Há 114 anos,
nascia no Rio de Janeiro, em 24 de março de 1902, o cantor, humorista
e compositor Januário de Oliveira Januário de Oliveira Chirico).
Januário de Oliveira
consolidou sua carreira em São Paulo.
Reproduzo o texto de uma outra postagem, onde ele interpretou Sinhô: http://zip.net/bgpbWQ
Estreou na Rádio
Sociedade, indo depois para a Rádio Clube do Brasil. O compositor Sinhô (José
Barbosa da Silva), o levou para São Paulo em 1929, para tomar parte em um
espetáculo, no Theatro Municipal dessa cidade, que apoiava a candidatura de
Júlio prestes à Presidência da República, promovido pelo Clube da
Antropofagia.
Curiosidade: Nesse
evento houve o lançamento do samba de Sinhô, Eu Ouço Falar, abordando
Júlio Prestes.
Em São Paulo,
Januário de Oliveira passou a se apresentar, por intermédio de Sinhô, na Rádio
Educadora Paulista (hoje Gazeta). Também foi um dos principais artistas
contratado pela gravadora Columbia, tendo gravado quase todos os seus discos
nessa empresa.
Em 1938, Januário de
Oliveira veio ao Ceará em uma bem sucedida excursão. Ele ficou hospedado no
célebre Excelsior Hotel, na Praça do Ferreira.
Foi um dos pioneiros da gravadora Columbia no Brasil, onde gravou cerca de 59 discos e 103 músicas, no período de 1929 a 1938.
Foi um dos pioneiros da gravadora Columbia no Brasil, onde gravou cerca de 59 discos e 103 músicas, no período de 1929 a 1938.
Nos anos 40, ele voltou ao Rio de Janeiro. Fazia humorismo nos Cassinos e na Rádio Nacional e imitava com perfeição todas as vozes de uma opereta: barítono, tenor, soprano, contralto.
Estava em São Paulo, novamente, onde pegou o advento da televisão, mas, logo seria apenas empresário artístico, até falecer, em 22 de fevereiro de 1963.
Januário de Oliveira
foi um dos grandes intérpretes de nossa música. Hoje, esquecido pela maioria
das pessoas e lembrado por poucos que se interessam em descobrir nosso passado
musical. Sua discografia é de primeiríssima qualidade, revelando o que de
melhor havia em sambas, canções, valsas, no final dos anos 20 e durante os anos
30.
Felizmente, ele seria
relembrado pelo selo Revivendo de Curitiba, fundado pelo saudoso pesquisador
Leon Barg. Foi através dessa empresa que conheci o trabalho de Januário de
Oliveira. Entre as músicas que mais me marcaram estavam Cauhã e Engenho
Novo.
Gravações de Januário de Oliveira na Victor
MARLI (A Dor do Abandono)
Valsa de Arnaldo Pescuma
Acompanhamento de Harry Korsarin e Seus Almirantes
Disco Victor 33.665-A, matriz 65710-1
Gravado em 17 de março de 1933 e lançado em junho
HÁ NOS TEUS OLHOS UM LUAR
Valsa de Joubert de Carvalho
Acompanhamento de Harry Korsarin e Seus Almirantes
Disco Victor 33.665-B, matriz 65709-1
Gravado em 17 de março de 1933 e lançado em junho
OH VEM POR DEUS
Canção de André Filho
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.733-A, matriz 65707-1
Gravado em 12 de abril de 1933 e lançado em abril de 1934
NA ORFANDADE
Canção de André Filho
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.733-B, matriz 65708-1
Gravado em 12 de abril de 1933 e lançado em abril de 1934
SONHO E REALIDADE
Valsa de Milton Amaral
Acompanhamento do Grupo do Canhoto
Disco Victor 33.864-A, matriz 797222-1
Gravado em 11 de outubro de 1934 e lançado em dezembro
ALMA DA NOITE
Valsa de José Maria de Abreu e Osvaldo Santiago
Acompanhamento do Grupo do Canhoto
Disco Victor 33.864-B, matriz 797223-1
Gravado em 11 de outubro de 1934 e lançado em dezembro
TORTURA DE AMOR
Valsa de Valentina Biosca e Heitor Catumbi
Valsa de Valentina Biosca e Heitor Catumbi
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.919-A, matriz 79727-2
Gravado em 12 de outubro de 1934 e lançado em abril de 1935
MEU DESTINO
Valsa de José Maria de Abreu e Carlos Rego Barros de Souza
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.919-B, matriz 79728-2
Gravado em 12 de outubro de 1934 e lançado em abril de 1935









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