terça-feira, 22 de dezembro de 2015

AURORA MIRANDA E ALMIRANTE - SAUDADES

O dia de hoje, 22 de dezembro, marca a partida de dois grandes nomes de nossa música, Aurora Miranda e Almirante.

Vamos ouvir os dois cantando músicas de Natal.


AURORA MIRANDA


Faleceu há 10 anos, em 22 de dezembro de 2005, aos 90 anos.


NATAL DIVINO
Marcha de Milton Amaral
Acompanhamento da Orquestra Odeon, sob a direção de Simon Bountman
Gravada em 1935




ALMIRANTE

www.mis.rj.gov.br

Faleceu há 35 anos, em em 22 de dezembro de 1980, aos 72 anos.


A BENÇÃO PAPAI NOEL
Marcha de Alcebíades Barcelos (Bide) e Alberto Ribeiro
Acompanhamento dos Diabos do Céu, sob a direção de Pixinguinha
Gravado em 1934













sábado, 19 de dezembro de 2015

ADEUS À ISA RODRIGUES


ISA RODRIGUES
Revista Carioca, 1937.
Arquivo Nirez




Nessa semana, precisamente no dia 15 último, faleceu aos 88 anos a atriz ISA RODRIGUES, a Shirley Temple brasileira.

Elisa Rodrigues Correia de Melo nasceu em São Paulo, a 17 de julho de 1927.

Era filha dos atores Alzira Rodrigues Bouza e Benito Rodrigues Bouza. Tendo iniciado sua carreira cantando e sapateando por volta de 1934, recebeu o título de Shirley Temple brasileira, já que a pequena atriz americana homônima estava em pleno sucesso.

Menina prodígio, atuou com sucesso na Rádio Nacional.


Isa Rodrigues.
Revista Carioca, 1937.
Arquivo Nirez.



Isa Rodrigues.
Revista Carioca, 1937.
Arquivo Nirez.


Quando cresceu, Isa Rodrigues tornou-se vedete e brilhou nos teatros e na TV Excelsior.

No cinema, atuou em cinco filmes.

Desde 1990, quando faleceu seu esposo, o também ator Carlos José Correia de Melo, ela decidiu morar no Retiro dos Artistas. Deixou filhos e netos.

Sua despedida artística aconteceu em 1985 na peça Viva a Nova República, que foi encenada no teatro do Copacabana Palace.



Isa Rodrigues (de vermelho) e Daniele Ramalho.
http://www.danieleramalho.com.br/




Depoimento de Isa Rodrigues










quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

ALZIRINHA CAMARGO - 100 ANOS

Alzirinha Camargo, figura graciosa do "broadcasting", enfeitiçou os paulistas e se fez, agora,
um dos ídolos dos cariocas. Figurou nos "films" "Allô, Allô, Carnaval" e "Fazendo fita".
Revista Carioca, 1936.
Arquivo Nirez



Há 100 anos nascia a cantora e atriz ALZIRINHA CAMARGO. 


Alzira de Camargo nasceu em São Paulo, no bairro do Brás, em 10 de dezembro de 1915.
Foi criada por seus padrinhos em Itapetininga (SP), onde se formou professora da Escola Normal.

Não chegou a lecionar, pois, o rádio a encantou. 
Com 17 anos, em 13 de junho de 1933, estreou na Rádio Record de São Paulo.

Após firmar carreira em algumas rádios paulistanas, Alzirinha foi levada por Silvia Autuori (conhecida por Tia Chiquinha) para o Rio de Janeiro, em novembro de 1935. Lá, apresentou-se na Rádio Cruzeiro do Sul, fazendo logo sucesso.

Jovem, bonita e talentosa, Alzirinha logo seria convidada a participar do cinema, estreando em Fazendo Fita (1935), comédia musical dirigida por Vittorio Capellaro. 

Em 1936, gravou seu primeiro disco na Victor com as músicas: Cinquenta por Cento (50%), marcha de Lamartine Babo; e Você vai se arrepender, samba de Germando Augusto, Kid Pepe e Alberto Fabel.
Nesse mesmo ano, foi contratada para cantar em uma cadeia de cassinos espalhada por todo o país.

Apareceu vibrante no filme Alô, Alô Carnaval (1936), com direção de Adhemar Gonzaga. 
Em 1937, Raul Roulien a dirigiu em O Grito da Mocidade.
Em 1954 apareceria no filme português Agora é que são elas, dirigido por José César de Sá e Fernando Garcia.

Quando excursionou em Buenos Aires, em 1936, Benedito Lacerda compôs para ela a marcha Meu Buenos Aires Querido e, com Herivelto Martins, o samba Ritmo do Coração. Os argentinos adoraram.

Com sucesso nas rádios, cassinos e discos, Alzirinha Camargo partiu para os EUA em 1940, quase a mesma época que Carmen Miranda. Ficou até 1949, apresentando-se ao lado do esposo, o maestro peruano Ciro Rimac.

Entre 1950 a 1953, percorreu a Espanha e Portugal, apresentando-se no Cassino Estoril.
Regressou ao Brasil em novembro de 1953, sendo contratada pela Rádio Nacional para fazer o programa Gente que brilha, de Paulo Roberto.

Nos anos seguintes, ela atuaria ocasionalmente em rádios e televisão, e também gravaria algumas músicas na Polydor.

Em 1964, abandonou a vida artística e tornou-se funcionária pública do INSS, no Rio de Janeiro. 
Quando se aposentou foi morar em Santos (SP), onde faleceu em 09 de dezembro de 1982, um dia antes de seu 67º aniversário.



Alzirinha Camargo, 1936.
Revista Cinearte.
http://www.bjksdigital.museusegall.org.br/




Curiosidades:
Em 1936, Alzirinha Camargo media 1,65 e pesava 50 quilos.
Seus cantores preferidos, em 1976 eram: Carmen Miranda, Francisco Alves, 
Elis Regina e Roberto Carlos.

                     














sábado, 5 de dezembro de 2015

ADEUS À MARÍLIA PÊRA




Em 1991, eu fui assistir, com minha avó Aldaísa, ao espetáculo Elas por Ela, estrelado por Marília Pêra, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza.

Eu sabia que em algum momento ela sortearia um livro sobre Carmen Miranda, que eu queria muito.
Mas, o espetáculo me chamava a atenção pelo fato de Marília interpretar várias cantoras da MPB, entre elas Aracy Côrtes e Carmen Miranda, minhas preferidas.

No intervalo, ela sentada no palco, com o bonitos cabelos negros soltos, conversava com o público.
Perguntaram o que ela fazia para ser tão boa atriz, e sua resposta foi "Eu fiz escola com Bibi Ferreira".

Eu estava na parte térrea do teatro, perto do palco e, quando ela falou que ia sortear algo importante, eu levantei o braço. Felizmente, uma de suas acompanhantes me viu e já apontou o dedo para mim.
Eu havia ganho o livro, de Cassio Emmanuel Barsante.

Marília me disse, "Marcelo, você vai adorar este livro".
Minha avó me beijou feliz e satisfeita por eu estar tão contente.

Hoje, soube que Marília Pêra faleceu. Uma de nossas maiores artistas, de todos os tempos.
Lembro aquele longínquo 1991 e penso, "É verdade, Marília, eu adorei o livro!".






quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

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