domingo, 8 de novembro de 2015

UM POUQUINHO DE AMOR / SAPATINHO DA VIDA - Marchas 1934

Carmen Miranda.
Revista O Malho, 22 de novembro de 1934.
http://memoria.bn.br/

Hoje, trago duas músicas gravadas por Carmen Miranda.
Ambas são marchas gravadas em 1934 e são uma delícia de se ouvir, bem como o repertório de Carmen.
Um Pouquinho de Amor e Sapatinho da Vida são da autoria de Joubert de Carvalho, o médico/compositor que compôs o primeiro sucesso de Carmen Miranda, Pra Você Gostar de Mim (Taí). Para completar a obra, o acompanhamento ficou a cargo de Pixinguinha e seu conjunto Diabos do Céu.



Sapatinha (sic) da Vida
O Malho, 02 de agosto de 1934.






UM POUQUINHO DE AMOR

Disco Victor 33.798-A, matriz 79646-1
Gravado em 08 de junho de 1934 e lançado em julho
Joubert de Carvalho cita a música Linda Morena, de Lamartine Babo, sucesso do carnaval de 1933 na voz de Mário Reis e do próprio Lamartine.




Ofereceram-me um palácio à beira mar
com muito luxo para eu ir lá morar
Colar de pérolas, braldas.
De vez em quando, Caxambú, Poços de Caldas.

Tudo aceitei
Mas, com uma condição
Dar liberdade ao coração
Se nesta vida
todos passam pela dor
Ninguém passa, ninguém vive
sem um pouquinho de amor.

Depois, então, eu seguiria até Paris
Pra ver se aquilo é tão bom como se diz
Paris é grande, mas, será terra pequena
Se pelas ruas não tiver Linda Morena.



SAPATINHO DA VIDA

Disco Victor 33.798-B, matriz 79647-2
Gravado em 08 de junho de 1934 e lançado em julho




Eu fiz do coração um sapatinho
e dei ao meu amor para calçar
Depois, recomendei-lhe muito
pise com jeito, ande pouco e devagar.

E o sapatinho que era cor de rosa
foi tão usado e maltratado
Que hoje em dia já não tem a mesma cor
Assim é a vida, assim também é o nosso amor.

Depois eu fiz de novo outro presente
De um sapatinho todo à fantasia
Então recomendei-lhe muito
Use bastante, se possível, todo dia.

E o sapatinho que era cor de rosa
foi desprezado, abandonado.
Hoje, a saudade é o que resta em seu louvor
Assim é a vida, assim também é o nosso amor.








Agradecimento ao Arquivo Nirez






sábado, 7 de novembro de 2015

LE TRAIN BLEU

LE TRAIN BLEUwww.le-train-bleu.com



Antigamente se chamava Buffet de la Gare de Lyon, a partir de 1963 passou a se chamar Le Train Bleu.
É um restaurante localizado no hall da Gare de Lyon, em Paris, França.
A estação de trem Gare de Lyon foi construída para a Exposição Universal de Paris em 1900 pelo arquiteto Marius Toudoire (1852-1922). Sempre fez parte o luxuoso restaurante, que ainda encanta quem o frequenta.
As pinturas originais nas paredes e no teto foram feitas pelos melhores artistas franceses da época e cada um mostrou um lugar na França que valia a pena visitar.

Se você for a Paris, visite-o e nos diga o que achou.
Site do restaurante: http://www.le-train-bleu.com/fr/


www.le-train-bleu.com




www.le-train-bleu.com




en.wikipedia.org




https://www.tumblr.com/tagged/belle-epoque















quarta-feira, 28 de outubro de 2015

HELOÍSA HELENA - 98 ANOS




Há 98 anos nascia a cantora e atriz HELOÍSA HELENA.


Filha do casal Almeida Gama, Heloísa Helena de Almeida Lima nasceu no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 1917. Seu pai era um alto funcionário do Distrito Federal (Rio de Janeiro).
Ela estudou no colégio Bennet, no bairro do Flamengo e desde criança gostou de cantar e aprendeu a tocar violão ainda cedo.

Começou a cantar de forma amadora na Rádio Roquete Pinto, onde foi ouvida pelo locutor César Ladeira, que a levou para a Rádio Mayrink Veiga, onde começou sua carreira artística profissional, cantando em inglês, idioma que dominava.


Aos doze anos de idade, na revista O Violão, em janeiro de 1929.
"A interessante menina Heloisa Helena, filha do casal Almeida Gama que com tão pouca idade já é a delicia de nossos salões cantando e acompanhando-se ao violão".



Foi uma das atrizes a se fantasiar de baiana e, assim, aparecer em um filme, antes de Carmen Miranda. No caso, o filme foi Alô, Alô Carnaval, no qual Heloísa aparecia vestida de baiana e cantando Tempo Bom, samba de sua autoria em parceria com João de Barro (Braguinha). Ela era acompanhada pelo conjunto Os Bêbados. Nesse filme, produção da Cinédia, Carmen e Aurora Miranda interpretaram a marcha Cantores do Rádio, de João de barro, Alberto Ribeiro e Lamartine Babo.

Em 1937, gravou um disco com músicas de sua autoria, Samba da Vida, samba em parceria com Valfrido Silva e Numa Roda de Samba, samba-fox somente de sua autoria. Foi acompanhada por Pixinguinha e os Diabos do Céu.
Essas músicas foram utilizadas no filme Samba da Vida, estrelado por Heloísa e dirigido pelo ator Jayme Costa, na Cinédia, em 1937.


Estrela de O Samba da Vida, 1937.


Seu segundo disco seria gravado em 1940, na Odeon, com as marchas Sarong, de Osvaldo Santiago e Jorge Murad e Marinheiro, de Alvarenga e Ranchinho, onde foi acompanhada pela Orquestra Odeon.

Heloísa Helena foi a primeira cantora a interpretar a música Carinhoso, de Pixinguinha, na versão feita por João de Barro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Essa música havia recebido versos anteriores feitos pela cantora Aracy Côrtes, e interpretada, com sucesso, por ela nos palcos. Pixinguinha, que cresceu ao lado de Aracy, ofertou a partitura original desse clássico para que sua amiga guardasse.

Era casada com o teatrólogo Paulo Magalhães.

Mesmo atuando no Cassino da Urca e Cassino Atlântico, foi aos EUA no começo da década de 1940 para um intercâmbio cultural da Embaixada norte-americana no Brasil. Em 1951 retornou ao brasil, convidada pelo produtor Chianca de Garcia, que a levou à TV Tupi.


Heloísa Helena, que possuía uma grande biblioteca,
gostaria de escrever romances, se não fosse cantora e atriz.
"Se não fosse obrigada a cantar e a representar, escreveria romances pociliaes...
Foi uma das minhas vocações, que a maioridade não conseguiu apagar. Às aventuras de Dick Turpin, Arsene Lupin e Mr. Moto, eu daria de bom agrado a minha carreira de artista...".


Em 1955 participou do filme Chico Viola não morreu.

Atuou no teatro, com sucesso, em peças como Rosa Tatuada e Um Bonde Chamado Desejo.

Também apresentou programas de televisão, entrevistando personalidades e presidentes da República.

Nos anos 60 passou a trabalhar na Rede Globo, em novelas como Verão Vermelho, Assim na Terra como no Céu, Selva de Pedra, Eu Prometo e Roque Santeiro. Também dirigiu alguns programas.

Ainda no cinema atuou em Mãos Sangrentas, Leonora dos Sete Mares, O Homem do Sputinik e Independência ou Morte, onde interpretou Carlota Joaquina.

Ao longo de sua carreira recebeu vários prêmios por sua atuação no teatro, cinema e televisão.
Em 1998, prestou depoimento ao Museu da televisão Brasileira.

Heloísa Helena faleceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1999.









Heloísa Helena ,1952,canta "N'Aimez que moi" (Joubert de Carvalho-Maria Eugênia Celso)







Agradecimento ao Arquivo Nirez







domingo, 25 de outubro de 2015

ADEUS À MAUREEN O´HARA

Maureen O´Harawww.pinterest.com




Faleceu neste sábado, 24 de outubro,aos 95 anos, a atriz irlandesa Maureen O´Hara.
Famosa por seus papéis em Hollywood nos anos 40 e 50, ela faleceu enquanto dormia.



Maureen O´Hara
http://cinemaclassico.com/



O primeiro sucesso foi em O Corcunda de Notre Dame (1939), onde interpretou a cigana Esmeralda.
Também atuou em Como Era Verde o Meu Vale (1941) e Depois do Vendaval (1952).



Em O Corcunda de Notre Dame, 1939.
http://cinemaclassico.com/

terça-feira, 20 de outubro de 2015

ADEUS À YONÁ MAGALHÃES

YONÁ MAGALHÃES
astrosemrevista.blogspot.com



Faleceu na manhã desta terça-feira, aos 80 anos, a atriz YONÁ MAGALHÃES.
Ela estava internada na Casa de Saúde São José, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro, 
Desde o dia 18 de setembro ela estava internada, devido a um quadro de insuficiência cardíaca. Após uma cirurgia, Yoná foi para a UTI, onde permaneceu até esta terça.


Yoná Magalhães nasceu em 07 de agosto de 1935, no subúrbio de Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro.
Iniciou sua carreira artística para ajudar a família, quando o pai ficou desempregado. Ela foi a estrela do clássico de Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol, de 1964.

Na TV, foi a primeira mocinha de sucesso nas novelas da Rede Globo, tendo marcado época ao lado de Carlos Alberto em Eu Compro Essa Mulher, de 1866.

Na antológica Roque Santeiro, ela interpretou Matilde, proprietária de um hotel e da boate Sexus, que tirava o sossego dos conservadores de Asa Branca. Devido ao susesso da personagem, a atriz posou, aos cinquenta anos, para a revista Playboy.




Yoaná Magalhães (de branco ), Leila Diniz e Carlos Alberto.
Eu Compro Essa Mulher, 1966.
oglobo.globo.com




www.maisequilibrio.com.br



omelete.uol.com.br



www.blogdoserido.com.br









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