sexta-feira, 11 de março de 2016

PEPA DELGADO - 71 ANOS DE SAUDADE

Atriz Pepa Delgado.
Arquivo Marcelo Bonavides


Há 71 anos falecia a atriz-cantora PEPA DELGADO.
Ano passado, escrevi um texto sobre ela, que vocês podem conferir nesse link http://zip.net/bts1vc.
Hojem trago algumas fotografias, inclusive um poema de Júlio Dantas que a própria Pepa Delgado transcreveu em seu caderno. Podemos ver o capricho de sua letra.
Aos poucos irei trazendo mais material sobre ela.


Fotografia de Pepa Delgado tirada por seu filho, Heitor,
no dia em que a atriz completava 57 anos.
21 de julho de 1944

Arquivo Marcelo Bonavides





Poema de Júlio Dantas transcrito por Pepa Delgado em seu caderno.
Arquivo Marcelo Bonavides



Jornal Diário da Noite, 12 de março de 1945, RJ.
Arquivo Marcelo Bonavides



Jornal O Globo, 12 de março de 1945, RJ.
Arquivo Marcelo Bonavides











sábado, 5 de março de 2016

NAVIO PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS: 100 ANOS DO NAUFRÁGIO EM COSTAS BRASILEIRAS







Há exatos 100 anos, no dia 05 de março de 1916, naufragava o navio Príncipe de Astúrias.

Era domingo de Carnaval em 05 de março de 1916.

O navio Príncipe de Astúrias se dirigia ao porto de Santos (SP), tendo saído de Barcelona com destino a Buenos Aires.

Às 04 da manhã, vários passageiros ainda pulavam no salão ao som da orquestra, enquanto outros dormiam. Lá fora, o tempo estava ruim, chovendo muito. Quinze minutos depois, um raio fez com que o comandante visse o quanto estavam perto dos rochedos. O navio chocou-se contra a laje da Ponta de Pirabura, no litoral paulista. Os depoimentos dão conta que, em menos de cinco minutos, ele afundou. Era sua sexta e última viagem, O navio Príncipe de Astúrias podia levar até 1890 passageiros, divididos em primeira classe (150), segunda classe (120), segunda classe econômica (120) e 1500 alojamentos para imigrantes.

Naquela madrugada, sob o comando do capitão José Lotina, o navio levava 654 (os números variam de acordo com fontes) pessoas, dos quais 193 eram tripulantes. O número oficial de mortos foi de 477.

Porém, o mergulhador e pesquisador grego Jeannis MichailPlaton, 68 anos, afirma que erca de mil imigrantes ilegais (não registrados) viajavam no navio, fugidos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Portanto, eles não estariam entre o número oficial de mortos, o que poderia elevar bastante as estatísticas.

Segundo Jeannis “O navio se partiu em três partes e em pouco tempo ficou submerso. Os corpos se espalharam pelo litoral norte e quando encontrados, foram entrerrados nas praias. Cerca de 600 pessoas foram enterradas na praia de Serraria e 300 em Castelhanos”, afirmou.

Como vemos o número de mortos varia a cada fonte. Ainda segundo Jeannis, mais de 1500 pessoas faleceram no desastre naval. Esse seria o número de vítimas de outro naufrágio, ocorrido quatro anos antes, o Titanic. O que levou a imprensa a classificar o Principe de Astúrias como o Titanic brasileiro.

No dia seguinte, o navio francês Vega, que passava pelas proximidades, avistou os destroços e dois sobreviventes no mar. Assim, começava o resgate de 143 (número oficial) pessoas que ficaram à deriva.

O navio Patrício de Satrustegui encontrou e recolheu vários corpos.
Em terra, os moradores locais amparavam os sobreviventes, que ainda foram encontrados dois dias depois, perambulando pelas matas.

Lembro que por volta de 1997, assisti uma reportagem apresentada pela jornalista Marília Gabriela, no SBT, sobre esse naufrágio. Um dos moradores da região, que havia testemunhado os dias seguintes ao naufrágio, disse que uma das coisas que mais o marcou foi ver os corpos de um casal, jogado contra as pedras, e que ainda estavam de mão dadas.

 Segundo o site Naufrágio do Brasil: "Oficiais do navio relataram que na ponte de comando o Capitão José Lotina e seu primeiro oficial Imediato Antônio Salazar Llinas decidiram por fim a suas vidas, dando um tiro na cabeça; os corpos dos dois oficiais nunca foram encontrados".

O Príncipe de Astúrias Foi construído em 1913, na Escócia e era considerado de médio porte. Tinha 150 metros de comprimento, mais de 16 mil toneladas e era considerado o transatlântico mais luxuoso da Espanha. Era um navio de carga e de passageiros. Dessa forma, ele levava consigo 12 estátuas de bronze, que seriam levada ao monumento La Carta Magna y Las Cuatro Regiones Argentinas, do Parque Palermo, em Buenos Aires, um valor de quatro milhões de libras esterlinas e onze toneladas em ouro.  Dos destroços foi recuperada uma única estátua, atualmente exposta no Serviço de Documentação Geral da Marinha (SDGM), 1º Distrito Naval, Rio de Janeiro.


http://www.naufragiosdobrasil.com.br/


Segundo o site G1No Museu Náutico localizado no Parque da Usina Prefeito Geraldo Junqueira, no bairro Água Branca, encontram-se várias peças recuperadas do Príncipe de Astúrias, além de uma réplica do navio".


Hoje, haverá um evento organizado pela Prefeitura de Ilhabela e Marinha do Brasil, onde será lançada uma coroa de flores em homenagem às vitimas e a participação de um neto de um tripulante sobrevivente. A solenidade será realizada a bordo de um navio próximo ao local do naufrágio, Ponta da Pirabura e terá a parceria da Marina Igararecê, Yacht Club de Ilhabela, Sportmar Empório Náutico e Sociedade Amigos da Marinha (Soamar). Outras embarcações irão acompanhar o navio da Marinha na solenidade. 


















IMAGENS DO INTERIOR DO PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS
Acervo Pessoal de José Carlos Silvares 











































Fontes: http://www.atribuna.com.br/
http://sao-paulo.estadao.com.br/
http://g1.globo.com/
http://www.naufragiosdobrasil.com.br/
http://www.portalr3.com.br/









sexta-feira, 4 de março de 2016

quinta-feira, 3 de março de 2016

JEAN HARLOW - 105 ANOS




Há 105 anos nascia a atriz JEAN HARLOW, a Vênus Platinada.
Harlean Carpenter nasceu em Kansas City a 03 de março de 1911.


Era filha do dentista Mont Clair Carpenter (1877 - 1974) e de Jean Harlow (sim, esse era o nome de solteira de sua mãe). 

Durante a década de 1930, Jean Harlow se destacou como a primeira loira fatal do cinema, mas, também se sobressairia em várias comédias.
Bonita e com seu talento sendo reconhecido, ela faleceu prematuramente, aos 26 anos, em 07 de junho de 1937.

O site Cinema Clássico, de minha amiga Carla Marinho, apresenta um texto detalhando a vida de Jean Harlow. Vale a pena conferir: http://zip.net/bnrFK5



Com seu amigo Clark Gable
em Red Dust (Terra de Paixão), 1932.




Com sua mãe, cujo nome de solteira era Jean Harlow.



















terça-feira, 1 de março de 2016

DATA 01/03: ELISA COELHO, NUNO ROLAND E SIMON BOUNTMAN

A data de hoje, 01 de março, marca o aniversário de nascimento e morte dos seguintes artistas de nossa MPB:


ELISA COELHO






















Nascida em Uruguaiana (RS), a 01 de março de 1909, Elisa Coelho teve participação ativa no cenário musical carioca durante a década de 1930, tornando-se uma de nossas maiores cantoras. Tinha um jeito meigo e romântico ao cantar. Entre seus sucessos, se destaca No Rancho Fundo, de Ary Barroso e Lamartine Babo, que ela gravou originalmente em 1931. Elisinha faleceu em 2001, na cidade de Volta Redonda (RJ), onde morava.

Tenho Saudade
Samba Canção de Ary Barroso
Acompanhamento do Grupo do Canhoto
Gravado em 1931





NUNO ROLAND






















Nascido Reinold Correia de Oliveira, na cidade de Joiville (SC), em 01 de março de 1913, Nuno Roland cantava desde menino. Foi no Rio de Janeiro que se destacou como um de nossos melhores cantores. Lançou sucessos de carnaval como Tem Gato na Tuba (João de Barro e Alberto Ribeiro) e Pirata da Perna de Pau (João de Barro). Também se notabilizou como cantor romântico. Nuno Roland faleceu em 20 de dezembro de 1975, no Rio de Janeiro.

Iracema
Valsa de Benedito Lacerda e Aldo Cabral
Acompanhamento da Orquestra Copacabana sob a direção de Simon Bountman
Gravada em 1937





SIMON BOUNTMAN

Simon Bountman, de branco, entre Carmen (esq.) e Aurora Miranda (dir).



















Nascido por volta de 1900 na Rússia, Simon Bountman era maestro e violinista. Foi um dos principais arranjadores nas gravações da Odeon e Columbia durante as décadas de 1920 e 1930.
Acompanhou artistas do nível de Aracy Côrtes, Francisco Alves, Carmen Miranda e Gastão Formenti. No filme Alô, Alô Carnaval, de Adhemar Gonzaga, produzido pela Cinédia em 1936, ele pode ser visto à frente de sua orquestra no número Cantores do Rádio, apresentado pelas irmãs Carmen e Aurora Miranda.
Simon Bountman faleceu em 01 de março de 1977, no Rio de Janeiro.

Coroné
Samba de Romeu Silva
Acompanhamento de Simon Bountman e sua Orquestra do Cassino Copacabana
Gravado em 1941









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