do Flamengo.
Essa foto pertencia à atriz e cantora Pepa Delgado.



Se Acaso Você Chegasse
Samba de Lupcínio Rodrigues e Felisberto Martins
Cyro Monteiro gravou com o Conjunto Regional RCA Victor
Disco victor 34.360-A, matriz 80844-1
Gravado em 19 de julho de 1938 e lançado em setembro desse mesmo ano




Ela Não Compreende
Samba de Amaro Silva
Cyro Monteiro gravou com o Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 34.360-B, matriz 80845-1
Gravado em 19 de julho de 1938 e lançado em setembro desse mesmo ano




Tua Beleza
Samba de Marques Porto e Valdemar Silva
Cyro Monteiro gravou com Regional
Disco V34.515-B, matriz 33157-1
Gravado emictor 34.515-A, matriz 33156-1
Gravado em 12 de setembro de 1939 e lançado em novembro desse mesmo ano




Oh Seu Oscar
Samba de Ataulfo Alves e Wilson Batista
Cyro Monteiro gravou com Regional
Disco Victor  12 de setembro de 1939 e lançado em novembro desse mesmo ano
 




Os Quindins de Iaiá
Samba de Ary Barroso
Cyro Monteiro gravou com Orquestra
Disco Victor 34.703-B, matriz 52070
Gravado em 04 de dezembro de 1940 e lançado em janeiro de 1941
 




Beija-me
Samba de Roberto Martins e Mário Rossi
Cyro Monteiro gravou com Regional
Disco Victor 80-0070-A, matriz S-052714-1
Gravado em 08 de fevereiro de 1943 e lançado em abril desse mesmo ano







Agradecimento ao Arquivo Nirez





sábado, 25 de maio de 2013

PARAGUASSU, 123 anos



Há 123 anos nascia o cantor e compositor PARAGUASSU.
Nascido em São Paulo em 25 de maio de 1890, ele foi o primeiro cantor paulista a conquistar fama nacional sem precisar se mudar para o Rio de Janeiro.


Casinha Pequenina
Modinha de motivo popular
Paraguassu canta acompanhado de violões
Disco Columbia 5.029-B, matriz 380100-1
Gravado e lançado em 1929




Não posso te amar
Modinha de motivo popular
Paraguassu canta acompanhado de violões
Disco Columbia 5.029-B, matriz 380101-2
Gravado e lançado em 1929






Agradecimento ao Arquivo Nirez
Foto: memoria.bn.br




quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pescadores do Ceará encontram ossos humanos em um possível navio negreiro.

Ossos e os objetos encontrados (Foto: Agência Diário).



Uma ossada humana foi encontrada por pescadores nos restos de um antigo navio em Icapuí, a 194 km de Fortaleza. Devido a alguns dos restos humanos estarem aparentemente acorrentados, há a hipótese de ser um navio negreiro.

Com a maré baixa, também foram encontrados, em um raio de 30 metros, canos e ferragens.

A descoberta dos pescadores foi confirmada por equipes enviadas pela Agência da Capitania dos Portos, em Aracati (CE). O capitão-tenente Pereira afirma que é competência da Marinha do brasil enviar navios e mergulhadores ao local para um estudo aprofundado e colhimento de dados, como também autorizar a pesquisa e a retirada de qualquer tipo de objeto submerso, encalhado ou perdido.





terça-feira, 21 de maio de 2013

LUÍS NUNES SAMPAIO (CARECA), 60 anos de Saudade

O pianista e compositor Careca (Luís Nunes Sampaio) nasceu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1886 e, nessa mesa cidade, faleceu no dia 21 de maio de 1953.

Em 1919 organizou o Bloco dos Almofadinhas, fazendo sucesso nos desfiles carnavalescos.
Foi um dos grandes animadores dos carnavais da década de 1920, compondo sucessos como Bá Bé Bi, Casaco da Mulata, Passarinhos da Carioca...

Uma de suas músicas mais conhecidas é a marcha Ai, Seu Mé, em parceria com freire Júnior, de 1922, que satirizava o candidato à presidência da República Arthur Bernardes, que tinha como apelidos: Carneiro, Rolinha e Seu Mé (por alguns acharem que ele tinha um perfil de carneiro). Quando Arthur Bernardes venceu as eleições, seus autores, mesmo tendo usado o pseudônimo de Canalhas da Rua, foram perseguidos. Freire Júnior foi preso e Careca precisou se esconder fora do Rio de Janeiro.

Adorava o carnaval e se destacou nas batalhas de confete que aconteciam no Centro da cidade e em Vila Isabel, recebendo vários prêmios.

Careca deixou três filhos, Milton, Juvenal e Ari, todos músicos.

Ele é o patrono da Cadeira nº08 da Academia Brasileira de Música Popular que, em 1957, era ocupada pelo compositor Nássara.



Bá Bé Bi
Samba carnavalesco que foi gravado pelo Grupo do Além e por Bahiano

Grupo do Além
Disco Odeon Record 121.675
Lançado em 1920




Bahiano
Acompanhamento de flauta e violão
Disco Odeon Record 121.722
Lançado em 1920





As Meninas de Hoje
Samba gravado pela Orquestra Agusto Lima e por Bahiano

Orquestra Augusto Lima
Disco odeon Record 122.111
Lançado em 1922




Bahiano e a Orquestra do Chico Bóia e Coro
Disco Odeon Record 122.116
Lançado em 1922





Com Esta Figa
Marcha
Gravado por Bahiano e o Corpo de Coro da casa Edison do Rio de Janeiro
Disco Odeon Record 122.146
Lançado em 1922





Foi Ela Quem Me Deixou
Samba (no selo do disco vem canção)
Disco Odeon Record 122.147
Lançado em 1922









Agradecimento ao Arquivo Nirez: arquivonirez.com.br





segunda-feira, 20 de maio de 2013

BOM DIA, com DILU MELO




Pra começar bem o dia, vamos ouvir Lá na Serra, valsa brejeira de Capiba (Lourenço Barbosa), na bela voz de Dilu Melo, acompanhada de Rago e seu Conjunto. O disco é Continental 16.024-A, matriz 10914-1. Foi gravado em 31 de julho de 1948 e lançado em março e abril de 1949.





Agradecimento ao Arquivo Nirez





segunda-feira, 13 de maio de 2013

LEI ÁUREA, 125 anos

Segundo a página Fotografias da História, no Facebook,:
"Assim que os escravos foram livres, uma das condições era não sorrir na hora de tirar uma foto.
As fotos deveriam ser apenas documentais". 
Normalmente, eram tiradas no dia de sua libertação. 
Esse senhor não resistiu à alegria e nos deixou esse belo registro.



Revista Illustrada de 19 de maio de 1888, de Ângelo Agostini.
A Revista durante os festejos commemorativos da Abolição.

- Faltariamos a mais sagradas das chapas, si, antes de encetarmos a reprodução dos festejos, não gravassemos, n´esta primeira pagina, os nossos agradecimentos a todas as sociedades, corporações e classes, que tanto nos saudaram durante essas festas!



Há 125 anos, em um domingo, às três horas da tarde de 13 de maio de 1888, era assinada a Lei Áurea.
Foi assinada pela Princesa Isabel e o Ministro Rodrigo Augusto da Silva;
Com essa lei, a Princesa Imperial Regente, D. Isabel, declarava extinta a escravidão no Brasil.


Lei Áurea.
Clique com o botão direito para ver em tamanho natural.


Diário Oficial de 14 de maio de 1888.



Pena usada pela Princesa Isabel para assinar a Lei Áurea.
Ouro de 18 quilates, 25 pedras vermelhas e 27 diamantes.



Uma das penas de ouro com que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea.
Foram três vias da Lei, cada uma assinada com uma pena de ouro.



Pode parecer bastante tempo que isso aconteceu, mas, em termos históricos foi, praticamente, "ontem". Hoje, é totalmente absurdo imaginarmos pessoas escravizadas, mas, foi a realidade de nosso País durante séculos. Primeiro com os índios e, depois, com os africanos. Mais de um século depois, muita coisa mudou, algumas melhoraram outras nem tanto. Será que o preconceito racial se extinguiu com a abolição? Essa pergunta (de resposta quase óbvia) rende um longo debate. 
Um dado importante é observarmos que toda a história da escravidão no Brasil nos foi contada, em sua grande maioria, pela elite. Mesmo que esses cronistas, narradores fossem abolicionistas e lutassem pelo fim dessa vergonha nacional, não sabemos nada ou quase nada da história através do ponto de vista dos escravos e ex-escravos. Principalmente até meados do século XIX. Vários ex-cativos viveram bastante para contar suas vidas, mas, não sabemos da vida das milhões de pessoas escravizadas aos longo dos séculos no Brasil, pós-descobrimento.


Trouxe algumas fotos relativas ao tema.


Casal liberto, sem poder sorrir para a fotografia.
Fotografias da História.


Princesa Isabel, que ficou conhecida como A Redentora.


Revista Illustrada, 19 de maio de 1888.


Senado do Rio de Janeiro, sábado, 12 de maio de 1888.
Sessão que aprovou a 
Lei Áurea.
Foto de Antônio Luiz Ferreira.

Paço Imperial, Rio de Janeiro, 13 de maio de 1888.
Da sacada, a Princesa Isabel é aclamada pela multidão.
Ao fundo, o (hoje demolido) Morro do Castelo.
Foto de Antônio Luiz Ferreira.


Redação do jornal O Paiz, na Rua do Ouvidor.
Rio de Janeiro, 13 de maio de 1888.
Foto de Antônio Luiz Ferreira.


Revista Illustrada, 19 de maio de 1888.






Fontes:
Biblioteca Nacional Digital Brasil - http://memoria.bn.br



domingo, 12 de maio de 2013

AMOR DE MÃE, 2013

Elisinha Coelho, cantora, e seu filho Luis Felipe,
o conhecido jornalista Goulart de Andrade, 1936.



Em 2012, a postagem sobra as mãe artistas e seus filhos, ou os artistas e suas mães, fez muito sucesso.
Aproveito para exibi-la novamente, nesse 12 de maio de 2013, Dia das Mães.


MAMÃE
Valsa de Herivelto Martins e David Nasser
Gravada por Ângela Maria e João Dias
Acompanhamento de Orquestra
Disco Copacabana 20.024-A, matriz M-1513
Lançado em maio de 1957




Vamos relembrar algumas mães e seus filhos, todos ligados às artes.



Francesca Moziéres, cantora,
com seu filho Armando Pedro, 1927.


A bailarina espanhola Aída Izquierdo com sua filha, Abigail,
a futura atriz e cantora Bibi Ferreira.
Com elas, o pai Procópio Ferreira, ator, 1930.


Olga Louro, atriz, com seu galantes filhinhos, 1930.
Olga era filha da atriz Estefânia Louro
e irmã da atriz Margot Louro.


Elisinha Coelho, cantora, e seu filho Luis Felipe, 
o conhecido jornalista Goulart de Andrade, 1936.


Margot Louro, atriz, com Miriam Tereza,
que também seria atriz e dubladora, 1936.
Margot era casada com o ator Oscarito.


Margot e Miriam, 1938.


D. Maria Emília e sua filha Maria do Carmo,
a cantora Carmen Miranda, 1932.


D. Maria Emília e Carmen Miranda, 1940.


O locutor César Ladeira e sua mãe.


O compositor Custódio Mesquita e sua mãe, D. Camila,
que ele dizia ser sua "eterna namoradinha", anos 30.


Sônia Barreto, cantora, locutora e escritora,
com seu filho Sérgio Eduardo, 1950.


Sônia Barreto e sua filha, Wânia, 1955.


D. Nenem e sua filha Dirce, a cantora Dircinha Batista, 1954.


D. Nenem com sua filha Florinda,
a cantora Linda Batista, 1954.


A atriz Lódia Silva e seu filho, o ator Jardel Filho, 1952.


A atriz Lódia Silva e seu filho, o ator Jardel Filho, 1952.


Aurora Miranda e seus filhos
Gabriel e Maria Paula, anos 50.

Dalva de Oliveira com seus filhos, Ubiratan e Pery,
e o esposo, o compositor Herivelto Martins, anos 40.


Emilinha Borba e seu filho, Artur Emílio, 1956.


Francisco Alves, o Rei da Voz, e sua irmã Ângela, que o criou, 1952.






Agradecimentos à Thais Matarazzo e ao Arquivo Nirez




sábado, 11 de maio de 2013

SÔNIA CARVALHO, 25 anos de Saudade



Há 25 anos falecia a cantora e compositora SÔNIA CARVALHO, uma das mais populares e queridas intérpretes dos anos 30.

Saiba mais sobre Sônia nos links:

http://zip.net/bptkSl

http://zip.net/brtkcT



TÉ LOGO
Marcha de Sônia Carvalho gravada por ela própria
Acompanhamento do conjunto Diabos do Céu, dirigido por Pixinguinha
Disco Victor 34.046-A, matriz 80071-1
Gravado em 06 de janeiro de 1936 e lançado em abril desse mesmo ano





Agradecimento ao Arquivo Nirez




quinta-feira, 9 de maio de 2013

JAMBO CHEIROSO, canção brasileira de 1929.

Henrique Vogeler


Há 69 anos, em 09 de maio de 1944, falecia o maestro e compositor HENRIQUE VOGELER.
Embora seja mais conhecido por ser o autor do primeiro e clássico samba canção Linda Flor (em 1928), Vogeler nos deixou várias composições igualmente belas e inspiradas.

Trouxe a canção Jambo Cheiroso que ele compôs em 1929 e foi lançada por Aracy Côrtes na peça MANDA QUEM PODE, desse mesmo ano, na qual ela também interpretava o personagem homônimo.
Em junho de 1929, Margarida Max apresentava com a sua companhia de revistas a peça PARATODOS, onde a atriz Antonietta Leite também interpretava esse mesmo personagem e, provavelmente, cantava a canção.

Infelizmente, nem Aracy nem Antonietta gravaram a música. Felizmente, ela foi registrada por dois bons intérpretes. Laís Areda, grande soprano com destaque nas operetas, fez um registro na Odeon no começo de 1929. Em meados desse mesmo ano, Ignácio G. Loyola faria um outro na Parlophon.
Vamos conferi-los!


JAMBO CHEIROSO

Gravação de Laís Areda
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.355-B, matriz 2403
Gravado em 27 de fevereiro de 1929 e lançado em abril desse ano




Gravação de Ignácio G. Loyola
Acompanhamento de Simão Nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.023-B, matriz 2871
Gravado em 1929 e lançado em outubro desse mesmo ano




A tentar vive o jambo cheiroso
Quem provar fecha os olhos de gozo
É tão puro
Bem maduro
Se alguém comer
Até pode gemer
Cair
Fruir
Sorrir
Sua cor é, de certo, famosa
Nem a flor pode ser tão mimosa
Põe o jambo
tudo bambo
É pois morder
pra logo crer

É tentadora
É sedutora
Esta fruta do céu
Desceu
Caiu
Subiu
Cresceu
Se ela não fosse
como é tão doce
Esta fruta gracil
negava ser cá do Brasil!


Revista Phono-Arte, dezembro de 1929.






Diário Carioca








Fontes:
Arquivo Nirez

Dicionário Cravo Albin Da Música Popular Brasileira
Biblioteca Nacional





quarta-feira, 8 de maio de 2013

DIA DA VITÓRIA

Há 68 anos, no dia 08 de maio chegava ao fim a Segunda Guerra Mundial, quando os Aliados venceram as forças nazi-fascistas. Ficou conhecido como o Dia da Vitória.




segunda-feira, 6 de maio de 2013

CARMEM TOLEDO, aliando Filosofia e Arte ao conhecimento.




Uma pessoa que une determinação e doçura, que abraça os mais variados estilos de arte, como dança, teatro e cinema, além de escrever, entre artigos, crônicas e versos. 

Essa é Carmem Toledo, paulistana de 28 anos que dedica sua vida a pesquisar e estudar arte e cultura. 

Formada em Filosofia pela USP e no curso técnico em Publicidade e Propaganda pela FECAP. Carmem administra vários blogs, com assuntos diferentes, porém, com algo em comum: a inspiração artística e a visão analítica de sua autora. 

Em 2008, participou da exposição "Arquitetura Paralaxe: Aparecer-Desaparecer", trabalho de autoria do arquiteto Alexander Pilis, que reunia Artes, Literatura e Filosofia, na 28ª Bienal de São Paulo.



1. Quando surgiu o interesse por cultura e arte? Teve influência na família?

Sempre fui muito curiosa. Desde bem pequena, gosto de ler, escrever, desenhar... Enfim, sempre tive grande amor pelo conhecimento.

Claro que a família sempre exerce influência, uma vez que os instrumentos para tanto são deixados à disposição.

Lembro-me de livros, enciclopédias, dicionários, cadernos e canetas, que sempre estavam ao meu alcance.

Passava horas com uma enciclopédia de biologia em três volumes, encantada com os nomes estranhos e as figuras. Riscava-as e até cheguei a recortar uma ameba e colar em uma camiseta - causando desespero em minha avó e risos em meu avô e meus pais. Também adorava um dicionário antigo, o livro "Fábulas e Lendas", de Leonardo da Vinci e uma agenda usada. Minhas mãos viviam tingidas de tinta de caneta - assim como o sofá e minhas roupas.

As artes sempre me fascinaram... Adorava desenhar (inclusive nas paredes) e tudo que se referia a teatro, cinema, pintura e música me atraía.

Gostava de imitar o Carlitos e até tinha um conjunto amarelo com seus olhos, chapéu e bigode estampados, com um laço preto que imitava uma gravata borboleta, logo abaixo das estampas.

Creio que meu gosto por tudo isso e meu desenvolvimento se devam, em grande parte, à liberdade que possuía para explorar vários tipos de materiais. Tudo era deixado ao meu alcance.

Fico triste quando vejo um pai ou uma mãe arrancar das mãos de uma criança um livro ou qualquer coisa que gere conteúdo, alegando que ela "nem sabe ler" ou que "aquilo não é para crianças".

Ao fazer isso, a família pode estar podando um talento, uma inteligência que deseja e precisa crescer!


2. Em que momento teve contato com o mundo da interpretação? 

Quando criança, assistia a programas educativos e filmes e gostava de saber quem interpretava aqueles papéis, quem escrevia aquilo que era dito, quem dublava os personagens, etc. 

Desde aquela época, conservo o costume de ficar na sala de cinema e em frente à tevê até o fim dos créditos. Lembro que pensava que tudo era feito ao vivo, inclusive, a dublagem... Imaginava pessoas com microfones, escondidas nos bastidores, falando em português enquanto os atores mexiam a boca! Logo, percebi que não era assim que funcionava... 

Apesar de gostar do mundo da interpretação, apenas comecei a ter verdadeiro contato com ele aos 15 anos, quando fiz minha primeira oficina de teatro com o Grupo TAPA. Em um mês, uma das professoras - a atriz Inês Aranha - indicou-me para um teste para a peça "As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant", que trazia a grande Denise Weinberg no papel principal. Se eu tivesse passado no teste, faria sua filha, mas, pela pouca idade e pela experiência nula, não fui escolhida. 

Este foi meu primeiro contato com a interpretação. Fiz outros cursos e posso afirmar que meus melhores professores foram Inês Aranha, no Grupo TAPA e Marcio Mehiel, no Studio Fátima Toledo, onde iniciei um curso de interpretação para cinema, mas não concluí. 


3. O que isso influenciou em sua vida? 

Apesar de ter sido uma criança elétrica, sempre fui muito tímida e, crescendo, fui me tornando mais e mais fechada. 

Acredito que a interpretação tenha me ajudado a me expressar melhor oralmente (houve uma época em que eu simplesmente não falava, apenas ouvia, tamanha era minha timidez). 

Na verdade, ainda sou tímida e não gosto muito de falar, mas participo de conversas que me interessam e falo, quando acho que o que tenho a dizer é útil para alguém. 


4. Durante o curso de filosofia, você conseguia enxergar arte nos assuntos abordados pelas disciplinas? 

Claro que sim! E não somente em disciplinas como Estética e Filosofia da Arte! 

A arte está presente até mesmo no modo como um filósofo se expressa, na forma que ele encontrou para persuadir o leitor... A retórica é uma arte! 

Eu, particularmente, quando lia um novo texto ou assistia às aulas, imaginava em que situação estaria o filósofo quando escreveu sua obra. Imaginava um ator interpretando-o! 


5. Como você alia filosofia e arte? 

Como já disse anteriormente, creio que o primeiro elo seja a retórica. 

Em grego, esta palavra quer dizer "a arte de falar bem". Ora, o filósofo, para convencer, deve falar bem! 

Ademais, vejo a Filosofia como o berço de todos os outros conhecimentos; para que as outras áreas do conhecimento existam, é preciso que um ou mais "loucos" reflitam sobre o mundo e sobre a maneira como a função de cada um pode interferir em nosso planeta azul. Creio que a arte seja uma via importante de acesso a esses pensamentos, sobretudo, para o povo. 


6. Quantos blogs você administra? 

Atualmente, tenho três blogs. 


7. Quais são e que assuntos abordam? 

Meu blog pessoal - http://carmemtoledo.blogspot.com - aborda temas variados, passando por artes, filosofia, história - enfim, cultura geral - e existe desde 3 de setembro de 2007.

Lá, publico textos de minha autoria e também de outros autores. Sugiro livros, filmes... Disponibilizo também artigos acadêmicos, teses e dissertações sobre variados assuntos. Também desabafo através de críticas, reflexões, textos poéticos... Trata-se de um espaço para dividir com as pessoas aquilo que gosto e que me toca, de alguma forma. 

O blog "O Caminhante Solitário" - http://ocaminhantesolitario.blogspot.com - , dedicado ao filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau, bem como às pesquisas desenvolvidas sobre ele, foi criado em 19 de abril de 2008. 

Rousseau despertou meu interesse na Universidade, quando li seus textos pela primeira vez. Confesso que me identifico muito com ele, em várias passagens de suas obras, sobretudo, no que diz respeito à sua visão da sociedade. Criei este blog para divulgar sua obra e os eventos e artigos a ele relacionados. 

"Sophia... Ieri, Oggi, Domani" - http://sophiaierioggidomani.blogspot.com - , dedicado à atriz italiana Sophia Loren, foi criado no dia 14 de novembro de 2012. 

Nele, falo sobre a vida e a trajetória profissional dessa "bella - e intelligente - donna". 


8. O que eles tem em comum? 

O amor pelo conhecimento, o respeito a quem nos deixou algo de bom e a admiração por pessoas inteligentes. 


9. Atualmente, como a arte está presente em sua vida?

Tenho me dedicado à dança e estou apaixonada por esta arte!

Tive a sorte de encontrar uma excelente profissional - Saphyra Cristiane Wilson - que trabalha com muita seriedade e se dedica de corpo e alma à dança.

Quero continuar aprendendo, ensaiando... e gostaria muito de me apresentar profissionalmente, mais adiante, quando dominá-la satisfatoriamente, é claro. Ainda preciso estudar muito!

Também possuo outros projetos que, logo, ficarão conhecidos. Por enquanto, são surpresas!


10. Tem referência em artistas famosos? Quais e por quê?

Sim! Bons exemplos são sempre um estímulo!
Na interpretação, tenho referências como Sophia Loren, Charles Chaplin, Maximira Figueiredo, Marisa Orth, Raul Cortez, Gianfrancesco Guarnieri, Laura Cardoso, Bibi Ferreira, entre outros.

Vejo-os como artistas completos, talentosos, inteligentes, cultos e éticos, com valores que, infelizmente, estão cada vez mais raros.

Sophia Loren disse, certa vez, que havia nascido no século errado. Sinto-me como ela.
Sophia é uma mulher de garra, que nunca se dobrou ao entorpecimento da fama. Era a primeira a chegar no set e entregava-se ao trabalho, buscando sempre mais e mais conhecimento.
Na juventude, estava sempre ao lado da mãe, absorvendo toda sua experiência e sabedoria de vida - ao contrário de muitas jovens que se arrepiam somente por pensarem em sair com a mãe.
Deu todo o cachê de seu primeiro trabalho de sucesso, para que a irmã conseguisse o sobrenome de seu pai e, assim, pudesse ser matriculada na escola.
Em uma época em que era "moda" se casar e se divorciar por brincadeira, ela se casou com Carlo Ponti - enfrentando todo tipo de dificuldades - por amor e ficou a seu lado até sua morte.
Dedicou-se aos filhos como toda verdadeira mãe deve fazer, sabendo educá-los e transformando-os em homens de verdade. E, além de tudo, sabe envelhecer.

Charles Chaplin dispensa comentários... É um mestre em vários aspectos.

Maximira Figueiredo é uma atriz e dubladora brasileira que, infelizmente, é pouquíssimo conhecida. Fez várias telenovelas, dublagens e até apresentou um programa - "O Mundo é das Mulheres" - ao lado de Hebe Camargo, na TV Tupi. É talentosíssima! Sua atuação atrai e encanta!

Marisa Orth é uma artista completa: canta, dança e interpreta maravilhosamente bem - e não somente em comédias, como muitos pensam. Seus papéis sérios deixam qualquer um paralisado.

Gianfrancesco Guarnieri foi um exemplo como ator e autor. Fez parte de nossa história, mas pouquíssima gente sabe disso. Morreu dias depois de Raul Cortez.
Provavelmente, o "Céu" precisava montar uma produção muito boa...

Laura Cardoso é uma prova de que o talento é mais importante do que qualquer atributo físico.

Bibi Ferreira é uma mulher incrível! Aos 90 anos, está em plena atividade, canta como um pássaro divino!
Fez parte de nossa história teatral e política, deixando para sempre sua marca na montagem original da peça "Gota D'água", de Chico Buarque.

Em outras artes, admiro muitos outros: Claude Monet e Van Gogh na pintura; Vivaldi, Villa-Lobos e Georges Bizet na música clássica; Pixinguinha, Noel Rosa, Paulo Vanzolini, Milton Nascimento, Chico Buarque, Toquinho, Gonzaguinha e Jacques Brel são alguns que admiro como compositores; Elis Regina, Clara Nunes, Édith Piaf e Charles Aznavour são vozes que acariciam a alma... E há vários outros músicos de variados estilos: Yamandu Costa, Paco de Lucía, Camarón de la Isla, Mercedes Sosa, etc.

Creio que não me recordarei de todos...


11. Qual interesse você tem, mas, que poucas pessoas conhecem? 

Outro interesse que tenho são deficiências, especialmente, autismo e Síndrome de Down. 

Quando era bem pequena, em minha casa, havia uma enciclopédia de ciências biológicas em três volumes, como disse no início da entrevista. Disse também que a riscava toda; mas havia um volume que me intrigava e com o qual eu passava bastante tempo... Era o volume que trazia aberrações genéticas e os fenótipos decorrentes. Aquele volume, eu não risquei. 

Sempre que via uma criança com Síndrome de Down ou autismo, eu observava... E sempre gostei de saber sobre esses temas. 

Até que, em 2005, comecei a pesquisar mais sobre eles... Tenho várias revistas, artigos e até trabalhos acadêmicos sobre Síndrome de Down e autismo. Tenho muitas revistas com a atriz Joana Mocarzel na capa. Em 2006, fiz uma visita com minha mãe à APAE e fiquei ainda mais apaixonada! 

O curioso é que, quando se aborda esse interesse em uma conversa - e até no ambiente acadêmico, onde o que direi jamais deveria ocorrer - , há um grande estranhamento por parte do interlocutor, que não vê coerência no fato de alguém que não é deficiente e não convive familiarmente com algum deficiente se interessar por esse assunto. Por que alguém não pode ter interesse gratuito por esses temas? Não há quem goste de pesquisar sobre matérias extremamente variadas? Por que uma pessoa pode gostar de ler sobre a cultura oriental, por exemplo, ainda que não seja parente próximo de ninguém nascido nessa região, mas eu não posso querer aprender sobre Síndrome de Down e autismo, apenas por não conviver com alguém próximo que os tenha? Acho estranho ter que explicar o motivo desse meu interesse, se ninguém questiona alguém que tem preferência por histórias de extraterrestres, por exemplo. Qualquer conhecimento adquirido tem valor.

Ninguém está livre de conviver com alguém com necessidades especiais. Há downs, autistas - de leves a severos - e gente com todo tipo de deficiência em toda parte! Há transtornos que quase ninguém conhece e é absurdo as escolas não os ensinarem! 

Se houvesse mais gente interessada nisso, conheceriam mais sobre o assunto e, por consequência, haveria mais respeito, maior acessibilidade e menos pessoas desinformadas fazendo brincadeiras e comentários preconceituosos. 

Em vários momentos, escrevi algumas postagens sobre esses temas em meu blog. 

Algumas delas são: 

"Reflexões sobre a ideia de Normalidade de um ponto de vista filosófico" 


"O que é normal?" 


"Meus Colegas" 


"Já marcou no calendário?" 


"2 de abril: Dia Mundial de Conscientização do Autismo" 



12. Qual a repercussão de seus blogs entre os leitores e as universidades? 

Entre as pessoas que gostam de aprender - assim como eu - , eles são reconhecidos. 

Meu blog "O Caminhante Solitário" (sobre Rousseau) faz parte das referências online de páginas de pesquisadores, como do francês Tanguy L'Aminot (Université Paris-Sorbonne) e no Canadá ("Encyclopédie Rousseau", Université Laval). 

Recebi um e-mail do Prof. Guaracy de Araújo, da PUC de Minas Gerais, elogiando-o. 

Segundo ele, este blog se tornou referência para quem deseja estudar Rousseau no Brasil. 

Meu blog pessoal - http://carmemtoledo.blogspot.com - também foi usado pela Profª Dilma de Mello Silva (ECA - USP), em algumas aulas dadas por ela na Universidade de Tóquio, em 2008 - ano do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. 

Também em 2008, este meu blog foi usado por meu ex-professor de espanhol, Marcos Peter Pinheiro Eça, em aulas de português e informática que ele dava no Cieja Vila Sabrina - uma escola de suplência para jovens e adultos, localizada na periferia de São Paulo. 

O que quero mesmo é ser lida. Para um autor, saber que sua obra chega às pessoas e lhes é útil é mais importante que qualquer elogio. 


13. Como você vê a atual situação de nossa cultura, artistas?

A cultura está em toda parte e é acessível a todos.

Prova disso são as pessoas que, mesmo nunca tendo frequentado uma escola, possuem conhecimento.

Minha bisavó era analfabeta, mas tinha uma cultura que, hoje, poucos universitários têm.

Meu avô materno estudou somente até o terceiro ano primário, mas lia muito e dominava a língua portuguesa, bem como a geografia e a química.

E há muitos outros casos... Roberto da Silva, um ex-menino de rua e ex-interno da antiga Febem, hoje, é professor doutor pela USP e leciona na Faculdade de Educação desta mesma universidade.

Alguém pode argumentar que são apenas exceções, mas o que são as exceções, senão ótimos exemplos?

O Brasil é riquíssimo culturalmente, mas noto, com tristeza, que poucas pessoas sabem disso.

Muitos até sabem, mas não têm interesse.

Mesmo a TV aberta possui bons programas. Basta querer mudar de canal e buscá-los.

Há rádios que tocam música de qualidade... Temos museus com entrada gratuita... Há bibliotecas...

A informação está sempre diante de nós, temos várias ferramentas para adquiri-la, mas vejo que grande parte das pessoas não sabe utilizá-las.

A internet é um bom exemplo. A rede está cheia de fontes excelentes, mas muita gente se acomoda e acessa sempre as mesmas páginas, sobretudo, as redes sociais, que também podem ser uma boa ferramenta de divulgação de conhecimento, mas não há interesse nisso. É mais fácil "curtir" uma piadinha ou uma foto de perfil do que parar para ler um texto - ainda que curto - ou dar atenção a qualquer coisa com o mínimo de conteúdo. Fora as pessoas que "curtem" sem conhecimento do que estão "curtindo", apenas para serem políticas e mostrarem que existem ou que se importam com quem posta algo.

Já vi incontáveis internautas fazendo perguntas absurdas no "Yahoo! Respostas", sendo que bastava uma pesquisa para que suas dúvidas fossem sanadas.

O pior é que as respostas costumam ser catastróficas.

Ou seja, a pessoa tem tudo diante de seus olhos, mas joga sua questão em um local aberto, onde ela sequer conhece as pessoas, para ser respondida por quem está na mesma situação.

O Youtube tem vídeos fantásticos!

Não é difícil encontrar boas fontes. Há sites e blogs ótimos, bem escritos e feitos por quem quer ajudar de alguma forma.

Infelizmente, para várias pessoas, é mais fácil justificar sua falta de vontade dizendo que alguém "escreve difícil" do que pensar e procurar o significado de uma palavra que não compreende.

Quem sabe ler já possui uma ferramenta e tanto! Houve o tempo em que a alfabetização estava ao alcance de pouquíssimas pessoas, mas hoje, vejo muita gente que sabe ler, que tem até acesso à universidade, mas, simplesmente, não utiliza esta ferramenta! É até pecado...

Quanto aos nossos artistas, temos muitos, maravilhosos, com muito a oferecer, mas que, mesmo que se tornem conhecidos através da mídia, não são reverenciados como deveriam.

Os talentos estão por aí... Basta olhar ao redor e valorizar quem merece.

Quem merece? Quem batalhou para chegar onde está, quem não para de estudar nunca, quem quer sempre crescer, quem é honesto, quem possui ética profissional, quem desempenha bem seu trabalho - e não o "esperto" que puxa o tapete dos outros ou o objeto descartável que apenas serve a uma "moda" de 15 minutos de duração.

Basta ter bom senso - e isso só se adquire praticando.

O que acontece é que a preguiça mental domina e quem gosta de aprender é tido como "bobo", assim como quem é culto e quer ajudar é rotulado como "metido".

Este pensamento tem origens e objetivos bem perigosos, mas esta é uma outra história e não me estenderei sobre isso aqui.


14. Acha que os jovens estão mais interessados ou não por adquirir e valorizar mais cultura? 

Como é visto, na maioria das vezes, o estudante que gosta de ler, de estudar e que respeita, verdadeiramente, as pessoas? Ele é admirado? Deveria ser, mas sabemos que não é. 

Em geral, como enxergam o jovem que gosta de estar com os mais velhos e aprecia músicas do início do século passado? Isso, você pode responder. 

Há, sim, várias exceções, que deveriam ser regra. 

O que me deixa feliz é que os jovens que valorizam a cultura têm trazido novas esperanças e contribuído muito. 

Esta é uma prova de que o bem, o esforço, a dedicação e o respeito sempre compensam. 

O verdadeiro poder está com quem pensa. 


15. Quais seus planos futuros? 

Em primeiro lugar, ser verdadeiramente feliz - não com uma felicidade vazia e passageira, mas com a Felicidade, com letra maiúscula. 

Em segundo lugar, fazer o bem e deixar uma boa semente plantada para as futuras gerações (Isto não soaria como clichê se as pessoas levassem isso a sério e tivessem respeito por quem o faz). 

Em terceiro lugar, ter a certeza de que estou no caminho certo, em todos os sentidos. 

Meus planos são estes. O resto é acessório ou meio para conseguir realizá-los.





Carmem em uma de suas paixões: a dança.














Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...