domingo, 27 de setembro de 2015

FRANCISCO ALVES - 63 ANOS DE SAUDADE




Há 63 anos falecia o cantor e compositor FRANCISCO ALVES, O REI DA VOZ.

Nascido em 19 de setembro de 1898, no Rio de Janeiro, Francisco de Moraes Alves iniciou sua carreira no final da década de 1910, no teatro de revista, onde sua irmã Nair Alves já era atriz conhecida. Em 1919 fez suas primeiras gravações em disco, na gravadora Popular, de propriedade de João Gonzaga, esposo de Chiquinha Gonzaga. Francisco Alves registrou em cera três músicas de Sinhô (José Barbosa da Silva): Pé de Anjo (marcha), Papagaio Louro - Fala, meu louro (samba) e Alivia esses olhos (samba).

Durante a primeira metade da década de 1920 ele faria poucas gravações, voltando sua atenção para o teatro. Por volta de 1926/1927 gravou várias músicas ainda no processo mecânico.
Ainda em 1927, ele seria o primeiro cantor a gravar no processo elétrico. A partir de então, não parou mais de gravar, lançando dezenas de discos em curtos intervalos de tempo. Sua potente voz fez com que o público passasse a admirá-lo cada vez mais. Seu sucesso era tanto que, ainda nos anos 20, ele gravava em dois locais diferentes. Em um deles assinava Chico Viola e no outro, Francisco Alves.
Pois ele chegava a concorrer consigo mesmo...

Ao longo das décadas de 30 e 40, passou a reinar absoluto na MPB, ajudando amigos e descobrindo novos talentos, como Orlando Silva. Chico participou ativamente do rádio, em programas que faziam o deleite dos ouvintes. Também atuava em cassinos, aparecia em filmes, excursionava pelo Brasil e pelos países vizinhos. 

Sua grande companheira foi a atriz Célia Zenatti, com quem ele conviveu por 28 anos. Célia o acompanhava nas excursões e era uma esposa dedicada.

Coube a Francisco Alves lançar vários clássicos de nosso cancioneiro, bem como ser o cantor que mais gravou discos no período da cera. Ele gravou praticamente todos os ritmos de seu tempo, se saindo bem em todos os estilos. Também era compositor.

Em 27 de setembro de 1952, ao voltar de São Paulo, onde no dia anterior havia feito uma apresentação no Largo da Concórdia, Francisco Alves faleceu vitima de um acidente automobilístico, na Via Dutra, na altura da cidade de Pindamonhangaba. Seu velório e enterro foi um dos mais concorridos do Brasil, se igualando somente aos de Getúlio Vargas e Carmen Miranda.




Confiram um trecho do último show de Francisco Alves, apresentado no dia 26 de setembro de 1952.
















Fontes
Arquivo Nirez
https://www.youtube.com/watch?v=9VFEg8fCC2g










quinta-feira, 24 de setembro de 2015

FRANCISCO ALVES - AS ÚLTIMAS GRAVAÇÕES




Há 63 anos, Francisco Alves realizava suas últimas gravações.
Sendo contratado da Odeon, a RCA Victor obteve permissão para que ele regravasse quatro músicas do seu antigo repertório na Victor.
As gravações aconteceram no dia 24 de setembro de 1952 e os discos foram lançados em outubro desse mesmo ano. Francisco Alves não chegou a ver os discos nas lojas, pois, esse seria seu último registro.
Ele faleceria três dias depois.


É Bom Parar
Samba de Rubens Soares
Acompanhamento de conjunto e coro
Disco RCA Victor 80-1046-A, matriz SSB-093492




Foi Ela
Samba de Ary Barroso
Com orquestra e coro
Disco RCA Victor 80-1046-B, matriz SB-093493




A Mulher Que Ficou Na Taça
Valsa de Francisco Alves e Orestes Barbosa
Acompanhamento de orquestra
Disco RCA Victor 80-1050-A, matriz SB-093490




Serra Da Boa Esperança
Samba canção de Lamartine Babo
Com orquestra
Disco RCA Victor 80-1050-B, matriz SB-093491
Ele só canta as duas primeiras estrofes









Agradecimento ao Arquivo Nirez








segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ADEUS À ANTONIETA NORONHA

Antonieta Noronha.
Foto de Maísa Vasconcelos.


Faleceu nesta segunda feira, dia 14 de setembro, aos 79 anos, a atriz ANTONIETA NORONHA, a dama do teatro Cearense.

Nascida em Sobral, a 08 de agosto de 1936, começou sua carreira profissional aos 18 anos participando Programa de Calouros, da Ceará Rádio Clube, e A Voz de Outo ABC, da rádio Uirapuru. Em 1964, ao concluir o curso de Arte Dramática pela Universidade Federal do Ceará (UFC), iniciou sua carreira como atriz.

Antonieta Noronha participou de grupos pioneiros no estado, como a Comédia Cearense e o Teatro Novo, bem como atuou no cinema e na televisão.

Estre seus trabalhos no cinema estão os filmes Dora, Doralina e Central do Brasil.
Foi ainda uma das precursoras da televisão cearense, atuando na extinta TV Ceará, no programa Dois na Berlinda.

Conheci dona Antonieta no final da década de 1990, quando fazia teatro. Lembro de nossos passeios. Ela sempre simpática e sorridente. Íamos assistir Rodger Rogério no Theatro José de Alencar, em um programa musical que havia todas às sextas feiras; ou estávamos no Estoril, da Praia de Iracema, ouvindo boa música, rindo e conversando.

Boas recordações...



Antonieta Noronha.
Foto de Diego Souza.







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