quinta-feira, 31 de maio de 2018

ABÍLIO LESSA - 43 ANOS DE SAUDADE

ABÍLIO LESSA
O Malho, 1951.
http://memoria.bn.br


Há 43 anos falecia o cantor e compositor ABÍLIO LESSA.

Abílio Lessa nasceu no Rio de Janeiro em 05 de março de 1926.

No começo da década de 1940, iniciou sua carreira artística, gravando seu primeiro disco em 1946. Ao todo, gravou dezesseis músicas no processo de 78 rpm, em oito discos, passando pelas gravadoras Victor, Continental e Star.

Atuou na Rádio Nacional, apresentando-se no programa Dicionário Toddy, dirigido por Fernando Lobo.

Lançou seu último disco em 1961, o LP Quando canta o Trovador, pela Phillips, interpretando músicas de vários compositores, inclusive dele próprio.

Abílio Lessa faleceu aos 49 anos de idade, vitimado por um câncer de esôfago.

Sua breve carreira artística foi suficiente para firmá-lo entre os cantores de destaque dos anos 40 e 50, muito em razão de sua bela voz.

Vamos conferir algumas de suas primeiras gravações, na Victor, realizadas em 1946 e 1947.



SYMPHONIE
Fox Trot de Al Stone, em versão de Alberto Ribeiro
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Orquestra
Disco Continental 15.685-A, matriz 1553-1
Lançado em setembro de 1946



HÁ MUITO TEMPO ATRÁS (IT´S BEEN A LONG LONG TIME)
Fox Trot de S. Cahn, J. Styne, em versão de Osvaldo Santiago
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Orquestra
Disco Continental 15.685-B, matriz 1554-1
Lançado em setembro de 1946



BARBA AZUL
Samba de Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 80-0486-A, matriz S-078623-1
Gravado em 09 de outubro de 1946 e lançado em janeiro de 1947



NÃO FALEM MAL DA MULHER
Samba de Alberto Ribeiro e Saint Clair Sena
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Regional
Disco Victor 80-0486-B, matriz S-078624-1
Gravado em 09 de outubro de 1946 e lançado em janeiro de 1947



MIMI
Valsa Canção de Uriel Lourival
Gravada por Abílio Lessa
Acompanhamento de Regional
Disco RCA Victor 80-0500-A, matriz S-078679-1
Gravado em 11 de novembro de 1946 e lançado em março de 1947



VEM MORENA
Samba de Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Regional
Disco RCA Victor 80-0500-B, matriz S-078682-1
Gravado em 11 de novembro de 1946 e lançado em março de 1947



VOU VIVENDO
Choro de Pixinguinha e Benedito Lacerda
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Pixinguinha e Benedito Lacerda e Seu Regional
Disco RCA Victor 80-0513-A, matriz S-078659-1
Gravado em 06 de dezembro de 1946 e lançado em maio de 1947



NAQUELE TEMPO
Choro de Benedito Lacerda e Alfredo Viana (Pixinguinha)
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Pixinguinha e Benedito Lacerda e Seu Regional
Disco RCA Victor 80-0513-B, matriz S-078660-1
Gravado em 06 de dezembro de 1946 e lançado em maio de 1947



ELA É COVARDE
Samba de Abílio Lessa
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Regional
Disco RCA Victor 80-0524-A, matriz S-078680-1
Gravado em 11 de novembro de 1946 e lançado em agosto de 1947



CÉU MORENO
Valsa Canção de Uriel Lourival
Gravada por Abílio Lessa
Acompanhamento de Regional
Disco RCA Victor 80-0524-B, matriz S-078681-1
Gravado em 11 de novembro de 1946 e lançado em agosto de 1947



MINHA CIGANA
Marcha de Pixinguinha e Benedito Lacerda
Gravada por Abílio Lessa
Acompanhamento de Orquestra
Disco RCA Victor 80-0563-A, matriz S-078802-1
Gravado em 27 de outubro de 1947 e lançado em dezembro



LIBERTA MEU CORAÇÃO
Samba de Geraldo Pereira e José Batista
Gravado por Abílio Lessa
Acompanhamento de Regional
Disco RCA Victor 80-0563-B, matriz S-078803-1
Gravado em 27 de outubro de 1947 e lançado em dezembro









Agradecimento ao Arquivo Nirez















GERALDO MAGALHÃES - 140 ANOS

GERALDO MAGALHÃES
O Malho, 1909
http://memoria.bn.br/



Há 140 anos nascia o cantor GERALDO MAGALHÃES.

Geraldo Magalhães foi um dos mais notáveis e populares cantores das primeiras décadas do século XX.

Nascido em São Gabriel, Rio Grande do Sul, em 31 de maio de 1878, começou a cantar nos chopes berrantes e cafés cantantes, que eram muito populares na vidara do século XIX para o XX. Esses locais eram bares onde havia um pequeno palco. Ali, as pessoas iam beber, conversar e apreciar as apresentações de artistas.

No Rio de Janeiro, Geraldo apresentou-se em lugares como Ao Chopp Grande, onde sua volumosa voz de barítono foi logo notada. Não foi somente nos palcos que ele se destacou, pois, várias vezes, saia fazendo serenatas pelas ruas.

Já conhecido pela cidade, fez sua estreia teatral na Rua do Lavradio, no Salon de Paris. Em seu repertório não faltavam os lundus e cançonetas, bem ao gosto da época. Daí, foi para o Largo da Lapa, no Alcazar Parque (não confundir com o outro Alcazar, que existiu até o final do século XIX). Foi nessa ocasião em que formou dupla com Margarita, ou Margherite, que se apresentava como castelhana e, ao seu lado, interpretava cançonetas picantes como o Dueto do Buraco.

Em nossa música, com destaque ao teatro de revista e os cafés concertos, a melodia inspirada aliada a versos extremamente maliciosos, sempre esteve presente. Esses versos variavam em seu teor de explicitação. Algumas vezes eram suavemente picantes, outras, bem carregados na pimenta e erotismo. Em 1902, quando se começou a gravar discos no Brasil, todos os ritmos e estilos de composições foram levados à cera. As chamadas trovas alegres, um nome fantasia para a músicas de duplo sentido, carregadas de sensualidade, tiveram um bom lugar na indústria fonográfica, como também o tinham na aceitação do público que frequentava o teatro de revista.

Na metade da década de 1900, já famoso, Geraldo Magalhães forma, com a também gaúcha Nina Teixeira, a dupla Os Geraldos. Foi sua mais famosa parceira. Juntos gravaram dezenas de músicas, algumas clássicos de nosso cancioneiro, como Sacy Pererê e Corta Jaca (Gaúcho), ambas de Chiquinha Gonzaga; ou Vem cá, Mulata, de Arquimedes de Oliveira e Bastos Tigre.

Foi com Nina que ele foi até Paris e Lisboa, em uma bem sucedida tournée. Na capital francesa eles levaram o maxixe, que já tinha sido apresentado na década anterior pela atriz Plácida dos Santos (que, também era gaúcha).

Geraldo Magalhães gravou sozinho bonitas canções, romanzas e temas populares.
No começo da década de 1910, desfez a parceria com Nina e começou a apresentar-se com a portuguesa Alda Soares, com quem viria a se casar.

Com Alda, passou a morar em Lisboa, abandonando a carreira em 1927.

Nessa mesma cidade ele faleceu, em 11 de julho de 1970, aos 92 anos.


GERALDO MAGALHÃES
Acervo Humberto Franceschi

  
Trago algumas de suas gravações realizadas na Odeon Record entre 1905 e 1909.



VEM MIMI
Cançoneta
Gravada por Geraldo Magalhães
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon Record 40.403
Lançado em 1905



A FONTE CASTÁLIA
Romanza
Gravada por Geraldo Magalhães
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon Record 40.456
Lançado em 1905



CONSELHOS
Romanza de Carlos Gomes
Gravada por Geraldo Magalhães
Disco Odeon Record 40.492
Lançado em 1905



A LARANJEIRA
Cançoneta
Gravada por Geraldo Magalhães
Disco Odeon Record 40.528
Lançado em 1905



QUE VALEM FLORES
Modinha
Gravada por Geraldo Magalhães
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 40.567
Lançado em 1905



MULATA
Modinha de Gonçalves Crespo e Nicolino Milano
Gravada por Geraldo Magalhães
Disco Odeon Record 40.568
Lançado em 1905



POR MAIS QUE BUSQUE ABAFAR
Modinha
Gravada por Geraldo Magalhães
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 40.593
Lançado em 1905



CAPITAL FEDERAL
Canção de Arthur Azevedo
Gravada por Geraldo Magalhães
Acompanhamento de piano
Disco Odeon Record 40.602
Lançado em 1905



MARGARIDA VAI À FONTE
Canção Popular Portuguesa
Gravada por Geraldo Magalhães
Disco Odeon Record 40.498
Lançado em 1906



A LOURINHA
Canção
Gravada por Geraldo Magalhães
Disco Odeon Record 108.242, matriz XR-779
Lançado em 1909









Agradecimento ao Arquivo Nirez












LUIZ MOREIRA - 98 ANOS DE SAUDADE

LUIZ MOREIRA
Jornal de Theatro & Sport 1918
http://memoria.bn.br



Há 98 anos falecia o revistógrafos, compositor e regente LUIZ MOREIRA.

Luiz Moreira nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1872.

Aos quinze anos de idade escreveu sua primeira partitura, a opereta Amores de Psiquê. Depois comporia outras operetas, como Mimi Bilontra e O Rio Nu, entre outras peças.

Era casado em segundas núpcias com a atriz Abigail Maia, com quem formou ao lado de João Phoca um trio que fazia muito sucesso nos teatros cariocas dos anos 10.


Fon Fon 1915
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Entre 1909 e 1927, teve algumas de suas composições gravadas. Algumas delas, como Inderê, faziam parte do repertório de Abigail Maia. Outras, como A Flor da Pitangueira, gravada em 1913 pela atriz Júlia Martins, seriam sucessos entre o público.

Inderê, gravada por Bahiano e Eduardo das Neves em 1916, era considerada como um “hino” da molecada do final do século XIX, segundo o site Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

Foi um dos mais famosos maestros de seu tempo, excursionando várias vezes pelo Brasil.

Luiz Moreira faleceu em 31 de maio de 1920, no Rio de Janeiro, poucas semanas após completar 48 anos. Morreu trabalhando, enquanto regia sua orquestra no Theatro São Pedro, onde era o diretor da orquestra, executando a sinfonia de Il Guarany, de Carlos Gomes.


O Malho 1920
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Vamos conferir algumas de suas composições, em gravações realizadas entre 1909 e 1927.



APRECIAÇÕES DE NHÔ JUCA
Maxixe de Luiz Moreira
Gravado por Olímpio Nogueira
Disco Victor Record 98.717
Lançado em 1909



TODOS COMEM
Cançoneta de Luiz Moreira
Gravada por João Barros
Disco Victor Record 98.773
Lançado em 1909



O MAXIXE BRASILEIRO
Lundu de Luiz Moreira e Aurélio Cavalcanti
Gravado por Bahiano
Disco Odeon Record 120.172, matriz XR-1721
Lançado em fevereiro de 1913



A FLOR DA PITANGUEIRA
Lundu de Luiz Moreira
Gravado por Júlia Martins
Acompanhamento de Orquestra
Disco Odeon Record 137.064
Lançado em 1913



INDERÊ
Canção de Luiz Moreira
Gravada por Bahiano e Eduardo das Neves
Acompanhamento de Coro, cavaquinho e violão
Disco Odeon Record 121.056
Lançado em 1916
Obs. Repertório da atriz Abigail Maia, esposa de Luiz Moreira.



CHORA, CHORA CHORADÔ
Samba Carnavalesco de Luiz Moreira
Gravado por Bahiano
Acompanhamento de Coro, cavaquinho e violão
Disco Odeon Record 121.057
Lançado em 1916
Obs. Repertório da atriz Abigail Maia, esposa de Luiz Moreira.



SÚPLICA
Modinha de Luiz Moreira
Gravada por Patrício Teixeira
Acompanhamento dos violões de Patrício Teixeira e Rogério Guimarães
Disco Odeon 10.082-B, matriz 1378
Lançado em dezembro de 1927









Agradecimento ao Arquivo Nirez













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