sábado, 19 de agosto de 2017

ARACY DE ALMEIDA E FRANCISCO ALVES

FRANCISCO ALVES E ARACY DE ALMEIDA, 1940.
Revista O Cruzeiro
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O dia de hoje, 19 de agosto, marca o aniversário de dois grandes nomes de nossa música popular: ARACY DE ALMEIDA E FRANCISCO ALVES.

Aracy de Almeida, A Dama do Encantado, estaria completando 103 anos. Ela nasceu no Rio de Janeiro em 19 de agosto de 1914 e faleceu nessa mesma cidade, em 20 de junho de 1988. Ela e Marília Batista foram as maiores intérprete de Noel Rosa, amigo das duas. Aracy teve uma carreira de sucesso no rádio e no disco, nas décadas de 30,40 e 50. 

ARACY DE ALMEIDA, 1940.
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Francisco Alves, O Rei da Voz, estaria completando 119 anos. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 19 de agosto de 1898 e faleceu em Pindamonhangaba (SP), em 27 de setembro de 1952. Começou sua carreira no final dos anos 10, como ato-cantor. Na segunda metade dos anos 20 já era o maior cantor do Brasil, sendo sucesso no rádio, disco e filmes. Foi o cantor que mais gravou disco 78 rpm. Sua carreira sempre esteve em alta, estando em atividade nas décadas de 10, 20, 30, 40 e 50.

FRANCISCO ALVES, 1940.
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ARACY DE ALMEIDA LÊ A MÃO DE FRANCISCO ALVES, 1937.
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Gravações de Aracy de Almeida


MAMÃE BAIANA
Canção Regional de Joracy Camargo e Xerém
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 34.586-A, matriz 33322-1
Gravado em 14 de fevereiro de 1940 e lançado em abril



CONTINUA
Samba de Ataulfo Alves e Marino Pinto
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 34.605-B, matriz 33358-1
Gravado em 21 de março de 1940 e lançado em maio



SAUDOSA FAVELA
Samba de Heitor dos Prazeres
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 34.658-B, matriz 33465-2
Gravado em 09 de setembro de 1940 e lançado em outubro



Gravações de Francisco Alves


SONHEI COM TEUS CARINHOS
Samba de Saint Clair Sena e Bubi Morel
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.665-B, matriz 5929
Gravado em 27 de setembro de 1938 e lançado em novembro
Obs. Curiosamente Francisco Alves gravou esse samba exatamente no dia em que viria a falecer quatorze anos depois.



ORA BOLAS
Marcha de Alcebíades Barcelos e Max Bulhões
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.686-A, matriz 5940
Gravado em 20 de outubro de 1938 e lançado em janeiro de 1939



DIGA-ME
Valsa de Nelson Ferreira
Acompanhamento da Orquestra Odeon sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.711-A, matriz 6025
Gravado em 10 de março de 1939 e lançado em abril







Agradecimento ao Arquivo Nirez














quinta-feira, 17 de agosto de 2017

ADORÁVEIS CANTORAS DESCONHECIDAS - ANOS 30 (Parte II)

Continuando a postagem anterior sobre cantoras da década de 1930 que estão esquecidas, trago mais alguns nomes que brilharam nos anos 20 e 30 e, hoje, desapareceram. Mas não aqui, em nosso Blog.

Confiram a primeira parte: http://encurtador.com.br/uCHQ5




NELLA REGINI

NELLA REGINI
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NELLA REGINI
Jornal A Batalha, 20 de setembro de 1931
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Jornal A Manhã, 11 de agosto de 1928.
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Teatro da Empresa Paschoal Segreto
Jornal A Manhã, 30 de outubro de 1928
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Jornal A Manhã, 06 de novembro de 1928.
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Jornal A Crítica, 24 de janeiro de 1929
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Jornal A Crítica, 14 de março de 1929.
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Jornal Correio da Manhã, 05 de abril de 1931
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Jornal A Esquerda, 16 de abril de 1931.
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Jornal O Estado,
Florianópolis, 17 de julho de 1933.
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Era atriz de teatro musicado e de comédias, tendo feito parte das companhias de Lia Binatti e Teixeira Pinto.

Fez parte da comédia A Verdade ao Meio Dia, onde a atriz e cantora Dulce de Almeida lançou o samba-canção Linda Flor, de Henrique Vogeler, com letra de Cândido Costa.

Gravou, pela Odeon, duas composições de Freire Jr. A canção O Tico-tico e a Jurity e o samba Que bichinho mau.

Em julho de 1931, na reportagem "Como o samba nasce, vive, morre e se perpetua", do Jornal Diário Carioca, Nella Regini foi citada ao lado de Carmen Miranda.

Jornal Diário Carioca, 25 de julho de 1931.
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Procurando no Google encontrei uma Nella Regini, estrela italiana dos anos 10 e 20, mas não posso afirmar ser a mesma que procurei nos arquivos da Biblioteca Nacional e que gravou um disco no Brasil. Na dúvida, fico com as informações dessa última instituição.

Eis suas gravações.



O TICO TICO E A JURITY
Canção de Freire Jr.
Disco Odeon 10.783-A, matriz 4160
Gravado em 28 de fevereiro de 1931 e lançado em abril




QUE BICHINHO MAU
Samba de Freire Jr.
Disco Odeon 10.783-B, matriz 4161
Gravado em 28 de fevereiro de 1931 e lançado em abril






ODETE PIRES

Jornal A Gazeta (SP), 24 de fevereiro de 1931
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Jornal Correio da Manhã, 26 de abril de 1931.
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Revista O Violão, abril de 1931.
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Revista O Violão, abril de 1931.
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Jornal A Gazeta (SP), 01 de dezembro de 1931.
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Era atriz, cantora, compositora e pianista, atuando no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Em São Paulo, apresentava-se em recitais no Teatro São Pedro.

Atuou nas rádios: Rádio Record (SP), Rádio Clube do Brasil, Rádio Educadora Paulista.

Participou do Concurso de Música Brasileira promovido pelo jornal A Gazeta, de São Paulo, obtendo, em 07 de março de 1931, 447 votos.

Gravou nove músicas nas gravadoras Victor, Ouvidor e Arte-Fone, entre 1931 e 1932.


Foi a primeira cantora, segundo a discografia brasileira, a gravar o ritmo pernambucano frevo, com duas composições de Nelson Ferreira, os frevos canções Evoé e Pra Você, Meu Bem.


EVOÉ
Frevo Canção de Nelson Ferreira
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.428-A, matriz 65124-2
Gravado em 10 de março de 1931




PRA VOCÊ, MEU BEM
Frevo Canção de Nelson Ferreira
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.428-B, matriz 65123-1
Gravado em 10 de março de 1931




LA PALOMA
Canção Habanera de S. Yraider
Acompanhamento do Jazz-Band Musical Giuseppe Verdi
Disco Ouvidor 3.034, matriz 3034
Gravado e lançado em 1931





EUNICE FERREIRA


Jornal Diário Carioca, 04 de outubro de 1931.
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Jornal Correio da Manhã, 13 de setembro de 1931.
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Eunice Ferreira surgiu como cantora no começo da década de 1930.

Gravou cinco músicas na Odeon e, ao que parece, foi uma das últimas cantoras, ao lado de Carmen Miranda, a gravar o gênero cançoneta. 

Todos os seus discos foram gravados em 1931.



SAMBA DA BOA TERRA
Samba de João Evangelista
Acompanhamento de Gente Boa
Disco Odeon 10.802-A, matriz 4187
Gravado em março de 1931 e lançado nesse mesmo ano




MINEIRA
Samba de Eduardo Souto e Orestes Barbosa
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.828-A
Lançado em 1931




VAI TRABALHAR
Samba de Glauco Vianna
Acompanhamento da Orquestra Copacabana
Disco Odeon 10.828-B
Lançado em 1931






HELENA BARRETO

Nota sobre o casamento de Palmyra Freitas e José Tavares Cardoso,
onde tomaram parte apresentando-se Zaíra de Oliveira e Helena Barreto.
Jornal Beira Mar, 09 de janeiro de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 26 de julho de 1932.
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De acordo com os jornais pesquisados, ao menos que existissem duas pessoas com o mesmo nome, Helena Barreto, além de cantora, também era violinista, acompanhando a soprano Zaíra de Oliveira, sua amiga, em recitais e apresentações. No casamento de Zaíra de Oliveira e Ernesto dos Santos (Donga), Helena Barreto tocou violino, depois, foi madrinha de batismo da filha do casal, Lygia.

Também encontramos o registro de uma atriz chamada Helena Barreto que iniciou carreira no grupo Filhos de Talma, Aracy Côrtes iniciou sua carreira, no final da década de 1910.

Apresentava-se, ao lado de João Barreto, na Rádio Clube.

Ao lado de João Barreto gravou duas músicas na Parlophon, os sambas Não há castigo, de Noel Rosa e Ernesto dos Santos (Donga), e Se você quiser, de Cícero de Almeida e Ernesto dos Santos (Donga), ambos em 1932.


NÃO HÁ CASTIGO
Samba de Noel Rosa e Ernesto dos Santos (Donga)
Gravado em parceria com João Barreto
Acompanhamento de Gente do Peito
Disco Parlophon 13.437-A, matriz 131451
Gravado em outubro de 1932 e lançado nesse mesmo ano




SE VOCÊ QUISER
Samba de Cícero de Almeida e Ernesto dos Santos (Donga)
Gravado em parceria com João Barreto
Acompanhamento de Gente do Peito
Disco Parlophon 13.437-B, matriz 131452
Gravado em outubro de 1932 e lançado nesse mesmo ano





GERUSA BASTO

GERUSA BASTO
Jornal Diário de Notícias, 27 de setembro de 1931.
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Jornal Diário de Notícias, 27 de setembro de 1931.
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Gerusa Bastos estreou no disco ao lado do cômico Pinto Filho, sendo muito elogiada. Tinha uma bela voz e desenvoltura nas gravações.

Ao todo, gravou quatro músicas, duas com Pinto Filho e duas sozinha, na Victor, entre 1931 e 1932. A música Isabel, marcha de de André Filho, sendo acompanhada pelo Trio T. B. T. e American Jazz, em 1932, seria um disco de prova.


CAMPANHA DA BOA VONTADE
Humorismo de Pinto Filho
Gravado em parceria com Pinto Filho
Acompanhamento de Choro
Disco Victor 33.467-A, matriz 65217-1
Gravado em 14 de agosto de 1931 e lançado em outubro




CHEVALIER DE CASCADURA
Humorismo de Pinto Filho
Gravado em parceria com Pinto Filho
Acompanhamento de Orquestra
Disco Victor 33.467-B, matriz 65218-1
Gravado em 21 de agosto de 1931 e lançado em outubro




VOCÊ ME VIU
Marcha de Vantuil de Carvalho e Elgio de Azevedo
Acompanhamento do Trio T.B.T. e American Jazz
Disco Victor 33.523-A, matriz 65363-2
Gravado em 14 de janeiro de 1932 e lançado em fevereiro




JULINHA DIAS

JULINHA DIAS
Jornal Correio da Manhã, 11 de dezembro de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 11 de dezembro de 1932.
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Julinha Dias era uma conhecida soprano, realizando festivais artísticos, onde era muito aplaudida.

Gravou quatro discos na Parlophon, em 1930.


SINHÁ RITA
Canção de Assis Pacheco
Acompanhamento de Grupo Regional
Disco Parlophon 13.224-A, matriz 3918
Gravado em 1930 e lançado em outubro




PAISAGEM SERTANEJA
Cena Brasileira de João de Barro com arranjo de Eduardo Souto
Acompanhamento de Conjunto Regional
Disco Parlophon 13.224-B, matriz 3917
Gravado em 1930 e lançado em outubro





LILA DIAS


Jornal Correio da Manhã, 30 de março de 1930.
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Jornal Correio da Manhã, 27 de abril de 1930.
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Jornal O Paiz, 08 de junho de 1930.
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EU QUERO JÁ
Samba Canção de Jaime Redondo
Acompanhamento de Gaó, Petit e Zezinho
Disco Columbia 5.179-B, matriz 380548
Lançado em março de 1930




RUMORES DO SERTÃO
Samba Canção de Jaime Redondo
Acompanhamento de Gaó, Petit e Zezinho
Disco Columbia 5.179-B, matriz 380568
Lançado em março de 1930


MARIA BRANCA

MARIA BRANCA ORTEGA
Jornal A Gazeta (SP), 05 de maio de 1932.
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Jornal A Gazeta (SP), 05 de maio de 1932.
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Jornal A Gazeta, 24 de junho de 1932.
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Jornal Correio da Manhã, 23 de dezembro de 1934.
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Maria Branca Ortega integrava, juntamente com suas irmãs, o Trio Ortega.
Com elas, gravou oito músicas na Victor, em 1930.

Participou, em 1930, da Noite Brasileira, no Teatro Santa Helena, em São Paulo.

Atuou na Rádio Educadora Paulista, Rádio Sociedade Record e no Departamento de Propaganda.

Sozinha, gravou três músicas, entre 1930 e 1934, também na Victor, sendo uma delas acompanhada pelo Trio Ortega.

Em 1935, participava das apresentações musicais da Hora do Brasil.

Compôs o poema Só Você, que fazia parte do repertório da, então menina, Lourdinha Bittencourt, em 1938.



A MINHA CANÇÃO DE AMOR
Canção de Lamartine Silva
Gravada em parceria com o Trio Ortega
Acompanhamento da Orquestra Victor Paulista
Disco Victor 33.313-A, matriz 50251-4
Gravado em 15 de maio de 1930 e lançado em julho




NADA TÃO BELO COMO TEU AMOR
Valsa de N. Brodsky e Silvino Neto
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.863-A, matriz 79702-1
Gravado em 27 de setembro de 1934 e lançado em dezembro




POR UMA BOA HORA
Valsa Canção de Maria Branca
Acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira
Disco Victor 33.863-B, matriz 79703-1

Gravado em 27 de setembro de 1934 e lançado em dezembro








Agradecimento ao Arquivo Nirez








quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ZEZÉ FONSECA - 55 ANOS DE SAUDADE

ZEZÉ FONSECA
Arquivo Nirez


Há 55 anos falecia a cantora, atriz, radioatriz, locutora e jornalista ZEZÉ FONSECA.

Maria José González nasceu no Rio de Janeiro em 05 de agosto de 1915, falecendo nessa mesma cidade, em 16 de agosto de 1962.

Iniciou sua carreia artística no início dos anos 30, como cantora e atriz. Fez parte do início do Programa Casé, o primeiro programa de rádio com auditório, ao lado de Sônia Barreto, Noel Rosa e Pixinguinha.

No teatro atuou ao lado de Dulcina de Morais, Laura Suarez, Roberto Vilmar e Elza Gomes.

Gravou discos na Columbia e na Victor entre 1933 e 1936, inclusive gravando ao lado de Breno Ferreira.

Também escrevia poemas, tendo publicados alguns na revista O Cruzeiro, em 1936.

Foi a melhor voz do radioteatro da Rádio Nacional, se destacando como Anita de Montemar na radionovela Em Busca da Felicidade, de 1941.

Nos anos 40, teve um intenso romance com o cantor Orlando Silva. Nessa época, Zezé fez o possível para ajudar o cantor nos problemas de saúde em que ele passava.


Já falamos sobre sua morte no aniversário de 50 anos de seu desaparecimento: http://encurtador.com.br/xGH05



ZEZÉ FONSECA
Arquivo Nirez









Agradecimento ao Arquivo Nirez












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