terça-feira, 31 de março de 2015

ARACY CÔRTES, 111 ANOS

Aracy Côrtes


Há 111 anos, em 31 de março de 1904, nascia Zilda de Carvalho Espíndola, nossa queridíssima ARACY CÔRTES.


Nascida no Rio de Janeiro, filha de um chorão, ela foi amiga de infância de Pixinguinha, crescendo ao som da legítima música popular brasileira, tocada nas reuniões em sua casa ou na residência vizinha, da família Viana. Já mocinha, fez parte do circo do veterano Benjamim de Oliveira.

Ainda como Zilda Côrtes, ele se apresentaria no comecinho de sua carreira o lado do amigo de infância no célebre grupo Oito Batutas. Depois, já Aracy Côrtes, ingressou no teatro de revista no último dia de 1921, na peça Nós, pelas costas. Nesse época, as grandes estrelas eram Otília Amorim e Margarida Max, que vinha cada vez mais ganhando terreno. Aracy iria se sobressair em poucos anos, sendo considerada a mais popular estrela do teatro musicado já na segunda metade dos anos 20.

Menina danada essa Aracy, pois, mal havia feito 21 anos e já entrava para a história, como uma das últimas cantoras a gravar para a Casa Edison em procedimento mecânico, a pioneira em gravações no Brasil. Também, foi uma das primeiras cantoras a registrar voz no processo elétrico, já emplacando o mega sucesso Jura, sendo seguido por Yayá (Ai, Yoyô). Era 1928 e ela só tinha 24 anos. 

Embora tenha gravado pouco, Aracy Côrtes lançou grande parte dos clássicos de nosso cancioneiro nos palcos do teatro de revista. 

Durante seu reinado, brilhou de forma impecável, levando nossa música à Argentina e à Europa. Quando resolveu se retirar dos palcos teve sucessoras que não fizeram nada feio, pelo contrário, vide Virgínia Lane e Mara Rúbia.

Aracy Côrtes merecia ser mais lembrada, ter sua arte revivida. Felizmente há artistas que não a esquecem e vez ou outra compartilham conosco sua experiência com ela e mostram o que a artista nos deixou.
E aqui, no blog, Aracy Côrtes sempre terá um grande espaço para exibir seu talento.








domingo, 22 de março de 2015

ADEUS A CLÁUDIO MARZO

Cláudio Marzo
celebridades.uol.com.br


Faleceu hoje pela manhã, 22 de março de 2015, o ator Cláudio Marzo, em decorrência de complicações de um enfisema pulmonar.

Nascido em São Paulo, em 26 de setembro de 1940, Cláudio da Silva Marzo pertencia a uma família de operários descendentes de italianos.

Aos 17 anos passou a se dedicar à carreira de ator, trabalhando na TV Paulista, TV Tupi e também no Teatro Oficina. 

Aos 25 anos assinou contrato com a Rede Globo, que surgiu em abril de 1965, fazendo parte do primeiro grupo de atores contratados pela emissora. Estreou nesse mesmo ano na novela A Moreninha, onde interpretou Augusto.

Fez sucesso em várias novelas, como, O Sheik de Agadir (interpretando Marcel, 1966), Irmãos Coragem (Duda Coragem, 1970), Minha Doce Namorada (Renato, 1971), Carinhoso (Humberto, 1973), Bambolê (Álvaro Galhardo, 1987). 

Fora da Rede Globo fez sucesso na Rede Manchete em Kananga do Japão (interpretando o jornalista Noronha, 1989) e em Pantanal (Joventino e o Velho do Rio, 1990).

No cinema, atuou em A Dama do Lotação (1978), Pra Frente Brasil (1982) e O Homem Nu (1997), pelo qual recebeu o prêmio de melhor ator no festival de Gramado.

Foi casado com as atrizes Betty Faria, Denise Dumont e Xuxa Lopes. Deixa três filhos, entre eles, a atriz Alexandra Marzo, também filha de Betty Faria.



Regina Duarte e Cláudio Marzo.
Véu da Noiva, 1969.



Betty Faria e Cláudio Marzo.
Véu de Noiva, 1969.



Cláudio Marzo e Cláudio Cavalcanti em Irmãos Coragem, 1970.



Cláudio Marzo em Bambolê, 1987.






domingo, 15 de março de 2015

DIDI CAILLET, 1931

Didi Caillet.
Revista A Noite Illustrada, dezembro de 1931.


Didi Caillet veio do Paraná como miss, no primeiro concurso de beleza da "A Noite". Declamou. Gravou discos. Agora, a linda filha da terra dos pinheiros surge com um livro de contos. O título é "Taú", que em tupy significa sonho, emoção, fantasia - livro que será brevemente dado ao público.





sábado, 14 de março de 2015

MODA 1923

Revista da Semana, 1923.


1 – Vestido em charmeuse azul marinha; a tira que guarcene o lado e as mangas é em Crêpe Georgette cereja, os botões são cobertos com o mesmo crepe. Cinto de fita azul marinha.

2 – Bluza de crepe de Chine azul hortensia; uma fita de velludo côr de rosa pallido laça dos lados; o bordado é veito com contas baças, côr de rosa pallido.

3 – Bluza em crepe de Chine rosa pallido e rosa mais escuro, guarnecida com pontos abertos.

4 – Vestido em crepe marocain marron, bordado com soutache em tom mais escuro; punhos de organdi.


Alguém saberia colorir a fotografia de acordo com as cores informadas no reclame?







quinta-feira, 12 de março de 2015

PEPA DELGADO, 70 ANOS DE SAUDADE



Na foto acima, Pepa Delgado está em frente de sua casa, no bairro do Encantado (RJ).
Essa fotografia é especial de várias formas.
Foi tirada por Heitor, filho de Pepa, no último aniversário da cantora, em 21 de julho de 1944, quando ela completou 57 anos, e está dedicada à ela em seu verso. Na década de 2000, a neta de Pepa iria fazer uma nova dedicatória no verso, logo abaixo da escrita por seu pai, e oferecer a mim, que guardo com muito carinho e admiração.


No inicio da década de 1990 eu participava das reuniões de colecionadores e amantes da MPB que acontecia todo sábado na Praça do Ferreira, aqui em Fortaleza. Eu chegava por volta das 11:00 e ficava até umas 13:00 ouvindo histórias, vendo discos e fazendo amizades. Nessa época eu já tinha alguns anos de pesquisa e conhecia os intérpretes dos anos 30, 40. Graças ao saudoso amigo sr. Célio Oliveira eu recebi uma fita cassete com várias gravações de diversos intérpretes. Entre eles estavam Pepa Delgado e Mário Pinheiro cantando O Vendeiro e a Mulata. Costumo dizer que minha relação com Pepa foi "amor a primeira audição". Logo, fiquei curioso para saber quem era aquela cantora da Casa Edison tão desenvolta e extrovertida. Já conhecia o Mário de outras gravações, mas ela era novidade. Meus colegas colecionadores sabiam pouca coisa sobre ela. Sobre sua família, então, nem pensar. Talvez nem existissem mais ninguém. 

Através de amigos como o sr Aldo Santiago e Nirez (Miguel Ângelo de Azevedo), pude saber alguns dados sobre sua vida e ouvir mais gravações. Em um livro do Ary Vasconcelos, Pepa Delgado era um dos nomes enfocados. Lá, havia o nome de seu filho e netos. E, por incrível que pudesse parecer, entrei em contato com o sr. Heitor Delgado, único filho da cantora. Cada vez mais ela fazia parte de minha vida como uma realidade. Sua neta me escrevia e enviava fotografias e objetos pessoais da avó. Seu filho me falava sobre sua mãe, se dizia emocionado por eu estar lembrando dela, e relembrava seu grande sucesso Vem cá, mulata, dizendo que entre os discos que guardados por Pepa ele se recordava de um: O Carnaval de 1910, gravado pela Banda da Casa Faulhaber.

Infelizmente ele faleceu repentinamente, sem que eu pudesse conhecê-lo. Não sei se chegou a ver meu artigo no site Brasil em Cena, onde pela primeira vez as fotos de Pepa foram à internet, com informações sobre sua vida. Anos depois, conheci sua neta em um encontro cheio de emoções. Também conheci mais integrantes da família, inclusive a nora de Pepa Delgado. 

Há 70 anos ela faleceu, em 11 de março de 1945.

Herdei de Pepa e do sr. Heitor várias fotografias, discos e objetos pessoais que guardo com o carinho e admiração de um familiar. Me envolver com Pepa Delgado não foi só descobrir a grande atriz-cantora que ela foi, pioneira na gravação de discos e no cinema, mas, foi conhecer uma mulher que teve uma vida plena de realizações, seja no trabalho ou na vida pessoal. Alguém que era feliz e repartia essa felicidade com quem estivesse próximo, fossem pessoas ou animais, que ela adotava sempre que encontrava na rua. Estar imerso nessas memórias musicais é gratificante e me faz feliz.







segunda-feira, 9 de março de 2015

ADEUS À INEZITA BARROSO



Faleceu na noite de ontem, domingo 08 de março, a cantora e folclorista INEZITA BARROSO.
No dia 04, último, Inezita completou 90 anos.
Ela estava internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 19 de fevereiro. 
A cantora deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos.
Em breve, a homenagearemos com músicas e vídeos.










sexta-feira, 6 de março de 2015

CARMEN MIRANDA EM PORTO ALEGRE, 1938




Encontrei essa foto no blog Almanaque Gaúcho.
Ela mostra nossa querida Carmen Miranda na Rádio Difusora de Porto Alegre em 1938, durante um ensaio.
Segundo o blog, a foto foi herdada por José Jardim de seu pai, Jardim Filho, boêmio porto-alegrense.
O verso da foto contem as identificações devidamente anotadas: 1) Clóvis Ribeiro – jornalista do D.N. 2), Paulo Coelho – Grande Pianista, 3) A Maior – Carmem Miranda – cantora, 4)Vavéco – José dos santos – violão, 5) Queichinho (sic) – Mariolopes – violino, 6) Zé Bernardes – José da Silva Bernardes – violão, 7) Ernani Ruschel – jornalista e locutor.

Carmen Miranda esteve algumas vezes em Porto Alegre e, segundo "o músico e pesquisador da história da música, Arthur de Farias, em suas visitas ela fazia questão da presença de Paulo Coelho ao teclado do piano".

Um belo registro de nossa Pequena Notável.





domingo, 1 de março de 2015

RIO DE JANEIRO, 450 ANOS

http://www.rio4fun.com/



Hoje, o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa, completa 450 anos.
Muitas músicas foram feitas, em vários ritmos, para retratá-la.
Mas, escolhi uma valsa linda que exprime nosso amor e admiração à cidade.



VALSA DE UMA CIDADE
De Ismael Neto e Antônio Maria
Cantada por Lúcio Alves, com a orquestra de Severino Araújo
Gravada em 1954








ELISA COELHO, 106 anos



Há 106 anos, em 01 de março de 1909, nascia em Uruguaiana (RS), a cantora Elisa Coelho.

Iniciando carreira em 1930, Elisinha conquistava a todos com seu repertório romântico e inspirado. Fora do microfone, era uma amiga extrovertida e animada. 
Foi uma mulher a frente de seu tempo.

Entre os clássicos que lançou, está o inesquecível samba-canção No Rancho Fundo, de Ary Barroso e Lamartine Babo. 

Mãe do jornalista e apresentador Goulart de Andrade, ela era muito amiga e comadre de Carmen Miranda, desde o tempo em que ambas iniciavam suas carreiras.

Elisinha Coelho passou seus últimos anos de vida em Volta Redonda, recebendo amigas como Virgínia Lane (que fazia aniversário dia 28/02, um dia antes dela) e atendendo com carinho e atenção aos telefonemas do autor desse blog.
Ela faleceu aos 91 anos, em 2001.





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