terça-feira, 17 de outubro de 2017

CHIQUINHA GONZAGA INTERPRETADA POR SENHORITA ODETTE



CHIQUINHA GONZAGA
lounge.obviousmag.org


Há 170 anos nascia CHIQUINHA GONZAGA, nossa primeira maestrina e compositora pioneira em nossa música.

Nascida em 17 de outubro de 1847, no Rio de Janeiro, ela faleceria em 28 de fevereiro de 1935, em pleno carnaval.

Por ocasião dos 80 anos de seu falecimento, postamos várias informações sobre ela (http://bit.ly/chiquinha80saudade), bem como divulgamos a descoberta de um disco onde a própria compositora se anuncia e executa suas músicas (http://bit.ly/chiquinhavozepiano).

Para homenageá-la, trago Senhorita Odette, a primeira mulher a gravar discos no Brasil, interpretando algumas de suas composições.

Chiquinha Gonzaga não figura somente como uma compositora de sucesso, mãe da nossa música popular brasileira, mas, também como uma mulher que lutou por seus direitos e sonhos em uma época em que a sociedade era predominantemente patriarcal e à mulher cabia somente o papel de ficar à sombra de seus maridos. O preço que ela pagou foi muito alto, mas, serviu de exemplo para que outras mulheres, suas contemporâneas ou não, também saíssem da prisão que a sociedade lhes impunha.

Com mais de oitenta anos, Chiquinha Gonzaga continuava a compor e a trabalhar em prol dos direitos dos compositores. Durante toda sua fascinante vida, ela se viu cercada por personagens célebres e muitas mulheres que trabalhavam em teatro cantando e dançando suas músicas ou gravando suas composições em discos.

Foi pensando nisso que eu trouxe uma cantora contemporânea da maestrina chamada Odette. Conhecida em discos como Senhorita Odette, ela seria a primeira mulher a gravar no Brasil e na América Latina. Até agora, nenhum pesquisador encontrou nada a respeito de quem seria essa intérprete ou mesmo alguma fotografia sua. Encontrei o nome Odette em peças do período de 1901 a 1904, algumas em francês, mas, não tem como associar as duas pessoas, pois, não havia qualquer menção de discos.

De 1903 a 1904, foram lançados vários discos de Senhorita Odette, entre eles algumas composições de Chiquinha Gonzaga, que musicara versos de poetas e dramaturgos, como Casimiro de Abreu, Palhares Ribeiro e Francisco Sodré. São quatro composições inspiradas e belas, que retratam o romantismo da segunda metade do século XIX. Com o surgimento da indústria fonográfica em 1902, foi possível registrar em cera muitas músicas que fizeram sucesso no século anterior. 

Nesse link http://bit.ly/chiquinha79saudades, você confere os jornais de 01 de março de 1935 que falaram sobre Chiquinha Gonzaga.



Eis as músicas e suas gravações, com letras.
Todas foram gravadas por Senhorita Odette.



Manhã de Amor, foi publicada em 1881 para canto e piano por Arthur Napoleão e Cia., na série Canto Português - Coleção de Romances, Modinhas, Lundus, etc. Trata-se de uma bonita valsa com versos de C. C. 

Selo do disco Manhã de Amor.
Não aparece o nome de Chiquinha Gonzaga como autora.
Arquivo Nirez



Côrte na Roça, foi composta em 1884 e fez parte da burleta A Côrte na Roça, de Palhares Ribeiro, que estreou em 1885 no Theatro Príncipe Imperial, no Rio de Janeiro. Foi a primeira vez que uma mulher, Chiquinha Gonzaga, musicava uma peça teatral. A gravação que trazemos é da balada, ou valsa, para canto e piano que encantou público e crítica naquele longínquo 1885, mas, que ainda deslumbra. O autor dos versos é Francisco Sodré. Essa valsa fazia parte do repertório da atriz-cantora Plácida dos Santos.

Poesia e Amor, um lindo e melancólico poema de Casimiro de Abreu escrito na fazenda de seu pai, chamada de  Indaiassú (depois passou a ser a cidade de Indaiaçú, atual Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro) em 1857 e lançado no livro Primaveras, em 1859.
Chiquinha Gonzaga colocaria músicas nesses versos em 1888, conservando o mesmo título de Poesia e Amor.

Beijos, valsa publicada em 1899, como romance, por Manual Antônio Guimarães. fazia parte do repertório de Plácida dos Santos. Os versos são de Luiz Murat e Alfredo de Souza.



MANHÃ DE AMOR

Disco Zon-O-Phone X-699
Matriz X-699 II


 Lá vem a nuvem dourada
Erguendo-se no horizonte
Não tarda que a madrugada
Após a nuvem desponte

Ah! Entre o amor e o desejo
Vem o dia do intervalo
Só posso te dar um beijo
Não ouves cantar o galo

Olha, não vás, um beijo mais
Deixa morena nos teus lábios dar
Oh! bela esquiva deixa que eu viva
O galo canta, deixá-lo cantar!

Da noite rasgou-se o véu
Desfez-se a grata ilusão!
Nenhuma estrela no céu
De amor findou-se a canção

Ah! Adeus, adeus aí vem o sol
Dourando as águas do mar!
São horas! Olha o arrebol…
Lá torna o galo a cantar!

Olha, não vás, um beijo mais…
Deixa morena nos teus lábios dar
Ó bela esquiva deixa que eu viva
O galo canta deixá-lo cantar!

Das aves começa o canto
No jardim acorda a flor
Quebrou-se o mágico encanto
Da nossa manhã de amor

Ah! Toma é o último beijo
Deste amoroso intervalo
Esperemos outro ensejo
Adeus! que lá canta o galo!




CÔRTE NA ROÇA

Disco Zon-O-Phone X-702


1
Esse teu leque formoso
De luz e perfume cheio,
É o beija-flor cauteloso
A esvoaçar em teu seio!

Este calor que tu sentes,
Que te escalda o coração,
São os sintomas ardentes 
De uma impetuosa paixão!

Ah! Ah! São os sintomas ardentes,
Ah! Ah! De uma impetuosa paixão

 2
Este sorriso que implora
Que apurpura os lábios teus,
É uma restea da aurora
De outro azul e de outros céus.

Há no teu colo tremente
O mesmo encanto da flor.
Guarda esse leque explendente,
Meu primeiro e santo amor!
  
3
Meu coração não se acalma,
Não cessa de te adorar.
Deixa abrasar a minh’alma
Nas chamas do teu olhar.

Não temas não há perigo,
Por que te assustas, meu anjo?
Leva minh’alma contigo,
Solta as tuas asas arcanjo.



POESIA E AMOR 

Disco Zon-O-Phone X-705
Senhorita Odette gravou somente as estrofes 1,4, e 5.

 1.
A tarde que expira,
A flor que suspira,
O canto da lira,
Da lua o clarão;
Dos mares na raia
A luz que desmaia,
E as ondas na praia
Lambendo-lhe o chão;
Da noite a harmonia
Melhor que a do dia,
E a viva ardentia
Das águas do mar;
A virgem incauta,
As vozes da flauta,
E o canto do nauta
Chorando o seu lar;

2.
Os tremulos lumes,
Da fonte os queixumes,
E os meigos perfumes
Que solta o vergel;
As noites brilhantes,
E os doces instantes
Dos noivos amantes
Na lua de mel;
Do tempo nas naves
As notas suaves,
E o trino das aves
Saudando o arrebol;
As tardes estivas,
E as rosas lascivas
Erguendo-se altivas
Aos raios do sol;

3.
A gota de orvalho
Tremendo no galho
Do velho carvalho
Nas folhas do ingá;
O bater do seio,
Dos bosques no meio
O doce gorgeio
D’algum sabiá;
A orfã que chora,
A flor que se cora
Aos raios da aurora,
No albor da manhã;
Os sonhos eternos,
Os gozos mais ternos,
Os beijos maternos
E as vozes de irmã;

4.
O sino da torre
Carpindo quem morre;
E o rio que corre
Banhando o chorão;
O triste que vela
Cantando a donzela
A trova singela
Do seu coração;
A luz da alvorada
E a nuvem dourada
Qual berço de fada
Num céu todo azul;
No lago e nos brejos
Os férvidos beijos
E os loucos bafejos
Das brisas do sul;

5.
Toda essa ternura
Que a rica natura
Soletra e murmura
Nos hálitos seus,
Da terra os encantos,
Das noites os prantos,
São hinos, são cantos
Que sobem a Deus!
Os trêmulos lumes
Da veiga os perfumes,
Da fonte os queixumes,
Dos prados a flor,
Do mar a ardentia
Da noite a harmonia,
Tudo isso é – poesia!
Tudo isso é – amor!



BEIJOS

Disco Zon-O-Phone X-696

Nossos desejos são brasas
Ai! Pomba, não sejas louca
Se os beijos tivessem asas
Andavam de boca em boca

Que lindo enxame dourado
Quanto lábio nacarado
Não tremeria ao adejo
De um beijo

Não temas! Geme o piano
Ai! Flor, e ele geme tanto:
Em cada nota um arcano
E uma prece em cada pranto

E esse pranto e tão doce
É leve, como se fosse
O brando e trepido adejo
De um beijo

Não temas, flor, os desejos
Que minha alma ardente esflora
Dá-me os teus beijos, teus beijos
Tem os fulgores d’aurora

Vês meu peito em pranto imerso
Vôa ao céu, astro, ao teu berço!
Remonta em trêmulo adejo
Como um beijo












Fontes:
Arquivo Nirez
Arquivo Marcelo Bonavides
Site Chiquinha Gonzaga: http://www.chiquinhagonzaga.com/


















domingo, 1 de outubro de 2017

ZAÍRA CAVALCANTI E SUAS GRAVAÇÕES

ZAÍRA CAVALCANTI, 1929
Livro Viva O Rebolado
de Salvyano Cavalcanti de Paiva
Aqruivo
Marcelo Bonavides


Há 104 anos nascia a cantora e atriz ZAÍRA CAVALCANTI, uma das mais belas e talentosas artistas de nosso teatro de revista e nossa música popular brasileira.

Zaíra Baltazar Cavalcanti nasceu em Santa Maria (Rio Grande do Sul), em 01 de outubro de 1913. Era filha do militar pernambucano Otávio Cavalcanti e de Conceição Baltazar.

Iniciou sua carreira artística muito cedo, ainda em Porto Alegre, descoberta pelo empresário Mário Ulles (ou Hulles), que a convidou para ir ao Rio de Janeiro. Antes de embarcar, ele a testou no Teatro Guarany, de Porto Alegre. Zaíra cantou Luar do Sertão, de João Pernambuco e Catullo da Paixão Cearense, agradando em cheio e confirmando o convite ao Rio.

Em 1927, vamos encontra-la no Rio de Janeiro como estrela do filme Flôr do Pântano (inacabado), da Artistas Unidos do Brasil. Ela tinha mais ou menos treze anos.

No Rio de Janeiro ela estrearia no Alcazar (a segunda casa de espetáculos com esse nome), na Rua do Passeio. O célebre compositor e cabaretier De Chocolat a apresentou como “a nova estrela que o Rio iria conhecer”.

Com a Companhia Arruda, viajou para Santos. De volta ao Rio, sem ter vaidades de estrela, foi ser corista na Companhia Tró-ló-ló, de Jardel Jércolis, no Teatro Glória, na Cinelândia.

Sua grande oportunidade veio em 24 de janeiro de 1930, com a estreia da revista Dá Nela!, no Theatro Recreio. Cabia à Zaíra cantar a marchinha de Ary Barroso que dava nome à peça e que havia ganhado o concurso de músicas da Casa Edison. Quando a jovem de dezesseis anos surgiu no palco com as coristas, cantando os versos, vestida de calças compridas e lenço vermelho ao pescoço, o público exultou, consagrando-a como grande estrela. Ela precisou repetir a música três vezes, a pedido da plateia. O crítico teatral Lafayette Silva afirmou que ela era “a mais séria ameaça do teatro popular”. Assim, nascia uma nova estrela brasileira.

Ainda em 1930, ela começou a gravar discos. Seu primeiro disco, gravado na Parlophon, trazia os sambas Pedaço de Mau Caminho, de Eduardo Souto e Osvaldo Santiago, e Gongá, de José Luís da Costa (Príncipe Pretinho). Ela também gravaria na Odeon, ao todo quatorze músicas em sete discos, entre 1930 e 1932. Alguns de seus sucessos no teatro foram gravados, como Por Que?, samba de Olímpio Bastos (Mesquitinha), que ela cantou na revista Pau Brasil, de 1930. Gravaria ainda a belíssima Canção dos Infelizes, em 1930, de Ernesto dos Santos (Donga), Luís Peixoto e Marques Porto. Essa canção seria regravada em 1931 pela soprano Zaíra de Oliveira, esposa de Donga. Zaíra Cavalcanti traz uma parte declamada. Em Sem Querer, samba-canção de Ary Barroso, Marques Porto e Luís Peixoto, gravado no final de 1930, Zaíra nos dá uma dolente interpretação.

"Usando o Iodosan conservo os meus dentes assim,
Zaíra Cavalcanti, 20-12-32"
Revista A Noite Illustrada, 1932
Propaganda de Iodosan.


Zaíra Cavalcanti seguiu com êxito no teatro musicado, participando de filme no Brasil e na Argentina, excursionando pelo Brasil e exterior, levando nossa música através de seu grande talento de interpretar nossos ritmos.

Um de seus últimos filmes foi ao lado de Mazzaropi, seu amigo e admirador, em Uma Pistola Para Djeca, de 1970.

Ela faleceria no Retiro dos Artistas, do Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1981, pouco antes de completar 68 anos.

Zaíra Cavalcanti foi uma de nossas mais belas atrizes-cantoras e vedete, além de possuir um talento ímpar, sendo reconhecida por sua bonita voz e sua forma especial de cantar a nossa música.


Trago novamente, dessa vez reunida em uma postagem, todas as suas gravações, feitas na Parlophon e na Odeon. Agradeço aos amigos pesquisadores e colecionadores Dijalma Cândido e Nirez (Miguel Ângelo de Azevedo) pelas gravações. Dijalma ainda nos enviou gentilmente as fotografias dos selos dos discos.



PEDAÇO DE MAU CAMINHO


Samba de Eduardo Souto e Osvaldo Santiago
Acompanhamento de Simão Nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.114-A, matriz 3317
Gravado em 1930 e lançado em março




GONGÁ



Samba de José Luís da Costa (Zé Pretinho)
Acompanhamento de Simão Nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.114-B, matriz 3318
Gravado em 1930 e lançado em março




DIGA


Samba canção de Gonçalves de Oliveira e Lamartine Babo
Acompanhamento da Orquestra Pan American, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 10.611-A, matriz 3548-1
Lançado em junho de 1930




CANÇÃO DOS INFELIZES


Canção de Ernesto dos Santos (Donga), Luís Peixoto e Marques Porto
Acompanhamento da Orquestra Pan American, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 10.611-B, matriz 3547-1
Lançado em junho de 1930




ORGIA


Samba de A. Neves e Luís Peixoto
Acompanhamento de Simão nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.200-A, matriz 3733
Gravado em 1930 e lançado em setembro




POR QUE?


Samba Olímpio Bastos
Acompanhamento de Simão nacional Orquestra
Disco Parlophon 13.200-B, matriz 3739
Gravado em 1930 e lançado em setembro
Lançado por Zaíra Cavalcanti na revista musical Pau Brasil, de 1930.




TEM MUAMBA


Samba de Eduardo Souto e João de Barro
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.218-A, matriz 3898
Gravado em 1930 e lançado em outubro





VOU PEDIR À PADROEIRA


Samba da Penha
De Américo de Carvalho
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.218-B, matriz 3899
Gravado em 1930 e lançado em outubro






CARANGUEJO TAMBÉM SOBE NO ARVOREDO


Samba de Mário Barros
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.255-A, matriz T-17
Lançado em janeiro de 1931





SEM QUERER...


Samba canção de Ary Barroso, Marques Porto e Luís Peixoto
Acompanhamento da Orquestra Guanabara
Disco Parlophon 13.255-B, matriz T-16
Lançado em janeiro de 1931





QUANDO ESCUTO VOCÊ CANTAR


Fox de Milton Amaral e Jerônimo Cabral
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.951-A, matriz 4529
Gravado em 20 de outubro de 1932 e lançado em janeiro e fevereiro de 1933




QUANDO TU FORES BEM VELHINHO


Samba de Paulo orlando e Jerônimo Cabral
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.951-B, matriz 4530
Gravado em 20 de outubro de 1932 e lançado em janeiro e fevereiro de 1933





NOSSAS CORES


Samba de Oscar Cardona
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.984-A, matriz 4524
Gravado em outubro de 1932 e lançado em março de 1933






NÃO TERÁS PERDÃO


Choro de Oscar Cardona
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.984-B, matriz 4525
Gravado em outubro de 1932 e lançado em março de 1933


















sexta-feira, 29 de setembro de 2017

LINDA BATISTA INTERPRETA CHIQUINHO SALES

CHIQUINHO SALES
Revista Fon Fon, 1940
http://memoria.bn.br


Há 108 anos nascia o compositor CHIQUINHO SALES.

Francisco Sales nasceu em 29 de setembro de 1909.

Como Chiquinho Sales foi um fértil compositor, produzindo várias músicas humorísticas para a dupla Alvarenga e Ranchinho. Também compunha para Linda Batista, que apresentava suas músicas no Cassino da Urca, além de gravar algumas delas.

Embora outros intérpretes, como Dircinha Batista e Francisco Alves tivessem gravados suas composições, a maioria foi registrada pela dupla Alvarenga e Ranchinho.

Hoje, trago as gravações feitas por Linda Batista entre 1941 e 1943.

LINDA BATISTA
Revista O Malho, 1940
http://memoria.bn.br





EU FUI À EUROPA
Samba Choro
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.785-A, matriz S-052241
Gravado em 10 de junho de 1941 e lançado em agosto



MEU BAMBA
Samba Choro em parceria com Luís Peixoto
Acompanhamento dos Diabos do Céu
Disco Victor 34.785-B, matriz S-052242
Gravado em 10 de junho de 1941 e lançado em agosto



A VIDA É ISTO
Choro
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 34.939-A, matriz S-052513
Gravado em 11 de maio de 1942 e lançado em julho



SALVE A BATUCADA
Samba em parceria com Buci Moreira e Carlos de Souza
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 34.939-B, matriz S-052514
Gravado em 11 de maio de 1942 e lançado em julho



MAU COSTUME
Samba em parceria com Buci Moreira e Carlos de Souza
Disco Victor 34.954-A, matriz S-052554
Gravado em 15 de junho de 1942 e lançado em agosto



DA CENTRAL A BELÉM
Samba
Acompanhamento de Benedito Lacerda e Seu Regional
Disco Victor 80-0092-B, matriz S-052745-1
Gravado em 02 de abril de 1943 e lançado em julho







Agradecimento ao Arquivo Nirez
















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