sexta-feira, 27 de novembro de 2015

AURÉLIO DE ANDRADE NO ÁLBUM DO RÁDIO-FAN

AURÉLIO DE ANDRADE, 1937.
Revista Carioca.
Arquivo Nirez.



Em 26 de março de 1937, a revista Carioca trazia o poster do locutor AURÉLIO DE ANDRADE, de vinte anos, para o Álbum do Rádio-Fan. Eis o que estava escrito sobre o jovem:

Aurelio de Andrade nasceu em 11 de abril de 1917. Ingressou no “broadcasting” através de um concurso radiophonico na PRG-3, onde actuou por muito tempo.

Esteve ainda na “Jornal do Brasil” e actualmente pertence á Radio Nacional, onde tem actuado nas Aulas de Gymnastica do professor Oswaldo Diniz Magalhães, e nos programmas de estudio.


Aurelio de Andrade, que é um dos mais jovens “speakers” do radio carioca, tem 1m,79 de altura e pesa 71 kilos. Olhos e cabellos castanhos.




Aurélio de Andrade (Aurélio Cristino Lúcio Cabral de Andrade) nasceu no Rio Grande do Sul, em Paraíba do Sul, e foi um dos maiores locutores de nosso país.
Estreou na Rádio Tupi em 1935, quando ela foi inaugurada. Numa noite de festa, coube a ele apresentar ao público o italiano Guglielmo Marconi, considerado o pai do rádio

Antes da inauguração da Rádio nacional ele já era contratando, tendo ajudado a organizar e lançar. Isso antes dos vinte anos. 

Foi ele quem primeiro apresentou o Repórter Esso.

Na Rádio Nacional, foi diretor comercial, diretor administrativo, diretor da sucursal de São Paulo, diretor de vendas e promoções e gerente geral.

Ele ainda trabalhou na BBC de Londres, durante a II Guerra Mundial. Depois foi para a CBS-NBC de Nova York. Narrou filmes de longa metragem para a MGM, nos EUA. Na França, organizou a seção brasileira da Radiofusion Française.

No Brasil ainda apresentou noticiários na TV Excelcior e na TV Rio, e foi locutor da "Voz do Brasil". Foi ainda ainimador de auditório, repórter e radioator.

Aurélio de Andrade faleceu em 1997.







Fontes:
Arquivo Nirez
Revista Carioca
Museu da TV







segunda-feira, 23 de novembro de 2015

LAURA SUAREZ - 106 ANOS




Há 106 anos nascia a cantora e atriz LAURA SUAREZ.

Ela foi eleita Miss Ipanema 1929 e também era violonista e compositora. 

Nascida em 21 de novembro de 1909, seu pai  era proprietário do primeiro hotel balneário do Brasil , o Balneário Ipanema, no mesmo bairro. 
Entre 1929 e 1931 gravou onze discos com vinte e duas músicas, na Brunswick, quase todas de sua autoria.
Em 1933 casou-se com William Melniker, diretor geral da Metro - Goldwyn - Mayer na America do Sul.

Laura Suarez, de branco e ao centro, em seu casamento, 1933.


Em 1938, nos Estados Unidos, participou do primeiro programa mundial de televisão, na N. B. C., em Nova York, cantando peças de Tchaikovsky.
Se dedicou por mais de cinquenta anos ao teatro, tendo feito cinema, rádio e televisão, onde atuou na  novela da Rede Globo, Te Conrei?.

Sua última peça foi Frank Sinatra 4815, de João Bethencourt, em 1985, no Teatro Mesbla, no Rio.








domingo, 15 de novembro de 2015

JESY BARBOSA - 113 ANOS

Jesy Barbosa, 1932.
Revista O Cruzeiro.
http://memoria.bn.br/


Hoje, a cantora e poetisa JESY BARBOSA completaria 113 anos.

Jesy também era violonista, rádio-atriz, dramaturga e jornalista.
Em 1930, foi eleita Rainha da Canção Regional e teve poemas publicados.











segunda-feira, 9 de novembro de 2015

EVA TODOR - 96 ANOS



Nossa queridíssima EVA TODOR completa 96 anos hoje.


Uma de nossas maiores atrizes é, sem dúvida alguma, Eva Todor.
Com mais de 80 anos de carreira, Eva vem encantando gerações com seu talento, seja no teatro, cinema ou televisão.

Nascida na Hungria em 1919, veio menina ao Brasil e ainda adolescente iniciou carreira no teatro, tendo brilhado no teatro de revista dos anos 30 ao lado de grandes nomes como Aracy Côrtes, Alda Garrido e Francisco Alves.

Seu último trabalho foi na novela Salve Jorge, de Glória Perez, exibida pela Rede Globo em 2012.
Atualmente, podemos vê-la na reprise da novela O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco, também exibida pela Rede Globo.

Aprenda com ela:



COMO SE DESCOBRE UMA PEÇA




Em 13 de dezembro de 1941, a revista O Cruzeiro publicou a reportagem de Márcio Cunha intitulada COMO SE DESCOBRE UMA PEÇA. Nela, o repórter iniciava chamando a atenção sobre o fato de a maioria do público quando vai assistir a uma peça ignorava todo o trabalho que havia sido feito para ela ser exibida, o esforço em conjunto dos que apareciam em cena e dos que permaneciam ocultos nos bastidores. Mas, havia um trabalho maior que todos esses. Era, justamente, a escolha da peça a ser montada.
E com a pergunta "Como se escolhe uma peça?", Márcio Cunha chegou ao elegante apartamento do diretor, empresário e compositor Luiz Iglezias, localizado em Ipanema (RJ). Luiz respondeu:

Passando noites inteiras acordado - lendo, lendo, lendo infatigavelmente - em português, francês, inglês, espanhol, italiano, alemão e até húngaro!

- Você conhece também alemão e húngaro? (perguntava o repórter).

- Não, essas línguas são familiares à Eva Tudor, primeira atriz de minha companhia e, há oito anos, longos e felizes, dominadora absoluta do lar desse seu creado...

- Então...

- Sei que vai me fazer duas perguntas inevitáveis em tais circunstâncias, e apresso-me a respondê-las. Primeiro, Eva, apesar de sua juventude, está casada comigo há oito anos, isto é, desde os quatorze - segundo, além de ser uma atriz brilhante e personalíssima (segundo a crítica unânime, e a minha opinião pessoal, inteiramente franca) é uma companheira ideal, inteligente e possuidora de um raro sentimento artístico que a faz conhecer imediatamente, deante de um original, se vai agradar ou não. Assim, além de me auxiliar grandemente na leitura das peças, preferentemente em alemão e húngaro, línguas que lhe são familiares, pois nasceu em Budapest, é a primeira pessoa a quem entrego os meus originais, com absoluta confiança em sua crítica sagaz e construtiva. Eva...

- Estão falando de mim? Bem ou mal? 

"A creadora inimitavel de Chuvas de Verão e Sol de Primavera, acabava de entrar com sua esfusiante alegria, uma garota autêntica em seu elegante pijama caseiro".

- Estava explicando, como é difícil escolher uma peça - dizia seu esposo.

- Difícil? Verdadeiro pesadelo! Organizar repertório para uma temporada, representa o esforço bem maior, para os responspaveis por uma companhia, do que todo o trabalho de ensaiá-la e apresentá-la ao público. Agora mesmo, para chegarmos a resolver sobre a última peça que levaremos no Rio, antes da excursão às Estações de Águas e ao Norte, tivemos que ler nada menos de trinta e cinco originais, em sete idiomas. Está será, provavelmente "Una noche de Pirmavera sin sueno", uma deliciosa comédia romântica do escritor espanhol Enrique Jardiel Poucela.

Luiz Iglezias voltou a falar, dizendo:

- Depois da escolha, devo procurar obter os direitos de tradução, em se tratando de obra estrangeira, e eu mesmo me encarrego, em gral, desse trabalho, sendo necessário na maior parte das vezes, adaptá-la, não só ao nosso ambiente, e muitas vezes ao tipo dos intérpretes disponíveis. É uma batalha insana, onde conto também, ainda uma vez com o auxílio de Eva, que interpreta para que eu sinta o efeito de certas falas, não só o seu papel, como os outros, inclusive os masculinos... Aliás, esses são os bons momentos do trabalho, porque então me faço de espectador. Veja só - espectador único de uma grande atriz!

- Olha a máscara... E se fico convencida?

Luiz Iglezias sorriu.

- Eu sei uma receita infalível para isso. Mas por enquanto não é necessária.

Sobre quantos dias eram necessários, em média, para uma escolha, Luiz afirmou:

- Depende Muitas vezes em poucos minutos descobrimos a mina, mas geralmente muitos dias se passam até o momento em que resolvemos finalmente sobre um original. Decepcionante se torna, porém, quando depois de tudo, quando por um motivo qualquer (impossibilidade de obter os direitos, por exemplo) todo esse trabalho se torna inútil. O ideal, seria, que existissem autores que escrevessem comédias, especialmente para Eva. Isso acontece, de quando em quando, e eu mesmo o tenho feito algumas vezes. Mas, em geral, aqui, como em toda a parte, os diretores é quem devem procurar a peça para os personagens... O resto, apesar de trabalhoso, é quase nada...

- Quase nada comparativamente. mas custa muito, principalmente quando temos que abandonar essa paisagem maravilhosa de Ipanema, num dia lindo assim, para ensaiar horas a fio, na certeza de que à noite temos duas seções ainda para representar!

Mas isso era outra história. Nós a contaremos oportunamente. Assim terminava a reportagem de Márcio Cunha.






























Agradecimento ao Arquivo Nirez







HEDY LAMARR, ATRIZ E INVENTORA - 101 ANOS

Hedy Lamarr como Dalila,
em Sansão e Dalila, 1949.


Há 101 anos nascia a inventora e atriz  Hedy Lamarr, um dos grandes mitos de Hollywood. Em sua homenagem, o Google criou um dos melhores Doodles já feito.






Não bastando sua imensa beleza, Hedy era também inteligentíssima, tendo inventado o sistema que possibilitou a telefonia celular, sendo considerada a "mãe do telefone celular".

Hedwig Eva Maria Kiesler nasceu em 09 de novembro de 1913 em Viena, Áustria, filha de pais judeus. Seu pai, Lemberg (nascido Emil Kiesler), era diretor bancário; sua mãe, Gertrud (nascida Lichtwitz), era uma pianista de Budapeste. Até os 10 anos, Hedwig estudou balé e piano.


Em Conspiradores, 1944.



Sua carreira foi impulsionada ao estrelar, em 1933, o filme tcheco Ecstasy, de Gustav Machatý, rodado em Praga. Uma das cenas entrou para a história do cinema quando Hedy, completamente nua, corria entre a vegetação, banhava-se em um rio e simulava um ato sexual, com a câmera dando um close em seu rosto no momento do orgasmo. Para se obter as expressões de êxtase (olha aí o nome do filme), reza a lenda que espetaram um alfinete em suas nádegas. 
Mais curiosidades sobre o filme: foi o primeiro filme não pornográfico a mostrar um nu frontal (o dela).

O belo nu frontal captado pelas câmeras de Machatý causou revolta no marido da atriz, Friedrich Mandl. 
Eles haviam casado recentemente e Mandl, um vienense fabricante de armas, 13 anos mais velho que ela, dono de uma fortuna, gastou altas somas tentando readquirir e destruir as cópias do filme. Felizmente, não conseguiu dar fim a todas. 

Ele era um marido controlador, que tentava mantê-la trancada na mansão do casal, onde ela era vigiada por uma empregada. Eles frequentavam jantares no qual comparecia a ascendente elite nazista, com quem Mandl se relacionava. Ele a exibia como a uma obra de arte. Como várias artistas alemãs e austríacas, Hedy não concordava com o regime nazista, mas, em anos pré-Segunda Guerra era obrigada a comparecer a tais eventos. 

Ela não precisou suportar os nazistas e muito menos o marido por muito tempo. Em 1937, vivendo ainda em Viena, ela dopou a empregada e vestiu suas roupas, se disfarçando. Com todas as suas jóias, Hedy seguiu para Paris, onde pediu o divórcio.
Uma vez que recebia um péssimo tratamento de seu marido e estando cada vez mais perto de suas amizades nazistas, essa era a única e melhor opção que a jovem artista judia podia tomar.

Curiosidade: mesmo amigo de nazistas, Mandl era judeu.

De Paris, ela foi para Londres e, depois, para Hollywood, onde pôde retomar sua carreira. 
Quando trabalhou em Berlim com o produtor e diretor teatral Max Reinhardt, ela a considerava a mulher mais bela da Europa. Na capital do cinema, ela seria considerada a mais bela do mundo, a própria Deusa da Beleza.

Atuando em filmes onde sua beleza se destacava, Hedy também era sedutora e elegante, abusando do glamour em uma época onde isso era essencial.

Ela afirmava: "Qualquer mulher pode ser glamurosa: basta ficar quieta e fazer uma expressão de burra".

Porém, ela não era apenas um bela mulher. Também era inteligente, aliás, inteligentíssima!

Quando ainda era casada com Mandl, Hedy não participava somente de eventos sociais. Também frequentava os encontros técnicos de seu marido. Possuindo grande aptidão à matemática, ela aprendeu os princípios de tecnologia militar, principalmente no que dizia respeito ao interesse de Mandl: controlar torpedos por ondas de rádio. 


O invento

O músico George Antheil também era alguém muito inteligente. Além da música, ele se dedicava à invenções, tendo se notabilizado ao experimentar o controle autômato de instrumentos musicais (como o visto no filme Ballet Mécanique, de Fernand Léger, de 1924). Antheil tinha tão vasto conhecimento geral que escreveu um livro sobe endocrinologia. Ele e Hedy se conheceram por volta de 1940, quando passaram a ser vizinhos em Hollywood. Ela o procurou buscando conselhos sobre como aumentar os seios (lembrem-se que ele possuía um vasto conhecimento). Acabaram ficando amigos.


George Antheil


Nessa época, ela, que tinha muitos conhecimentos de física e eletrônica, tendo acompanhado o trabalho de seu ex-marido, já havia criado o Frequence Hooping (Alternância de Frequências), que funcionava assim: se o emissor e o receptor mudassem constantemente de frequência, somente eles poderiam se comunicar, sem correrem o risco de serem interceptados pelo inimigo.

O site nerdpai.com nos explica melhor: "Imagine sua estação de rádio mudando de posição constantemente e seu aparelho acompanhando a alternância. Você conseguiria ouvir a transmissão, mas outros rádios não teriam como sintonizar a estação, por não saber qual a posição certa no dial, até porque ela mudaria constantemente".

Para saber como realizar isso, Hedy contou com a ajuda de seu amigo músico Antheil, que tinha raiva de Hitler, pois o ditador realizou uma caça à Música Moderna (que considerava uma "aberração judaica") em prol do Romantismo (Wagner).  Sua solução veio justamente de sua obra Ballet Mécanique (a música): a sincronização entre emissor e receptor seria feita exatamente como ele fez ao sincronizar 16 pianos no filme, usando rolos perfurados. 
Transportando para os transmissores e receptores de rádio, ele e Hedy Lamarr desenvolveram uma técnica capaz de usar 88 frequências diferentes numa mesma transmissão, o mesmo número das teclas de um piano.
Aliás, ambos experimentaram ao piano, em um dueto: ela repetindo em outra escala as notas que ele tocava, experimentando o controle dos instrumentos. 

A ideia recebeu o nome de Sistema de Comunicação Secreta.

Eles patentearam o invento em 1942. Ela assinou como Hedy Kiesler Markey, achando que não seria levado a sério se assinasse Hedy Lamarr. Porém, os militares não gostaram de sistema adaptado de um instrumento musical. Hedy e Antheil passaram a colaborar par alevantar fundos para a guerra, mas, usando apenas suas famas de artistas.


Parte da patente de Hedy Lamarr e George Antheil.


A patente ficou esquecida até 1957. Nesse ano, engenheiros da Sylvania criaram um sistema que usava o mesmo projeto, mas eletrônico e não mecânico. Até 1962, esse projeto ficou em sigilo, quando foi utilizado na crise dos Mísseis Cubanos. Infelizmente, nessa ocasião, a patente de Hedy e Antheil (que faleceu em 1959) já havia expirado. 



Nos dias de hoje

Novamente, o site nerdpai.com nos explica.
"Hoje, a ideia de alternância de freqüência serve como base na técnica moderna de comunicação por espalhamento espectral, que garante a confiabilidade dos dados. Essa técnica é usada hoje nos protocolos Bluetooth, Wi-Fi e CDMA. Portanto, toda vez que você fizer uma ligação, lembre-se que uma estrela de Hollywood tornou isso possível". 

Resumindo tudo isso, foi graças à invenção de Hedy Lamarr que surgiu a tecnologia necessária para a telefonia celular. 

Mas, nem ela e nem sua família ou a família de seu amigo e parceiro receberam um centavo por sua invenção.

Somente em 1997, quando ela estava com 84 anos e Antheil já falecido, ambos foram homenageados com um prêmio da Eletronic Frontier Foundation, entidade sem fins lucrativos dos EUA que luta pelos direitos digitais. Na ocasião, Hedy Lamarr declarou por telefone: "O que eu ganho com isso? Não tenho motivo para estar orgulhosa desse prêmio".

Em 2005, o primeiro Dia dos Inventores, na Alemanha, foi criado em sua honra, em 09 de novembro, data de seu aniversário de 92 anos.



Voltando à Estrela

Em 1938, após sua fuga de Viena, ela estrelaria ao lado de Charles Boyer o filme Argélia (Algiers), dirigido por John Cromwell. Ao lado de Robert Taylor, apareceu em 1939 no filme Flor dos Trópicos (Lady of the Tropics), dirigido por Jack Conway e Leslie Fenton. De 1940 até 1948, Hedy Lamarr apareceu em 16 filmes.

Em 1949 seu nome entraria definitivamente para a história do cinema ao estrelar Sansão e Dalila (Samson and Delilah), dirigido por Cecil B. DeMille, onde interpretava Dalila e atuava ao lado de Victor Mature (Sansão), e ainda, George Sanders e Angela Lansbury. Nesse filme, sua beleza e sensualidade são lembradas até hoje.

Depois desse sucesso, apareceria em mais doze filmes até 1958.

Nos anos 60, foi acusada de roubo, sendo considerada inocente.

Em 1998 uma ilustração de seu rosto foi usada Corel Corporation na publicidade para o CorelDRAW8 software, sem a autorização da atriz. Em 1999, o caso foi resolvido.




A fotografia original e a ilustração usada pela empresa Corel Company.



Hedy Lamarr faleceu na Flórida, EUA, em 19 de janeiro de 2000, aos 86 anos. Seu desejo foi atendido: suas cinzas foram levadas para Viena e espalhadas na floresta Wienerwald.



Curiosidades

Casou-se seis vezes. Entre seus maridos estavam o roteirista Gene Markey e o ator John Loder. Namorou o brasileiro Jorginho Guinle.

Foi uma das primeiras mulheres a fazer implante de silicone, aumentando os seios.

Era a dona da mansão usada no filme A Noviça Rebelde (The Sound of Music), de 1965.

Em sua biografia escreveu que para se tornar estrela em Hollywood era preciso ir para a cama com agentes, atores, diretores e produtores. "E nessa ordem. É brutal, mas, é a realidade", afirmou.

Fora o processo na empresa Corel Corporation, processou também o diretor Mel Brooks,por ter utilizado seu nome no filme Banzé do Oeste (Blazing Saddles), de 1974.

No jogo de computador Half-Life 2, o personagem Dr. Isaac Kleiner possui um headcrab de estimação chamado Lamarr, em sua homenagem.

Seu sobrenome Lamarr é uma homenagem à atriz Barbara La Marr, famosa em Hollywood nas décadas de 1910 e 1920, tendo falecido  em 1926 aos 29 anos. O poderoso presidente da MGM Louis B. Mayer, que era fã de Barbara, foi quem escolheu o sobrenome. Louis contratou Hedy ainda em Londres, após a fuga de Viena.

Hedy Lamarr serviu de inspiração para Walt Disney criar (ninguém menos) que o personagem Branca de Neve.












Fontes:
http://cinemaclassico.com/
http://ofalcaomaltes.com/
http://www.geek.com.br/
http://ela.oglobo.globo.com/
http://nerdpai.com/
http://www.hedylamarr.com/
http://www.hedylamarr.org/
http://www.doctormacro.com







domingo, 8 de novembro de 2015

UM POUQUINHO DE AMOR / SAPATINHO DA VIDA - Marchas 1934

Carmen Miranda.
Revista O Malho, 22 de novembro de 1934.
http://memoria.bn.br/

Hoje, trago duas músicas gravadas por Carmen Miranda.
Ambas são marchas gravadas em 1934 e são uma delícia de se ouvir, bem como o repertório de Carmen.
Um Pouquinho de Amor e Sapatinho da Vida são da autoria de Joubert de Carvalho, o médico/compositor que compôs o primeiro sucesso de Carmen Miranda, Pra Você Gostar de Mim (Taí). Para completar a obra, o acompanhamento ficou a cargo de Pixinguinha e seu conjunto Diabos do Céu.



Sapatinha (sic) da Vida
O Malho, 02 de agosto de 1934.






UM POUQUINHO DE AMOR

Disco Victor 33.798-A, matriz 79646-1
Gravado em 08 de junho de 1934 e lançado em julho
Joubert de Carvalho cita a música Linda Morena, de Lamartine Babo, sucesso do carnaval de 1933 na voz de Mário Reis e do próprio Lamartine.




Ofereceram-me um palácio à beira mar
com muito luxo para eu ir lá morar
Colar de pérolas, braldas.
De vez em quando, Caxambú, Poços de Caldas.

Tudo aceitei
Mas, com uma condição
Dar liberdade ao coração
Se nesta vida
todos passam pela dor
Ninguém passa, ninguém vive
sem um pouquinho de amor.

Depois, então, eu seguiria até Paris
Pra ver se aquilo é tão bom como se diz
Paris é grande, mas, será terra pequena
Se pelas ruas não tiver Linda Morena.



SAPATINHO DA VIDA

Disco Victor 33.798-B, matriz 79647-2
Gravado em 08 de junho de 1934 e lançado em julho




Eu fiz do coração um sapatinho
e dei ao meu amor para calçar
Depois, recomendei-lhe muito
pise com jeito, ande pouco e devagar.

E o sapatinho que era cor de rosa
foi tão usado e maltratado
Que hoje em dia já não tem a mesma cor
Assim é a vida, assim também é o nosso amor.

Depois eu fiz de novo outro presente
De um sapatinho todo à fantasia
Então recomendei-lhe muito
Use bastante, se possível, todo dia.

E o sapatinho que era cor de rosa
foi desprezado, abandonado.
Hoje, a saudade é o que resta em seu louvor
Assim é a vida, assim também é o nosso amor.








Agradecimento ao Arquivo Nirez






sábado, 7 de novembro de 2015

LE TRAIN BLEU

LE TRAIN BLEUwww.le-train-bleu.com



Antigamente se chamava Buffet de la Gare de Lyon, a partir de 1963 passou a se chamar Le Train Bleu.
É um restaurante localizado no hall da Gare de Lyon, em Paris, França.
A estação de trem Gare de Lyon foi construída para a Exposição Universal de Paris em 1900 pelo arquiteto Marius Toudoire (1852-1922). Sempre fez parte o luxuoso restaurante, que ainda encanta quem o frequenta.
As pinturas originais nas paredes e no teto foram feitas pelos melhores artistas franceses da época e cada um mostrou um lugar na França que valia a pena visitar.

Se você for a Paris, visite-o e nos diga o que achou.
Site do restaurante: http://www.le-train-bleu.com/fr/


www.le-train-bleu.com




www.le-train-bleu.com




en.wikipedia.org




https://www.tumblr.com/tagged/belle-epoque















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