quarta-feira, 28 de outubro de 2015

HELOÍSA HELENA - 98 ANOS




Há 98 anos nascia a cantora e atriz HELOÍSA HELENA.


Filha do casal Almeida Gama, Heloísa Helena de Almeida Lima nasceu no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 1917. Seu pai era um alto funcionário do Distrito Federal (Rio de Janeiro).
Ela estudou no colégio Bennet, no bairro do Flamengo e desde criança gostou de cantar e aprendeu a tocar violão ainda cedo.

Começou a cantar de forma amadora na Rádio Roquete Pinto, onde foi ouvida pelo locutor César Ladeira, que a levou para a Rádio Mayrink Veiga, onde começou sua carreira artística profissional, cantando em inglês, idioma que dominava.


Aos doze anos de idade, na revista O Violão, em janeiro de 1929.
"A interessante menina Heloisa Helena, filha do casal Almeida Gama que com tão pouca idade já é a delicia de nossos salões cantando e acompanhando-se ao violão".



Foi uma das atrizes a se fantasiar de baiana e, assim, aparecer em um filme, antes de Carmen Miranda. No caso, o filme foi Alô, Alô Carnaval, no qual Heloísa aparecia vestida de baiana e cantando Tempo Bom, samba de sua autoria em parceria com João de Barro (Braguinha). Ela era acompanhada pelo conjunto Os Bêbados. Nesse filme, produção da Cinédia, Carmen e Aurora Miranda interpretaram a marcha Cantores do Rádio, de João de barro, Alberto Ribeiro e Lamartine Babo.

Em 1937, gravou um disco com músicas de sua autoria, Samba da Vida, samba em parceria com Valfrido Silva e Numa Roda de Samba, samba-fox somente de sua autoria. Foi acompanhada por Pixinguinha e os Diabos do Céu.
Essas músicas foram utilizadas no filme Samba da Vida, estrelado por Heloísa e dirigido pelo ator Jayme Costa, na Cinédia, em 1937.


Estrela de O Samba da Vida, 1937.


Seu segundo disco seria gravado em 1940, na Odeon, com as marchas Sarong, de Osvaldo Santiago e Jorge Murad e Marinheiro, de Alvarenga e Ranchinho, onde foi acompanhada pela Orquestra Odeon.

Heloísa Helena foi a primeira cantora a interpretar a música Carinhoso, de Pixinguinha, na versão feita por João de Barro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Essa música havia recebido versos anteriores feitos pela cantora Aracy Côrtes, e interpretada, com sucesso, por ela nos palcos. Pixinguinha, que cresceu ao lado de Aracy, ofertou a partitura original desse clássico para que sua amiga guardasse.

Era casada com o teatrólogo Paulo Magalhães.

Mesmo atuando no Cassino da Urca e Cassino Atlântico, foi aos EUA no começo da década de 1940 para um intercâmbio cultural da Embaixada norte-americana no Brasil. Em 1951 retornou ao brasil, convidada pelo produtor Chianca de Garcia, que a levou à TV Tupi.


Heloísa Helena, que possuía uma grande biblioteca,
gostaria de escrever romances, se não fosse cantora e atriz.
"Se não fosse obrigada a cantar e a representar, escreveria romances pociliaes...
Foi uma das minhas vocações, que a maioridade não conseguiu apagar. Às aventuras de Dick Turpin, Arsene Lupin e Mr. Moto, eu daria de bom agrado a minha carreira de artista...".


Em 1955 participou do filme Chico Viola não morreu.

Atuou no teatro, com sucesso, em peças como Rosa Tatuada e Um Bonde Chamado Desejo.

Também apresentou programas de televisão, entrevistando personalidades e presidentes da República.

Nos anos 60 passou a trabalhar na Rede Globo, em novelas como Verão Vermelho, Assim na Terra como no Céu, Selva de Pedra, Eu Prometo e Roque Santeiro. Também dirigiu alguns programas.

Ainda no cinema atuou em Mãos Sangrentas, Leonora dos Sete Mares, O Homem do Sputinik e Independência ou Morte, onde interpretou Carlota Joaquina.

Ao longo de sua carreira recebeu vários prêmios por sua atuação no teatro, cinema e televisão.
Em 1998, prestou depoimento ao Museu da televisão Brasileira.

Heloísa Helena faleceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1999.









Heloísa Helena ,1952,canta "N'Aimez que moi" (Joubert de Carvalho-Maria Eugênia Celso)







Agradecimento ao Arquivo Nirez







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