quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

BRASIL & PORTUGAL : teatro, música, artistas e tal. Novo livro de Thais Matarazzo



A jornalista e pesquisadora musical Thais Matarazzo cada vez mais vem trazendo ao conhecimento das novas gerações artistas de outrora, que tanto encantaram nossos antepassados. Sejam brasileiros ou portugueses, cada nome é uma importante referência na cultura de cada país de origem e, até, nos dois países. Em seu novo livro Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal, Thais nos conta a trajetória de importantes vultos do meio artístico brasileiro e português. Eu tive a honra e felicidade de ser convidado pela autora para escrever um capítulo sobre a ida da cantora brasileira Aracy Côrtes a Portugal. Conto como Aracy encantou os portugueses, fazendo sucesso por lá.



Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal


Brasil e Portugal são duas nações unidas pela mesma língua e muitas tradições. O intercâmbio cultural entre as duas pátrias datam de mais de cinco séculos. Com o intuito de divulgar cada vez mais esses laços culturais, a editora In House lança a “Coleção Luso-Brasileira”.

O livro “Brasil & Portugal: teatro, música, artistas e tal” tem o objetivo recuperar, registrar e preservar as memórias desta troca artística entre os dois países irmãos, focalizando o período de 1910 a 1960. Thais Matarazzo já tem editados outros dois títulos sobre o tema, “Irene Coelho, uma brasileira de coração português” (2011) e “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” (2013), também apresentados em Portugal.

Os desenvolvimentos dos meios de comunicação e os adventos do disco, cinema, rádio, televisão, internet, entre outros fatores, contribuíram para a difusão das artes. No tocante à música popular, o teatro de revista e o rádio foram as ferramentas mais importantes para sua popularização, até meados do século XX, envolvendo um grande números de artistas, compositores, autores e empresários.

Esse processo tem início em meados do século XIX, quando as primeiras companhias de revistas portuguesas aportaram no Rio de Janeiro. A fim de agradar o maior número possível de espectadores, as companhias somaram aos seus repertórios de músicas portuguesas diversas canções brasileiras. Também ocorreu que muitos artistas acabaram por fixar residência entre nós, vislumbrando maiores chances de trabalho, passando a integrar as nascentes companhias do teatro brasileiro. O fenômeno, em menor quantidade, aconteceu com artistas brasileiros que cruzaram a linha do Equador rumo ao continente europeu, tendo Portugal como porto principal.

Impossível registrar num único volume os nomes de todos os profissionais da arte popular que participaram desta troca cultural, mesmo porque a pesquisa de campo é muito difícil em vários aspectos, o que exigiu da autora Thais Matarazzo muito fôlego em investigações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa e Porto. O livro está dividido em duas partes: artistas brasileiros e artistas portugueses.

Para celebrar a amizade e a cultura de Brasil e Portugal, a obra traz dois prefácios, do escritor e professor brasileiro José Américo Lisboa Júnior e do autor e historiador português Jorge Trigo. O texto da contracapa é assinado pelo jornalista Jefferson Silveira e o texto da orelha é do radialista Walter Manna.

Esperamos que este volume possa servir de plataforma e referência para futuros estudos (e mais profundos) sobre a temática.


Sobre a autora

            Jornalista, escritora e pesquisadora da história do rádio e da música popular brasileira. Apresenta semanalmente a “Agenda Cultural” do programa “Solo Tango”, na Rádio Trianon AM/SP. É autora dos livros “Irene Coelho, uma brasileira de coração português” (2011), “A Música Popular no Rádio Paulista, 1928-1960” (2013), “A Dinastia do Rádio Paulista” (2013) - parceria com Valdir Comegno, “Fado no Brasil: Artistas & Memórias” (2013) - lançado em Portugal, “Artistas Negros da Música Popular e do Rádio” (2014); “A Rapaziada do Brás: seus Artistas, Memórias” (2014) e Canções” e “Vozes do Brasil, trajetórias de grandes artistas e comunicadores” (2014), pertencentes a Coleção Pró-TV, Editora In House.



Contatos
In House editora: inhouse@terra.com.br, fones (11) 4607-8747 / 99903-7599. www.inhousestore.com.br











domingo, 11 de janeiro de 2015

ADEUS À ANITA EKBERG




Faleceu neste domingo, em Roma, 11 de janeiro de 2015, a atriz sueca ANITA EKBERG.

Nascida Kerstin Anita Marianne Ekberg em Malmö (Suécia), a 29 de setembro de 1931, era filha de médico e a sexta de oito filhos.

Em 1950 começou a trabalhar como modelo, quando venceu o concurso de beleza em sua cidade natal. Foi eleita Miss Suécia em 1951 e ficou entre as seis finalistas no Miss Universo. A beleza e o destaque lhe renderam um contrato com a Universal Studios.




Nos Estados Unidos foi capa de várias revistas. Substituindo Marilyn Monroe, embarcou em uma tournée com o comediante Bob Hope. Isso lhe rendeu convites dos estúdios. Atuou com Jerry Lewis, Dean Martin e Shirley MacLaine em Artistas e Modelos (Artists and Models – 1955) e no épico Guerra e Paz (War and Peace – 1956).

Sua imagem seria imortalizada no filme A Doce Vida (La Dolce Vita – 1960), de Federico Fellini, em especial na cena onde ela está vestida com um longo preto e se banha na Fontana di Trevi, em Roma. No filme ela contracena com Marcello Mastroianni.

Trabalharia ainda nos filmes de Fellini, Bocaccio 70 (1962), Os Palhaços (1970) e Entrevista (1987).

Ultimamente, ela interpretava papéis em filmes e séries italianas.

Anita Ekberg faleceu em uma clínica em Rocca di Papa, Roma.

















Fotos: 
theredlist.com
heightweightfeet.com
olivierpere.wordpress.com
www.gettyimages.com
www.theplace.ru







quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

ARACY CÔRTES - 30 ANOS DE SAUDADE

Aracy Côrtes, anos 20.


Há 30 anos falecia a cantora e atriz Aracy Côrtes, um dos maiores nomes de nossa MPB e Rainha do Teatro de Revista.

Nascida em 31 de março de 1904, no Rio de Janeiro, Zilda de Carvalho Espíndola teve contato com a música desde cedo. Seu pai, Carlos Espíndola, tocava flauta e fazia parte de um grupo de chorões. Junto com a família vizinha, os Viana, eles faziam animadas rodas de choro. Nessas festas a menina Zilda começava a ensaiar alguns passos de dança, enquanto seu amigo e vizinho Pixinguinha (Alfredo Vianna Filho) tocava com seus irmãos.

O gosto pelo teatro veio na adolescência e aos dezessete anos fez sua estreia profissional no teatro de revista. Era início da década de 1920 e o samba começava a se consolidar. O teatro musicado era o grande divulgador de sucessos musicais, reunindo os melhores compositores e dramaturgos, e coube à garota Zilda, agora batizada de Aracy Côrtes, a interpretar composições no palco.

Anos 20
http://memoria.bn.br/


Em pouco tempo seu nome se destacaria no cenário musical. A crítica lhe a considerava verdadeiro exemplo de brasileira brejeira. Sua voz de soprano dava um sabor especial às músicas que cantava e seu sapateado, dançando nosso samba, conquistou o público em definitivo.

Em 1925 gravou seu primeiro disco, ainda na famosa Casa Edison. Naquele tempo cada disco (de cera) trazia uma música de cada lado. Em um deles ela interpretou a canção A Casinha (A Casinha da Colina), de Pedro de Sá Pereira. O outro lado apresentava a canção Petropolitana. Ainda gravou também Serenata, de E. Toselli, mas, é um disco que até hoje permanece desaparecido.

Aracy Côrtes caracterizada como gaúcho
na revista Secos e Molhados, no Theatro São José, 1925.


Aracy Côrtes foi uma das grandes intérpretes do compositor Sinhô (José Barbosa da Silva), de quem lançou nos palcos alguns clássicos, como o samba Jura, até hoje sucesso. Pessoas que estavam no dia da apresentação contaram que ela precisou repetir a música por sete vezes, a pedido da plateia. Ao final, Sinhô subiu ao palco chorando, emocionado, agradecendo a todos.

Aliás, Jura e Chora Violão, toada de Josué de Barros, fizeram parte de seu segundo disco, gravado em 1928, na Parlophon. Ainda nesse ano, ela lançou um dos maiores sucessos da música brasileira, Ai, Ioiô, (de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto) que também gravou em disco. Dessa forma, ela lançava também um novo ritmo, o samba-canção. 
Originalmente intitulada de Linda Flor, esse samba-canção foi gravado por Aracy com o título de Yayá e marcaria sua vida.

Em 1930 ela já era o nome máximo do teatro de revista, cujas peças eram apresentadas nos teatros da Praça Tiradentes, do Rio de Janeiro. A imprensa a saudava como Rainha do Samba.

A revista Phono-Arte de 28 de fevereiro de 1930
trazia a relação dos novos discos de Aracy Côrtes e a proclamava Rainha do Samba.


Nesse mesmo ano ela se casou com o sapateador argentino Esteban Palos, irmão do cômico Palitos. O casamento não durou muito. O casal teve um filho, Arary, que faleceu com quatro meses. Após isso, eles se separaram.

Cabia a ela interpretar as melhores composições e isso favorecia bastante aos autores. Havia uma crença que se um jovem compositor tivesse seu repertório inserido em uma das peças da Praça Tiradentes, já seria um sucesso. Agora, ter essa música interpretada por Aracy Côrtes, seria a glória.

E, dessa forma, ela lançou no teatro compositores do quilate de Benedito Lacerda, Ary Barroso, Lamartine Babo, Noel Rosa, Custódio Mesquita, Assis Valente. Este último a abordou na porta do teatro e lhe ofereceu um samba. Ela aceitou gravar e, assim, Assis estreava em disco com Tem Francesa no Morro, em 1932.

Aracy Côrtes


Aracy era uma mulher ousada, sem papas na língua. Morena bonita e atraente tinha enorme talento artístico e sabia disso. Em uma época onde o machismo imperava e a mulher ainda era injustiçada perante o homem, ela precisou ser firme e se impor.

Ainda no início dos anos 20, em meio à rígida moral, tirou sua célebre foto onde aparece somente de calcinha, flor no cabelo, pernas cruzadas e segurando um violão.

Contam ainda que em uma ocasião, estando a ensaiar no palco, um maestro se desentendeu com ela e a chamou de "negra, macaca". Ela não levou o desaforo para casa. Tirou seu tamanco e jogou na cabeça do maestro preconceituoso. 

Em uma de suas peças havia uma cena em que se passava no morro, com música. Ela decidiu fazer tudo da forma mais realista possível. Subiu em um dos morros, apesar da advertência dos amigos sobre o perigo de uma mulher fazer isso sozinha, e trouxe de lá sambistas legítimos que nunca haviam pisado em um palco, mas, sabiam tocar como ninguém. O sucesso da peça foi enorme.

Com excursões pela Europa, Argentina, participação em programas de rádio, discos gravados, seu nome se consolidou como grande artista. Sua paixão era estar nos palcos, cantando para seu público. No teatro ela lançou vários sucessos que ficariam marcados para sempre na história, como Na Pavuna, Com que roupa?, Cidade Maravilhosa, Mamãe eu quero, Aquarela do Brasil, só para citar alguns.

Um de seus personagens mais recorrentes era a baiana, isso muito antes de Carmen Miranda assumir a indumentária. Aracy cantou e gravou músicas que exaltavam a Bahia.

Aracy Côrtes interpreta uma baiana.
Anos 20.


Carmen iria regravar duas músicas que originalmente foram lançadas e gravadas por Aracy, Boneca de Piche (originalmente No Morro, eh, eh) , de Ary Barroso e Luís Iglézias, e Preto e Branco, de Augusto Vasseaur, Marques Porto e Luís Peixoto.

O amor voltaria a sorrir para Aracy quando ela conheceu Renato Meira Lima, seu grande amor. Até a morte de Renato, os dois foram muito felizes. Renato era homem de vida política, tendo sido secretário do presidente Washington Luís. Aracy teria nele um grande parceiro, que até a incentivou a criar sua própria companhia teatral.

Eu Sou do Samba, revista da Companhia Aracy Côrtes.


Em 1939 foi eleita Rainha das Atrizes e na década de 40 começou a se afastar da cena, indo procurar o sossego em sua chácara no subúrbio do Rio. Voltaria ainda a atuar nos anos 50 e em 1965 no célebre show Rosa de Ouro, ao lado de Paulinho da Viola, Elton Medeiros e da estreante Clementina de Jesus.

O Brasil costuma esquecer seus ídolos e com ela não foi diferente. Embora seu público ainda lembrasse seus sucessos, os convites para trabalhar se tornaram raros. Alguns shows nos anos 70 mostraram que Aracy ainda estava em forma.

Em seus 80 anos, comemorados em 1984, ela voltou a ser lembrada. Bonitas homenagens foram feitas. A Funarte lançou um LP e um livro sobre sua vida. Um bonito show protagonizado pela cantora Marília Barbosa trazia a participação especial da própria Aracy, velhinha, mas, ainda soberana.

Livro lançado pela Funarte
por ocasião dos 80 anos de Aracy Côrtes, em 1984.
Da autoria de Roberto Ruiz.


Nas últimas décadas de vida, foi amparada por um amigo que se tornou um filho. O compositor e cenógrafo J. Maia se dedicou a ela e ao seu bem estar até os últimos momentos. Ela sempre lutou por uma aposentadoria que nunca veio.

Aracy Côrtes faleceu no Rio de Janeiro, em uma terça-feira, a 08 de janeiro de 1985. 

No dia seguinte uma matéria do Jornal do Brasil assinada por Evandro Teixeira falava sobre sua vida seus sucessos. Falando sobre a partida do corpo, que fora velado no Teatro João Caetano, para o cemitério, ele encerrava o texto com uma triste e real constatação: "mais do que uma época, toda uma arte estará partindo com ela".


Parte do Jornal do Brasil, de 09 de janeiro de 1985.
Mesmo Aracy Côrtes tendo feito sucesso vestido de baiana muitos anos antes de Carmen Miranda
ela não foi a primeira atriz a adotar a fantasia. Desde 1889 as atrizes já adotavam essa vestimenta nos palcos.



Aracy Côrtes em 1981, aos 77 anos.









segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

HUMBERTO TEIXEIRA - 100 ANOS



Há 100 anos nascia o compositor cearense HUMBERTO TEIXEIRA.

Nascido em Iguatu (Ceará), em 05 de janeiro de 1915, Humberto Cavalcanti Teixeira tornou-se um dos mais talentosos compositores brasileiros.

Sua parceria com Luiz Gonzaga é antológica e rendeu clássicos musicais, como Qui Nem Jiló, Assum Preto e Juazeiro.
Ainda compôs Kalu, sucesso na voz de Dalva de Oliveira e Poema Imortal, em parceria com o também cearense Lauro Maia, em gravação de Orlando Silva.

Porém, sua composição mais conhecida é também uma das mais lembradas e tocadas pelo mundo, Asa Branca, que retrata a seca nordestina e a necessidade que o sertanejo tem de deixar seu lar.



Humberto Teixeira em 1949.
Memorial Luiz Gonzaga.
www.recife.pe.gov.br


Outra composição antológica é Baião, que foi cantado por Carmen Miranda em inglês em seu penúltimo filme, Romance Carioca (Nancy Goes to Rio, 1950). Carmen também gravaria Baião, em inglês, ao lado das Andrews Sisters.

Sua filha Denise Dumont tornou-se atriz.


Humberto Teixeira faleceu em 03 de outubro de 1979, aos 64 anos, no Rio de Janeiro.



No Meu Pé de Serra
Xote de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Gravado por Luiz Gonzaga e Regional
Disco RCA Victor 80-0495-A, matriz S-078649-1
Gravado em 27 de novembro de 1946 e lançado em março de 1947




Baião
Baião de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Gravado pelos Quatro Ases e Um Coringa
Disco Odeon 12.724-B, matriz 8046
Gravado em 22 de maio de 1946 e lançado em outubro




Poema Imortal
Valsa de Humberto Teixeira e Lauro Maia
Gravada por Orlando Silva e a Orquestra Odeon
Disco Odeon 12.768-B, matriz 8181
Gravado em 31 de janeiro de 1947 e lançado em março




Asa Branca
Toada de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Gravada por Luiz Gonzaga e conjunto
Disco RCA Victor 80-0510-B, matriz S-078725-1
Gravado em 03 de março de 1947 e lançado em maio




Juazeiro
Baião de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga
Cantado por Luiz Gonzaga
Acompanhamento de conjunto
Disco RCA Victor 80-0605-A, matriz S-078889-1
Gravado em 07 de junho de 1949 e lançado em outubro




Qui Nem Jiló
Baião de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga
Cantado por Luiz Gonzaga, que se acompanha no acordeon
Acompanhamento de conjunto
Disco Victor 34.748-B, matriz S-092603
Gravado em 05 de janeiro de 1950, lançado em março




Baião de Dois
Baião de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga
Gravado por Emilinha Borba e Os Boêmios
Acompanhamento de Canhoto e Seu Regional
Disco Continental 16.187-A, matriz 2255
Gravado em 01 de março de 1950 e lançado em março/abril




Paraíba
Baião de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga
Gravado por Emilinha Borba e Os Boêmios
Acompanhamento de Canhoto e Seu Regional
Disco Continental 16.187-B, matriz 2256
Gravado em 01 de março de 1950 e lançado em março/abril




Assum Preto
Toada de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga
Cantado por Luiz Gonzaga
Acompanhamento de conjunto
Disco RCA Victor 80-0681-A, matriz S-092674
Gravado em 26 de maio de 1950, lançado em agosto




Kalu
Baião de Humberto Teixeira
Gravado por Dalva de Oliveira em Londres
Acompanhamento de Roberto Inglez e Sua Orquestra
Disco Odeon X-3.361-A, matriz CE-14096-2
Gravado e lançado em 1953







Carmen Miranda e o Bando da Lua (vestidos de palhaços) cantam Baião.
Filme Romance Carioca (Nancy Goes to Rio), 1950.
O turbante de Carmen foi confeccionado com pequenas sombrinhas de frevo.










Agradecimento ao Arquivo Nirez






domingo, 4 de janeiro de 2015

HELOÍSA HELENA EM 1929



"A interessante menina Heloisa Helena, filha do casal Almeida Gama que com tão pouca idade já é a delicia de nossos salões cantando e acompanhando-se ao violão".



A atriz e cantora Heloísa Helena quando tinha apenas 12 anos de idade.
Foto da revista O Violão, janeiro de 1929.
Arquivo Nirez











quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

ADEUS À NINON SEVILLA



Faleceu aos 93 anos, nessa quinta feira, dia 01 de janeiro de 2015, a cantora e atriz mexicana NINON SEVILLA.

Emelia Pérez Castellanos nasceu e cresceu em Havana (Cuba), em 10 de novembro de 1921. Chegou a morar com um tia e foi educada em um convento. Mas, com sua beleza e belas pernas, ao terminar sua instrução, dedicou-se à carreira artística. 

Dançando em boates de Cuba, foi aprimorando seu talento, onde também cantava. 

Nos anos de 1940 passou a residir no México, onde se tornou uma famosa atriz de cinema. Muitos de seus filmes foram sucesso e se tornaram clássicos do cinema mexicano, como Pecadora (1947), Perdida (1950) e Vende caro o teu amor (1950).

Em alguns de seus filmes ela cantava em português, para o deleite de seus fãs brasileiros, e também se acompanhava do conjunto brasileiro Anjos do Inferno.

No final dos anos 50 o cinema mexicano entrou em declínio, porém, nos anos 80, Ninon surge no filme Noche de Carnaval, onde ganha o Prêmio Ariel por sua atuação.

Com o advento das telenovelas mexicanas, ela atuou em várias produções, entre elas, A Usurpadora (1998), interpretando Cachita Cienfuegos. Em 2008, aos 87 anos, fez parte da série Central de abasto.

Em 2012 e 2013, com mais de 90 anos, ela participava da série Qué bonito amor, interpretando Doña Remedios.

No final de 2014, Ninon foi internada com pneumonia. No primeiro dia do ano de 2015, faleceu vitima de uma parada cardíaca. 

Ninon Sevilla era naturalizada mexicana e estava com 93 anos.















DE 1915 PARA 2015

Revista Fon Fon, 1915.
http://memoria.bn.br



De 01 de janeiro de 1915 para 01 de janeiro de 2015!








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