terça-feira, 28 de janeiro de 2014

MODESS, a tolha hiygienica moderna para a mulher moderna - 1938




MODESS, a tolha hiygienica moderna para a mulher moderna.

Revista Carioca, novembro de 1938.

Obs. Era preciso enviar uma carta para comprar e receber o produto e um livrinho explicativo.









segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

CRÔNICAS DE JOTA EFEGÊ - STEFANA DE MACEDO

Jota Efegê
Livro: Meninos, eu Vi, Funarte, 2007.
Arquivo Marcelo Bonavides


Há 112 anos, em 27 de janeiro de 1902, nascia no Rio de Janeiro o jornalista JOTA EFEGÊ (João Ferreira Gomes). Ele também era musicólogo, historiador, cronista e pesquisador, sendo testemunha de vários acontecimentos de nossa música popular brasileira e cultura em geral.

Escreveu para várias publicações, como o Jornal das Moças, revistas Carioca, Noite Illustrada, aposentando-se pelo jornal Diário Carioca.

Também escreveu vários livros falando sobre nossa música, entre eles, Ameno Resedá - O Rancho que foi Escola, em 1965; Maxixe, a dança excomungada, em 1974; Figuras e coisas da Música Popular Brasileira, vol. 1, em 1978 e o vol. 2 em 1980. Em 1982, lançou Figuras e coisas do Carnaval Carioca e, em 1985, Meninos, eu Vi, sobre os eventos e fatos que presenciou em nossa música.

Jota Efegê faleceu no Rio de Janeiro, em 25 de maio de 1987.

Dele, vou reproduzir uma crônica publicada originalmente no jornal O Globo, em 27 de agosto de 1974, onde fala sobre a cantora e pesquisadora de folclore Stefana de Macedo. Seu relato seria incluso no livro Meninos, eu Vi, de sua autoria e publicado em 1985.
Chamo atenção para a idade de Stefana. Em sua crônica, Jota Efegê, cita a cantora com 23 anos em 1928, levando a crer que ela teria nascido em 1905. Porém, a data mais frequente citada do nascimento de Stefana é o ano de 1903. Assim foi citado na revista Phono-Arte de julho de 1930, que depois se corrigiu citando o ano de 1909. O Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira dá como sendo 1903 o nascimento da cantora.

De qualquer forma, o texto é uma de uma rica informação e uma justa homenagem, sendo publicado pouco depois de Stefana falecer.

Aqui, você confere a biografia de Stefana de Macedo: http://zip.net/bpmdwJ



Stefana de Macedo em 1928.







STEFANA, A FIEL INTÉRPRETE DAS CANÇÕES FOLCLÓRICAS

Por Jota Efegê



De uma geração que teve Olgarita dell´Amico, Patrício Teixeira, Alda Verona, Gastão Formenti, Olga Praguer Coelho e Elisinha Coelho (numa citação feita ao aflorar da memória), Stefana de Macedo firmou destaque. Intérprete de muita autenticidade do folclore nordestino, em especial o da terra pernambucana, onde nasceu, marcou sua presença em nosso meio artístico somando merecidos louvores.

Talvez a gente moça, desatenta no que houve antes, ignore a importância da cantora Stefana, mas os estudiosos, os que não a alcançaram em pleno fastígio artístico, devem estar informados de sua categoria. Tendo ocorrido agora, na primeira quinzena de agosto, seu falecimento e sem ter provocado nos jornais, mesmo nas colunas especializadas, o registro biográfico que lhe seria de justiça, cabe aqui um preito de recordação.


O FOLCLORE COM EXATIDÃO

Ex-aluna do conceituado Colégio Ramp Williams, em Botafogo, onde fez sua iniciação musical aprendendo piano, logo depois dedicava-se ao violão tendo como mestres Patrício Teixeira e Rogério Guimarães. Assim, em 1928, aos 23 anos, ao fazer sua estréia no recital que realizou no desaparecido Teatro Lírico cantando e acompanhando-se ao violão num programa inteiramente folclórico, marcou seu primeiro triunfo. Registrava o que os críticos classificaram acertadamente de “estréia auspiciosa”. Saudavam-na, todos, como fiel intérprete do cancioneiro nordestino.
Outros recitais ensejaram-lhe novos louvores e fizeram com que as gravadoras fonográficas a atraíssem para os seus estúdios. A etiqueta Odeon, e depois a Columbia, editaram-na em excelentes discos que prontamente saíam das prateleiras consagrando a magnífica intérprete de História triste de uma praieira, Mãe Maria Camundu (sic), Bicho caxinguelê, Sussuarana, Sodade caboca, Nos cafundó do coração, Era aquilo só, Saia do sereno e tantas mais cuja autoria de versos e música eram dela própria, João pernambuco, Heckel Tavares, Luiz Peixoto, Olegário Mariano, Adeimar (sic) Tavares e de outros nomes de igual valia.


NO COLÓN COM VILLA-LOBOS

O prestígio que a aureolava como magnífica intérprete de nosso folclore dez com que, quando da visita do presidente Getúlio Vargas à Argentina, a levassem para uma exibição em Buenos Aires. Lá no famoso Teatro Colón, tendo a acompanhá-la Villa-Lobos ao piano, cantando alguns números de autoria de seu acompanhante e vários de seu bem cuidado repertório, viu toda a platéia delirar em aplausos e da insistência de bis. Tal consagração valeu-lhe um honroso contrato na Rádio belgrano com suas audições nos horários nobres, o das estrelas.
A evidência de sua categoria, a par do sucesso que as gravadoras às quais estava vincuçada alcançavam editando seguidamente as “chapas” que a tinham como intérprete, faziam-na viver sob constantes solicitações e ser alvo de seguidas homenagens. A que lhe prestou a Academia de Letras de São Paulo, onde foi saudada por Pílio Salgado que – por doença de Menotti del Picchia o sibistituiu – , se desobrigou a contento exaltando-lhe seus méritos, foi, inegavelmente, uma das mais expressivas.
Sobre Stefana de macedo, consagrando-a, muito ficou nos registros da imprensa de sua época, mas um deles, o que se encontrou na revista Phono-Arte de 15 de fevereiro de 1930, merece ser aqui reproduzido: “...O sucesso de Stefana reside num fato simples e lógico: sendo nortista e conhecendo profundamente as melodias, os ritmos, as maneiras de cantas daquelas bandas e também sabendo o interessante folclore poético que lá existe, ela se tem consagrado exclusivamente a ele. É, pois, uma intérprete autêntica...”

O Globo, 27.8.74, p.34, 2º Caderno.








Agradecimento ao Arquivo Nirez











domingo, 26 de janeiro de 2014

Refrigerador ELECTROLUX, 1935




O Refrigerador "ELECTROLUX" resolve o problema da refrigeração domestica, podendo funccionar em qualquer logar, embora desprovido de luz electrica.














Agradecimento ao Arquivo Nirez








quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

LAMARTINE BABO e suas Composições





Lamartine Babo nasceu há 110 anos, em 10 de janeiro de 1904, no Rio de Janeiro. Está entre os melhores compositores brasileiros de todos os tempos, tendo deixado composições inesquecíveis, quer nas festas juninas, em hinos de futebol ou no carnaval, onde reinou por décadas.
Hoje, trago algumas músicas de sua autoria que não são tão conhecidas, porém, não são menos interessantes. Entre elas, Os Calças Largas, sua primeira composição gravada.





Os Calças Largas
Marcha
Gravada por Frederico Rocha
Disco Odeon Record 123.268, Matriz 1093
Gravado provavelmente em 1926



Nunca, Jamais
Marcha charleston
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.328-B, matriz 2231
Lançado em janeiro de 1929



Gemer Num Violão
Samba (na verdade, um foxtrot)
Gravado por Aracy Côrtes
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.471-B, matriz 2.876
Lançado em outubro de 1929




Rosinha
Marcha ragtime
Gravada por Francisco Alves
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.628-B, matriz 3632
Lançado em junho de 1930




A Tua Vida é um Segredo
Samba
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento do Grupo da Guarda Velha
Disco Victor 33.614-B, matriz 65615-3
Gravado em 02 de dezembro de 1932 e lançado em fevereiro de 1933




Bem Te Vi
Marcha de rancho
Gravada por Gastão Formenti
Acompanhamento do Grupo da Guarda Velha
Disco Victor 33.615-A, matriz 65633-1
Gravado em 27 de dezembro de 1932 e lançado em fevereiro de 1933




Marchinha Nupcial
Marcha
Gravada por Carmen Miranda
Acompanhamento dos Diabos do Céu sob a direção de Pixinguinha
Disco Victor 33.736-B, matriz 65908-1
Gravado em 06 de dezembro de 1933 e lançado em janeiro de 1934




Chora, Chora
Marcha
Gravada por Luís Barbosa
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.201-A, matriz 5014
Gravado em 20 de abril de 1935 
e lançado no suplemento de março/abril desse ano




Hino do Carnaval Brasileiro
Hino Marcha
Gravado por Almirante
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.692-A, matriz 5987
Gravado em 08 de dezembro de 1938 e lançado em janeiro de 1939









Agradecimento ao Arquivo Nirez








domingo, 12 de janeiro de 2014

LUISE RAINER E SEUS 104 ANOS!



Hoje, a atriz LUISE RAINER completa 104 anos de vida!

Luise nasceu na Alemanha em 12 de janeiro de 1910.
Atualmente, ela mora em Londres, no mesmo apartamento que pertenceu à atriz Vivien Leigh.
Ano passado, postei algumas curiosidades sobre Luise, que ganhou dois Oscar em anos consecutivos como melhor atriz. 
Confiram as fotos do ano anterior: http://zip.net/bkl4kG

Algumas curiosidades sobre Luise Rainer e o Oscar:

  • É a atriz que mais viveu após ganhar um Oscar.
  • A primeira atriz alemã a receber um Oscar.
  • A única atriz a receber o Oscar durante a década de 1930 que ainda vive. 


E mais!

Ganhou duas vezes o Oscar na categoria de melhor atriz em anos consecutivos, sendo a primeira atriz na história do cinema a conseguir esse feito: em 1937, por The Great Ziegfeld (Ziegfeld, o criador de estrelas - 1936), onde interpretou Anna Held; e em 1938, por The Good Earth (Terra dos Deuses - 1937), onde interpretou O-Lan, ao lado de Paul Muni.

































Créditos das fotos:
www.clickautographs.com
abriegrowsinbrooklyn.com 
www.popscreen.com
blog-ofilme.blogspot.com 
filmow.com
jirirezac.photoshelter.com
acertaincinema.com
http://www.doctormacro.com/






quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ARACY CÔRTES, 29 ANOS DE SAUDADE

A bella cantora exclusiva da "COLUMBIA"
Partitura de Moreno Faceiro, samba de Custódio Mesquita,
gravado por Aracy Côrtes em 1932.



Há 29 anos falecia ARACY CÔRTES, a primeira grande cantora da Era de Ouro da MPB.

Aracy Côrtes nasceu em 31 de março de 1904 no Rio de Janeiro, faleceu nessa mesma cidade em 08 de janeiro de 1985, poucos meses antes de completar 81 anos.


Ela se tornou um nome bastante famoso no teatro musicado dos anos 20, chegando a ser considerada uma das mais queridas rainhas do teatro de revista. Nos palcos, coube à ela lançar compositores como Ary Barroso e Assis Valente. Foi ainda a criadora do famoso samba Jura, de Sinhô (em 1928), tendo também lançado um novo estilo musical, o samba-canção, com Linda Flôr - Yayá (Ai Yôyô), de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto.




Um Sorriso
Samba canção de Benedito Lacerda
Acompanhamento da Orquestra Odeon
Disco Odeon 11.144-B, matriz 4880
Gravado em 17 de julho de 1934 e lançado em agosto 




Em 25 de janeiro de 1936, a revista carioca publicou uma matéria sobre Aracy, considerada a Rainha do Samba. Transcrevi a reportagem na íntegra. Seu nome de batismo era Zilda de Carvalho Espíndola. A revista grafou como Spindola ou Spinola. 




 Zilda SPINDOLA
A RAINHA DO SAMBA...
Como nasceu Aracy - a cantora que foi de circo... - 
Agora só "broadcasting"








Aracy Côrtes em início de carreira.




Carioca entrevistou varias figuras de relevo do nosso "broadcasting". Sylvinha mello, Alzirinha camargo, Olga Praguer, Christina Maristany, as Irmãs Pagãs, Marilia Baptista... e quantas mais! Ainda não haviamos, porém, entrevistado Zilda Spinola, authentica rainha do samba...
- Zilda Spinola? - perguntará, surprehendido, o leitor. - Francamente, não me recordo de ter ouvido esse nome...
Cantora, pianista, declamarora? Quem será Zilda Spinola, - deixemos que se dissipe o mysterio, - não é senão o nome verdadeiro, o nome authentico de Aracy Côrtes, a interprete inconfundivel de nossa musica popular. E, agora, na certa, o leitor declarará:

- Ora! Aracy... Tambem quem é que não a conhece?

Pouca gente sabe que é esse o nome de Aracy, - que, ha pouco, regressou da Argentina, depois de ter conquistado expressivos triumphos no Prata. E isso porque a festejada artista só usou seu verdadeiro nome quando estreou, em 1919, no Democrata Circo. Ali, demorou pouco tempo, ingressando logo numa companhia de revistas que trabalhava no Theatro Recreio, sob a direcção de João de Deus.

Trabalhando na revista "Nós pelas costas", foi, então, chrismada com o pseudonymo de Aracy Côrtes, que transformou num dos maiores nomes do nosso theatro popular e do nosso "broadcasting".

Dessa temporada, Aracy não tem saudades. Seguiu para S. Paulo e, voltando mais tarde ao Rio, foi a Campos como empresaria, para logo depois ser contratada pela Empresa Paschoal Segreto, estrando no Theatro S. José, na revista de Duque e Oscar Lopes: "Sonho de opio".
E accrescenta:

- Ha por ahi quem diga maldosamente que só consegui ser "estrella" na praça Tiradentes. É falso. Pondo a modestia de parte brilhei na praa dos Caboclos e brilhei, na Avenida, no Gloria, no Cassino Beira-Mar, no Phoenix e no antigo Palace Theatro. Fui com Jardel Jercolis á Europa, onde o meu exito, se é que houve, foi constatado pela imprensa. Percorri, nessa occasião, Portugal, Hespanha, França e Itália.

- O publico já está saudoso. Quer vêl-a em scena - dissemos nós.

- E eu também estou saudosa delle, mas, infelizmente, o theatro de revista está em situação precária. É doloroso dizer-se que a capital do brasil, a "Cidade Maravilhosa", não tenha para os turistas, não como novidade, mas como passatempo, um só theatro musicado funccionando...

- E quanto á sua viagem á Argentina?

- Fui contratada pelo empresario Cai(?) Elle ficou satisfeitissimo, porque conseguir agradar na Argentina é um "caso muito sério". Os platinos, comquanto não sendo jacobinos, gostam muito do que é deles, e defendem muito, artistica e monetariamente, a prata da casa. No terreno artistico lá vence quem tem merito real.
Aliás, V. não ignora isso. É dos livros, como se diz lá no morro! Ficaram satisfeitissimos com a interpretação dos nossos sambas, com os "bréques" e contracantos, creação dessa sua creada. Ha quem diga que não, mas eu tenho a certeza, embora não cobre direitos autoraes.

- Quaes os seus autores predilectos?

- Todos aquelles que escrevem boas revistas.

- Das peças que já representou, qual a de que mais gosta?

- Duas:"Cidade Maravilhosa" e "Miss Brasil". E já agora aproveito para dizer que os dois sambas que mais me impressionaram até hoje foram: "Ai yôyô", de Luiz Peixoto e Vogeler, e "Sorris", letra e musica de J. J. Soares.

- E, agora, - dissemos nós, - um pouco de suas preferencias. Qual o seu manjar predilecto?

Aracy deu uma gostosa gargalhada e respondeu:

- Espiga de milho cozido.

- E, se fosse rica, que faria?

- Viajaria muito, muitissimo. Teria criadagem especial para tratar exclusivamente das malas, chapelarias, etc.

Despedimo-nos. Aracy trouxe-nos, gentilmente, até o elevador, onde accrescentou:


- Diga na CARIOCA que eu até nova ordem estou no radio, porque sou positivamente do radio: - cansa pouco e popularisa mais!...



Aracy Côrtes
Revista Carioca, 1936








Aracy Côrtes
Revista Carioca, 1936









Agradecimento ao Arquivo Nirez









sábado, 4 de janeiro de 2014

ADEUS À ALICIA RHETT

Alicia Rhett, como India Wilkes em ...E o vento levou, 1939.
www.people.com


Faleceu nessa sexta-feira, dia 03 de janeiro, a atriz e pintora ALICIA RHETT.
Alicia ficou conhecida por interpretar Índia Wilkes no filme ...E o vento levou (Gone with the Wind), de 1939.
Ela morava na Carolina do Sul (EUA) e estava com 98 anos.
Alicia Rhett nasceu em Savannah, cidade do estado da Geórgia (EUA), em 01 de fevereiro de 1915.
Nós fizemos uma homenagem à ela por ocasião de seu 98º aniversário, com várias fotos, confiram: http://zip.net/btl0t4


Do elenco de ...E o vento levou, ainda estão vivos:  Olivia de Havilland (Melanie Hamilton, nascida em 1º de julho de 1916) Mary Anderson (Maybelle Merriweather, nascida em 3 de abril de 1920) e Mickey Kuhn (Beau Wilkes, nascido em 21 de setembro 1932).


Alicia Rhett, como India Wilkes em ...E o vento levou, 1939.


Alicia Rhett em abbril de 2012.
Ela recebeu a Medalha Hubble em sua casa
na Carolina do Sul.


Ao lado de Howard Hickman, que interpretava seu pai, John Wilkes.










quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

MÁRIO REIS interpreta SINHÔ

Mário Reis


Um de nossos grandes intérpretes foi o carioca Mário da Silveira Reis, mais conhecido por MÁRIO REIS.

Nascido em 31 de dezembro de 1907, Mário chegou a cursar direito na mesma turma que Ary Barroso.
Em meados dos anos 20, passou a ter aulas de violão com o compositor Sinhô, que gostando de sua voz e forma de interpretar as canções levou o jovem para gravar seu primeiro disco, com as músicas O Que Vale a Nota Sem o Carinho da Mulher? e Carinhos de Vovô.
Realmente, Mário Reis cantava diferente. Não possuía o vozeirão predominante nos cantores de seu tempo, ao contrário, tinha uma voz calma e suave. O surgimento da gravação elétrica proporcionou um início bem sucedido no disco. Sua voz poderia ser ouvida tal e qual ele havia cantado no estúdio.
Seu estilo agradou o público e seus discos vendiam bastante.
Seu primeiro grande sucesso foi o samba Jura, de Sinhô, que ao lado da gravação de Aracy Côrtes, obteve recordes de vendas.

O sucesso de Mário Reis começou a chamar a atenção dos outros grandes cantores. Francisco Alves, já considerado o de mais prestígio, teve uma feliz ideia: os dois poderiam gravar juntos.
Chico, com seu vozeirão, e Mário, com sua voz suave. Deu certo!
Ao todo foram vinte e quatro gravações, onde as vozes se casam perfeitamente, de forma harmônica e bela.

Porém, hoje, eu venho apresentar as gravações que Mário Reis registrou na Odeon de autoria de Sinhô. Ele regravaria algumas nos anos cinquenta.
As que eu trago foram feitas entre 1928 e 1930.



Sinhô


Que Vale a Nota Sem o Carinha da Mulher?
Samba
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.224-A, matriz 1741-I
Lançado em agosto de 1928




Carinhos de Vovô
Romance
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.224-B, matriz 1740
Lançado em agosto de 1928




Sabiá
Canção
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.257-A, matriz 1935
Lançado em outubro de 1928




Deus nos Livre do Castigo das Mulheres
Samba
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.257-B, matriz 1936
Lançado em outubro de 1928




Jura
Samba
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.278-A, matriz 2070
Lançado em novembro de 1928




Gosto que me Enrosco
Samba
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.278-B, matriz 2003
Lançado em novembro de 1928




Carga de Burro
Samba
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.387-B, matriz 2518
Lançado em maio de 1929




A Medida do Senhor do Bonfim
Samba
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.459-A, matriz 2814-1
Lançado em agosto de 1929




Cansei
Samba canção
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.459-B, matriz 2813
Lançado em agosto de 1929




Já é Demais
Samba canção
Acompanhamento da Orquestra Pan American, 
sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 10.614-B, matriz 3540-1
Lançado em junho de 1930










Agradecimento ao Arquivo Nirez











quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

CHEGOU 2014

Revista Carioca, 28 de dezembro de 1935.





Assim como em 1936, Marília Batista abre o ano de 2014, cujo 01 de janeiro também cai em uma quarta-feira.







Agradecimento ao Arquivo Nirez







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