quinta-feira, 30 de outubro de 2014

RACHEL DE QUEIROZ - PREMIADA PELA FUNDAÇÃO GRAÇA ARANHA EM 1931




PRÊMIO DE ROMANCE DA FUNDAÇÃO GRAÇA ARANHA

"Rachel de Queiroz, cearense, de 19 annos, levantou o premio de romance da Fundação Graça Aranha. Coube-lhe a distincção por meritos do romance de costumes regionaes Quinze, no qual focalisa a paizagem e as tragedias humanas da grande secca do anno de 1915, no Ceará".
Revista A Noite Illustrada, 04 de fevereiro de 1931.
Arquivo Nirez.









quinta-feira, 9 de outubro de 2014

MONTE CARLO, 1931 poster do filme

Revista O Cruzeiro, 08 de agosto de 1931.
Arquivo Nirez.







DIVINO PECCADO, 1931 poster do filme

Revista O Cruzeiro, 25 de julho de 1931.
Arquivo Nirez.







MARLENE DIETRICH - AS PERNAS MAIS BELAS DO CINEMA




Marlene Dietrich foi, sem dúvida, uma grande mulher. Não somente por sua beleza e glamour, mas, por ter se engajado durante a II Guerra Mundial contra o Nazismo, indo diretamente para o Front, onde a guerra estava acontecendo e (correndo risco de morte) entretendo milhares de soldados que, por algum momento, se esqueciam dos horrores da guerra ao som de sua voz. Depois da Guerra, Marlene passou a cantar cada vez mais. Cantar os amores, dissabores e, principalmente, cantar pela paz.


Alemã de nascimento, naturalizou-se americana nos anos 30, em resposta aos nazistas que a queriam como musa. Quando foi para Hollywood, já como estrela de O Anjo Azul, ingressou como musa exótica. Hollywood sempre contratou estrelas internacionais, como Pola Negri, Greta Garbo, Asta Nielsen, entre outras, para exibi-las como mulheres fatais envoltas em mistério. A época pedia isso e até atrizes americanas, como Theda Bara, teriam suas biografias mudadas para se tornarem pessoas vindas de muito longe, do oriente ou de algum lugar onde só nossa imaginação podia vislumbrar.


A matéria de Raul Lellis, para O Cruzeiro, de 04 de junho de 1931, mostra essa realidade, onde o exótico encantava. Mas, também nos mostra o nascimento do mito Marlene Dietrich, cujas belas pernas encantaram até a idade avançada.
Marlene mulher, beleza e talento, das páginas de O Cruzeiro para o nosso blog, graças ao Arquivo Nirez.


Marcelo Bonavides de Castro




AS MAIS BELLAS PERNAS DO CINEMA

Por Raul Lellis

“Exotica flor meridional, nascida e creada na estufa dos valles germânicos, Marlene Dietrich tem em si, a um só tempo, no rosto a frieza estranha das mulheres nordicas, e no corpo a morna perfeição de linhas que é o maior thesouro das mulheres do sul.


Nos seus olhos, na curvatura forte dos seus labios, no arqueado leve dos seus supercilios, parece haver a sombra de um mysterio que a vontade e o espirito humano não penetram. Quando, lentas e doces, as suas palpebras descem, velando-lhe a luminosidade dos olhos irisados de fulgurações perturbadoras, quem a contempla, na tela embora, lembra, involuntariamente, a preguiça luxuriosa de um felino que cerrasse os olhos para melhor sonhar, nas trevas interiores, com a presa que lhe desperta a gula...     


Mas a vida, toda a vida dessa mulher fascinadora e differente de todas a mulheres, parece que se concentrou nas suas pernas, nessas pernas que falam mais do que os olhos, do que os labios, do que o corpo todo, nessas pernas que são como columnas talhadas por cinzel de mestre para sustentar-lhe a maravilha esculptural do corpo.


Hoje, depois de ter visto Marrocos e Deshonrada, os dois films da estrella, a critica americana, elogiando-lhe o trabalho, elogia-lhe tambem as pernas, por conta das quaes corre, no dizer de Von Sterneberg, cincoenta por cento de seducção da artista...


Que mulher!...
Della não dizem bastante os flagrantes photographicos que aqui ficam?
Seria crueldade exhibir mais...
Raul Lellis.”       


Obs. Matéria copiada na íntegra, com grafia, acentuação e pontuações originais.

































domingo, 5 de outubro de 2014

CARMEN MIRANDA E SUAS IRMÃS EM 1935



"Uma photographia rara, colhida especialmente para esta revista. Nella apparecem as tres irmãs Miranda: Carmen, ao centro, Aurora, de vestido preto, com pingos, e Cecília, de vestido branco com gravata preta. Carmen e Aurora estão fazendo successo em Buenos Aires, na Radio Belgrano".









Agradecimento ao Arquivo Nirez









quinta-feira, 2 de outubro de 2014

GENÉSIO ARRUDA, 47 ANOS DE SAUDADE

Genésio Arruda
O Cruzeiro, 14 de fevereiro de 1931.
Arquivo Nirez



Há 47 anos falecia GENÉSIO ARRUDA, um dos primeiros criadores da figura do caipira no teatro, rádio e cinema.

Nascido em Campinas (SP), em 28 de maio de 1898, Genésio Soares de Arruda Junior, cujo nome artístico era Genésio Arruda, foi um dos pioneiros da música sertaneja.
Além de cantor, ele era compositor, radialista, cineasta e produtor.

Em 1929, ele foi protagonista do primeiro filme falado no Brasil, a comédia Acabaram-se os Otários, dirigida por Luiz de Barros, ao lado de Tom Bill e Paraguaçu. O roteiro era do diretor e se baseava em uma história do escritor Menotti Del Picchia. Contava a história de dois caipiras e um colono italiano que chegavam a São Paulo. Todos ingênuos, são enganados por malandros e caem num conto do vigário, acreditando que haviam comprado um bonde. Acabam sem dinheiro, precisando voltar ao interior.


http://pt.wikipedia.org/



efemeridesdoefemello.com



Esse causo da compra de um bonde foi inspirado em um fato verídico, onde um mineiro fora passado para trás ao comprar um bonde de um malandro. O fato virou até título de uma peça do teatro de revista, Compra um Bonde, e foi largamente explorado nas músicas da época.

Acabaram-se os Otários trazia em sua trilha sonora canções como, Bem te vi, Sol do Sertão, de Paraguaçu, e Carinhoso, de Pixinguinha, em cujo selo do disco de 1928 vinha apenas Carinhos.

Em 1931, Genésio dirigiu o filme Campeões de Futebol, onde trazia a estrela do teatro musical Otília Amorim e o cantor Paraguaçu. Ainda montou sua Companhia Genésio Arruda, apresentando várias revistas musicais, tendo em seu elenco figuras de destaque como Zaíra Cavalcanti.

Em 1941, gravou com o grupo Sua Gente dois humorísticos, contando com a participação de Luiz Gonzaga (em início de carreira) na sanfona.

Genésio fez gravações desde os anos 20. Uma de destaque foi o samba Deixei de ser Otário, da autoria de Osvaldo Gogliano (Vadico), e que fazia parte do filme Acabaram-se os Otários.

Sua figura de caipira iria inspirar décadas depois outro grande artista, Mazzaropi. Ambos atuaram juntos no filme Trizteza do Jeca, de Mazzaropi, de 1961.

Genésio Arruda era irmão do também artista Sebastião Arruda.


Ele faleceria em 03 de outubro de 1967, aos 69 anos.





DEIXEI DE SER OTÁRIO
Sambinha de Osvaldo Gogliano (Vadico)
Acompanhamento de Conjunto Típico
Disco Columbia 5.098-B, matriz 380278-2
Lançado em outubro de 1929




PÉ NO CHÃO
Maxixe de F. Sampaio
Acompanhamento de Conjunto Típico
Disco Columbia 5.098-B, matriz 380279-2
Lançado em outubro de 1929




O JOSÉ PELIN
Cena Cômica de Antenógenes Silva e Nicolau Teixeira
Genésio Arruda gravou com Nicolau Teixeira
Disco Pharlophon 13.232-A, matriz 3820
Lançado em 1930
Obs. A gravação faz alusão à passagem do Graff Zepelin pelo Rio de Janeiro em 1930.










Agradecimento ao Arquivo Nirez









quarta-feira, 1 de outubro de 2014

ZAÍRA CAVALCANTI, 101 ANOS

Zaíra Cavalcanti e Cascatinha, em 1944.
Cedoc Funarte



Há 101 anos nascia a bela e talentosa atriz-cantora, ZAÍRA CAVALCANTI, uma das grandes estrelas de nosso teatro musicado durante os anos 30, 40 e 50.



Zaíra Cavalcanti
Cedoc Funarte



Zaíra Cavalcanti
Cedoc Funarte









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