segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

ANO NOVO - 2019

REVISTA O MALHO
28 de Dezembro de 1918
http://memoria.bn.br


Mais um ano se passa e 2019 está quase começando.
Agradeço aos amigos e amigas do Blog a companhia, na esperança de que continuemos compartilhando mais informações sobre os artistas de outrora.

Ilustrando a postagem, apresento a capa da revista O Malho alusiva a passagem do ano de 1918 para 1919.

Como é tradição nossa, trago algumas músicas que fazem alusão ao Ano Novo. São gravações que vão de 1909 até 1962.




Um Feliz Ano Novo a todos!




O ANO NOVO
Lundu
Gravado por Eduardo das Neves
Acompanhamento de violão
Disco Odeon Record 108.375
Lançado em 1909



ANO NOVO
Marcha de Custódio Mesquita e Zeca Ivo
Gravada por Aurora Miranda
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.292-A, matriz 5174
Gravado em 23 de outubro de 1935 e lançado em dezembro




BATEU MEIA NOITE
Marcha de Custódio Mesquita 
Gravada por Aurora Miranda
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 11.292-B, matriz 5175
Gravado em 23 de outubro de 1935 e lançado em dezembro




ANO NOVO
Valsa Sertaneja de Paraguassu
Gravada por Paraguassu e Quarteto Tupan, sob a direção de Georges Moran
Acompanhamento do Conjunto Regional RCA Victor
Disco Victor 34.397-A, matriz 80903-1
Gravado em 26 de setembro de 1938 e lançado em dezembro




FIM DE ANO
Canção Natalina de Francisco Alves e David Nasser
Gravada por João Dias
Disco Odeon 13.199-B, matriz 9149
Gravado em 05 de outubro de 1951 e lançado em dezembro



  
ANO NOVO
Valsa de José Roy e Orlando Monelo
Gravada por Stellinha Egg
Acompanhamento de Coral e Sinos
Disco RCA Victor 80-1067-B, matriz SB-093511
Gravado em 09 de outubro de 1952 e lançado em dezembro




ANO NOVO
Valsa de Francisco Lacerda e José Maffei
Gravado por Laranjinha e Zequinha
Acompanhamento de Regional
Disco Odeon 13.553-B, matriz 9862
Gravado em 31 de agosto de 1953 e lançado em dezembro




FIM DE ANO
Valsa de Valter Melo
Gravada por Cizinha Moura
Acompanhamento de Bandinha e Coro
Disco Chantecler 78-0074-B, matriz C8P-148
Lançado em dezembro de 1958



FIM DE ANO
Valsa de Francisco Alves e David Nasser
Gravada por Roberto Audi
Acompanhamento de Conjunto e Coro
Disco Copacabana 6.491, matriz M-3561

Lançado em dezembro de 1962












Agradecimento ao Arquivo Nirez

MÁRIO REIS - 111 ANOS


MÁRIO REIS ao microfone da Rádio Mayrink Veiga, 1935.
Suas fãs suspiram ao seu lado.
Arquivo Nirez.


Há 111 anos nascia o cantor MÁRIO REIS.

Mário da Silveira Reis nasceu no Rio de Janeiro em 31 de dezembro de 1907, falecendo nessa mesma cidade em 05 de outubro de 1981.

Começou a estudar violão em 1924 com Carlos Lentine, violonista que integraria na década seguinte o Regional de Benedito Lacerda. Em 1926, Mário ingressou na Faculdade de Direito, sendo colega de Ary Barroso. Ainda em 1926, conheceu o compositor Sinhô (José Barbosa da Silva), com que passou a tomar aulas de violão e a quem já admirava como compositor.

Impressionado com a forma que Mário Reis interpretava suas músicas, Sinhô o convidou a gravar um disco na Odeon, em 1928. Do lado A, o samba Que vale a nota sem o carinho da mulher, e do lado B o romance, Carinhos de Vovô, ambos de Sinhô, sendo acompanhado pelos violões de Sinhô e Donga (Ernesto dos Santos).

Seu estilo de cantar simples e coloquial, sem possuir um vozeirão, contrastava com os tenores e barítonos da época, Francisco Alves, Vicente Celestino, Frederico Rocha... Graças ao recente processo elétrico de gravação, Mário Reis podia registrar em cera várias composições, com sua voz calma e afinada. O sucesso veio logo, gravando várias composições de Sinhô e de outros autores da época, Ary Barroso, Cícero de Almeida (Baiano, não confundir com o cantor), José Francisco de Freitas (Freitinhas), Nilton Bastos, Heitor dos Prazeres, entre outros.


Mário Reis em 1939.
Revista Carioca.
http://memoria.bn.br


Um de seus sucessos, gravado na Odeon ainda em 1928, foi o samba Jura, de Sinhô, que, nesse mesmo ano, também foi sucesso na voz de Aracy Côrtes, que o lançou no teatro de revista e em disco Parlophon.

Mário Reis seguiu sua carreia até o final da década de 1930, atuando em rádios, excursões, cinema, shows, cassinos e gravando vários discos de sucesso. Também gravou várias músicas em parceria com Francisco Alves, em um célebre encontro entre dois grandes artistas.

Afastado da carreira artística, trabalhando como funcionário público, Mário Reis vez por outra retornava às atividades como cantor, gravando discos, muitos em homenagem a Sinhô, relançando seus antigos sucessos.


SINHÔ
Arquivo Nirez


Para homenagear Mário Reis, trago suas gravações de composições de Sinhô, que ele registou entre 1928 e 1960. São músicas belíssimas compostas pelo Rei do Samba e interpretadas de modo singular por Mário Reis.



QUE VALE A NOTA SEM O CARINHO DA MULHER
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.224-A, matriz 1741-I
Lançado em agosto de 1928



CARINHOS DE VOVÔ
Romance de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.224-B, matriz 1740
Lançado em agosto de 1928



SABIÁ
Canção de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravada por Mário Reis
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.257-A, matriz 1935
Lançado em outubro de 1928



DEUS NOS LIVRE DO CASTIGO DAS MULHERES
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.257-B, matriz 1936
Lançado em outubro de 1928



JURA
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.278-A, matriz 2070
Lançado em novembro de 1928



GOSTO QUE ME ENROSCO
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de dois violões
Disco Odeon 10.278-B, matriz 2003
Lançado em novembro de 1928



CARGA DE BURRO
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.387-B, matriz 2518
Lançado em maio de 1929



A MEDIDA DO SENHOR DO BONFIM
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.459-A, matriz 2814-1
Lançado em agosto de 1929



CANSEI
Samba Canção de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Pan American
Disco Odeon 10.459-B, matriz 2813
Lançado em agosto de 1929



JÁ É DEMAIS
Samba Canção de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento da Orquestra Pan American, sob a direção de Simon Bountman
Disco Odeon 10.614-B, matriz 3540-1
Lançado em junho de 1930



JURA
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de Vero e Sua Orquestra
Disco Continental 16.454-A, matriz 2691
Gravado em 22 de agosto de 1951
Lançado em outubro e dezembro de 1951



SABIÁ
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de Vero e Sua Orquestra
Disco Continental 16.454-B, matriz 2693
Gravado em 22 de agosto de 1951
Lançado em outubro e dezembro de 1951



FALA MEU LOURO
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de Vero e Sua Orquestra
Disco Continental 16.455-A, matriz 2692
Gravado em 22 de agosto de 1951
Lançado em outubro e dezembro de 1951



GOSTO QUE ME ENROSCO
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de Vero e Sua Orquestra
Disco Continental 16.455-B, matriz 2703
Gravado em 22 de agosto de 1951
Lançado em outubro e dezembro de 1951



ORA VEJAM SÓ
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de Vero e Sua Orquestra
Disco Continental 16.456-A, matriz 2705
Gravado em 22 de agosto de 1951
Lançado em outubro e dezembro de 1951



A FAVELA VAI ABAIXO
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de Vero e Sua Orquestra
Disco Continental 16.456-B, matriz 2704
Gravado em 22 de agosto de 1951
Lançado em outubro e dezembro de 1951



QUE VALE A NOTA SEM O CARINHO DA MULHER
Samba de Sinhô (José Barbosa da Silva)
Gravado por Mário Reis
Acompanhamento de Osvaldo Borba e Sua Orquestra
Disco Odeon 14.662, matriz RIO-14304
Gravado em 15 de junho de 1960 e lançado em agosto










Agradecimento ao Arquivo Nirez










domingo, 30 de dezembro de 2018

JESY BARBOSA - 31 ANOS DE SAUDADE


JESY BARBOSA
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Há 31 anos falecia a cantora, poetisa, jornalista e escritora JESY BARBOSA.

Jesy de Oliveira Barbosa nasceu em Campos (RJ), em 15 de novembro de 1902. Era filha da musicista Victória Barbosa e do poeta e jornalista Luís Barbosa.

No Rio de Janeiro, Jesy Barbosa seria aluna da célebre soprano Zaíra de Oliveira, que queria muito bem a Jesy.

Na segunda metade dos anos 20, Jesy Barbosa já se apresentava em rádios e era um nome conhecido e apreciado no meio musical, tanto que em 1929, quando a Victor instalou seus estúdios no Rio de Janeiro, o nome de Jesy Barbosa era o principal da empresa para fazer sua divulgação.

Em 1930, ela foi eleita a Rainha da Canção Brasileira.



"Jesy Barbosa, que por uma votação altamente significativa foi consagrada a Rainha da Canção Brasileira e Renato Murce, o 'gentleman' perfeito, que conquistou brilhantemente o titulo ambicionado de Principe dos Cantores Regionaes".
Diário Carioca, sexta-feira, 12 de setembro de 1930.
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Gravou vários discos, deixando para nós o registro de sua belíssima voz e dicção perfeita.

Jesy Barbosa faleceu aos 85 anos de idade, no Rio de Janeiro, em 30 de dezembro de 1987.

Para melhor conhecer sua vida e carreira, trago a própria Jesy Barbosa em uma entrevista concedida ao pesquisador Jayro Severiano e ao cantor Paulo Tapajós por volta de 1984. Nela, Jesy Barbosa conta fatos marcantes de sua infância e carreira. Eu inseri a entrevista em um programa realizado por mim, com músicas interpretadas por ela.

Em tempo, após realizar o programa, fiquei sabendo que a pronúncia correta do nome Jesy, segundo a própria cantora, é Gê-Zí. Agradeço ao amigo pesquisador Luiz Antônio de Almeida pela informação. Jesy Barbosa, de forma simpática, corrigia as pessoas dizendo que não era sabonete (uma alusão aos sabonetes Gessy Lever).






O Malho 1939
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Arquivo Marcelo Bonavides



Carioca, 1937
Arquivo Nirez


Jesy Barbosa em 1928.
Revista O Violão.
Arquivo Nirez.


Fon Fon 1944
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Jesy Barbosa, anos 30
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O Cruzeiro 1931
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Jesy Barbosa na Rádio Tupi
O Cruzeiro 1935
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Arquivo Marcelo Bonavides









Agradecimento ao Arquivo Nirez






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