quinta-feira, 28 de novembro de 2013

EXTRACTO DE TOMATE PEIXE - 1938




Dispondo de excellente materia prima em abundancia, a fabrica PEIXE offerece ao consumidor um producto de incomparavel pureza. Em campo experimental, agronomos especializados estudam e ensaiam, dia após dia, por methodos scientificos, a cultura das melhores especies. O Extracto de Tomate "PEIXE" é fabricado de tomates amadurecidos no pé, exuberantes de vitaminas.

Revista Carioca 12 de fevereiro de 1938






Agradecimento ao Arquivo Nirez










quarta-feira, 27 de novembro de 2013

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Esmalte FATIMA - 1938




Esmalte FATIMA
e o seu “Tablete Mágico”


Nos laboratórios Fatima foram classificados 28 typos differentes de unhas. Em cada typo de unha foram applicados os diferentes esmaltes conhecidos e produziram sempre resultados diversos: duravam tempo variável, descoravam ou permaneciam intactos.
A formula do novo Fatima foi eleita á luz dessa experiencia. E o Tablete Magico que Fatima offerece tem a finalidade de igualar a superfície das unhas desiguaes, tornando-as aptas a receber a camada de esmalte, de forma duradoura.
O Tablete Magico, além de alisar a unha, empresta-lhe brilho e, como o novo Esmalte Fatima é mais transparente, esse brilho casa-se ao brilho novo Fatima, dando á unha um aspecto surprehendente.

Experiemtne este methodo de tratamento das unhas: o novo Esmalte Fatima e o seu Tablete Magico!




Revista Carioca, 1938.







Agradecimento ao Arquivo Nirez









domingo, 24 de novembro de 2013

EVA TODOR - COMO SE DESCOBRE UM PEÇA, 1941



Uma de nossas maiores atrizes é, sem dúvida alguma, EVA TODOR.
Com mais de 78 anos de carreira, Eva vem encantando gerações com seu talento, seja no teatro, cinema ou televisão.
Nascida na Hungria em 1919, veio menina ao Brasil e ainda adolescente iniciou carreira no teatro, tendo brilhado no teatro de revista dos anos 30 ao lado de grandes nomes como Aracy Côrtes, Alda Garrido e Francisco Alves.
Seu último trabalho foi na novela Salve Jorge, de Glória Perez, exibida pela Rede Globo em 2012.
Atualmente, podemos vê-la na reprise da novela O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco, também exibida pela Rede Globo.
Com 94 anos, Eva Todor ainda está em plena atividade.




COMO SE DESCOBRE UMA PEÇA




Em 13 de dezembro de 1941, a revista O Cruzeiro publicou a reportagem de Márcio Cunha intitulada COMO SE DESCOBRE UMA PEÇA. Nela, o repórter iniciava chamando a atenção sobre o fato de a maioria do público quando vai assistir a uma peça ignorava todo o trabalho que havia sido feito para ela ser exibida, o esforço em conjunto dos que apareciam em cena e dos que permaneciam ocultos nos bastidores. Mas, havia um trabalho maior que todos esses. Era, justamente, a escolha da peça a ser montada.
E com a pergunta "Como se escolhe uma peça?", Márcio Cunha chegou ao elegante apartamento do diretor, empresário e compositor Luiz Iglezias, localizado em Ipanema (RJ). Luiz respondeu:

- Passando noites inteiras acordado - lendo, lendo, lendo infatigavelmente - em português, francês, inglês, espanhol, italiano, alemão e até húngaro!

- Você conhece também alemão e húngaro? (perguntava o repórter).

- Não, essas línguas são familiares à Eva Tudor, primeira atriz de minha companhia e, há oito anos, longos e felizes, dominadora absoluta do lar desse seu creado...

- Então...

- Sei que vai me fazer duas perguntas inevitáveis em tais circunstâncias, e apresso-me a respondê-las. Primeiro, Eva, apesar de sua juventude, está casada comigo há oito anos, isto é, desde os quatorze - segundo, além de ser uma atriz brilhante e personalíssima (segundo a crítica unânime, e a minha opinião pessoal, inteiramente franca) é uma companheira ideal, inteligente e possuidora de um raro sentimento artístico que a faz conhecer imediatamente, deante de um original, se vai agradar ou não. Assim, além de me auxiliar grandemente na leitura das peças, preferentemente em alemão e húngaro, línguas que lhe são familiares, pois nasceu em Budapest, é a primeira pessoa a quem entrego os meus originais, com absoluta confiança em sua crítica sagaz e construtiva. Eva...

- Estão falando de mim? Bem ou mal? 

"A creadora inimitavel de Chuvas de Verão e Sol de Primavera, acabava de entrar com sua esfusiante alegria, uma garota autêntica em seu elegante pijama caseiro".

- Estava explicando, como é difícil escolher uma peça - dizia seu esposo.

- Difícil? Verdadeiro pesadelo! Organizar repertório para uma temporada, representa o esforço bem maior, para os responspaveis por uma companhia, do que todo o trabalho de ensaiá-la e apresentá-la ao público. Agora mesmo, para chegarmos a resolver sobre a última peça que levaremos no Rio, antes da excursão às Estações de Águas e ao Norte, tivemos que ler nada menos de trinta e cinco originais, em sete idiomas. Está será, provavelmente "Una noche de Pirmavera sin sueno", uma deliciosa comédia romântica do escritor espanhol Enrique Jardiel Poucela.

Luiz Iglezias voltou a falar, dizendo:

- Depois da escolha, devo procurar obter os direitos de tradução, em se tratando de obra estrangeira, e eu mesmo me encarrego, em gral, desse trabalho, sendo necessário na maior parte das vezes, adaptá-la, não só ao nosso ambiente, e muitas vezes ao tipo dos intérpretes disponíveis. É uma batalha insana, onde conto também, ainda uma vez com o auxílio de Eva, que interpreta para que eu sinta o efeito de certas falas, não só o seu papel, como os outros, inclusive os masculinos... Aliás, esses são os bons momentos do trabalho, porque então me faço de espectador. Veja só - espectador único de uma grande atriz!

- Olha a máscara... E se fico convencida?

Luiz Iglezias sorriu.

- Eu sei uma receita infalível para isso. Mas por enquanto não é necessária.

Sobre quantos dias eram necessários, em média, para uma escolha, Luiz afirmou:

- Depende Muitas vezes em poucos minutos descobrimos a mina, mas geralmente muitos dias se passam até o momento em que resolvemos finalmente sobre um original. Decepcionante se torna, porém, quando depois de tudo, quando por um motivo qualquer (impossibilidade de obter os direitos, por exemplo) todo esse trabalho se torna inútil. O ideal, seria, que existissem autores que escrevessem comédias, especialmente para Eva. Isso acontece, de quando em quando, e eu mesmo o tenho feito algumas vezes. Mas, em geral, aqui, como em toda a parte, os diretores é quem devem procurar a peça para os personagens... O resto, apesar de trabalhoso, é quase nada...

- Quase nada comparativamente. mas custa muito, principalmente quando temos que abandonar essa paisagem maravilhosa de Ipanema, num dia lindo assim, para ensaiar horas a fio, na certeza de que à noite temos duas seções ainda para representar!

Mas isso era outra história. Nós a contaremos oportunamente. Assim terminava a reportagem de Márcio Cunha.






























Agradecimento ao Arquivo Nirez








sexta-feira, 22 de novembro de 2013

MARLENE, 91 anos da Rainha do Rádio!



Hoje, a cantora, compositora, atriz e apresentadora MARLENE (Vitória Bonaiutti) completa 91 anos.
Nascida em São Paulo em 22 de novembro de 1922, Marlene foi eleita Rainha do Rádio em 1950, sendo uma das mais queridas e talentosas cantoras de nossa música em todos os tempos.
Atualmente, ela mora no Rio de Janeiro.





Qui Nem Jiló
Baião de Humberto Teixeira e Luíz Gonzaga
Marlene canta com Os Cariocas
Acompanhamento de Sverino Araújo e a Sua Orquestra Tabajara
Disco Continental 16.125-B, matriz 2167
Gravado em 1949 e lançado em outubro e dezembro desse ano




Se é Pecado Sambar
Samba de Manoel Santana
Acompanhamento de Severino Araújo e Sua Orquestra Tabajara
Disco Continental 16.148-B, matriz 2194
Gravado em 18 de novembro de 1949 e lançado em janeiro de 1950




Zé Marmita
Samba de Brasinha e Luís Antônio
Acompanhamento de Zimbres e sua Orquestra
Disco Continental 16.670-A, matriz C-2989
Gravado em 1952 e lançado em janeiro de 1953




Patinete no Morro
Samba de Luís Antônio
Acompanhamento de Severino Araújo e Sua Orquestra Tabajara
Disco Continental 16.891-A, matriz C-3252
Gravado em 27 de outubro de 1953 e lançado em janeiro e fevereiro de 1954




Saudade da Bahia
Samba de Dorival Caymmi
Acompanhamento de Orquestra
Disco 80-1810-B, matriz 13-H2PB-0106
Gravado em 29 de abril de 1957 e lançado em julho desse ano










Agradecimento ao Arquivo Nirez

Fotos:
http://lulacerda.ig.com.br
http://ela.oglobo.globo.com





domingo, 17 de novembro de 2013

MARION MARSH e sua Gelatina com Fructas - 1937

A atriz americana Marian Marsch (1913 -2006), ficou famosa nos anos 30, onde estrelou a maior parte de seus filmes, atuando ao lado de Jean Harlow, Edward G. Robinson, Peter Lorre, John Barrymore, entre outros astros.

Em sua edição de 30 de janeiro de 1937, a revista O Cruzeiro publicou a matéria de uma receita de sobremesa ensinada por Marian: Gelatina com Fructas.

Trazia ainda as manchetes: O Doce Preferido por Marian Marsh e Marian Ensina a Preparar Sua Gelatina.

Não há indicação de quem escreveu a matéria, mas, há a citação do correspondente de O Cruzeiro em Hollywood, chamado Marius Swenderson.

Voltada para o público feminino dos anos 30, em sua maioria donas de casa, o texto começava por seduzir perguntando às leitoras se elas não sentiriam prazer em provar o prato preferido das artistas de cinema. A sedução prosseguia perguntando qual dona de casa não ficaria orgulhosa de expor o prato à mesa e dizer: "Esta receita aprendi com Greta Garbo, Joan Crawford, Jean Harlow."

Que oportunidade única! Aprender uma deliciosa receita de ninguém menos que uma estrela de cinema!

A edição trazia a "delicada estrellinha da Metro Goldwyn" Marian Marsh, que ensinaria a receita de uma deliciosa gelatina que, segundo a revista, era uma gulodice da qual a estrela não abria mão e sabia fazer passo a passo, conforme as fotos da revista ilustravam.

O correspondente Swenderson havia copiado a receita do caderno de Marian e passava às leitoras.
Hoje, 76 anos depois (quase 77), passo a mesma receita à leitoras e aos leitores do blog Estrelas Que Nunca Se Apagam. E nós também poderemos dizer que aprendemos essa sobremesa com uma atriz de Hollywood dos anos 30.

Obs. Copiei exatamente como estava escrito, sendo fiel à grafia, pontuação e acentuação originais.,

Vamos à receita.




GELATINA COM FRUCTAS
por MARIAN MARSH



O melhor meio de se poder calcular bem a consistencia da gelatina é medir por um copo, tendo-se assim a medida exacta para a quantidade que se precisar.
Para o conteudo de um copo de agua, usa-se 5 folhas de gelatina refinada. 
Para 6 copos de agua, 1 colher de herva-doce, 1/2 de cravo da India, canella em pau, 2 folhas de louro, o caldo de 1/2 limão, assucar até adoçar, 2 1/3 de um copo de vinho do porto, ou vinho Malaga, o caldo da fruta destinado a geléa e 6 claras bem batidas.
Junta-se tudo á gelatina e vae ao fogo, mexendo-se com cuidado para não pregar. Levantando fervura 3 vezes, está prompta. Passa-se por um panno de tecido bem fechado e deixa-se espiar.

É preciso tambem pôr a quantidade de gelatina na relacção acima indicada e o correspondente á quantidade de liquido representado pelo vinho e caldo das frutas.
Depois de fria a geléa, despeja-se 1 pequena quantidade na fôrma, que deve estar collocada no gelo. Começando a congelar, dispõe-se 1 camada de fruta e outra de gelatina, estando esta tambem meia congelada, arruma-se outra camada de frutas, assim até encher a fôrma, que se deixa no gelo.
Na occasião de tirar da fôrma, põe-se esta, durante um segundo, em agua quente e vira-se sobre o prato.
Para enfeitar o prato, usa-se folhas verdes de couve e galhos de cereja, de preferencia com frutas. Biscoitos tambem podem figurar no prato.










"A gelatina vae para a forma onde estão as frutas."




"Aqui temos a gelatina Marian Marsh, com sua bella inventora..."













Agradecimento ao Arquivo Nirez











quarta-feira, 13 de novembro de 2013

EDUARDO DAS NEVES, 94 anos de Saudade




Há 94 anos, em 11 de novembro de 1919, falecia o cantor e compositor EDUARDO DAS NEVES.
Eduardo também era palhaço, violonista e letrista.

Nasceu no Rio de Janeiro em 1874, no bairro de São Cristóvão.


Trabalhou como guarda-freios da Estrada de Ferro Central do Brasil. Demitido, passou a ser soldado do Corpo de Bombeiros, de onde também foi expulso por frequentar as rodas boêmias com a farda da corporação.


Em 1895, aos 21 anos de idade, iniciou sua carreira artística, se tornando palhaço, violonista e cantor nos circos da cidade, como o Circo pavilhão Internacional (no Parque Rio Branco) e Teatro-Circo François. 

Era conhecido por "Palhaço Negro", Crioulo Dudu" ou "Dudu das Neves", entre outros apelidos. Simpático e carismático, Eduardo também se apresentava em cafés concertos, cantando modinhas, lundus e cançonetas, onde se acompanhava ao violão.

Em 1900, a Livraria Quaresma publicou sua primeira coletânea de versos, provavelmente de seu repertório, intitulada O cantor de Modinhas. Em 1902, essa mesma editora lançou o livro O trovador da malandragem, que fez sucesso por décadas.


Em 1902 compôs a marcha A Conquista do Ar - Santos Dumont, onde homenageava o piloto brasileiro que, um ano antes, havia ganho em Paris o Prêmio Deutsh, por contornar a Torre Eiffel em um dirigível, sendo reconhecido internacionalmente como o maior aeronauta do mundo e inventor do dirigível. Os versos de Eduardo das Neves tornaram-se célebres no Brasil inteiro:

"A Europa curvou-se ante o Brasil

E clamou parabéns em meio tom.
Brilhou, lá no céu, mais uma estrela
Apareceu Santos Dumont".

Ainda em 1903, a marcha foi lançada, pelo cantor Bahiano, em discos Zon-O-Phone.
Ainda receberia umas seis regravações durante a década de 1900.

Eduardo das Neves ainda organizou a serenata em homenagem a Santos Dumont, que foi realizada em 07 de setembro de 1903, um evento de grande importância nos primórdios da MPB. 
Para essa homenagem, ele reuniu alguns dos melhores chorões da época: Quincas Laranjeiras, Sátiro Bilhar, Mário Cavaquinho, Chico Borges, entre outros. 

Novamente, a Livraria Quaresma publicou, em 1905, mais um livro de Eduardo, intitulado Mistérios do Violão. No prefácio, ele escreveu algumas palavras revoltado com as suposições de que ele não era o autor de suas obras: "Porque duvidais, isto é, não acreditais quando aparece qualquer choro, qualquer composição minha que cai no gosto do público e é decorada, repetida por toda a gente e em toda parte, desde nobres salões até pelas esquinas nas horas mortas da noite?" 

Em 1907, começou a gravar seus discos na Casa Edison, onde logo se tornou um dos mais célebres cantores brasileiros. Em várias de suas músicas havia o retrato do cotidiano da cidade, O aumento das passagens, O bombardeio, A Guerra de Canudos, O Aquidaban, O Minas Gerais...

Aliás, essa última composição, O Minas Gerais, foi composta em homenagem ao encouraçado (navio de guerra) Minas Gerais, nau capitânia da Marinha de Guerra do Brasil. Ele se inspirou na melodia da canção napolitana  Vieni sul mar. A música, gravada por ele em 1912, fez muito sucesso. Com o tempo, as pessoas esqueceram que era uma homenagem a um navio e associaram-na ao Estado de Minas Gerais. A nova "homenagem" pegou e até hoje é cantada (e adaptada) em referência ao querido Estado brasileiro.

Eduardo das Neves foi o segundo cantor (o primeiro foi Bahiano) a gravar composições de José Barbosa da Silva, o Sinhô, quando este iniciava sua carreira. Ele registrou os sambas Confessa meu bem, Deixe desses costumes e Só por amizade; este, sua última gravação, realizada em 10 de abril de 1919.

Na madrugada de 11 de novembro de 1919, uma terça-feira, na casa de seu filho Cândido das Neves (que era tipógrafo e trabalhava na Estrada de Ferro Central do Brasil)), cercado deste e de sua esposa, na Rua do Senado nº14, Rio de Janeiro, ele falecia. Estava muito pobre.

Segundo o jornal Correio da Manhã, ele fora vítima de um "ataque de gripe", e provavelmente tenha ocorrido depois de uma apresentação, segundo a pesquisadora Martha Abreu. O jornal O Paiz, já indicava que ele fora vítima de uma enfermidade do coração (também segundo o jornal, "adquirida na vida irregular que era obrigado a fazer").
Nessa época, ele voltava a trabalhar no Pavilhão Fluminense, onde estava contratado.

Deixava quatro filhos, dos quais, consegui identificar somente Cândido, Iracema e Laurinda.

Seu filho, Cândido das Neves, seria um de nossos maiores compositores, se destacando nos anos 20 e 30, usando também o pseudônimo de Índio, ou Índio das Neves.





Algumas gravações de Eduardo das Neves


Bolimbolacho
Lundu
Acompanhamento de Violão
Disco Odeon Record 108.072, matriz XR-605
Gravado e lançado em 1907




Marocas
Lundu
Disco Odeon Record 108.073
Gravado e lançado em 1907




Yayazinha (Eu tenho uma)
Lundu alegre
Disco Odeon Record 108.074, matriz XR-607
Gravado e lançado em 1907




Isto é Bom
Lundu de Xisto Bahia
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.076, matriz XR-607
Lançado em 1907




Gargalhada (Pega na chaleira)
Cançoneta
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.077, matriz XR-610
Gravado e lançado em 1907




A Sombra da Tarde
Modinha
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.121
Lançado em 1910




Aninha Faceira
Lundu
Disco Odeon Record 108.675, matriz XR-1318
Gravado e lançado em 1912




O Bem Te Vi
Canção lundu de Casemiro Rocha
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.672, matriz XR-1315
Gravado e lançado em 1912










Notícias de jornais



Correio da Manhã, quarta-feira 12 de novembro de 1919





O Paiz, quarta-feira 12 de novembro de 1919





O Paiz, quinta-feira, 19 de agosto de 1915





O Paiz, sexta-feira, 20 de agosto de 1915




O Paiz, terça-feira, 24 de agosto de 1915






Agradecimento ao Arquivo Nirez






Fontes:
http://www.dicionariompb.com.br/
O “crioulo Dudu”: participação política e identidade negra
nas histórias de um músico cantor (1890-1920) - Martha Abreu

domingo, 10 de novembro de 2013

A INTIMIDADE DE FRANCISCO ALVES, O REI DA VOZ - 1938

Sempre encontramos algumas matérias interessantes em revistas do passado. Porém, algumas conseguem nos surpreender mais que outras. É o caso da que trago hoje, feita por Alceu Pereira, onde podemos ver o cantor Francisco Alves, considerado o Rei da Voz, na intimidade, inclusive totalmente despenteado, algo que nunca acontecia nas fotos em que tirava. Vemos também sua esposa, a atriz e dançarina Célia Zenatti. Intitulada S. M. O Rei da Voz, a matéria trazia detalhes do dia-a-dia do cantor.

Resolvi copiar os trechos da reportagem com grafia, acentos e pontuações originais.

Boa leitura!






S. M. O Rei da Voz

Revista O Cruzeiro, 19 de março de 1938, número 20



"- 'Vá para o Escala de Milão'... Mas o papagaio não gostou..."

Na época da reportagem, Francisco Alves morava no Leme, à Rua Gustavo Sampaio nº 120, em uma casa pintada de branco, sendo a campainha situada ao lado direito do portão. Ao apertá-la, o repórter ouve momentos depois uma voz vinda lá de dentro: "Pode entrar".

"Entra-se pelo jardim lateral que vae ter á sala de jantar. Francisco Alves, camaradão e simples, está falando ao telephone com os cabellos assanhados.






Uma das manias de Chico Alves era passar um bom tônico perfumado para os cabelos.


- Tomei banho agora. Você me desculpe. A casa é sua... Estou já acabando isso aqui...".

O repórter explicava que, o "Isso aqui", a que Chico se referia era seu jogo nos diversos páreos do hipódromo, uma vez que o cantor era apaixonado pelo turf e fazia os lances de casa, pelo telefone. Ele possuía cavalos de corrida já famosos e todos os domingos, sua presença era certa no Jockey Club. 

"Dahi a momentos terminava a (sic) telephonema e vinha para nós com um convite irrecusavel:


- Vocês almoçam commigo!...



"Um bom amigo conforta o coração. Aqui vemos o 'Divo' com seu policial."


O photografo que pelo caminho vinha se queixando de fome, sorriu com uns ares de bemaventurado (sic). Aquellas palavras o animaram tanto que elle sacando de sua camera começou a registrar a vida do maior trovador do Brasil. O Chico nem sabia que o olho metalico da objectiva estava fixando seus movimentos. Isso era optimo porque mais naturaes seriam os flagrantes de modo a satisfazer plenamente à pergunta tantas vezes repetida pelos corações femininos:


- Como será elle na intimidade?



"Bons pitéos! Francisco Alves recebe o prato com demonstrações de alegria."
Da esquerda para a direita: Francisco Alves, sua esposa Célia (Zenatti) Alves
e Alceu Pereira.


Em casa, Francisco Alves é o mesmo de sempre. Alegre, risonho, attencioso. Conversa, mistura os assumptos, fala dos seus successos e muitas vezes tem gestos infantis.

- Chico, você não terá uma photografia sua de quando garoto? Seria bom para illustrar a reportagem...

Elle vae á gaveta da escrivaninha. Abre. Remexe. Abre mais. A gaveta emperra. Elle puxa e traz para a sala. Cascavilha afobado. Mostra photografias outras de seu triunpho em Buenos Aires. Mas não encontra a que pediramos.

- Deixa, Chico. Depois você acha...
- Mas eu guardei aqui...

Vae ás outras gavetas e finalmente desiste.".

Aqui, abro uma parênteses para observar que perdemos uma oportunidade de conhecermos Francisco Alves quando criança...
Voltemos à reportagem.

"E como o assumpto é photographia elle nos mostra a infinidade dellas que envia, cada semana, pelo correio, ás suas admiradoras.




Autografando fotos dedicadas às fãs.


- Passo o dia inteiro fazendo dedicatorias... Fico de mão cançada (sic)... Imagine que até dos Estados Unidos e da Europa recebo cartas de fans. Outro dia uma japoneza do Pará me escreveu em japonez pedindo um retrato. Comi fogo para conseguir um tradutor mas afinal sempre pude attendel-a. 

Durante a refeição o assumpto foi musica. Francisco Alves está com grandes projectos para sua nova temporada de triunphos na Radio Tupi. Vae lançar as mais lindas melodias que já appareceram no Brasil.
O mais importante de tudo, porém, é um originalissimo concurso que tenciona lançar entre seus admiradores e admiradoras.
Será um abafa. Um programma para revolucionar o broadcast

- Não póde adiantar alguma coisa sobre esse projecto?

- Por emquanto (sic) não.


"Depois das irradiações, uma partida de dados é inevitavel."


Perguntámos se sua voz obedecia a algum tratamento especial. Se elle fazia regime, estudos, vocalizações.
Respondeu que não. Em materia de regime só não toma bebidas alcoolicas. O mais é como sempre. Como os demais.

- Fuma?
- Dois ou um maço e meio de cigarros por dia...
- Isso não lhe affecta a garganta?...

Não affectava em coisa nenhuma.
Comia tudo e sempre que possivel distrahia a vida. Francisco Alves é o cantor que nasceu cantor. Alma e sensibilidade apuradissimas nesse homoem que se fez á custa do proprio esforço e hoje é a maior gloria da radiophonia brasileira. Trouxe do berço aquella garganta de ouro. E desde o primeiro contacto com o publico, directamente ou pelo microphone, Chico Viola como era conhecido, iniciou sua carreira de glorias.
Tres coisas adora na vida: a familia, seus animaes e comer assucar.
Quando lhe perguntámos qual sua mascotte, qual o talisman relicario de sua sorte, Chico se fez serio de repente voltando-se para o quadro de uma velhinha que havia na parede, disse tão sómente:

- Todo o meu talisman tem sido este. É á dona dessa photographia, á minha mãe, que devo toda minha bôa estrella.
D. Celia Alves, esposa do maior cantor sentimental do Brasil, em conversa comnosco fez uma queixa velada contra os telephonemas e as cartas das admiradoras...

- O senhor não queira saber as cartas que elle recebe,,, Nem queira saber quanta moça sem juizo existe por ahi...

Francisco Alves achava graça no que dizia a companheira e ria, fazendo blague.




"Francisco Alves, auxiliado por sua esposa, estuda canto,
com um grosso volume sobre o estomago."


Convidou-nos naquelle seu espalhafato de sempre, naquelle geito (sic) communicativo de conversar, a fazer uma visita ás suas cavallariças.
Ahi, perto do hippodromo da Gavea, mostrou-nos Brasador, um bello potro de dois annos, sua grande esperança na proxima temporada.
Brasador custou 15 contos.


- Já engeitei (sic) trinta! - disse-nos elle acariciando a cabeça do animal.


"Francisco Alves com seus dois cavallos de corrida. Neste particular ele é como Bing Crosby."


"Na pista, desde cedo,
assistindo aos treinos dos puro sangue".


Mignon, victoriosa, já por quatro vezes, é outro garboso equino que impressiona. Chico afaga todos elles.
Possue oito animaes de corrida valiosissimos. Da porta da coudelaria chamou Satania. A egua veiu (sic), mansa, cheirar a mão do seu proprietario. E no emtanto Satania, conforme o nome indica, é um animal perigoso e velocissimo.

Francisco Alves foi comnosco a um café. E emquanto saboreavamos os liquidos elle entornava na boca o assucareiro, com espanto dos circumstantes.


Outra mania: uma "pitada" de açúcar puro.


Entrámos no derby.

Dentro de meia hora, ao primeiro signal de partida, Francisco Alves, o rei da voz, empolgado pela carreira, esquecia o throno, esquecia prestigio esquecia triunphos para gritar, gritar feito criança para a cavalgada que contornava a pista numa desenfreiada louca.".



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Conlcusão do autor do Blog


Como disse no início desse post, é muito gratificante vermos fotografias de Francisco Alves em sua intimidade. Mesmo sendo uma "intimidade" posada para a câmera do fotógrafo, vale a pena ver cantor em poses irreverentes e descontraídas. O repórter Alceu Pereira marca duas manias, seguindo ele inocentes, que eram a loção perfumada de cabelo e a ingestão de grande quantidade de açúcar puro. Nessa última, se verdade fosse, Chico Alves poderia apresentar altos níveis de glicose, se compararmos com o atual cuidado com nossa saúde. Mas, nos dias de hoje, sentimos falta de uma matéria mais longa e profunda sobre o cantor. Outro fato que lamento é a ausência de sua foto quando criança e a fotografia de sua mãe, que o fotógrafo poderia ter reproduzido. Mesmo com esses "mas", é uma reportagem válida e interessante, bem ao estilo da época, que nos traz bons registros fotográficos.









AGRADECIMENTO AO ARQUIVO NIREZ









sábado, 9 de novembro de 2013

HEDY LAMARR - 100 ANOS



Há 100 anos nascia a inventora e atriz  Hedy Lamarr, um dos grandes mitos de Hollywood.


Não bastando sua imensa beleza, Hedy era também inteligentíssima, tendo inventado o sistema que possibilitou a telefonia celular, sendo considerada a "mãe do telefone celular".

Hedwig Eva Maria Kiesler nasceu em 09 de novembro de 1913 em Viena, Áustria, filha de pais judeus. Seu pai, Lemberg (nascido Emil Kiesler), era diretor bancário; sua mãe, Gertrud (nascida Lichtwitz), era uma pianista de Budapeste. Até os 10 anos, Hedwig estudou balé e piano.

Sua carreira foi impulsionada ao estrelar, em 1933, o filme tcheco Ecstasy, de Gustav Machatý, rodado em Praga. Uma das cenas entrou para a história do cinema quando Hedy, completamente nua, corria entre a vegetação, banhava-se em um rio e simulava um ato sexual, com a câmera dando um close em seu rosto no momento do orgasmo. Para se obter as expressões de êxtase (olha aí o nome do filme), reza a lenda que espetaram um alfinete em suas nádegas. 
Mais curiosidades sobre o filme: foi o primeiro filme não pornográfico a mostrar um nu frontal (o dela).

O belo nu frontal captado pelas câmeras de Machatý causou revolta no marido da atriz, Friedrich Mandl. 
Eles haviam casado recentemente e Mandl, um vienense fabricante de armas, 13 anos mais velho que ela, dono de uma fortuna, gastou altas somas tentando readquirir e destruir as cópias do filme. Felizmente, não conseguiu dar fim a todas. 

Ele era um marido controlador, que tentava mantê-la trancada na mansão do casal, onde ela era vigiada por uma empregada. Eles frequentavam jantares no qual comparecia a ascendente elite nazista, com quem Mandl se relacionava. Ele a exibia como a uma obra de arte. Como várias artistas alemãs e austríacas, Hedy não concordava com o regime nazista, mas, em anos pré-Segunda Guerra era obrigada a comparecer a tais eventos. 

Ela não precisou suportar os nazistas e muito menos o marido por muito tempo. Em 1937, vivendo ainda em Viena, ela dopou a empregada e vestiu suas roupas, se disfarçando. Com todas as suas jóias, Hedy seguiu para Paris, onde pediu o divórcio.
Uma vez que recebia um péssimo tratamento de seu marido e estando cada vez mais perto de suas amizades nazistas, essa era a única e melhor opção que a jovem artista judia podia tomar.

Curiosidade: mesmo amigo de nazistas, Mandl era judeu.

De Paris, ela foi para Londres e, depois, para Hollywood, onde pôde retomar sua carreira. 
Quando trabalhou em Berlim com o produtor e diretor teatral Max Reinhardt, ela a considerava a mulher mais bela da Europa. Na capital do cinema, ela seria considerada a mais bela do mundo, a própria Deusa da Beleza.

Atuando em filmes onde sua beleza se destacava, Hedy também era sedutora e elegante, abusando do glamour em uma época onde isso era essencial.

Ela afirmava: "Qualquer mulher pode ser glamurosa: basta ficar quieta e fazer uma expressão de burra".

Porém, ela não era apenas um bela mulher. Também era inteligente, aliás, inteligentíssima!

Quando ainda era casada com Mandl, Hedy não participava somente de eventos sociais. Também frequentava os encontros técnicos de seu marido. Possuindo grande aptidão à matemática, ela aprendeu os princípios de tecnologia militar, principalmente no que dizia respeito ao interesse de Mandl: controlar torpedos por ondas de rádio. 


O invento

O músico George Antheil também era alguém muito inteligente. Além da música, ele se dedicava à invenções, tendo se notabilizado ao experimentar o controle autômato de instrumentos musicais (como o visto no filme Ballet Mécanique, de Fernand Léger, de 1924). Antheil tinha tão vasto conhecimento geral que escreveu um livro sobe endocrinologia. Ele e Hedy se conheceram por volta de 1940, quando passaram a ser vizinhos em Hollywood. Ela o procurou buscando conselhos sobre como aumentar os seios (lembrem-se que ele possuía um vasto conhecimento). Acabaram ficando amigos.


George Antheil


Nessa época, ela, que tinha muitos conhecimentos de física e eletrônica, tendo acompanhado o trabalho de seu ex-marido, já havia criado o Frequence Hooping (Alternância de Frequências), que funcionava assim: se o emissor e o receptor mudassem constantemente de frequência, somente eles poderiam se comunicar, sem correrem o risco de serem interceptados pelo inimigo.

O site nerdpai.com nos explica melhor: "Imagine sua estação de rádio mudando de posição constantemente e seu aparelho acompanhando a alternância. Você conseguiria ouvir a transmissão, mas outros rádios não teriam como sintonizar a estação, por não saber qual a posição certa no dial, até porque ela mudaria constantemente".

Para saber como realizar isso, Hedy contou com a ajuda de seu amigo músico Antheil, que tinha raiva de Hitler, pois o ditador realizou uma caça à Música Moderna (que considerava uma "aberração judaica") em prol do Romantismo (Wagner).  Sua solução veio justamente de sua obra Ballet Mécanique (a música): a sincronização entre emissor e receptor seria feita exatamente como ele fez ao sincronizar 16 pianos no filme, usando rolos perfurados. 
Transportando para os transmissores e receptores de rádio, ele e Hedy Lamarr desenvolveram uma técnica capaz de usar 88 frequências diferentes numa mesma transmissão, o mesmo número das teclas de um piano.
Aliás, ambos experimentaram ao piano, em um dueto: ela repetindo em outra escala as notas que ele tocava, experimentando o controle dos instrumentos. 

A ideia recebeu o nome de Sistema de Comunicação Secreta.

Eles patentearam o invento em 1942. Ela assinou como Hedy Kiesler Markey, achando que não seria levado a sério se assinasse Hedy Lamarr. Porém, os militares não gostaram de sistema adaptado de um instrumento musical. Hedy e Antheil passaram a colaborar par alevantar fundos para a guerra, mas, usando apenas suas famas de artistas.


Parte da patente de Hedy Lamarr e George Antheil.


A patente ficou esquecida até 1957. Nesse ano, engenheiros da Sylvania criaram um sistema que usava o mesmo projeto, mas eletrônico e não mecânico. Até 1962, esse projeto ficou em sigilo, quando foi utilizado na crise dos Mísseis Cubanos. Infelizmente, nessa ocasião, a patente de Hedy e Antheil (que faleceu em 1959) já havia expirado. 



Nos dias de hoje

Novamente, o site nerdpai.com nos explica.
"Hoje, a ideia de alternância de freqüência serve como base na técnica moderna de comunicação por espalhamento espectral, que garante a confiabilidade dos dados. Essa técnica é usada hoje nos protocolos Bluetooth, Wi-Fi e CDMA. Portanto, toda vez que você fizer uma ligação, lembre-se que uma estrela de Hollywood tornou isso possível". 

Resumindo tudo isso, foi graças à invenção de Hedy Lamarr que surgiu a tecnologia necessária para a telefonia celular. 

Mas, nem ela e nem sua família ou a família de seu amigo e parceiro receberam um centavo por sua invenção.

Somente em 1997, quando ela estava com 84 anos e Antheil já falecido, ambos foram homenageados com um prêmio da Eletronic Frontier Foundation, entidade sem fins lucrativos dos EUA que luta pelos direitos digitais. Na ocasião, Hedy Lamarr declarou por telefone: "O que eu ganho com isso? Não tenho motivo para estar orgulhosa desse prêmio".

Em 2005, o primeiro Dia dos Inventores, na Alemanha, foi criado em sua honra, em 09 de novembro, data de seu aniversário de 92 anos.



Voltando à Estrela

Em 1938, após sua fuga de Viena, ela estrelaria ao lado de Charles Boyer o filme Argélia (Algiers), dirigido por John Cromwell. Ao lado de Robert Taylor, apareceu em 1939 no filme Flor dos Trópicos (Lady of the Tropics), dirigido por Jack Conway e Leslie Fenton. De 1940 até 1948, Hedy Lamarr apareceu em 16 filmes.

Em 1949 seu nome entraria definitivamente para a história do cinema ao estrelar Sansão e Dalila (Samson and Delilah), dirigido por Cecil B. DeMille, onde interpretava Dalila e atuava ao lado de Victor Mature (Sansão), e ainda, George Sanders e Angela Lansbury. Nesse filme, sua beleza e sensualidade são lembradas até hoje.

Depois desse sucesso, apareceria em mais doze filmes até 1958.

Nos anos 60, foi acusada de roubo, sendo considerada inocente.

Em 1998 uma ilustração de seu rosto foi usada Corel Corporation na publicidade para o CorelDRAW8 software, sem a autorização da atriz. Em 1999, o caso foi resolvido.



A fotografia original e a ilustração usada pela empresa Corel Company.



Hedy Lamarr faleceu na Flórida, EUA, em 19 de janeiro de 2000, aos 86 anos. Seu desejo foi atendido: suas cinzas foram levadas para Viena e espalhadas na floresta Wienerwald.



Curiosidades

Casou-se seis vezes. Entre seus maridos estavam o roteirista Gene Markey e o ator John Loder. Namorou o brasileiro Jorginho Guinle.

Foi uma das primeiras mulheres a fazer implante de silicone, aumentando os seios.

Era a dona da mansão usada no filme A Noviça Rebelde (The Sound of Music), de 1965.

Em sua biografia escreveu que para se tornar estrela em Hollywood era preciso ir para a cama com agentes, atores, diretores e produtores. "E nessa ordem. É brutal, mas, é a realidade", afirmou.

Fora o processo na empresa Corel Corporation, processou também o diretor Mel Brooks,por ter utilizado seu nome no filme Banzé do Oeste (Blazing Saddles), de 1974.

No jogo de computador Half-Life 2, o personagem Dr. Isaac Kleiner possui um headcrab de estimação chamado Lamarr, em sua homenagem.

Seu sobrenome Lamarr é uma homenagem à atriz Barbara La Marr, famosa em Hollywood nas décadas de 1910 e 1920, tendo falecido  em 1926 aos 29 anos. O poderoso presidente da MGM Louis B. Mayer, que era fã de Barbara, foi quem escolheu o sobrenome. Louis contratou Hedy ainda em Londres, após a fuga de Viena.

Hedy Lamarr serviu de inspiração para Walt Disney criar (ninguém menos) que o personagem Branca de Neve.









Fontes:
http://cinemaclassico.com/
http://ofalcaomaltes.com/
http://www.geek.com.br/
http://ela.oglobo.globo.com/
http://nerdpai.com/
http://www.hedylamarr.com/
http://www.hedylamarr.org/
http://www.doctormacro.com









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